Lançamento de ‘Mulher ao Mar’

econvite1

Finalmente, eis o muito aguardado primeiro livro de poemas de Margarida Vale de Gato: Mulher ao Mar (Mariposa Azual). A autora, sobretudo conhecida pelos seus excelentes trabalhos de tradução a partir do inglês, vai celebrá-lo, ao livro, com um «Baile da Revolução» na noite do dia 25 de Abril, o que me parece mais do que adequado.
Pela minha parte, depois de ouvir Hélia Correia, tenciono dançar ao som de Bella Ciao & etc.

Vila-Matas sobre Huysmans

«Leí el libro de Huysmans hace años sin que me dejara huella alguna. Creo que no lo entendí porque me fijé sólo en su lado diabólico y en su vistosa afición al reverso, en su voluntad de ir a contrapelo. Su relectura, en cambio, me está dejando huella, incluso dejando extrañamente muy animado, como si hubiera conocido de golpe la dimensión depravada de ciertas fiestas privadas. La tercera persona a la que recurre Huysmans para narrar el profundo rechazo y el tedio del egoísta Des Esseintes no es en realidad más que una máscara que encubre al propio autor.»

O texto completo, publicado no suplemento Babelia do passado sábado, pode ser lido aqui.

Livraria Babel – São Sebastião

A nova livraria do grupo Babel vai ser inaugurada sexta-feira, 23, Dia Mundial do Livro, a partir das 18h00. Fica na Avenida António Augusto de Aguiar, 148, R/C (Lisboa).

‘Agora a Sério’

É um espectáculo que vai estar em cena no Teatro Aberto (texto de Tom Stoppard; com Afonso Lagarto, Ana Brandão, Diana Costa e Silva, João Reis, Nuno Casanovas, Pedro Lima e São José Correia; encenação de Pedro Mexia). Estreia dia 29.
E é também um livro da Tinta da China, com a mesmíssima peça de Tom Stoppard, traduzida por Pedro Mexia.

Sequestrada na Suécia

A Isabel Coutinho continua refém do Eyjafjallajökull, mas duvido muito que venha a sofrer da Síndrome de Estocolmo, embora esteja lá (em Estocolmo).

A era da confusão

«Print is dying. Digital is surging. Everyone is confused.»

Pelo menos é o que diz Craig Mod, num ensaio intitulado Books in the Age of the iPad.

O que sabe de menos e o que sabe demais

A Flor Pisada
Autor: Leonid Andréev
Tradução (do russo): Monica Cozacenco
Editora: Estrofes & Versos
N.º de páginas: 92
ISBN: 978-989-8292-11-7
Ano de publicação: 2009

Conhecido sobretudo como dramaturgo, Leonid Nicolaevitch Andréev (1871-1919) foi também um excelente contista e um autor central do expressionismo na literatura russa. Se Tchékhov era um mestre da contenção e da subtileza, Andréev seguia caminhos mais tortuosos, reflectindo com arrebatado ímpeto narrativo os aspectos trágicos da condição humana, quase sempre descrita como um inferno sem escapatória, que condena os protagonistas à miséria (física ou moral) e ao desespero.
Os dois contos incluídos neste volume comprovam que a sua escrita era de um lirismo expansivo mas algo cru, como se a beleza tivesse que ter arestas afiadas, para magoar, para fazer sangue. A Flor Pisada é o relato de um episódio traumático da infância de Iura, rapaz de seis anos que pressente o terramoto invisível que dilacera a ordem familiar, antes e durante uma festa com músicos e lanternas coloridas no jardim. Agindo por instinto, ele prefere fingir que as ondas sísmicas do segredo descoberto por acaso (a infidelidade materna) não existiram e que a vida pode seguir o seu curso, apesar da intensa devastação psicológica. O contraste entre o universo mental de Iura – próximo das pequenas coisas que ficam rente à terra (a erva, as «lajes lisas e largas», uma pedra «aquecida pelo sol») – e o mundo gigantesco, misterioso, inacessível, opaco e ameaçador dos adultos, em que o pai parece ter dez metros e a mãe três, torna ainda mais pungente esta história sobre a perda da inocência.
Se Iura sabe de menos, o Lázaro do segundo conto sabe demais. Após três dias na sepultura, ele regressa do Outro Lado, ressuscitando para uma vida que fica, para seu infortúnio, inapelavelmente contaminada pela experiência da morte. Tal como Iura se mostra confuso diante da violência oculta dos adultos, Lázaro é incapaz de lidar com o pasmo receoso de quem espera dele a revelação de uma verdade iluminadora. O que os seus olhos transmitem a quem se atreve a enfrentá-los (e são muitos: de Aurélio, escultor famoso, ao imperador Augusto) é um vislumbre do abismo das trevas eternas, do grande Vazio que tudo devora, e por isso ele não pode reaver o seu lugar entre os mortais. Mais do que salvá-lo, o nunca nomeado gesto de Cristo condenou-o a uma existência de resignada dissolução, a ser um foco de peste niilista, uma sombra perdida no deserto, arrastando sem esperança o seu «contorno negro» em direcção ao «fundo vermelho» do crepúsculo (como as personagens secundárias da tela O Grito, de Edvard Munch).

Avaliação: 8,5/10

[Texto publicado no suplemento Actual, do semanário Expresso]

Fundação José Saramago nas redes sociais

Isto é: no Facebook (aqui) e no Twitter (aqui).

O que aí vem (Relógio d’Água)

Um Portão nas Escadas, último romance de Lorrie Moore (autora de Pássaros da América). Tradução: José Miguel Silva.

Soletrar as cinzas

A palavra é Eyjafjallajökull. Repitam comigo: Ey-jaf-jalla-jö-kull, Ey-jaf-jalla-jö-kull, Ey-jaf-jalla-jö-kull. Outra vez: Ey-jaf-jalla-jö-kull, Ey-jaf-jalla-jö-kull, Ey-jaf-jalla-jö-kull. Mais uma: Ey-jaf-jalla-jö-kull, Ey-jaf-jalla-jö-kull, Ey-jaf-jalla-jö-kull. E a última: Ey-jaf-jalla-jö-kull, Ey-jaf-jalla-jö-kull, Ey-jaf-jalla-jö-kull. Pronto, já não precisam de andar para aí a falar abstractamente do «vulcão».

Feira do Livro de Londres

Feira_Londres

Começa hoje. E vai ser, já está a ser, outra vítima da nuvem.

Imagens de Matosinhos

Durante o LeV decidi ficar offline, com o computador e a ligação à internet muito sossegadinhos, lá no quarto do hotel. Há momentos em que é preciso simplesmente desligar. As impressões sobre o almoço na casa de chá do Siza, em Leça da Palmeira, ou as conversas na esplanada (entre escritores, jornalistas, escritores-jornalistas e jornalistas-escritores), ficam na esplanada, ficam em Leça. Importa ainda assim dizer que o público do LeV, apesar das muitas baixas (11 dos 17 autores estrangeiros não conseguiram ultrapassar o caos das ligações aéreas), o público do LeV não dispersou e encheu de novo a sala em quase todas as sessões. Na primeira, contei por alto umas 220 pessoas na assistência.
Quanto à face mais mundana do encontro, podem encontrá-la na completíssima reportagem fotográfica que o Paulo Ferreira, dos Blogtailors, está a fazer quase em tempo real, aproveitando as extraordinárias potencialidades do seu iPhone.

LeV

Começa hoje.
Ver programa aqui.
Infelizmente, o caos nas ligações aéreas europeias, provocado pela nuvem de cinzas vulcânicas que cobre o norte do continente, também vai ter consequências neste encontro literário. Por exemplo, na primeira mesa de debate, que me cabe moderar esta tarde a partir das 16h30, na Galeria Municipal de Matosinhos, não estará presente o escritor e jornalista britânico Robert Fisk. E há outros autores que ainda não sabem se conseguirão chegar a tempo.
Sobre estes e outros assuntos relacionados com o LeV, tentarei dar conta aqui durante o fim-de-semana. Mas a experiência de outros encontros deste tipo diz-me que provavelmente o ritmo de actualização do blogue ficará reduzido ao mínimo dos mínimos. O melhor é não prometer nada. Depois logo se vê.

Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’

Nascimento da Biopolítica, de Michel Foucault (Edições 70), por António Guerreiro
Correspondência 1959-1978, de Sophia de Mello Breyner/Jorge de Sena (Guerra & Paz), por Helena Barbas
Jornalismo em Liberdade, de João Figueira (Almedina), por José Pedro Castanheira
Um Cesto de Cerejas – Conversas, Memórias, uma Vida, de Francisco Castro Rodrigues (Cotovia/Casa da Achada), por José Manuel Fernandes
Winesburg, Ohio, de Sherwood Anderson (Ahab), por Luís Coelho
A Arte de Produzir Efeito Sem Causa, de Lourenço Mutarelli (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo
A Flor Pisada, de Leonid Andreev (Estrofes & Versos), por José Mário Silva
Manual da Escuridão, de Enrique de Hériz (Dom Quixote), por Vítor Quelhas

O que aí vem (Teorema)

Juliet. Nua, de Nick Hornby; Os Lambs de Londres, de Peter Ackroyd; Todos os Homens São Mentirosos, de Alberto Manguel; O Meu Amigo Marr e a Hena, a Puta, de Adam Zameenzad; Uma Gata, um Homem e Duas Mulheres, de Junichiro Tanizaki. Saem todos em Maio (o primeiro no dia 8; os outros a 22).

Rimbaud de bigodinho

Uma fotografia inédita de Jean-Arthur Rimbaud, a única com qualidade suficiente para se perceber como eram os seus traços fisionómicos na idade adulta, foi descoberta por dois livreiros numa feira de rua e apresentada ontem à noite no Salon du Livre Ancien, em Paris. A foto foi tirada em Aden, por volta de 1880, e mostra Rimbaud sentado numa das varandas do Hotel de l’Univers, no meio de um grupo de seis homens e uma mulher:

Aden

Jean-Arthur, que teria cerca de 30 anos, é o segundo a contar da direita. Curiosamente, não se parece muito com o rosto icónico da juventude:

Ele dá ares mesmo é ao Fernando Pessoa (mas sem óculos):

PS – Ao contrário do que comecei por sugerir, o Fernando Pessoa da foto acima não era «trintão». Vários leitores alertaram-me para a verdadeira idade do poeta quando a imagem foi captada: 21 anos. Fica esclarecido o equívoco.

O Cheiro dos Livros

Escrito nem sempre a lápis: eis o blogue de Jorge Fallorca, agora a solo (e já com link no blogroll, para facilitar as visitas diárias).

Autobiografia breve de JSS

O site do Jornal de Letras recuperou um texto autobiográfico que Jaime Salazar Sampaio, desaparecido esta terça-feira, publicou nas suas páginas em 2008.

‘Sorriso do Gato de Cheshire (quando o resto do corpo desaparece)’

cheshire

Desenho de Alice F. Silva (Abril de 2010)

O ‘backup’ do Twitter

A Biblioteca do Congresso dos EUA está a armazenar todo o conteúdo do Twitter (50 milhões de mensagens por dia). Um tesouro para futuros sociólogos estudarem como é que se interagia online no princípio do século XXI. Espero apenas que a Biblioteca do Congresso esteja a fazer a mesma coisa com a blogosfera.

Três vezes Rubem Fonseca

Entre hoje (quinta-feira) e sábado, A Escola da Noite, em co-produção com a Companhia de Teatro de Braga, vai estrear em Coimbra, no Teatro da Cerca de São Bernardo (21h30), três espectáculos, com dramaturgia e encenação de António Augusto Barros, que formam uma Trilogia Rubem Fonseca. Os espectáculos, construídos a partir de cerca de duas dezenas de contos do escritor brasileiro, intitulam-se 1. José (estreia hoje), 2. Rubem (estreia amanhã) e 3. Fonseca (estreia no sábado).
Mais informações aqui.

net-rubem-estreia

As primeiras 20 páginas

Talvez porque venho adiando há demasiado tempo o impulso de começar um romance (mais por receio de ser incapaz de escrever um, admito, do que pela simples tendência para a procrastinação), gosto muito de ler o que os romancistas estabelecidos nos revelam sobre o seu ofício: diários, reflexões ensaísticas, conferências académicas, livros com títulos como Aspects of the Novel ou The Art of Fiction, chamo-lhes um figo. E leio de fio a pavio, tentando perceber não as regras gerais mas os casos particulares, a forma como os vários autores resolveram os seus problemas específicos, consciente de que em muitos casos permanecemos no território da ficção – ou da mitomania. Aliás, de um escritor não espero nunca sinceridade absoluta (se é que isso existe), mas agrada-me que seja generoso.
Encontrei o mais recente exemplo deste tipo de generosidade no número de Janeiro da revista Prospect: um artigo de quatro páginas, assinado por Zadie Smith, sobre a sua experiência de romancista. O texto, incluído no volume Changing my Mind: Occasional Essays (Hamish Hamilton, 2009), é uma versão de uma aula dada a estudantes da Universidade de Columbia, em Março de 2008. Ao longo de dez secções curtas, Smith aborda os vários estádios que o escritor atravessa durante a escrita de um romance. Ou, melhor dito, os vários estádios que ela, Zadie Smith, atravessa durante a escrita dos seus romances. Não há aqui generalizações, só as euforias e desesperos de uma experiência pessoal muito concreta, materializada em livros que têm visto a luz com intervalos consideráveis. A Dentes Brancos (2000), a apoteótica estreia aos 24 anos, seguiram-se apenas O Homem dos Autógrafos (2002) e Uma Questão de Beleza (2005).
Zadie começa por explicar que existem dois tipos de romancistas: os que programam tudo ao milímetro, fixando logo de início cada detalhe da estrutura narrativa e até a evolução do enredo (chama-lhes «Macro Planners»); e os que não prevêem nada à partida, os que começam na primeira frase e acabam na última, só avançando para um novo capítulo quando o anterior ficou definitivamente fechado (os «Micro Managers»). Ela pertence à segunda categoria e reconhece os riscos inerentes. «Quando começo um romance, sinto que ele não existe fora das frases que vou pondo no papel. Por isso tenho de ser muito cautelosa: toda a natureza da coisa pode mudar devido à escolha de umas quantas palavras.» No caso de Smith, esta responsabilidade desperta um estado obsessivo que se manifesta sobretudo nas primeiras 20 páginas, trabalhadas e retrabalhadas até definirem uma certa perspectiva, uma voz, um tom. O arranque é difícil, moroso, uma tortura, mas o esforço compensa porque a energia acumulada (como quando se dá corda a um carrinho de brincar) acaba por fazer o resto do romance. Em Uma Questão de Beleza, as fatídicas primeiras 20 páginas exigiram-lhe quase dois anos; as restantes quatrocentas e tal, uns meros cinco meses.
Há autores que preferem não ler nada enquanto escrevem. Smith, pelo contrário, alimenta-se das palavras alheias. Cola citações de Pynchon na porta do escritório, põe uma frase de Derrida no screen saver do computador, pega em Kafka, Nabokov ou Dostoievski como combustível para o seu próprio estilo. Depois, sem saber bem como, chega ao «meio do romance», esse inexplicável «estado de espírito» próximo do pensamento mágico, alienante, capaz de colapsar o tempo, acelerar a escrita e puxar a realidade do mundo para dentro do livro, resolvendo de repente os seus nós e dilemas. Já perto do fim, impõe-se um regresso às primeiras 20 páginas, para torná-las menos densas, menos explicativas, menos paternalistas em relação ao leitor. Daí para a frente, é só retirar os andaimes narrativos que foram ficando presos ao edifício, preparando a chegada do dia final, a libertação e a sua felicidade «sem adjectivos».
Da última vez que chegou a este ponto, Zadie abriu uma garrafa de Sancerre e deitou-se no quintal, a chorar, no meio das maçãs caídas. Foi há mais de cinco anos. Onde estará ela agora? Ainda às voltas com as 20 primeiras páginas ou já mais perto de tirar a rolha ao próximo vinho do Loire?

[Texto publicado no n.º 89 da revista Ler]

Jaime Salazar Sampaio (1925-2010)

Um grande dramaturgo, quase secreto. No obituário do Público, Jorge Silva Melo considera-o «um mestre absoluto do diálogo» e Baptista-Bastos salienta a atenção especial que o autor de Madalena Lê Uma Carta dava ao teatro amador: «Ele disse-me, uma vez, que escrevia principalmente para os grupos amadores, porque não só recebia deles mais atenção, como via neles o melhor do teatro em Portugal».

‘O iPad e a pirataria de ebooks’

«Depois da pirataria de software, música e filmes sangrar há anos a indústria informática e de entretenimento, a disseminação ilegal de ebooks vai agora começar a atormentar a indústria livreira a nível mundial mas poupando… jornais e revistas.» A opinião de Ricardo Nuno Silva, no blogue eBook Portugal.

Juan Gelman na Casa do Alentejo

O poeta e jornalista argentino Juan Gelman, Prémio Cervantes 2007, vai estar hoje à tarde (a partir das 18h00) na Casa do Alentejo, para uma sessão com José Saramago intitulada “Bajo la Lluvia Ajena”. Nuno Júdice lerá poemas de Gelman e Gonçalo Pescada interpretará temas de Astor Piazzolla.

‘Fazer um livro: da ideia ao papel’

Eis um atelier para crianças dos 7 aos 13 anos que me parece interessante. Todos os sábados de Maio (mais o primeiro de Junho), das 10h00 às 13h00, com orientação de Andreia Rasga, no Centro de Criatividade Pró-Ensino. Preço: 50€.

Alice in iPadland

[via Monoscope]

Diversidade linguística na Índia

O Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa acolhe a conferência “Linguistic Diversity in India”, hoje, a partir das 10h00, na sala 5.2. da Faculdade de Letras. Proferida em inglês pelo Professor J. Prabhakara Rao, Director do Centro de Estudos de Tradução da Universidade de Hyderabad, «incidirá sobre a génese das várias famílias linguísticas na Índia e sua evolução».

Coca-Cola

A água suja do imperialismo, por Rui Manuel Amaral, aqui (com revelação da fórmula secreta da coisa e tudo).

O que aí vem (Saída de Emergência)

Mediterrâneo, de Clive Cussler; Flashman – A Odisseia de Um Cobarde, de George MacDonald Fraser; A Ilha do Final do Tempo, de Javier González; Sangue Furtivo, de Charlaine Harris; Veneno de Ofíusa, de Francisco Dionísio.

A viagem de Guimarães Rosa

Em Maio de 1952, João Guimarães Rosa, o médico-diplomata-escritor, iniciava a viagem de que viria a nascer Grande Sertão: Veredas. Num texto de 2008, Paulo Bicarato conta a história dessa epopeia pré-literária.

Estado do tempo

janela

Ao início da tarde, uma nuvem negra instalou-se na minha janela (e demorou a sair).

Lembrete

Lançamento do n.º 4 da revista Intervalo (tema: A Alegria), a partir das 21h30, no Teatro Cinearte (Largo de Santos, Lisboa).

O “castelhano contundente” de Fernando Vallejo

Explicado, neste post do blogue literário do El País, por Winston Manrique Sabogal.

Alta tecnologia

O iPad pode ser a principal revolução tecnológica deste ano, como o computador foi a principal revolução tecnológica do século passado. Mas o livro, o velho e bom livro, continua a ser a revolução tecnológica mais importante do último milénio.

Um escritor que só quer ser lido, mais nada

No Times online, vale a pena ler o desconcertante perfil de um autor de culto que nunca saiu da obscuridade: Stephen Benatar, o homem que vende os seus livros na rua como em tempos vendeu guarda-chuvas.

A arte das primeiras frases

«Na bela e nunca por demais celebrada cidade de Lisboa, urbe das urbes, afamado remanso de brandura, nimbado de zimbórios e palmeiras, a moda das tartarugas exóticas começou um dia a fatigar.»

Frase inicial do novo romance de Mário de Carvalho, A Arte de Morrer Longe (Caminho), que chega às livrarias exactamente daqui a uma semana.

No Dia Mundial do Livro (23 de Abril), à tarde

ler_chiado

Rescaldo do rescaldo

Lição elementar: um ateu nunca deve recorrer a imagens bíblicas nos seus prognósticos.

Rescaldo do jogo desta noite

Não vi e não gostei.

« Página anteriorPágina seguinte »

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges