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Companhia das Ilhas vs. FNAC

É sabido que as grandes cadeias de retalho sempre abusaram do seu poder negocial para impor condições draconianas às editoras pequenas. A crise só veio agudizar a situação. Um exemplo recente foi-nos relatado pelo responsável da Companhia das Ilhas, uma micro-editora sediada em Lajes do Pico (Açores), e prende-se com os meios de facturação digital propostos pela FNAC. Eis um excerto do e-mail enviado pelo Carlos Alberto Machado:

«Não sei se tem conhecimento, mas a FNAC anda a tentar impor um sistema de encomendas/facturação digital a expensas dos fornecedores, com uma tal SAPHETY.COM como intermediária. Assim:

Ativação de serviço -> 100,00€ (50% de desconto ate dia 31 de outubro de 2014 no valor de Ativação)
Anuidade FNAContab -> Incluido
Pacote de mensagens -> À Escolha:
• Pacote de mensagens -> 50,00€ (incluí 75 mensagens\ano) mensagens extras 0.67€
• Pacote de mensagens -> 75,00€ (incluí 150 mensagens\ano) mensagens extras 0.50€
• Pacote de mensagens -> 100,00€ (incluí 250 mensagens\ano) mensagens extras 0.40€
• Pacote de mensagens -> 299,00€ (ilimitado mensagens\ano)


Acabámos de enviar à Contabilidade da FNAC um e-mail com este teor:

“Foi-nos comunicada a intenção de a FNAC implementar – com a empresa saphety.com – um procedimento de encomendas/facturação digital. Não temos nada a opor, até porque já temos implementado a facturação digital. Se a FNAC deseja ter esse sistema, consideramos que deve ser a FNAC a suportar os custos inerentes, e não os fornecedores.
O nosso contrato com a FNAC, é um contrato entre partes iguais, e poderá ser alterado se ambas as partes estiverem de acordo, e nunca por imposição unilateral.
A FNAC não pode legalmente impor qualquer cobrança aos seus fornecedores, assim como os fornecedores não podem, por exemplo, impor à FNAC margens de comercialização ou prazos de pagamento.”»

Claro que “não poder legalmente” é muito relativo, quando se tem o queijo e a faca na mão. Veremos se a “intenção” se concretiza mesmo e que reacções despertará por parte de outras editoras.

Ver alguém que vê alguém

pedro_eiras_entrevista

Quando fala sobre a música de Johann Sebastian Bach, o rosto de Pedro Eiras ilumina-se: «Ela é miraculosa porque nos provoca coisas que não sabemos explicar. Mas ao contrário de um milagre, que é uma coisa única e irrepetível, volta a arrebatar-nos e a esmagar-nos da mesma maneira de cada vez que a ouvimos.» Aos 39 anos, este professor de literatura portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, também ensaísta, dramaturgo e romancista, sabe do que fala porque a música de Bach faz literalmente parte da sua vida diária. «Há vinte e tal anos que ouço Bach todos os dias. Todos os dias mesmo. Podem ser só uns minutos, podem ser muitas horas, mas nunca falha. É preciso estar algures em viagem, perdido no estrangeiro, para não ouvir. E mesmo assim…»
Melómano desde sempre, Eiras teve um ano de solfejo e tentou o piano durante seis meses, pelo que não é um analfabeto musical (consegue ler uma pauta), mas está muito longe de ser um especialista. A descoberta de Bach foi relativamente tardia: «Para mim, no início, ele era um autor canónico das escolas de música, autor de peças muito complicadas, cerebrais, abstractas e que era obrigatório apreciar.» Até que um dia a irmã lhe emprestou uma cassete com o Magnificat e deu-se uma espécie de epifania. «Passados uns tempos, calhou alguém estar a falar sobre a ‘Paixão segundo S. Mateus’. Ah, tenho ali o CD, vou buscar, tens de ouvir. Ainda resisti, mas depois aconteceu alguma coisa de muito visceral. Eu tinha de voltar àquilo. Lembro-me que tive uma grande insónia, não consegui dormir, ansioso que estava para ir comprar o disco logo de manhã.»
Pedro Eiras partilha estas memórias em Lisboa, num bar da Faculdade de Letras, onde veio participar num colóquio. Junto às chávenas de café, um exemplar do livro que acaba de lançar: Bach (Assírio & Alvim). Foi para estas 150 páginas que convergiu o seu fascínio imenso pelo autor dos Concertos Brandeburgueses. No texto final, intitulado 2002, uma reflexão sobre a génese desta obra, pode ler-se: «Pensei que gostaria de escrever sobre Bach, mas não sei como se escreve sobre Bach.» E quando é que passou a saber? Eiras sorri: «Na verdade, só consegui avançar quando percebi que não ia escrever sobre Bach. Não sobre ele em concreto. Isso foi muito importante.» Houve primeiro quantidades imensas de investigação histórica, biográfica, até musicológica: «Li muitas coisas óptimas, admiráveis. Mas nesses materiais, percebi sempre que o Bach estava e não estava lá. Os livros são sobre ele mas há qualquer coisa que tu ouves na música que não cabe num livro, por mais que o livro seja brilhante. Então como chegar a essa qualquer coisa indefinível? É preciso tentar e falhar. Tentar e falhar. Muitas vezes.» E sobretudo desistir de explicar o génio em si mesmo. Em vez disso, escrever «ao lado», centrando a atenção em figuras reais que de algum modo foram tocadas, nas suas vidas, pela música de Bach – ou até a precederam, como no caso de Martinho Lutero, essencial por ter criado os hinos dos corais que o compositor depois trabalharia. A lista dessas figuras, escolhidas por Eiras entre muitas outras possíveis, é bastante heterogénea: além do fundador do luteranismo, surgem nestas páginas Anna Magdalena Bach, Esther Meynell, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Gustav Leonhardt, Glenn Gould, John Cage, Leibniz, Maria Gabriela Llansol, Joshua Ben-Josef, Etty Hillesum e Albert Schweitzer.
Destas figuras, a que primeiro se impôs foi Anna Magdalena, a viúva. «Tinha de começar por ela, poucos dias após a morte de Johann, quando ela se confronta com o vazio da casa e a ameaça do esquecimento. A ameaça da miséria, também. É um cenário de ruína. Há que começar aí. E perguntar o que é uma ruína. O que sobra quando tudo se esboroa. Os instrumentos já se foram todos, ainda sobram algumas partituras, mas uma semana depois Anna Magdalena talvez tenha de as vender porque tem fome.» É quando começa a imaginar a angústia da viúva, forçada a suplicar às autoridades o direito a permanecer mais seis meses no apartamento, concedido ao Kantor por uma escola de Leipzig, é quando se entrega ao princípio da ficção que se apercebe de um efeito de mimetismo: «Estava a repetir o gesto de uma escritora inglesa, Meynell, que entretanto tinha descoberto. Nada contra. Enfrentemos isso. Não sou o primeiro a andar por estes territórios. Nem vou fingir que sou. Pelo contrário, estou a escrever um texto que se apoia numa rede de textos que outros escreveram. Então o segundo capítulo é sobre isso: o acto de ler Pequena Crónica de Ana Madalena Bach e espreitar a mulher que espreitou, mesmo se imaginariamente, Anna Magdalena a espreitar o marido, escondida atrás da porta.» Eis uma imagem que surgirá uma e outra vez ao longo do livro: «Nestes textos há sempre alguém a ver alguém, que vê alguém, que vê alguém.»
Nos primeiros capítulos, é notória uma relação directa entre as personagens que se sucedem: Anna Magdalena foi ficcionada por Meynell; o livro de Meynell foi adaptado ao cinema pelo casal Straub; Gustav Leonhardt interpretou Bach nesse filme. Há uma espécie de cadeia, mas a partir de certo momento as ligações entre os textos deixam de ser tão óbvias. «É importante que o leitor, a meio, se vá perdendo um bocadinho. Embora para mim as relações sejam evidentes – até o que é invisível, até o que apaguei.» Chegou a existir um capítulo sobre Douglas R. Hofstadter, autor de Gödel, Escher, Bach, que ficaria perto do dedicado a Leibniz, mas acabou por cair. «Foi por razões estruturais. Uma questão de equilíbrio. Do mesmo modo que nas ‘Paixões’ existem momentos corais alternados com recitativos e árias, alegria e tristeza, eu procuro obsessivamente o tom certo, preocupa-me saber como é que a pergunta de um capítulo encontra resposta noutro, que por sua vez lança uma nova pergunta para o seguinte.» Na verdade, Eiras tinha decidido desde o início que o livro teria 14 capítulos, mas o carácter proliferante do exercício podia estender-se sem fim. «São 14 capítulos mas podiam ser mil. Isto não termina.»
A insistência no número 14 foi tudo menos gratuita. «Esse é o número de Bach (B é 2; A é 1; C é 3; H é 8). E o compositor criou por isso vários temas com 14 notas, tal como fez do seu apelido uma assinatura musical em muitas obras (as quatro letras correspondem a notas). Trata-se de uma piscadela de olhos numerológica, que a maior parte dos leitores provavelmente não captará, mas não há nisso nenhum mal.» Por outro lado, é forçoso reparar nos números de catálogo ao baixo da folha de abertura de cada capítulo: BWV 225, BWV 8, BWV 1080, BWV 852, etc. Através deles, o leitor pode procurar (no YouTube, por exemplo) versões das obras a que os textos aludem e até escutá-las durante a leitura. No fundo, além de bibliografia («uma dívida de gratidão», a revelar escrúpulos académicos), o livro também traz uma sugestão de banda sonora – sublime como poucas. Quanto ao risco do cansaço, que por vezes atinge quem mergulha demasiado tempo num só assunto, Eiras sabia-se a salvo: «Podemos sempre voltar a Bach. E voltar. E voltar. Porque ele é inesgotável.»

[Texto publicado no suplemento Actual, do Expresso]

Novembro é mês de escrever um romance em 30 dias (dizem eles)

Está a chegar o NaNoWriMo. Quem alinha?

Bachianas

bach

Bach
Autor: Pedro Eiras
Editora: Assírio & Alvim
N.º de páginas: 154
ISBN: 978-972-37-1786-0
Ano de publicação: 2014

Em Substâncias Perigosas (Livrododia, 2010), «pequeno divertimento sobre literatura em cem lições», Pedro Eiras terminava uma fascinante deriva ensaística com a seguinte ideia: «A literatura nada deve ao que já existe: antes abre portas insuspeitas. (…) A escrita inventa passagens, estreitas e incertas. Ninguém sabe aonde levam.» São justamente portas insuspeitas e passagens incertas que estabelecem a ligação entre os 14 capítulos deste volume, consubstanciando a heterodoxa aproximação de Eiras à figura e à obra de Johann Sebastian Bach.
A génese do projecto remonta a 2002, conforme explica o último texto do livro, no qual vemos o autor embalando a filha «às escuras no corredor», adormecendo-a enquanto canta em voz baixa uma ária da Paixão segundo Mateus. Há neste momento de puro amor paternal uma fé no poder da música, «como se estas notas (…) pudessem proteger-nos, esses pequenos sons, um pouco de calor entre os nossos corpos». Nasce ali a vontade da escrita, ainda sem uma forma: «Penso que gostaria de escrever sobre Bach, mas não sei como se escreve sobre Bach». Anos mais tarde, descobrirá numa biografia romanceada, escrita por uma obscura autora britânica (Esther Meynell), certa cena inverosímil: Anna Magdalena Bach comovendo-se, ao espreitar às escondidas o marido no momento da criação. Se a fantasia é por natureza anacrónica, «então é preferível inventar o passado, assumir o fingimento», incorporando na obra a própria investigação (em livros, na internet), os impasses, os falhanços. Eiras lê, compara, interroga, procura o que resta de «antigas vozes», explora a «dobra da linguagem», expõe o seu espanto, as suas dúvidas. Observa a biógrafa no acto de imaginar a esposa à espreita e entra também no jogo: «copio o início e o fim de duas cartas verdadeiras de Anna Magdalena Bach, em 1750, e nas entrelinhas escrevo, livremente, uma carta impossível».
Desfeito o nó, surge então o cerco indirecto ao génio de Leipzig, através de personagens de vários tempos históricos que refractam, das mais diversas formas, a sua luz. Figuras unidas pelas tais portas e passagens subtis que a literatura abre ou cria: a viúva no momento de repartir os bens do grande compositor, numa casa já esvaziada, temendo que a sua música, vista como «boa para velhos austeros, com roupas e perucas fora de moda», venha a ser esquecida; o retrato desta mulher por Esther Meynell em Pequena Crónica de Ana Madalena Bach; Jean-Marie Straub e Danièle Huillet montando em Paris, durante o Maio de 1968, um filme inspirado no livro de Meynell, enquanto na rua se ergue o bruaá dos manifestantes; o actor desse filme, Gustav Leonhardt, magnífico cravista, em troca epistolar com Nikolaus Harnoncourt, discutindo a problemática questão da autenticidade, que talvez só possa ser «a ficção de uma autenticidade»; etc.
O labirinto expande-se e no seu círculo abarca Glenn Gould, John Cage, Leibniz, Lutero, Albert Schweitzer, Maria Gabriela Llansol (poderosíssima, a imagem da escritora ouvindo Bach numa «Herbais hostil», enquanto descasca ervilhas) ou Etty Hillesum a caminho de Auschwitz num comboio, antecâmara do inferno, onde a jovem judia, consciente de que «vamos para a morte», se oferece para ajudar Deus. Este é o único capítulo sem referências musicais, ao qual se segue, por nos termos acercado do indizível, um capítulo vazio de palavras, só folhas em branco e a indicação de uma cantata sublime: a BWW 82 (Ich habe genug…). Porque é sempre na música de Bach que a escrita de Eiras, com as suas tantas modulações, vai desembocar. E assim está certo.

Avaliação: 8/10

[Texto publicado no suplemento Actual, do Expresso]

Degelo

Por um conjunto de várias razões que não interessa especificar (mas digamos que a tríade ‘trabalho, trabalho, trabalho’ vem à cabeça), fui obrigado a deixar este blogue praticamente ao abandono nos últimos meses, o que muito me entristece. A falta de tempo nem sequer tem permitido a actualização mínima (e importantíssima para mim, ao permitir fazer desta página o meu arquivo profissional), pelo que demasiadas vezes o outrora pujante BdB se vem assemelhando a uma desolada ruína digital. Sem fazer promessas que posso depois não conseguir cumprir, o meu objectivo é sair aos poucos desta espécie de hibernação. Primeiro, partilhar aqui, retrospectivamente, os muitos textos entretanto publicados no Expresso (o tal arquivo). Depois, gradualmente, regressar a um ritmo de actualização aceitável. Gostava mesmo muito de conseguir voltar à normalidade até ao fim do ano. Vou fazer por isso.

Uma breve melodia

«(…) Da rua, além das portadas, sobe o ruído do arranque dos carros. Às vezes alguém chama um nome, um carro buzina. Em breve começarão as chuvas do Outono, e haverá o som da água nos vidros e nos parapeitos, trovões, algum granizo, e a surdina que a chuva provoca aos sons da cidade. Há o silêncio das paredes, da escuridão; os meus passos no corredor. Ando contigo de um lado para o outro, e canto para ti em voz baixa: Mache dich, mein Herze, rein.
Sempre esta ária da Paixão segundo Mateus. A última ária, para baixo, tão solene e íntima, com as cordas tão doces a envolverem a voz. Não sei o que as palavras querem dizer. Bastaria abrir o caderno que acompanha o CD, ler o texto, as traduções para inglês, para francês, compreender o texto da ária. Mas não procuro o caderno, não o abro; não quero saber o significado das palavras, só cantá-la assim, em voz baixa, verter a melodia desta música sobre o silêncio que nos toma, sobre o teu corpo a adormecer.
(…) Canto em voz baixa: Mache dich, mein Herze, rein. Vibração da minha voz, batimento do teu sangue, agitação nos meus tímpanos cansados do dia. E do teu sono, que começa, sobe uma aura de calor. Contra o meu peito, sinto as tuas pulsações mais lentas: gestos, sonhos de sons e perfumes, o conhecimento do corpo – sem palavras. Afastas-te nesse mundo interior, que eu não conheço, ou que já conheci e esqueci.
A mim, a vigília. Narrativas, teorias. A andar no escuro, a pensar no trabalho e a lembrar tantas coisas, textos que não tenho tempo de escrever. Penso que gostaria de escrever sobre Bach, mas não sei como se escreve sobre Bach, ainda procurarei durante muitos anos. Penso no tempo. Penso na memória dolorosa das imagens. Penso na tua fragilidade, e no cerco do mundo; a tua respiração, e a violência que empurra os corpos até ao vazio. A tua fragilidade nas minhas mãos e o mundo lá fora contra nós.
Mas murmuro sempre, continuo a murmurar para ti, sempre, Mache dich, mein Herze, rein…, como se estas notas de música pudessem proteger-nos, esses pequenos sons, um pouco de calor entre os nossos corpos. Uma breve melodia, no meio da noite, tudo o que temos, tudo o que existe em nós.»

[in Bach, de Pedro Eiras, Assírio & Alvim, 2014]

Hoje na secção de Livros do ‘Actual’

– Conversa com Pedro Eiras a propósito de Bach (Assírio & Alvim) e crítica ao livro, por José Mário Silva
Herzog, de Saul Bellow (Quetzal), por Pedro Mexia
Notícias – Um Manual de Utilização, de Alain de Botton (Dom Quixote), por Cristina Peres
Karl Marx, de Isaiah Berlin (Edições 70), por Luís M. Faria

Amanhã na secção de Livros do ‘Actual’

A Festa da Insignificância, de Milan Kundera (Dom Quixote), por José Mário Silva
Da Europa de Schuman à Não Europa de Merkel, de Eduardo Paz Ferreira (Quetzal), por Luísa Meireles
Final do Jogo, de Julio Cortázar (Cavalo de Ferro), por Pedro Mexia
Do Outro Lado das Coisas – (In)confidências diplomáticas, de João Rosa Lã (Gradiva), por Manuela Goucha Soares

Amanhã na secção de Livros do ‘Actual’

– Conversa com Juan José Millás a propósito de A Mulher Louca (Planeta) e crítica ao livro, por José Mário Silva
Vitória, de Joseph Conrad (Ulisseia), por José Guardado Moreira
Vidadupla, de Sérgio Godinho (Quetzal), por Alexandra Carita
Obra Completa, de Álvaro de Campos (Tinta da China), por Luís M. Faria
Geografia, de Sophia de Mello Breyner Andresen (Assírio & Alvim), por Pedro Mexia
A Palavra Perdida, de Inês Fonseca Santos e Marta Madureira (Arranha-Céus), por José Mário Silva

E o Nobel de 2014 é…

Patrick Modiano

modiano

Excelente escolha.
Escrevi sobre dois dos seus livros: No Café da Juventude Perdida (ASA, 2009) e O Horizonte (Porto Editora, 2011)

Prognóstico

Eis a minha aposta para vencedor do Prémio Nobel de Literatura 2014:

kundera

Milan Kundera

Amanhã na secção de Livros do ‘Actual’

Cavalo Pálido, Pálido Cavaleiro, de Katherine Anne Porter (Antígona), por Pedro Mexia
Uma Noite de Inverno, de Simon Sebag Montefiore (Dom Quixote), por Luís M. Faria
O Organista, de Lídia Jorge (Dom Quixote), por José Mário Silva
Entrevistas da Paris Review – 2, de vários autores (Tinta da China), por José Mário Silva

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges