Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

Por Detrás do Pano, de António Manuel Ribeiro (Chiado Editora), por Luís Guerra
Contra Todas as Evidências – Poemas Reunidos II, de Manuel Gusmão (Edições Avante!), por Pedro Mexia
Talvez Seja Essa Certeza, de António Amaral Tavares (Medula), por Manuel de Freitas
Adília Lopes Lopes, de Filipa Leal (não (edições)), por José Mário Silva
Dora Bruder, de Patrick Modiano (Porto Editora), por José Mário Silva
História Alemã – Do Século VI Aos Nossos Dias, de Vários Autores (Edições 70), por Luís M. Faria
Tempo de Vida, de Marcos Giralt Torrente (Teodolito), por José Mário Silva

Manual de escritarias

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Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão
Autor: Mário de Carvalho
Editora: Porto Editora
N.º de páginas: 276
ISBN: 978-972-0-04699-4
Ano de publicação: 2014

Este livro nasceu de um gesto de tremenda generosidade. Autor consagradíssimo, Mário de Carvalho podia deixar-se ficar quieto, descansadinho da vida, a gizar futuros romances e novelas lá no recato da sua oficina literária. Em vez disso, lançou-se na composição, «ao correr da pena», de um «guia prático» em que reúne «observações empíricas surgidas da experiência escrita, da memória do autor e duma ou outra consulta em segunda mão». Trata-se, nas suas palavras, de um «modesto trabalho», dirigido a ficcionistas aprendizes, a quem trata por «estimado futuro autor» ou por «escritor-em-progresso».
A nota prévia esclarece, logo na primeira frase, que não estamos perante um trabalho académico. Não há bibliografia, nem notas de rodapé. Colocando-se deliberadamente aquém dos estudos literários, e assumindo não ter pretensões no campo da «teorização narratológica», Mário de Carvalho limita-se – o que não é pouco – a partilhar o seu saber acumulado, insinuando caminhos, sugerindo obras e autores (para ler «de lápis em riste»), apelando ao espírito crítico e ao «exercício da curiosidade», tudo num registo coloquial e faceto, como quem nos pousa no ombro a mão amiga. Inteligentemente, socorre-se muito dos clássicos e pouco dos vivos: «Não houve precisão de desinquietá-los, nem eles carecem de menção. Todas as susceptibilidades podem, assim, permanecer intactas e triunfais. Pior para o autor destas linhas, que reteve a ocasião de elogiar.»
O tom é sempre este: o de um mestre bonacheirão, feliz por revelar, aos discípulos, uns quantos segredos do ofício. Durante a conversa com o leitor («temos estado aqui a tagarelar«), abarca-se quase tudo: a questão do cânone, as estruturas e técnicas narrativas, o paratexto, os incipits, a escolha dos títulos, os enredos, o problema da verosimilhança, o pacto ficcional, os vários tipos de personagens (com magníficos exemplos respigados em Eça, Camilo e José Cardoso Pires), a importância da ironia, a necessidade de um «detector de lugares-comuns», os diálogos (que nunca são naturais), o trabalho da linguagem, as exigências do estilo.
Não detectamos em Mário de Carvalho, porém, a tentação de pontificar. Sempre que remata um tema, assistimos a um movimento de recuo, como quem assume que as coisas podem ser assim, mas também podem não ser. «É preciso lembrar, a cada momento, que nestas matérias não há dogmas, nem imposições.» O autor diz de sua justiça, mas apenas isso. Depois, faça cada qual à sua maneira, como lhe aprouver. Exactamente o oposto das fórmulas e prescrições típicas da maior parte dos cursos que tentam formatar os candidatos a escritores. «Pensar que se fica apto a escrever depois de ler um compêndio de escrita criativa é o mesmo que julgar que se passa a dominar uma língua após ter comprado um dicionário.»
Sem surpresa, Mário de Carvalho insurge-se contra as ideias feitas, esse «caruncho que pode corroer toda a reflexão, mesmo despretensiosa». O desafio é fugir do senso comum, porque este «confirma, não interroga; acata, não discute; conforma-se, não se rebela; repete, não indaga». E a fuga acontece no próprio acto de pensar o fenómeno literário, sem espartilhos de qualquer tipo. O livro tem uma estrutura bem montada, em seis partes (por pontos: «Pontos de Ordem», «Pontos de Mira», «Pontos de Referência», «Pontos de Vista», etc.), mas dentro desta arquitectura (em 59 capítulos), existe uma liberdade absoluta. Se o narrador pode afinal não ser Mário de Carvalho (refere-se a um «escritor meu conhecido» que publicou um livro chamado Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde), o certo é que partilham gostos, embirrações, entusiasmos, princípios estéticos, e até éticos.
Entre outras opiniões fortes, destaque-se a defesa dos experimentalismos oulipianos e de Stefan Zweig («um escritor com o qual vale a pena aprender»), bem como o elogio ao «grande» Aquilino Ribeiro, «pela graça que lhe repassa os textos, pela cultura solidíssima que os informa e pela exuberante imaginação verbal». No fundo, Mário de Carvalho limita-se a apreciar, num dos seus mestres, qualidades que também são as suas.

Avaliação: 9/10

[Texto publicado na revista E, do semanário Expresso]

Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

Quem Disser o Contrário é Porque tem Razão (Porto Editora), por José Mário Silva
O Mestre e Margarita, de Mikhaíl Bulgákov (Presença), por Ana Cristina Leonardo
O Planeta do Sr. Sammler, de Saul Bellow (Quetzal), por Pedro Mexia
O Grande Rebanho, de Jean Giono (Presença), por José Guardado Moreira
O Idiota, de Fiódor Dostoievski (Relógio d’Água), por Luís M. Faria
Zombie, de Marco Mendes e Samuel Buton (Mundo Fantasma), por José Mário Silva

Lá no alto do Paul da Serra

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A Estalagem do Nevoeiro
Autora: Ana Teresa Pereira
Editora: Relógio d’Água
N.º de páginas: 74
ISBN: 978-989-641-424-5
Ano de publicação: 2014

Em paralelo com as suas novelas e contos – atravessados por obsessões, zonas de sombra, formas do desassossego –, Ana Teresa Pereira tem escrito livros para um público juvenil. A simplicidade muito trabalhada da prosa é a mesma, mas posta ao serviço de histórias reconfortantes e amenas, sem qualquer tipo de angústias, estremecimentos ou ameaças. Serão, talvez, um contraponto solar ao negrume habitual da autora. Mas são sobretudo uma homenagem às atmosferas típicas das aventuras de Enid Blyton, transpostas para a ilha da Madeira. «Parece que estamos numa aventura dos Cinco», diz-se a certa altura. E parece mesmo. Há crianças, há um cão, há passeios ao ar livre com farnel, há até um arremedo de mistério policial (em torno do desaparecimento de um colar de pérolas).
Tal como em muitos livros da escritora britânica, e como no anterior A Porta Secreta (2013), os irmãos protagonistas não têm pai. A mãe, omnipresente, leva-os de visita a uma estalagem no Paul da Serra, lugar com «qualquer coisa de encantatório». O clima é de despedida, porque o negócio já conheceu melhores dias e as proprietárias ponderam a venda da estalagem a um casal que fará – temem os hóspedes habituais – alterações drásticas.
Durante o tempo da estadia, os gémeos Hugo e Daniela ficam a conhecer a Lagoa da Bruma e os seus segredos; o fascínio da neve; mais a difícil amizade de Íris, a pouco sociável sobrinha das donas. Tudo é contado devagar e com uma certa volúpia na descrição dos detalhes. O arco narrativo não podia ser mais suave. As arestas desaparecem, como a paisagem dentro do nevoeiro. Afinal, lembra-nos o último capítulo, «nem todos os epílogos são tristes».

Avaliação: 7/10

[Texto publicado na revista E, do semanário Expresso]

Prosa do Transiberiano

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Linha de Fuga para Leste
Autora: Maylis de Kerangal
Título original: Tangente vers l’est
Tradução: Carlos Correia Monteiro de Oliveira
Editora: Teodolito
N.º de páginas: 91
ISBN: 978-989-8580-29-0
Ano de publicação: 2014

Em Junho de 2010, quinze escritores franceses participaram numa viagem de três semanas no Transiberiano. Da delegação faziam parte, entre outros, Jean Echenoz, Olivier Rolin, Dominique Fernandez, Mathias Énard e Maylis de Kerangal, uma escritora que a Teorema deu a conhecer ao público português em 2011, com Nascimento de uma Ponte, um belíssimo romance. No regresso do périplo através da Rússia, Kerangal lançou-se imediatamente na escrita, correspondendo a uma encomenda da France Culture, que lhe pediu um texto que cobrisse duas horas e meia de tempo radiofónico. Dessa prosa inicial, trabalhada para ser lida em voz alta, nasceria depois Linha de Fuga para Leste”, uma novela de ritmo e musicalidade exemplares.
Entre Krasnoiarsk e Vladivostoque, acompanhamos o momento em que se tocam duas trajectórias de vida quase opostas. Começamos por descobrir Aliocha, um russo de 20 anos, perdido na pequena multidão de mancebos que partem de Moscovo num comboio. O destino exacto da viagem foi-lhes ocultado, mas é indiferente: à chegada, sabem que os espera uma recruta violenta, «experiência limite» em «terra de desterro», algures na Sibéria, para lá de Novosibirsk. Órfão, Aliocha vive com a avó e não tem dinheiro para pagar um certificado médico falso, ou qualquer outro esquema de corrupção. É introvertido e virgem, incapaz de seduzir uma rapariga para a engravidar – último recurso para se conseguir uma dispensa, quando tudo o resto falha.
Na última carruagem, testa colada ao vidro traseiro do Transiberiano, «hipnotizado pelos carris», o rapaz tenta não pensar na lendária brutalidade das praxes a que submetem os caloiros (não os deixam dormir, forçam-nos a lamber sanitas, sodomizam-nos, queimam-lhes «a ponta do sexo com cigarros»). A ideia de fuga materializa-se durante esses devaneios, uma decisão que o ambiente concentracionário do comboio, sob a estrita vigilância do «sádico» sargento Letchov, só reforça. Cruza-se então com Hélène, uma francesa de trinta e tal anos, também ela a escapar de alguma coisa, a querer afastar-se de Anton («Anton, como Tchekov»), o amante russo, «filho de Gogol e de Estaline», chefe de uma barragem no coração de um país a que ela não se consegue habituar. Entre o desertor «potencial» e a mulher perdida na desmesura das planícies siberianas, estabelece-se um vínculo, uma cumplicidade. Partilham cigarros, vodca, e uma janela que é como um ecrã de cinema, «onde tudo se move lentamente, molecular como o terror e o desejo». Sem língua comum, falam por gestos, «um início de mímica», mas entendem-se. Ajudam-se um ao outro. E hão-de chegar ao Pacífico, a tempo de perceber que são muito mais semelhantes do que poderiam imaginar.
Kerangal consegue gerir, com assinalável mestria, a estranheza do improvável encontro entre dois mundos que em princípio nunca se deveriam cruzar (ela no conforto relativo da primeira classe, onde pode dormir sozinha; ele no caos da terceira, onde não há compartimentos e os passageiros se espalham ao deus dará). Tanto estamos de um lado como do outro. Entramos nas histórias, traumas e fantasias dos dois, à vez, tal como assistimos de fora ao espanto mútuo. E à curva ascendente de uma tensão sexual que se dissolve, quase no fim, numa cena extraordinária em que Hélène lava o corpo de Aliocha no aperto da casa de banho minúscula, e depois ele retribui. Há entre os dois algo de precioso, algo que a insensatez de um gesto a mais não chega a quebrar.
Esta é uma história simples, narrada com intensidade e subtileza. Mas o triunfo de Kerangal está na linguagem, nas longas frases buriladas até à perfeição, na prosa dúctil que mimetiza o clangor do comboio em movimento («os carris irreversíveis desenrolam o país, desembalam, desembalam, desembalam a Rússia»), dando forma a «uma temporalidade desconhecida, elástica e flutuante». A prosa acolhe a paisagem, reflecte-a, absorve-a. E acabamos a ver nela o esplendor do Baikal: «tanto mar interior como céu invertido, precipício e santuário, abismo e pureza, tabernáculo e diamante, é o olho azul da Terra, a beleza do mundo».

Avaliação: 8,5/10

[Texto publicado na revista E, do semanário Expresso]

Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

– Antevisão das novidades editoriais previstas para os primeiros meses de 2015, por José Mário Silva
São Carlos – Um Teatro de Ópera para Lisboa, organização de João Mascarenhas-Mateus e Carlos Vargas (Imprensa Nacional Casa da Moeda-Teatro Nacional de São Carlos), por Luciana Leiderfarb
Linha de Fuga para Leste (Teodolito), por José Mário Silva
A Conversa de Bolzano, de Sándor Márai (D. Quixote), por José Guardado Moreira
O Visitante da Noite & outros contos, de B. Traven (Antígona), por Ana Cristina Leonardo
Obscénica, de Hilda Hilst e André da Loba (Orfeu Negro), por Carlos Bessa
Mar, de Afonso Cruz (Alfaguara), por Pedro Mexia
A Estalagem do Nevoeiro, de Ana Teresa Pereira (Relógio d’Água), por José Mário Silva
Papá em África, de Anton Kannemeyer (Mmmnnnrrrg), por Sara Figueiredo Costa
Projetar a Felicidade, de Paul Nolan (Temas e Debates), por Luís M. Faria

Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

– Entrevista com Valério Romão sobre o livro de contos Da Família (Abysmo) e crítica ao livro, por José Mário Silva
Amanhã na Batalha Pensa em Mim, de Javier Marías (Alfaguara), por Pedro Mexia
Teremos Sempre Paris, de Ray Bradbury (Bizâncio), por José Guardado Moreira
História de Espanha, de J. Valdeón, J. Perez e S. Juliá (Edições 70), por Luís M. Faria

O olhar do viajante

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Não se Encontra o que se Procura
Autor: Miguel Sousa Tavares
Editora: Clube do Autor
N.º de páginas: 266
ISBN: 978-989-724-193-2
Ano de publicação: 2014

O novo livro de Miguel Sousa Tavares é uma miscelânea de textos muito diferentes, quer no tom, quer nas circunstâncias que lhes deram origem. Há de tudo: artigos de fundo, apontamentos breves, diários, esboços biográficos, desabafos, comunicações lidas em encontros literários. Sem surpresa, vemos desfilar tanto as paixões conhecidas (a boa mesa, os amigos, o sul, a caça, os passeios todo-o-terreno, o Brasil, a civilização mediterrânica, o F.C.P.) como os não menos conhecidos ódios de estimação (a nouvelle cuisine, a arte contemporânea, o turismo de massas, os autarcas que destroem o litoral, o ‘apartheid‘ contra os fumadores, as revistas cor-de-rosa, o Facebook).
A escrita é desenvolta e fluida, sobretudo nos textos sobre viagens. Entre outras transumâncias, Sousa Tavares narra a estadia numa ilha croata, onde se isolou para terminar um livro; descreve uma tempestade que «rasga os céus com relâmpagos» sobre o Bósforo; exalta as «construções que levitam sobre a terra ocre» de Brasília (esse «delírio do absoluto no meio do nada»); lembra uma volta pela Sicília, de regresso à «excessiva beleza» de Taormina (com medo de «sair magoado do reencontro», o que não acontece, porque «nada mudou»); deslumbra-se com um voo de helicóptero sobre as cataratas de Victoria Falls; e enche-nos de adrenalina ao explicar a sensação de aterrar no porta-aviões USS Nimitz. Bom observador, atento aos detalhes, mostra mais uma vez que sabe captar uma paisagem, a atmosfera de um lugar, o rasto de quem por lá andou.
É nos diários, a acompanhar as estações do ano, que o escritor se entrega a reflexões mais pessoais sobre a vida do dia-a-dia ou sobre a passagem dos anos, ao mesmo tempo que comenta a actualidade, fixa memórias, vigia o crescimento das buganvílias no pátio da sua casa alentejana, fala dos filhos e dos amores, assinala a génese de alguns livros, e faz um inventário de perdas, desilusões, sustos com a saúde, mas também pequenos júbilos. Num livro com textos de épocas tão díspares – há uma aproximação a Corto Maltese feita em 1995 e uma crónica (aliás, perfeitamente dispensável) sobre Jessica Athayde, escrita no passado mês de Outubro – é difícil compreender porque motivo os mesmos não estão datados. O desleixo editorial estende-se à revisão, que deveria evitar pleonasmos («exausto de cansaço»), entre outros deslizes («um pomar de laranjas», «better red than death», etc.).
Na ânsia de tudo abarcar, Miguel Sousa Tavares tornou o livro desequilibrado. Os perfis sobre escritores (Stevenson, Hemingway, T. E. Lawrence) e os artigos mais extensos, sobre a mudança do século XIX para o XX, ou sobre a «longa traição» dos intelectuais comunistas, pouco acrescentam. São mero lastro. Quanto às meditações do escritor diante do seu ofício, pecam pela insistência numa mesma tecla (a predominância da «história» e das «personagens» sobre tudo o resto), alimentando uma visão conservadora da arte e uma tendência para o lugar-comum.
O que salva o livro da mediania são as muitas evocações da mãe, Sophia. Comovido, Miguel partilha os seus ensinamentos («viajar é olhar», ouviu-lhe ele certa tarde na Piazza Navona, em Roma), o «território da infância» que eram as grutas de Lagos, a estante dela onde só ficavam os livros de que gostava («quase tudo poesia»), uma fotografia tirada na Índia onde aparece «como se flutuasse», e sobretudo uma presença fortíssima que ainda persiste, persistirá sempre, na vida do filho («a tua voz tranquila, as palavras ditas sem desperdício algum, a tua mão desenhando danças sobre o tampo da mesa, o fumo do cigarro perdido no vento que tudo leva, a força, que me ensinaste, de nunca trair, de nunca mentir, de enfrentar mesmo a mais negra escuridão»).

Avaliação: 6/10

[Texto publicado no suplemento Actual, do semanário Expresso]

Amanhã na secção de Livros do ‘Actual’

Juntos Outra Vez: biografia autorizada de Victor Gomes, de Ondina Pires (Edição de Autor), por João Santos
Não se encontra o que se procura, de Miguel Sousa Tavares (Clube do Autor), por José Mário Silva
Dual, de Sophia de Mello Breyner Andresen (Assírio & Alvim), por Pedro Mexia
Os Crimes do Monograma, de Sophie Hannah (ASA), por José Guardado Moreira
A Primeira Guerra Mundial, de John Keegan (Porto Editora), por Luís M. Faria
O Condómino, de António Gregório (Língua Morta), por José Mário Silva

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges