Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

– Entrevista com o escritor israelita David Grossman, por Clara Ferreira Alves
O Árabe do Futuro, de Riad Sattouf (Teorema), por José Mário Silva
Ana de Amsterdam, de Ana Cássia Rebelo (Quetzal), por Pedro Mexia
O Separar das Águas e outras novelas, de Hélia Correia (Relógio d’Água), por Pedro Mexia
Acasalemento, de Norman Rush (Quetzal), por Luís M. Faria
QCDI – #3000, de vários autores (Chili com Carne), por Sara Figueiredo Costa
Amnésia, de Peter Carey (Gradiva), por José Mário Silva

Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

O Estrangeiro, de Albert Camus (Livros do Brasil), e Meursault, contra-investigação, de Kamel Daoud (Teodolito), por José Mário Silva
Últimos Ritos, de Hannah Kent (Saída de Emergência), por José Guardado Moreira
É Complicado, de Danah Boyd (Relógio d’Água), por Luís M. Faria
O Livro dos Camaleões, de José Eduardo Agualusa (Quetzal), por António Loja Neves
O Livro de Jón, de Ófeigur Sigurdsson (Cavalo de Ferro), por José Guardado Moreira

Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

– Entrevista com Kamel Daoud, a propósito do romance Meursault, contra-investigação (Teodolito), por José Mário Silva
– Livros para o Verão (21 sugestões), por Ana Cristina Leonardo, José Guardado Moreira, José Mário Silva, Luís M. Faria e Pedro Mexia
– Entrevista com Peter Carey, a propósito do romance Amnésia (Gradiva), por José Mário Silva
Diário da Abuxarda, 2007-2014, de Marcello Duarte Mathias (Dom Quixote), por Pedro Mexia
Cumbe, de Marcelo D’Salete (Polvo), por Sara Figueiredo Costa
Esta Distante Proximidade, de Rebecca Solnit (Quetzal), por José Mário Silva
O Caso Snowden, de Antoine Lefébure (Antígona), por Luís M. Faria
Arquipélago, de Joel Neto (Marcador), por Carlos Bessa

Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

Os Filipes, de António Borges Coelho (Caminho), por Luciana Leiderfarb
O Gigante Enterrado, de Kazuo Ishiguro (Gradiva), por José Guardado Moreira
– Revista XXI, Ter Opinião – n.º 5 (Fundação Francisco Manuel dos Santos), por José Mário Silva
Hotel Locarno, de António Mega Ferreira (Sextante), por José Mário Silva
A Vida Secreta dos Materiais, de Mark Miodownik (Bizâncio), por Luís M. Faria
A Doença da Felicidade, de Paulo José Miranda (Abysmo), por Pedro Mexia
A Obra Completa, de Emanuel Félix (Secretaria Regional da Educação e Cultura dos Açores), por Carlos Bessa

Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’

– «As 1001 leituras de Alice», artigo sobre os 150 anos de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, por Alexandra Carita
O Fator Churchill, de Boris Johnson (D. Quixote), por Cristina Peres
Por Fim, de Edward St. Aubyn (Sextante), por Luís M. Faria
O Anjo Ancorado, de José Cardoso Pires (Relógio d’Água), por Pedro Mexia
Na Margem, de Rafael Chirbes (Assírio & Alvim), por José Mário Silva
Malditos – Histórias de Homens e Lobos, de Ricardo J. Rodrigues (Fundação Francisco Manuel dos Santos), por Carla Tomás
Inferno, de August Strindberg (Sistema Solar), por José Guardado Moreira
O Meu Tio – Fernando Pessoa, de Manuela Nogueira (Centro Atlântico Edições), por José Mário Silva

Se eu fosse júri do Grande Prémio de Romance e Novela da APE

São cinco as obras candidatas ao Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (seleccionadas de entre 86 livros publicados em 2014): Os Memoráveis, de Lídia Jorge (Dom Quixote); Cláudio e Constantino, de Luísa Costa Gomes (Dom Quixote); Retrato de Rapaz, de Mário Cláudio (Dom Quixote); Impunidade, de H. G. Cancela (Relógio d’Água); e No Céu não há Limões, de Sandro William Junqueira (Caminho). O júri, constituído por José Correia Tavares, Ana Paula Arnaut, Isabel Cristina Mateus, Maria João Cantinho, Miguel Miranda e Miguel Real, deverá deliberar, durante o mês de Julho, qual dos escritores vencerá o prémio, no valor de 15 mil euros.
Dos cinco finalistas, só não li um: o de H. G. Cancela (mas ainda lá irei, espero). Com 80% de conhecimento de causa, posso dizer que tiro o chapéu ao júri por esta escolha, uma vez que gostei bastante dos quatro que me passaram pelas mãos. Os Memoráveis é uma das melhores ficções de Lídia Jorge e uma magnífica autópsia dos sonhos da revolução de Abril; as aventuras dos pequenos irmãos criados por Luísa Costa Gomes, à solta no mundo das ideias, são um divertimento sofisticado e intelectualmente estimulante; e o estudo de Mário Cláudio sobre um dos discípulos de Leonardo da Vinci é uma pequena jóia, de escrita imaculada. Mas se tivesse de escolher, daria o prémio a Sandro William Junqueira e ao prodigioso simulacro teatral que o seu romance encena, enquanto fustiga as personagens com um vendaval de energia que até a nós, leitores, nos transporta e eleva.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges