Books & Bars

Para quem está ressacado das Correntes, isto até que parece uma boa ideia.

‘Nativos Digitais’ sobre e-books

Para ver aqui.

E se as bibliotecas emprestassem e-books?

No Reino Unido, pensa-se no assunto.

Bookstagram

Enquanto utilizador do Instagram, eu costumo fotografar páginas dos livros que ando a ler, frases ou versos que me apetece partilhar com quem navega por esta rede social feita de imagens. Hoje aprendi que há uma hashtag própria para quem desafia os outros com as suas leituras (#bookstagram) e que eu no fundo já andava a participar nesse jogo malgré moi.

Os leitores de e-books segundo a DECO

Aqui.

Saramago na Best books of the month da Amazon

Na escolha dos «melhores livros» de Outubro feita pela equipa editorial da Amazon constam nomes como Haruki Murakami, Jeffrey Eugenides, Michael Ondaatje e José Saramago, com a edição norte-americana de Caim.

Os e-books não mordem

Éramos seis naquela mesa redonda. Editores, romancistas, críticos literários, consultores. Tema da conversa: «Vem aí o e-book… Deito fora os meus livros?» Como se o facto de podermos trazer centenas de romances num aparelho fininho implicasse necessariamente uma guia de marcha para as estantes lá de casa. Quando me deram a palavra, pousei no colo os vários gadgets pelos quais distribuo as minhas leituras digitais (Kindle, iPad e iPhone), o que me fez sentir uma espécie de José Magalhães nos seus tempos de guru da pré-história da internet em Portugal (lembram-se?), e sublinhei uma evidência: o e-book não vai assassinar o livro em papel (pelo menos nas próximas décadas), nem substituir a experiência da leitura tradicional. Mas os dois suportes podem perfeitamente coexistir, com as respectivas vantagens e limitações. Pela minha parte, a adaptação foi imediata e leio agora e-books naturalmente, como se eles sempre tivessem existido. Uma das vantagens, para além de os poder descarregar no próprio instante em que estão a ser lançados nos EUA ou no Reino Unido, é o acesso instantâneo ao dicionário de inglês, ao Google e à Wikipedia. Basta carregar na palavra que nos suscita dúvidas e a definição correspondente aparece na base do ecrã (ou o link para os sites referidos). E uma pessoa habitua-se tão depressa que já me aconteceu, ao ler livros em papel, sentir o impulso de carregar numa palavra que desconheço ou no nome de alguém que gostaria de pesquisar.
No debate, havia quem estivesse disponível para experimentar, mas também quem jurasse a pés juntos que desta água não há-de beber. O discurso típico de quem só vê na emergência do digital os seus perigos (que existem, entre eles o da rápida obsolescência tecnológica) mas nenhuma das suas virtudes. A questão, porém, é que os e-books não são uma fantasia futurista. Eles são a realidade de hoje. Ou, para os mais renitentes, de amanhã. Foi aliás muito curiosa a resposta que obtive à pergunta: «Mas algum de vocês já leu um e-book?» Pois. Nenhum dos outros cinco participantes no debate tinha alguma vez lido um e-book. Ou seja, estiveram duas horas a falar de uma coisa que nunca experimentaram. Daqui a um ano ou dois, acreditem, a proporção vai inverter-se. Recordam-se da resistência inicial aos telemóveis? Alguns dos que se riam da hipótese de vir a andar com um aparelhómetro colado ao ouvido, que horror, agora não prescindem dos modelos de última geração, com internet e tudo. Mais: daqui a vinte anos o título do debate («Vem aí o e-book… Deito fora os meus livros?») vai parecer tão anacrónico como um debate que há vinte anos tivesse discutido «Vem aí o e-mail… Deito fora os meus postais?».
Parte do preconceito contra o livro digital nasce do facto de muita gente pensar que este é um mero clone dos livros em papel. Nada mais errado. Embora ainda só estejamos no início, já começam a aparecer livros-aplicação (a pensar nos tablets) que levam a literatura digital para outros patamares. Veja-se o caso da versão para iPad do poema The Waste Land, de T. S. Eliot, nascida da parceria entre uma editora de vanguarda tecnológica (a Touch Press) e a prestigiadíssima Faber & Faber (detentora dos direitos). O resultado é avassalador. Além dos versos, com as anotações de Eliot integradas, podemos ver em sincronia a interpretação do poema pela actriz Fiona Shaw, registos áudio de outras leituras (Ted Hughes, Viggo Mortensen, o próprio Eliot), vídeos com comentários de várias personalidades (de Jeanette Winterson a Seamus Heaney) e imagens da versão original com notas manuscritas de Ezra Pound. No momento em que escrevo, acabo de comprar outra aplicação igualmente espantosa: a «edição amplificada» do On the Road, de Jack Kerouac (Penguin), com mapas das suas viagens pelos EUA, biografias dos escritores da Beat Generation, documentos de arquivo, comparações entre rascunhos e versão definitiva, capas das edições internacionais (incluindo a da Ulisseia), etc. Já imaginaram o que se pode fazer com o Ulisses, com a Divina Comédia, com os livros do Pynchon, com os do Georges Perec? As possibilidades são infinitas. E eu mal vejo a hora de as poder desfrutar.

[Texto publicado no n.º 104 da revista Ler]

E-books do ‘Público’ a 50 cêntimos

Por enquanto só estão disponíveis oito títulos, todos da colecção ‘Inteligência Financeira’, mas presume-se que a oferta aumente em breve.

‘The Fantastic Flying Books Of Morris Lessmore’ (e-book trailer)

Eis que surge mais uma extraordinária aplicação do iPad que aponta novos caminhos para os e-books (neste caso, um livro infantil interactivo). E eu só posso dizer que os miúdos cá de casa andam doidos com o Morris Lessmore e os seus livros voadores.

O que aí vem (Booksmile)

Sabes que também podes ralhar com os teus pais? e Sabes onde é que os teus pais se conheceram?, os dois volumes iniciais de uma nova colecção de literatura infantil, com textos de Maria Inês Almeida e ilustrações de Paulo Galindro.

FBooks

Eis um novo conceito, desenvolvido pela Leo Burnett para a LeYa: livros de ficção adaptados para o Facebook. «Os leitores poderão acompanhar o narrador de forma interactiva, mas não através de opiniões e evitando que alguém revele mais do que deve ser contado. Para cada personagem criámos um perfil no Facebook. Os diálogos entre as personagens são colocados em posts nos seus murais, sendo também utilizados links para ajudar a pôr o leitor ainda mais “dentro” da história. Por exemplo, se uma personagem visita um lugar, o link para este sítio no Google Street View é colocado junto ao texto, para que o leitor possa estar lá também. Se uma música é tocada na história, é colocado um link para o vídeo da canção no YouTube junto ao trecho do livro que cita a música.»
O primeiro livro adaptado é o romance O Bom Inverno, de João Tordo (Dom Quixote), cujas personagens e peripécias podem ser acompanhadas aqui.

Vendas de e-books suplantam paperbacks nos EUA

The latest report from the Association of American Publishers, compiling sales data from US publishing houses, shows that total ebook sales in February were $90.3m. This makes digital books the largest single format in the US for the first time ever, the AAP said, overtaking paperbacks at $81.2m. In January, ebooks were the second-largest category, behind paperbacks.

Aumento das vendas de e-books cria mudanças nos padrões de consumo dos leitores

«Without a new way to learn what books are available, buyers of e-books concentrate on a narrower variety of fare.»

Os e-books explicados a quem não percebe nada de e-books

Eis o cenário actual, resumido num fluxograma muito bem arrumadinho.

O que aí vem (Google eBooks)

[via BlogTailors]

Winking Books

E eis que surge, esta semana, mais uma comunidade de leitores na Internet: a Winking Books (Livros que Piscam o Olho), tendo como lema «your books from shelf to life». Segundo Miguel Osório, um dos co-autores do projecto, «o site permite que cada um ponha em circulação os livros de que já não faz uso, inventariando-os no seu espaço pessoal no site, ganhando desse modo pontos para trocar por livros que pretenda ler.» As trocas serão feitas através de envios pelo correio.

Vender e-books de outra maneira

Uma editora francesa especialista em ficção científica (Le Bélial Éditions) vai lançar em Setembro uma plataforma para venda de e-books com um conceito inovador. Os livros custarão entre nove e 11 euros (ou seja, cerca de metade das versões impressas) mas os leitores poderão pagar mais, se quiserem ajudar o autor ou a editora. O preço não se restringe ao primeiro download, o que elimina o pânico de perder o ficheiro descarregado. Outro aspecto importante tem a ver com os direitos de autor, que ascenderão a 30% do preço de capa, contra os habituais oito a 10% (valor ridículo se tivermos em conta que desaparecem os custos de transporte e armazenagem). Numa fase inicial, a plataforma venderá apenas livros franceses.
Mais informação sobre a plataforma e-Bélial, aqui.

Será que os iPads e os e-books serão melhores para o estudo do que os livros tradicionais?

Talvez sim, talvez não. Por enquanto, é mais não.

Bookshelf Porn

«A collection of all the best bookshelf photos for people who *heart* bookshelves.»

LeYa vai apostar nos e-books

Num momento em que o mercado dos leitores de e-book continua a crescer (e o preço dos aparelhos a baixar), a LeYa assume, já a partir da próxima rentrée, a aposta numa plataforma de livros em formato digital, centrada na sua livraria online (a Mediabooks) e com um catálogo de «grandes autores lusófonos». Entre os primeiros títulos disponibilizados, estarão livros de José Saramago, Mia Couto, José Eduardo Agualusa e António Lobo Antunes.

‘The Joy of Unread Books’

Kirsty Logan disserta sobre a decisão de não ler certos livros, por receio de que eles fiquem aquém das expectativas. «No book is ever quite as good as it potentially could have been», resume. Um dos seus «unread books» é 2666, de Roberto Bolaño, sobre o qual escreve o seguinte:

«2666 is an obsessive and world-shifting epic. When I read it, I will be completely absorbed by it. It will be all I think about. It will affect my daily life in ways I can’t fully understand, and when I finish it I will have come to profound revelations about the nature of existence. I will finally understand all the literary theory I wrote essays on when I was at university.»

Quando um dia se decidir a mergulhar no romance de Bolaño, Logan descobrirá que ele é tudo o que antecipou (e muito mais).

Booksmile desmente Presença

Depois de a Presença ter garantido que a sua garantia, passe o pleonasmo, era uma iniciativa inédita em Portugal, a Booksmile vem dizer que não, não senhor, nada disso. Pelos vistos, a garantia da Booksmile remonta a Abril de 2009 e garantem-nos, passe outra vez o pleonasmo, que será mais proveitosa para o cliente do que a da Presença, estando as vantagens e desvantagens ilustradas por um quadro comparativo que faz lembrar os testes da DECO.
Enfim, os leitores que decidam.

‘O iPad e a pirataria de ebooks’

«Depois da pirataria de software, música e filmes sangrar há anos a indústria informática e de entretenimento, a disseminação ilegal de ebooks vai agora começar a atormentar a indústria livreira a nível mundial mas poupando… jornais e revistas.» A opinião de Ricardo Nuno Silva, no blogue eBook Portugal.

Making Books

Em 1947, era assim que se faziam. Agora é um bocadinho diferente.

[via blogue da Bruaá]

Será que devemos ter medo dos e-books?

A resposta é igual à do post anterior: claro que não.

Crescimento dos e-books

Já tinha acontecido com o último romance de Dan Brown. Na Amazon, The Lost Symbol em versão digital vendeu mais do que a versão hardcover. Há dias, soube-se que no dia de Natal a maior livraria online do mundo comercializou mais e-books do que livros em papel. Será esta uma das tendências para 2010? Desconfio que sim.

Commonwealth Books

Gosto de livrarias em que o balcão está ocupado por pilhas de livros, acabados de chegar, ainda à espera de serem encaminhados para o seu lugar nas estantes. E foi isso que eu vi assim que entrei na Commonwealth Books, uma espécie de alfarrabista que fica ao fundo de uma rua discreta, perto do centro (Spring Lane).
Logo à entrada, do lado esquerdo, há uma editora em destaque. E não é nenhuma das várias chancelas da Random House. É a mui alternativa Black Widow Press, que publica poesia traduzida de Paul Éluard, André Breton, Valery Larbaud ou Tristan Tzara. Com as suas 700 páginas, a biografia Revolution of the Mind: The Life of Andre Breton, de Mark Polizzotti, ficou a olhar para mim (talvez para a próxima), mas entretanto outras centenas de títulos emitiam, obstinados, o seu chamamento cruel, como sereias a atazanar os ouvidos de um Ulisses sem cera para os ouvidos.
Com a sua confusão ordenada, o seu caos gracioso, a Commonwealth Books é sítio para se ficar muitas horas, deambulando entre os vários núcleos temáticos, lendo as frases soltas e artigos de jornal colados em tudo o que seja superfície plana, aproveitando uma ou outra pechincha. Infelizmente, não tinha muitas horas para ficar ali (talvez para a próxima), mas ainda consegui apropriar-me de três pechinchas. A saber: Sudden Fiction (continued) – 60 New Short-Short Stories, uma antologia organizada por Robert Shapard e James Thomas (Norton, 1996), por três dólares; Blood, Tin, Straw, de Sharon Olds (Alfred A. Knopf, 1999), por sete dólares; e Poemas in English, de Samuel Beckett (Grove Press, 1963), por três dólares.

Será que o cérebro gosta de e-books?

Respostas e discussão, aqui.

Demonstração em dois passos da indiscutível e insofismável superioridade do livro (físico, em papel) sobre os leitores de e-books

1. Há umas semanas, saí de casa com os meus filhos para o passeio de sábado à tarde. Na mão levava um livro-livro, em papel (Dois Verões, de Erik Orsenna, Teorema). Antes ainda de começar a descer os primeiros degraus (moramos no terceiro andar), o Pedro, não sei bem como, deu-me um piparote no braço e o livro-livro, em papel, saltou no ar, descrevendo uma trajectória em parábola que terminou no poço das escadas. Terminou, não. Continuou. E eu fiquei, agarrado ao corrimão, a assistir à queda livre, aqui e ali quase um voo a pique, quando as páginas se abriam, imitando asas. O primeiro pensamento que me ocorreu foi: «Ainda bem que é um livro-livro. Olha se fosse o Sony Reader…» Quando cheguei à cave, verifiquei os estragos. Pequenas escoriações na lombada, meia dúzia de páginas ligeiramente amolgadas, nada de grave. Cinco minutos depois, no jardim, continuei a leitura como se nada tivesse acontecido.

2. Esta manhã, estava no banco, à espera da minha vez, com o Público numa mão (dobrado de forma a ler sem grande esforço a crónica do Vasco Pulido Valente na última página) e o Sony Reader na outra. Um cliente, não sei bem como, saiu da zona das caixas a toda a velocidade e deu-me um encontrão. Os meus olhos afastaram-se da argumentação de VPV contra a existência de classes sociais e viram o Sony Reader voar, pareceu-me que em câmara lenta, numa trajectória que não sei se foi parabólica (estava demasiado em pânico para reparar) mas sei que terminou no chão, com um ligeiro baque. Liberto da capa a imitar couro, o Sony Reader deu mais um saltinho e bateu com uma das esquinas nos ladrilhos da agência bancária. Dez segundos depois, verifiquei os estragos. Aparentemente, estava tudo bem. Mas depois tentei ligar o Sony Reader e o Sony Reader não respondeu. Uma, duas, três vezes. Nada. O pdf que ando a ler a mata-cavalos (o Bolaño, sim, o Bolaño) preso lá dentro, com as marcas de leitura todas, um pdf inacessível que vou ter, agora, de imprimir em papel, claro, enquanto não sei se o Sony Reader ficou simplesmente em coma (apesar de tudo reversível) ou se morreu de vez.

Books toolbox

Meia centena de sites para quem gosta mesmo muito de livros.

[via Senhor Palomar]

Um leitor de e-books, please

Para quem faz da leitura intensiva a sua actividade principal, há nos dias que correm uma tentação tecnológica quase óbvia: o leitor de e-books. Eu até nem sou muito de gadgets. Nunca me deslumbrei com os telemóveis topo de gama, tipo BlackBerry à la Barack Obama ou iPhone com trezentas aplicações diferentes (dos programas que permitem controlar o orçamento mensal, cheios de gráficos e dicas, ao miraculoso Brushes, que nos torna Picassos instantâneos e «deu» a Jorge Colombo a sua primeira capa da New Yorker). Nunca pedi ao Pai Natal o último portátil da Apple nem um GPS para me orientar nas ruas de Lisboa ou nas rotundas da província. Contento-me com o que é básico, com o que é elementar, com o que é mais simples. Tanto assim que comprei um smartphone há cerca de um mês – com ecrã táctil, mais as milhentas funções que os smartphones hoje nos oferecem (mesmo os baratuchos) – e ainda mal o utilizei. A verdade, confesso, é que não tive tempo de ler o manual de instruções. E porquê? Porque a minha profissão é ler intensivamente, sim, mas livros, não manuais de aparelhos electrónicos.
E isto leva-me de volta à questão dos e-books. Com a quantidade de livros que as editoras me fazem chegar todos os dias, a minha casa assemelha-se cada vez mais a um labirinto de papel. Estantes ajoujadas, pilhas periclitantes no corredor, caos bibliográfico. Por muito que goste de me sentir uma ilha rodeada de livros por todos os lados, há um limite físico para esta invasão imparável (sobretudo quando não posso dispor, como alguns felizardos, de um apartamento à parte para a biblioteca pessoal). Um dia, deixará de haver espaço. Mesmo. E antes que esse dia chegue, tenho que tomar medidas. Uma é ser mais selectivo quanto ao que entra. Outra é expulsar o que nem sequer devia ter entrado. E a terceira, a mais simples, é justamente comprar um leitor de e-books. Para fazer download das obras que me interessam mas não faço questão de ter nas prateleiras, claro. Mas sobretudo para evitar um crime ecológico: a impressão, em resmas de folhas A4, dos ficheiros pdf com que as editoras revelam aos críticos literários os romances que só vão para a gráfica umas semanas depois.
Mais do que uma tentação, o leitor de e-books transformou-se para mim numa necessidade. Espero aliás levar um, carregadinho, já nas próximas férias (com a vantagem adicional de diminuir substancialmente o peso das bagagens).

[Texto publicado na secção “A minha tentação” do Semanário Económico]

Mediabooks adere às redes sociais

A Mediabooks, livraria online do Grupo Leya, vai apostar em força na ligação directa às principais redes sociais da Internet, como o Facebook, o Hi-5, o LinkedIn, ou o Twitter. «Pela primeira vez, os utilizadores de uma livraria virtual portuguesa vão poder partilhar automaticamente com os contactos das suas redes sociais os livros que lêem, os que oferecem, os que gostariam de ter ou aqueles que aconselham. Os visitantes vão poder ainda pesquisar directamente na barra de ferramentas das plataformas Internet Explorer ou Firefox, a partir da qual se pode iniciar uma pesquisa directa em diversos sites, os títulos, autores, temas ou colecções que pretendem encontrar na Mediabooks.»
Mais informação aqui.

‘From the Typewriter to the Bookstore: A Publishing Story’

As coisas não se passam bem assim, claro, mas nalguns casos andam lá perto.

Amazon eats AbeBooks

Eis um dos negócios do ano.

Idlewild Books

É uma livraria onde predominam os globos (dos candeeiros às réplicas geográficas do planeta Terra), lugar perfeito para quem gosta de literatura de viagens. Abriu há poucos dias. Único defeito: fica um bocadinho longe (19th Street, perto da 5th Avenue, Nova Iorque).

Lost books resurrected

A capa nabokoviana do post anterior não existe. É uma invenção, como Luís Rodrigues explica nos comentários. Uma invenção incluída numa divertidíssima página escrita por Jeff VanderMeer, que imagina sinopses para supostos livros perdidos de grandes autores. Vale a pena ler o conjunto todo, mas especialmente os textos sobre a “versão hermafrodita” do Dicionário Khazar de Milorad Pavic, o policial pulp fiction de Marcel Proust e a história infantil de Cormac McCarthy, em que a protagonista de Sarah’s New Pony “smashes a bottle over a drunk’s head and shoots a revolver wildly into a crowded saloon”.

Dead People[‘s Books]

Sabe que livros havia em casa de autores como W. H. Auden, Ezra Pound, Ernest Hemingway, Sir Walter Scott, James Joyce, e. e. cummings, William Faulkner, Flannery O’Connor, Herman Melville, Karen Blixen ou Machado de Assis? Eu também não. Mas quem alimenta a página I See Dead People[‘s Books] sabe. E partilha o conhecimento, lembrando de quantas obras se compunha cada biblioteca e onde é que estão hoje depositadas (quase todas em universidades). Mais: a abordagem não se limita ao espólio de escritores. Também se encontram por ali as listas de livros que pertenceram a John F. Kennedy, Leonardo da Vinci, Charles Darwin, Wolfgang Amadeus Mozart, à rainha Maria Antonieta e ao rapper Tupac Shakur (que tinha sempre à mão, diga-se, O Príncipe de Maquiavel e os poemas de Maya Angelou).

Save our books. Buy them

Os livros não se limitam a falar uns com os outros. Quando as livrarias fecham, também encenam as suas “mortes literárias” preferidas.

[via O Melhor Anjo]

Dentro do quarto amarelo

O Papel de Parede Amarelo
Autora: Charlotte Perkins Gilman
Editora: Fyodor Books
Título original: The Yellow Wallpaper
Tradução: José Manuel Lopes
N.º de páginas: 41
ISBN: 978-989-691-444-8
Ano de publicação: 2015

Escrito em 1890, quando a autora ainda não completara 30 anos, este conto andou muitos anos perdido em antologias de literatura de terror, só sendo recuperado do esquecimento na década de 70, quando começa a ser visto, enfim, como aquilo que é: um grito simbólico contra a dominação masculina exercida sobre as mulheres. Coerente, de resto, com o percurso intelectual de Charlotte Perkins Gilman (1860-1935), uma das precursoras do feminismo americano, ao escrever ensaios em que defendia reformas sociais tendentes a uma efectiva igualdade entre os sexos.
Inspirado na experiência da autora, que sofreu uma crise de neurastenia nos meses seguintes ao nascimento da filha, O Papel de Parede Amarelo é o relato de uma depressão pós-parto. A narradora, forçada a um regime de repouso absoluto pelo marido, um médico rígido e controlador, escreve às escondidas e vai lamentando o deserto de estímulos a que está reduzida. O sufoco da vida doméstica conduz a um estado de sofrimento que a família desvaloriza por não apresentar manifestações físicas, só psíquicas.
Enquanto a diligente cunhada trata do bebé, ela passa o tempo na cama, a contemplar obsessivamente os horríveis padrões geométricos do papel de parede que reveste o quarto: «se nos demorarmos a percorrer as suas irregulares e imperfeitas curvas, repararemos que de repente se suicidam – afundam-se em excêntricos ângulos». No papel de parede, transformado em espelho, dá-se então o movimento de libertação. A narradora começa por pressentir uma figura feminina a rastejar por trás do padrão, a abaná-lo, «como se quisesse sair». Um fantasma abstracto? Um reflexo de si mesma? O que perdura deste conto é a assombrosa resposta a estas perguntas que chega nos parágrafos finais.

Avaliação: 7/10

[Texto publicado na revista E, do semanário Expresso]

E porque não?

A actriz Emma Watson anunciou a intenção de criar um «clube do livro feminista».

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges