Bem parado

Nem só o crédito é malparado. O novo blogue do Pedro Mexia também é. Mas malparado num sentido só dele: o de estar em todo o lado, não estando em lado nenhum. Os posts perfeitos, esses continuam a aparecer a ritmo certo:

VIDAS
«Perdi duas vidas», confessa o rapaz, tranquilo, referindo-se talvez à PlayStation.

Todos os vandalismos são estúpidos, mas há vandalismos que são mais estúpidos do que outros

Que raça de energúmenos é que se diverte a destruir painéis evocativos da obra de um dos nossos maiores escritores?

Catarina ou o saber dos livros

Ficar na prateleira não é necessariamente mau, sobretudo quando a prateleira se vai enchendo de livros. Bem-vinda à faina dos bloggers literários, CHM.

E se ‘The Waste Land’ fosse um rap?

Seria analisado, como qualquer outra canção hip hop, pelo blogue Rapgenius. O mais curioso é que foi mesmo, como se pode comprovar aqui (é de supor que T.S. Eliot tenha dado umas quantas voltas na campa).

Euratória

É um blogue sobre «a defesa da integração europeia e do seu principal instrumento, a União Europeia». Chama-se Euratória: oratória sobre a Europa. E nunca precisámos tanto disso como agora.

SFC em Macau

A incansável Sara Figueiredo Costa está em Macau, a acompanhar o festival Rota das Letras. No Cadeirão Voltaire, vale a pena ir acompanhando os seus despachos e relatos do que se vai passando, tanto nas várias mesas de debate como fora delas.

Um blogue que rima com este

A Biblioteca de Raquel. É sobre literatura e edição, escrito por uma jornalista especializada na cobertura de livros: a brasileira Raquel Cozer, da Folha de São Paulo.

O regresso dos periféricos

A malta que fazia a excelente revista Periférica, uma espécie de New Yorker de Trás-os-Montes, está de volta ao activo. O blogue chama-se Iniciação ao Tédio, mas entediados é que os saudosos leitores de Rui Ângelo Araújo, Fernando Gouveia et al decerto não vão ficar.

Palavras que o vento não levará

«ler em voz baixa e em voz alta
falar, ouvir, ler e contar
dizer de sua justiça
conhecer mais pessoas
procurar nas estantes
livros para ler
passar aos outros
o que sim
o que não
fazer um espectáculo com muita gente, ser filmado
»

Cinco anos

Foi há cinco anos, também numa segunda-feira.

O ‘think tank’ do livro

Eis um blogue colectivo que merece entrada directa para o topo da lista de favoritos, na dieta informativa de quem acompanha o mundo do livro no nosso país. Mais do que dar notícias sobre o que se passa no meio editorial, o Edição Exclusiva apresenta-se como um «think tank»; ou seja, um lugar de reflexão sobre os rumos a seguir, os dilemas do presente e os desafios do futuro. Não creio que a ideia passe por descobrir fórmulas mágicas ou soluções imediatas para os problemas do sector (em grande parte dependentes do estado da economia portuguesa em geral, que é o que sabemos), mas por lançar questões e debates que possam ajudar-nos a compreender melhor o que se passa. Se conseguirem isso, já conseguiram muito.
A qualidade dos colaboradores (entre os quais Hugo Xavier, João Carlos Alvim, João Costa, Jorge Silva, José Afonso Furtado, Nuno Seabra Lopes, Rui Beja e Rui Zink) não deixa margem para dúvidas: o Edição Exclusiva vai tornar-se rapidamente um referência absoluta. Para começar, assinale-se um ‘Especial Infantil’ sobre o universo da edição dos livros para crianças, uma das áreas mais dinâmicas e rentáveis nos últimos anos. Hoje escreve Luísa Ducla Soares. Amanhã, Alice Vieira. Mas o dossier continuará durante o mês de Dezembro.

O blogue das aspas desnecessárias

Ele há quem use aspas por tudo e por nada. E ele há quem se dê ao trabalho de o assinalar.

Faz hoje dez anos que nasceu, para mim, a blogosfera

Nasceu com a Coluna Infame. Dois meses e meio depois, criei o meu próprio blogue, para dialogar com a Coluna, para refutar a Coluna, para polemizar com a Coluna. Que saudades. Muito ao seu jeito, o Pedro Mexia, blogger entre os bloggers, aproveitou a efeméride para fechar mais um blogue. Esperemos já pelo próximo.

Depois da China, os EUA?

O blogger Carriço, que acertou em cheio na aposta em Mo Yan, garante que em 2013 o vencedor do Nobel será norte-americano. Cá estaremos para confirmar o prognóstico, sendo certo que eu voltarei a apostar numa América do Norte que fica mais a norte do que os EUA.

This is what a librarian looks like

Aqui desafiam-se os estereótipos associados aos bibliotecários e bibliotecárias (embora, previsivelmente, mais a elas do que a eles). Atente-se na escassez de óculos graduados, carrapitos, roupa de tons neutros, caras fechadas, etc.
E em Portugal, como é que seria este blogue? Alguém se oferece para lançar a primeira foto?

Dias úteis

Fotografias belíssimas. Textos afiados. Aqui.

Temporariamente encerrada para balanço

Talvez por se aproximar a publicação do seu livro, a Livreira Anarquista fechou o estaminé há quase duas semanas, deixando-nos à míngua daqueles pedidos descabelados e bizarras idiossincrasias dos clientes que fazem do blogue uma hilariante sitcom livresca. Uma pena. Nunca pensei que a leitura de As Cinquenta Sombras de Grey pudesse ter efeitos tão deletérios. Eu penei um bocado mas sobrevivi. Espero que a LA também sobreviva. Primeiro, porque gostava de ler essa tão prometida prosa. E, depois, porque em tempos de crise não nos podemos dar ao luxo de perder quem nos faz rir de forma inteligente.

PS – Aposto que um dia destes um cliente chegar-se-á ao balcão para pedir à Livreira Anarquista «o livro daquela, ai, como é que se chama, espere lá que tenho o nome debaixo da língua, acho que tem um blogue, já sei, o livro da Bibliotecária Surrealista».

Bibliotecário de Babel goes to Washington

Entre 22 de Outubro e 7 de Novembro estarei na capital dos EUA, a frequentar um curso intensivo de jornalismo na Universidade de Georgetown e a assistir in loco à reeleição de Barack Obama (espero bem). Vão ser duas semanas memoráveis, talvez com um saltinho a Nova Iorque pelo meio. Na medida do possível, manterei a actividade do BdB e procurarei fazer um diário americano, provavelmente na linha do blogue de viagem que o Luís Ricardo Duarte, jornalista do Jornal de Letras, empreendeu por estes dias.

DFW pelo seu biógrafo

Durante esta semana, D. T. Max, jornalista que acaba de lançar uma biografia de David Foster Wallace (Every Love Story is a Ghost Story), escreverá uma série de posts sobre os «documentos e artefactos» com que se foi deparando ao investigar a vida do autor de Infinite Jest (A Piada Infinita, a publicar pela Quetzal em Novembro).

A verdade de um romancista

Na entrada da Wikipedia sobre o seu romance A Mancha Humana (The Human Stain), Philip Roth encontrou uma referência a uma suposta pessoa real na qual se teria inspirado para criar o protagonista do livro, informação que chegou, nas suas palavras, «not from the world of truthfulness but from the babble of literary gossip». Quando se queixou ao administrador da Wikipedia, foi-lhe dito que embora ele, Philip Roth, seja obviamente a maior autoridade no que diz respeito às suas ficções, seriam sempre necessárias «fontes secundárias». Sem esconder um certo espanto e impaciência, o escritor decidiu então assinar uma carta aberta no blogue literário da revista New Yorker. O texto, extenso e detalhado, é de leitura obrigatória para quem queira saber como funcionam os mecanismos criativos e os «empréstimos» biográficos na obra de um grande romancista.
Eis um excerto:

«My protagonist, the academic Coleman Silk, and the real writer Anatole Broyard first passed themselves off as white men in the years before the civil-rights movement began to change the nature of being black in America. Those who chose to pass (this word, by the way, doesn’t appear in “The Human Stain”) imagined that they would not have to share in the deprivations, humiliations, insults, injuries, and injustices that would be more than likely to come their way should they leave their identities exactly as they’d found them. During the first half of the twentieth century, there wasn’t just Anatole Broyard alone—there were thousands, probably tens of thousands, of light-skinned men and women who decided to escape the rigors of institutionalized segregation and the ugliness of Jim Crow by burying for good their original black lives.
I had no idea what it was like for Anatole Broyard to flee from his blackness because I knew nothing about Anatole Broyard’s blackness, or, for that matter, his whiteness. But I knew everything about Coleman Silk because I had invented him from scratch, just as in the five-year period before the 2000 publication of “The Human Stain” I had invented the puppeteer Mickey Sabbath of “Sabbath’s Theater” (1995), the glove manufacturer Swede Levov of “American Pastoral” (1997), and the brothers Ringold in “I Married a Communist” (1998), one a high-school English teacher and the other a star of radio in its heyday. Neither before nor after writing these books was I a puppeteer, a glove manufacturer, a high-school teacher, or a radio star.
Finally, to be inspired to write an entire book about a man’s life, you must have considerable interest in the man’s life, and, to put it candidly, though I particularly admired the story “What the Cystoscope Said” when it appeared in 1954, and I told the author as much, over the years I otherwise had no particular interest in Anatole Broyard. Neither Broyard nor anyone associated with Broyard had anything to do with my imagining anything in “The Human Stain.”
Novel writing is for the novelist a game of let’s pretend. Like most every other novelist I know, once I had what Henry James called “the germ”—in this case, Mel Tumin’s story of muddleheadedness at Princeton—I proceeded to pretend and to invent Faunia Farley; Les Farley; Coleman Silk; Coleman’s family background; the girlfriends of his youth; his brief professional career as a boxer; the college where he rises to be a dean; his colleagues both hostile and sympathetic; his field of study; his bedeviled wife; his children both hostile and sympathetic; his schoolteacher sister, Ernestine, who is his strongest judge at the conclusion of the book; his angry, disapproving brother; and five thousand more of those biographical bits and pieces that taken together form the fictional character at the center of a novel.»

Raparigas que gostam de livros

São as raparigas que interessam. Algumas estão aqui.

O manifesto de um crítico

E não é um crítico qualquer. Vale muito a pena ler o texto que Daniel Mendelsohn publica hoje no blogue de livros da New Yorker. Eis um pequeno excerto:

«The serious critic ultimately loves his subject more than he loves his reader—a consideration that brings you to the question of what ought to be reviewed in the first place. When you write criticism about literature or any other subject, you’re writing for literature or that subject, even more than you’re writing for your reader: you’re adding to the accumulated sum of things that have been said about your subject over the years. If the subject is an interesting one, that’s a worthy project.»

As cinquenta farpas de LA

Como é que uma pessoa aguarda a prometida análise da Livreira Anarquista às Cinquenta Sombras de Grey? Resposta: ansiosamente (os calmantes não fazem efeito).

Oferenda

O blogue Poesia & Lda. de vez em quando oferece-nos, sem estarmos à espera, pequenas grandiosas maravilhas. É o caso deste post, com seis poemas de Wisława Szymborska ainda inéditos em português, traduzidos por Teresa Swiatkiewicz. São todos magníficos e de leitura obrigatória, mas eu não resisto a transcrever os que mais me impressionaram:

ADOLESCENTE

Eu – adolescente?
Se, de repente, aparecesse aqui, agora, diante de mim,
saudá-la-ia como pessoa que me é próxima,
embora seja, para mim, estranha e distante?

Verter uma lágrima, beijar-lhe a testa
pela simples razão de termos
a mesma data de nascimento?

Tão poucas semelhanças entre nós,
quiçá, apenas os ossos são os mesmos,
a caixa craniana, as órbitas.

Já que os olhos dela parecem maiores,
as pestanas mais compridas, ela mais alta
e todo o seu corpo revestido
com uma pele lisa, sem mácula.

Na verdade, ligam-nos parentes e conhecidos,
no mundo dela, porém, quase todos estão vivos,
enquanto no meu já não há quase ninguém
deste círculo que tínhamos comum.

Somos tão diferentes uma da outra,
pensamos e falamos sobre coisas tão diferentes.
Ela pouco sabe –
mas com uma teimosia digna de melhores causas.
Eu sei muito mais –
mas sem nada saber ao certo.

Mostra-me uns poemas,
escritos com letra clara e cuidada,
como já há muito eu não escrevo.

Leio esses poemas e leio.
Bem, talvez este daqui,
se o reduzirmos
e corrigirmos aqui e ali.
O resto nada de bom augura.

A conversa está difícil.
No seu pobre relógio,
o tempo ainda é vacilante e barato.
No meu, já é muito mais caro e preciso.

Na despedida nada, um breve sorriso
e nenhuma comoção.

Somente quando se afasta
e, apressada, se esquece do cachecol.

Um cachecol de pura lã,
às riscas coloridas
feito em croché para ela
pela nossa mãe.

Ainda hoje o tenho.

***

VERMEER

Enquanto aquela mulher do Rijksmuseum,
em quietude pintada e concentração,
dia após dia, não verter o leite
do jarro para a vasilha,
o Mundo não merece
o fim do mundo.

***

A MÃO

Vinte e sete ossos,
trinta e cinco músculos,
cerca de duas mil células nervosas
em cada uma das pontas dos cinco dedos.
É quanto basta
para escrever ‘Mein Kampf’
ou ‘A Casinha do Ursinho Puff’.

Dar o braço a torcer (ou melhor, a desenhar)

Eis o novo projecto do José Luís Peixoto: uma moldura vazia tatuada no antebraço esquerdo, aberta à criatividade das muitas pessoas com que se vai cruzando nas suas voltas pelo mundo (neste momento, por exemplo, está em Paraty, na FLIP, onde amanhã lerá na íntegra o seu primeiro livro: Morreste-me).

FLIP 2012

FLIP: Festa Literária Internacional de Paraty. Começou hoje, com um cartaz de encher o olho ao mundo literário, lusófono e não só. Entre as dezenas de participantes confirmados, estão Adonis, Amin Maalouf, Carlito Azevedo, Dulce Maria Cardoso, Enrique Vila-Matas, Hanif Kureishi, Ian McEwan, J.M.G. Le Clézio, Javier Cercas, Jennifer Egan e Jonathan Franzen. Tudo o que acontecer nos vários espaços do encontro, até dia 8, pode ser acompanhado no excelente blogue oficial da FLIP.

Códice na garagem

Uma história dramática, de vingança e puro desvario lesa-cultura, mas com final feliz.

[via Cadeirão Voltaire]

Corações de Papel

Um blogue sobre livros e as pessoas que os amam, escrito por Inês Espada, livreira.

Pessoa-Tabucchi-Llansol na ‘Letra E’

Um resumo.

A. M. Pires Cabral e San Juan de la Cruz numa rua de Segóvia

História de uma descoberta literária, contada no blogue da Cotovia.

A silenciosa companhia

Ou de como pode haver histórias comoventes na vida de um livreiro (e de uma livraria).

Um rato através da anaconda

Ou como ir da ideia inicial ao livro feito, ao longo de um fluxograma com muitas setas.

A pirâmide alimentar dos escritores

Cartoon publicado há alguns anos na New Yorker e resgatado agora para assinalar o começo do novo blogue de livros da revista (Page-Turner).

Palavras que se cruzam

No blogue da Quetzal pode ser lido na íntegra o texto que o poeta João Luís Barreto Guimarães preparou para o “dueto improvável” com o cruciverbalista Paulo Freixinho. Começa assim:

«Não é fácil para um poeta que acaba de reunir a sua obra, e não encontra nas cerca de duas centenas e meia de poemas que a constituem mais do que 2 ou 3 referências a “Palavras Cruzadas”, esboçar um pequeno ensaio sobre uma possível relação – tão ao gosto da Manuela Ribeiro e do Francisco Guedes, das Correntes d’Escritas, – entre “Palavras Cruzadas” e “Poesia”.
Na verdade, as referências a “Palavras Cruzadas” ou “cruzamento de palavras” na minha poesia são tão naturalmente escassas, que são fáceis de enumerar: no poema de Este Lado para Cima (1994), “disponho os amigos pelas paredes do quarto”, o gesto de abrir o jornal nas palavras cruzadas e constatar que já foram feitas é comparado ao instante em que se descobre que um amigo nos desiludiu; no poema Segundo café da manhã, de Luz Última (2006), a procura de um sinónimo (com 5 letras) para a palavra “regime” por uma funcionária pública obesa é comparada à eterna cruzada pela qual a mesma passa para emagrecer, sendo a palavra “dieta” a resposta aos dois problemas; e o poema D.N.A., de A parte pelo todo (2009), cujo enunciado pode ser visto como um enunciado típico de palavras cruzadas, acaba por se constituir, pelo contrário, como uma falsa pista já que a conhecida expressão anglosaxónica correspondente a “ácido desoxiribo-nucleico”, a fonte da vida humana, acaba por ser transformada – num momento de ira contra o Divino, própria das fases do luto, perante a perda de um familiar, – na provocação latina “Deus non auctoris”, para melhor compreensão e ofensa ao Criador.
Excluindo estas situações nada, ou quase mais nada.»

Continuar a ler aqui.

Sobre desvios ao plano de leitura

Num excelente blogue que cruza opiniões fortes com YouTube musical, encontrei um post sobre «livros dentro de outros livros, desvios ao plano de leitura que devem ser seguidos como se, num passeio pelo campo, encontrássemos algo que justificasse sairmos do nosso caminho para olharmos mais ao perto». Os exemplos, de Piglia a Vila-Matas, corroboram a conclusão: «os melhores convites para ler livros vêm sempre noutros livros.»

Livrarias Assírio

É bom ir passando por .

Uma daquelas notícias que me deixam doente

«Lisboa perdeu a sua única livraria exclusivamente dedicada à poesia. O proprietário, Mário Guerra, admite reabrir num outro espaço, mas não consegue esconder a profunda desilusão com o rumo do país.»
Que merda, que merda, que merda.
Ate já, Changuito.

Mesa 1 do FLM: “Éramos felizes e não sabíamos”

No palco, os participantes sentam-se em cadeirões, com baús à frente a servir de mesa de apoio, e esperam que o público entre na sala. Aos poucos, a plateia vai ficando completa, enquanto os microfones abertos traem as conversas de circunstância que normalmente ninguém consegue ouvir.
O moderador, Castanheira da Costa, apresenta os cinco convidados: Patrícia Reis, José Manuel Fajardo (que promete falar numa língua à parte, quase português mas não completamente: o fajardês), Inês Pedrosa, Rui Nepomuceno e Pedro Vieira. Ao contrário do que se passa nas Correntes d’Escritas, em que a maioria das intervenções são lidas, nesta sessão o tom é de amena cavaqueira. Para acompanhar o que vai sendo dito, em tempo real, basta seguir o post in progress do Luís Ricardo Duarte.

Como escrever sobre um livro que não se leu (e ainda nem sequer está publicado)?

Não é assim tão difícil se o livro for de Enrique Vila-Matas, como demonstra João Ventura num excelente post a propósito de um romance (Aire de Dylan) que só amanhã é posto à venda em Espanha.

12 perguntas

Também eu passei pelo crivo das Entrevistas Booktailors. As minhas respostas podem ser lidas aqui. Um excerto:

O que é fundamental para se ser um bom crítico literário?
Ausência de preconceitos, atenção, muitas leituras acumuladas, rigor analítico, memória, sensibilidade estética, boa prosa. Tudo isto é importante, mas o essencial é mesmo a honestidade intelectual.

Como é que equilibra editorialmente o Bibliotecário de Babel com as suas colaborações na imprensa? Alguma vez o blogger quis dar a notícia que deveria ser reservada para as publicações impressas para onde escreve?
Além das suas rubricas específicas, o blogue serve como arquivo pessoal do que vou escrevendo, nos mais variados contextos, sobre livros e literatura. É uma espécie de mapa das minhas deambulações pelo mundo literário. Mas não é o blogue que me paga as contas de casa. Antes de blogger, sou jornalista. É essa, a minha profissão, e não confundo o que não deve ser confundido.

Se pudesse fazer uma pergunta ao atual secretário de Estado da Cultura, qual seria?
Quando é que voltas, Francisco?

Dê-nos uma boa ideia para o setor editorial português.
Publicar menos, mas publicar melhor.

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges