Defina Romantismo
Pois, não é fácil.
Pedra Angular
Com o selo da ‘Ler’

Todos os meses, as livrarias da rede Bertrand afixarão dez livros de ficção e não-ficção recomendados pela Ler, de acordo com as críticas e notas publicadas na revista.
Dois aniversários
A Fonte de Letras, de Montemor-o-Novo, fez 11 anos de vida. A Capítulos Soltos, de Braga, fez dois. Parabéns a estas duas belíssimas livrarias.
Fenda digital
Um catálogo dos livros editados por Vasco Santos, em forma de blogue.
O emblema do trabalho dele (e deles)
Para celebrar os 250 anos da célebre «página de mármore» com que Laurence Sterne interrompe, a dada altura, a narração de Tristram Shandy (e que para o escritor representava «the motly emblem of my work»), foi criado um blogue que reunirá o contributo de 169 artistas, convidados a desenharem a sua própria página 169 (isto é, os respectivos «emblemas do seu trabalho»). As obras serão vendidas num leilão, cujos proventos se destinam ao Laurence Sterne Trust.
Eis a página original:
E eis alguns dos contributos:
As novas Billy; ou de como podem ser retorcidos os sinais dos tempos
Se isto for verdade, é uma verdade muito triste. Eu até já me afeiçoei ao Kindle, mas as minhas Billy, desculpem lá, ó senhores do IKEA, vão continuar a servir para o que sempre serviram.
Objectos llansolianos
Num post do Espaço Llansol.
Reductio ad absurdum
A BIBLIOTECA
«Nada está tão bem protegido do ruído como uma biblioteca.
Somente os mudos, a não ser que tenham tuberculose ou alguma constipação, podem ali entrar. Mas em pantufas de feltro, sem anéis, pulseiras ou outros objectos susceptíveis de perturbar o silêncio.
A cada dois metros, nos corredores, seguranças armados fazem respeitar o regulamento. O essencial encontra-se em painéis de aço.
“Avance lentamente”, pode-se ler. “Evite respirar pelo nariz”. “Não bata nas paredes”. “Caminhe na ponta dos pés”.
As recomendações tornam-se mais precisas, mais ásperas ainda ao entrarmos na grande sala de leitura da biblioteca onde dois painéis gigantescos ditam ordens de peso.
A primeira: “É proibido folhear as páginas das obras”.
E a outra: “É proibido ler”.»
Jacques Sternberg, in Contes glacés
[via Bruaá]
Os livros de Maurice Sandoz (por Montag)
Com a habitual minúcia, Pedro Marques analisa as peculiaridades gráficas de três livros editados em Portugal nos anos 50: obras de um escritor suíço obscuro e hoje esquecido, ilustradas por um pintor espanhol nada obscuro e ainda hoje lembrado.

Açougue de palavras
«Açougue de palavras, pedaços de carne roubados e atirados às feras», escreve Carlos Alberto Machado, no seu excelente blogue/site, sobre esse movimento de «predação» que é sempre a leitura dos outros.
Sr. Teste
Venda e divulgação de livros, música, artes plásticas e ideias.
Na biblioteca, a chorar

O bom velho Quino.
[via Livreira Anarquista]
‘BookWars’
Como em muitas outras coisas, concordo com a Sara: eu também quero ver o documentário BookWars, de Jason Rosette, sobre os vendedores ambulantes de livros nas ruas de Nova Iorque.
Questionário Schmidt
O poeta argentino Alejandro Schmidt criou uma lista de 24 perguntas que envia a outros poetas. As respostas podem ser lidas neste blogue.
Adoçante ortográfico

Objectivo sem “c”, claro. Mas o Acordo, para mim, continua amargo.
[via Blogtailors]
Planeta Livro
Breves pensamentos sobre a linguagem, por Mário Rufino. A acompanhar de perto.
Um portal de alfarrabistas (ou sebos, porque é brasileiro)
Chama-se Livronauta. Também tem um blogue associado.
Catch-quantos?
Podia ter sido Catch-18. Podia ter sido Catch-27. Até podia ter sido Catch-539. Acabou por ser Catch-22. Erica Heller, filha de Joseph Heller, conta como foi escolhido o enigmático número do romance mais conhecido do pai.
Outubro, mês de Llansol no Brasil
«Acompanhando a saída dos três primeiros diários de Maria Gabriela Llansol em edição brasileira, inserida num projecto de edição da Obra que continuará nos próximos anos (na Editora Autêntica, de Belo Horizonte), o mês de Outubro será tempo de presença intensa e múltipla de Llansol em várias cidades e universidades do Brasil», informa o Espaço Llansol. Mais informações aqui.
uma facada, um ferro em brasa
«(…) Aprendi a ler o desdém, o desejo, a solidão – a minha multiplicada pela dos outros. Soletrei o alfabeto nas esquinas da vida de que sou mulher. Embora mais apropriado fosse dizer que é da morte que sou pois que cada corpo que sobre o meu pesa, sim, porque pesa ainda, é uma facada, um ferro em brasa, uma ferida que não cicatriza, uma lembrança purulenta, um passado que dói recordar, e mesmo que de nada sirva já, de esquecer não sou capaz. De modo que é isso que dizem, sei-o. E sorrio amarelo. E o sangue que cada mês deixei de perder é negro como antes. Os meus passos não me levam a lugar nenhum, caminho perfazendo círculos, cada vez mais estreitos, até que, sobrando apenas eu, concentrado de mágoa, deus se compadeça de mim e me resgate e me leve para junto de si, porque, sei-o, por mais que digam, os meus pecados foram-me todos perdoados. A própria vida foi-me penitência e absolvição: Avé Maria, tanta desgraça. O meu corpo, a mais sincera confissão. E a morte há-de ser o que deus bem entender, livrando-me enfim desta carne sorvada e deixando-me a alma limpa, luminosa, livre.»
Excerto de um texto da poeta e tradutora Bénédicte Houart, no blogue da Cotovia.
Sublinhados, cantos dobrados e Maria Solange
Muito boa, a crónica de Vanessa Barbara no blogue da editora brasileira Companhia das Letras. Eu próprio já me deparei com alguns dos problemas levantados pela cronista e cheguei à mesma conclusão:
«A alternativa que por enquanto me parece a mais simples, mais honesta e menos trabalhosa é dobrar a ponta das páginas e entregar a vida ao Altíssimo. A marcação leva menos de cinco segundos (com o necessário calcamento e recalcamento digital, a fim de que a dobra não se desfaça) e pode ser facilmente rastreada olhando-se a borda do livro fechado. O ruim é que aqui em casa acabei ocupando uma gaveta inteira só de livros “a legumar”, o que dá aquela sensação ruim de trabalho infinito e acaba desestimulando a copista. Além disso, pode-se entrar em crise quando há necessidade de marcar um trecho na frente da folha e outro no verso.» [Para contornar esta última dificuldade, sugiro uma dobra na página par, em baixo]
O melhor momento do texto é sem dúvida a coda. Não deixem de conhecer essa leitora idiossincrática que foi Maria Solange Corrêa de Barros Oliveira, a sublinhadora compulsiva.
‘raposas a sul’
Um blogue de António Cabrita, a partir de Maputo.
Um poeta abre as portas da sua oficina
«A partir de amanhã, no meu blogue, vou começar a percorrer todos os poemas que publiquei em livro. A ideia é pegar em versões anteriores e posteriores à publicação em livro, tentando estabelecer uma versão possível para o momento actual. A cada semana, um bloco de sete entradas para cada um dos poemas. Obrigado por me acompanharem nesta viagem.»
O anúncio do Luís Filipe Cristóvão é feito hoje. A viagem começa este sábado. Para acompanhar aqui.
O que eu gostava mesmo

O que eu gostava mesmo era de entrar numa livraria e reconhecer, não sei bem como*, a Livreira Anarquista atrás do balcão.
* talvez presenciando um dos seus míticos diálogos com os fregueses
Sondagem
No blogue literário do L.A. Times, Carolyn Kellogg pede aos seus e-leitores que sejam eleitores. Eu já votei (e logo em três candidatos ao mesmo tempo).
Reengenharia poética
«Fernando Pessoa anuncia fusão de heterónimos».
No The Piauí Herald.
[via A Origem das Espécies]
‘Nós e os Clássicos’
Começou por ser uma comunidade de leitores na livraria Almedina do Saldanha. Agora transformou-se num programa de televisão sobre livros intemporais, na SIC Notícias. Autora e apresentadora: Filipa Melo. Slogan: «Livros excepcionais por leitores excepcionais». O alinhamento para as próximas semanas e os vídeos de algumas das emissões estão disponíveis no blogue do programa.
Cioran por Pedro Mexia
Sara Poisson
Uma poeta lituana, a descobrir aqui.
Cerveja sem álcool, prosa chilra & água divina
Ou do carácter ambíguo das transfigurações, segundo um fecundo tradutor.
Um bom conselho para o Dia Mundial do Livro
«Namora uma rapariga que lê» (texto de Rosemary Urquico, traduzido por Carla Maia de Almeida no seu blogue).
Absolutamente imperdíveis
Os posts da Livreira Anarquista.
À distância
Não podendo estar fisicamente em Matosinhos, a mi pesar, consolo-me com a leitura do blogue do Luís Ricardo Duarte, que continua a fazer um acompanhamento minucioso do LeV.
Uma parceria inconstante
O David Machado publicou, no seu blogue, o texto que leu na mesa 3 do FLM e a que já me referi. Começa com este parágrafo:
«Eu tinha uma ideia e não sabia o que fazer com ela. Acontece-me com alguma frequência. Era a história de um assassino em série que acrescentava à sua psicopatia a obsessão de matar alguém uma vez por mês, sempre à primeira hora do primeiro dia de cada mês. Não era tanto uma história, mas a premissa para uma história à qual eu não sabia dar continuidade, sobretudo porque não leio tantos policiais como deveria. De modo que eu tinha uma ideia mas faltava-lhe qualquer coisa.»
O resto pode ser lido aqui.
Ecos do Dia Llansol no CCB
Podem ser vistos e lidos no blogue do Espaço Llansol, aqui, aqui, aqui e aqui.
Pessoas com livros à volta
Já estão disponíveis as imagens do II Encontro Livreiro, que decorreu ontem na Livraria Culsete, em Setúbal. Ver aqui e aqui.
A melhor oferta que se pode fazer a um escritor?
«Um bom leitor – e uma caneca de chocolate quente.»
Quem é que disse que os leitores de jornais não gostam de textos longos?
A verdade é que gostam e pelos vistos não falo só por mim.
Encontro livreiro
Acontece uma vez por ano, no último domingo de Março (o próximo é dia 27, a partir das 15h00). Onde? Livraria Culsete, em Setúbal. Quem? Livreiros de todo o país e «gentes do livro» em geral. Objectivo? Debater, trocar ideias, conviver. Mais informações? Aqui.


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