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Defina Romantismo

Pois, não é fácil.

Pedra Angular

«Um projecto editorial, com direcção de José Tolentino Mendonça, que privilegiará o território da religião e da espiritualidade, não numa perspectiva confessional, mas na relação mais ampla e complexa com a cultura. Declaramos o nosso interesse por textos clássicos & velharias fora do circuito, mas também por leituras da actualidade, cerzidas a luz e controvérsia.»

Com o selo da ‘Ler’

Todos os meses, as livrarias da rede Bertrand afixarão dez livros de ficção e não-ficção recomendados pela Ler, de acordo com as críticas e notas publicadas na revista.

Dois aniversários

A Fonte de Letras, de Montemor-o-Novo, fez 11 anos de vida. A Capítulos Soltos, de Braga, fez dois. Parabéns a estas duas belíssimas livrarias.

Fenda digital

Um catálogo dos livros editados por Vasco Santos, em forma de blogue.

O emblema do trabalho dele (e deles)

Para celebrar os 250 anos da célebre «página de mármore» com que Laurence Sterne interrompe, a dada altura, a narração de Tristram Shandy (e que para o escritor representava «the motly emblem of my work»), foi criado um blogue que reunirá o contributo de 169 artistas, convidados a desenharem a sua própria página 169 (isto é, os respectivos «emblemas do seu trabalho»). As obras serão vendidas num leilão, cujos proventos se destinam ao Laurence Sterne Trust.
Eis a página original:


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E eis alguns dos contributos:


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As novas Billy; ou de como podem ser retorcidos os sinais dos tempos

«Ikea will make changes to its low-cost, high-volume Billy bookshelf this fall. And to some, that means books are dying. (…) Ikea’s Billy bookshelf, which can already be adorned with glass doors, will be deeper beginning in October. And the Economist says that’s because nobody has books anymore. The firm reckons customers will increasingly use them for ornaments, tchotchkes and the odd coffee-table tome — anything, that is, except books that are actually read.»

Se isto for verdade, é uma verdade muito triste. Eu até já me afeiçoei ao Kindle, mas as minhas Billy, desculpem lá, ó senhores do IKEA, vão continuar a servir para o que sempre serviram.

Objectos llansolianos

Num post do Espaço Llansol.

Reductio ad absurdum

A BIBLIOTECA

«Nada está tão bem protegido do ruído como uma biblioteca.
Somente os mudos, a não ser que tenham tuberculose ou alguma constipação, podem ali entrar. Mas em pantufas de feltro, sem anéis, pulseiras ou outros objectos susceptíveis de perturbar o silêncio.
A cada dois metros, nos corredores, seguranças armados fazem respeitar o regulamento. O essencial encontra-se em painéis de aço.
“Avance lentamente”, pode-se ler. “Evite respirar pelo nariz”. “Não bata nas paredes”. “Caminhe na ponta dos pés”.
As recomendações tornam-se mais precisas, mais ásperas ainda ao entrarmos na grande sala de leitura da biblioteca onde dois painéis gigantescos ditam ordens de peso.
A primeira: “É proibido folhear as páginas das obras”.
E a outra: “É proibido ler”.»
Jacques Sternberg, in Contes glacés

[via Bruaá]

Os livros de Maurice Sandoz (por Montag)

Com a habitual minúcia, Pedro Marques analisa as peculiaridades gráficas de três livros editados em Portugal nos anos 50: obras de um escritor suíço obscuro e hoje esquecido, ilustradas por um pintor espanhol nada obscuro e ainda hoje lembrado.

Açougue de palavras

«Açougue de palavras, pedaços de carne roubados e atirados às feras», escreve Carlos Alberto Machado, no seu excelente blogue/site, sobre esse movimento de «predação» que é sempre a leitura dos outros.

Sr. Teste

Venda e divulgação de livros, música, artes plásticas e ideias.

Na biblioteca, a chorar

O bom velho Quino.

[via Livreira Anarquista]

‘BookWars’

Como em muitas outras coisas, concordo com a Sara: eu também quero ver o documentário BookWars, de Jason Rosette, sobre os vendedores ambulantes de livros nas ruas de Nova Iorque.

Questionário Schmidt

O poeta argentino Alejandro Schmidt criou uma lista de 24 perguntas que envia a outros poetas. As respostas podem ser lidas neste blogue.

Adoçante ortográfico

«Ensinar as principais alterações do novo acordo ortográfico enquanto se toma um café é o objetivo dos pacotes de açúcar postos no mercado por uma marca de cafés, ao abrigo de um protocolo com o Ministério da Educação.»

Objectivo sem “c”, claro. Mas o Acordo, para mim, continua amargo.

[via Blogtailors]

Planeta Livro

Breves pensamentos sobre a linguagem, por Mário Rufino. A acompanhar de perto.

Um portal de alfarrabistas (ou sebos, porque é brasileiro)

Chama-se Livronauta. Também tem um blogue associado.

Catch-quantos?

Podia ter sido Catch-18. Podia ter sido Catch-27. Até podia ter sido Catch-539. Acabou por ser Catch-22. Erica Heller, filha de Joseph Heller, conta como foi escolhido o enigmático número do romance mais conhecido do pai.

Outubro, mês de Llansol no Brasil

«Acompanhando a saída dos três primeiros diários de Maria Gabriela Llansol em edição brasileira, inserida num projecto de edição da Obra que continuará nos próximos anos (na Editora Autêntica, de Belo Horizonte), o mês de Outubro será tempo de presença intensa e múltipla de Llansol em várias cidades e universidades do Brasil», informa o Espaço Llansol. Mais informações aqui.

uma facada, um ferro em brasa

«(…) Aprendi a ler o desdém, o desejo, a solidão – a minha multiplicada pela dos outros. Soletrei o alfabeto nas esquinas da vida de que sou mulher. Embora mais apropriado fosse dizer que é da morte que sou pois que cada corpo que sobre o meu pesa, sim, porque pesa ainda, é uma facada, um ferro em brasa, uma ferida que não cicatriza, uma lembrança purulenta, um passado que dói recordar, e mesmo que de nada sirva já, de esquecer não sou capaz. De modo que é isso que dizem, sei-o. E sorrio amarelo. E o sangue que cada mês deixei de perder é negro como antes. Os meus passos não me levam a lugar nenhum, caminho perfazendo círculos, cada vez mais estreitos, até que, sobrando apenas eu, concentrado de mágoa, deus se compadeça de mim e me resgate e me leve para junto de si, porque, sei-o, por mais que digam, os meus pecados foram-me todos perdoados. A própria vida foi-me penitência e absolvição: Avé Maria, tanta desgraça. O meu corpo, a mais sincera confissão. E a morte há-de ser o que deus bem entender, livrando-me enfim desta carne sorvada e deixando-me a alma limpa, luminosa, livre.»

Excerto de um texto da poeta e tradutora Bénédicte Houart, no blogue da Cotovia.

Sublinhados, cantos dobrados e Maria Solange

Muito boa, a crónica de Vanessa Barbara no blogue da editora brasileira Companhia das Letras. Eu próprio já me deparei com alguns dos problemas levantados pela cronista e cheguei à mesma conclusão:

«A alternativa que por enquanto me parece a mais simples, mais honesta e menos trabalhosa é dobrar a ponta das páginas e entregar a vida ao Altíssimo. A marcação leva menos de cinco segundos (com o necessário calcamento e recalcamento digital, a fim de que a dobra não se desfaça) e pode ser facilmente rastreada olhando-se a borda do livro fechado. O ruim é que aqui em casa acabei ocupando uma gaveta inteira só de livros “a legumar”, o que dá aquela sensação ruim de trabalho infinito e acaba desestimulando a copista. Além disso, pode-se entrar em crise quando há necessidade de marcar um trecho na frente da folha e outro no verso.» [Para contornar esta última dificuldade, sugiro uma dobra na página par, em baixo]

O melhor momento do texto é sem dúvida a coda. Não deixem de conhecer essa leitora idiossincrática que foi Maria Solange Corrêa de Barros Oliveira, a sublinhadora compulsiva.

‘raposas a sul’

Um blogue de António Cabrita, a partir de Maputo.

Um poeta abre as portas da sua oficina

«A partir de amanhã, no meu blogue, vou começar a percorrer todos os poemas que publiquei em livro. A ideia é pegar em versões anteriores e posteriores à publicação em livro, tentando estabelecer uma versão possível para o momento actual. A cada semana, um bloco de sete entradas para cada um dos poemas. Obrigado por me acompanharem nesta viagem.»

O anúncio do Luís Filipe Cristóvão é feito hoje. A viagem começa este sábado. Para acompanhar aqui.

O que eu gostava mesmo

O que eu gostava mesmo era de entrar numa livraria e reconhecer, não sei bem como*, a Livreira Anarquista atrás do balcão.

* talvez presenciando um dos seus míticos diálogos com os fregueses

Sondagem

No blogue literário do L.A. Times, Carolyn Kellogg pede aos seus e-leitores que sejam eleitores. Eu já votei (e logo em três candidatos ao mesmo tempo).

Reengenharia poética

«Fernando Pessoa anuncia fusão de heterónimos».
No The Piauí Herald.

[via A Origem das Espécies]

‘Nós e os Clássicos’

Começou por ser uma comunidade de leitores na livraria Almedina do Saldanha. Agora transformou-se num programa de televisão sobre livros intemporais, na SIC Notícias. Autora e apresentadora: Filipa Melo. Slogan: «Livros excepcionais por leitores excepcionais». O alinhamento para as próximas semanas e os vídeos de algumas das emissões estão disponíveis no blogue do programa.

Cioran por Pedro Mexia

«Cioran foi um “aristocrata dos vencidos”, não conheço definição tão certeira como essa, e viveu algumas divertidas contradições: autor da moda mas mediaticamente invisível, niilista citado nos salões burgueses, discípulo de Job sem grandes tragédias objectivas. Sempre admirei nele a propensão para os “exercícios negativos”, que eram não apenas a constatação de fracassos, precariedades ou embustes, mas uma exploração radical dessa constatação pessimista. Isto, creio eu, tem também a virtude de afastar os timoratos e de atrair os complicados.»

Sara Poisson

Uma poeta lituana, a descobrir aqui.

Cerveja sem álcool, prosa chilra & água divina

Ou do carácter ambíguo das transfigurações, segundo um fecundo tradutor.

Um bom conselho para o Dia Mundial do Livro

«Namora uma rapariga que lê» (texto de Rosemary Urquico, traduzido por Carla Maia de Almeida no seu blogue).

Absolutamente imperdíveis

Os posts da Livreira Anarquista.

À distância

Não podendo estar fisicamente em Matosinhos, a mi pesar, consolo-me com a leitura do blogue do Luís Ricardo Duarte, que continua a fazer um acompanhamento minucioso do LeV.

Uma parceria inconstante

O David Machado publicou, no seu blogue, o texto que leu na mesa 3 do FLM e a que já me referi. Começa com este parágrafo:

«Eu tinha uma ideia e não sabia o que fazer com ela. Acontece-me com alguma frequência. Era a história de um assassino em série que acrescentava à sua psicopatia a obsessão de matar alguém uma vez por mês, sempre à primeira hora do primeiro dia de cada mês. Não era tanto uma história, mas a premissa para uma história à qual eu não sabia dar continuidade, sobretudo porque não leio tantos policiais como deveria. De modo que eu tinha uma ideia mas faltava-lhe qualquer coisa.»

O resto pode ser lido aqui.

Ecos do Dia Llansol no CCB

Podem ser vistos e lidos no blogue do Espaço Llansol, aqui, aqui, aqui e aqui.

Pessoas com livros à volta

Já estão disponíveis as imagens do II Encontro Livreiro, que decorreu ontem na Livraria Culsete, em Setúbal. Ver aqui e aqui.

A melhor oferta que se pode fazer a um escritor?

«Um bom leitor – e uma caneca de chocolate quente.»

Quem é que disse que os leitores de jornais não gostam de textos longos?

A verdade é que gostam e pelos vistos não falo só por mim.

Encontro livreiro

Acontece uma vez por ano, no último domingo de Março (o próximo é dia 27, a partir das 15h00). Onde? Livraria Culsete, em Setúbal. Quem? Livreiros de todo o país e «gentes do livro» em geral. Objectivo? Debater, trocar ideias, conviver. Mais informações? Aqui.

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges