McBook

Anúncio criado por uma agência de publicidade húngara para a McDonald’s.

[via Book Patrol]

Portuguesismos.com

É «a maior enciclopédia não-oficial da Língua Portuguesa», dizem eles. Um fartote de coloquialismos, prontos a usar.

[via Webmania]

Choque de titãs

Para perceber como funciona o Google Books Ngram Viewer (neste caso tomando como ponto de partida o corpus de livros mais vasto do Google Books, o de língua inglesa), lembrei-me dos seguintes duelos literários: José Saramago vs. António Lobo Antunes; Luís Vaz de Camões vs. Fernando Pessoa; Mario Vargas Llosa vs. Gabriel García Márquez.
Eis os resultados:

José Saramago vs. António Lobo Antunes

JS_ALA
(clique para aumentar esta imagem e as seguintes)

No início dos anos 80, Saramago e Lobo Antunes andavam mano a mano. Depois, em 1988, uma década antes do Nobel, Saramago descola. Não deixa de ser curioso que o auge das referências a Saramago, em livros escritos na língua inglesa, tenha acontecido em 2003.

Luís Vaz de Camões vs. Fernando Pessoa

LVC_FP

Na década de 40, Camões estava em grande. Depois, veio por ali abaixo, com picos ocasionais. Já Pessoa começa a subir na década de 80 (coincidindo com o centenário e com a internacionalização da sua obra). A tendência é para que a curva do Camões propriamente dito e a curva do putativo «super-Camões» fiquem cada vez mais próximas.

Mario Vargas Llosa vs. Gabriel García Márquez

MVL_GGM

Quanto a uma das maiores rivalidades literárias do século passado, a que opôs Vargas Llosa a García Márquez, é nítido que a ligeira vantagem do segundo se acentuou a partir de 1982, quando o colombiano ganhou o Nobel. Infelizmente, os dados disponíveis terminam em 2008. Seria interessante verificar se Llosa, ao ganhar o Nobel este ano, já recuperou da desvantagem e passou de novo para a frente, como no final da década de 60.

Será que já alguém se lembrou de escrever um romance, do princípio ao fim, no Facebook?

Sim. O seu nome é Leif Peterson, um escritor que apenas reinventou, na mais utilizada das redes sociais, certo conceito bastante antigo: o de folhetim.

Aproximações ao dinossáurio

Oito realizadores apresentam versões diferentes do célebre microconto de Augusto Monterroso: «Quando acordou, o dinossáurio ainda estava ali.»

[via BiblioFilmes]

Roadside Haikus

Poesia urbana, na berma da estrada.

A mobília de Lisbeth Salander

Alguém se deu ao trabalho de conferir e materializar em imagens a lista das compras feitas, no IKEA, por Lisbeth Salander durante o segundo volume da trilogia Millennium, de Stieg Larsson. Ei-la:

lisbeth-salander-ikea-01_rect540

[via BiblioFilmes]

Bombardeamento de poemas

Ou de como os berlinenses viram milhares de versos a cair dos céus.

Palavras

Não há nada mais poderoso (e ambíguo) do que a linguagem.

[via Very Short List, que explica neste post o conceito por trás do filme de Daniel Mercadante e Will Hoffman]

Do que eu precisava mesmo era disto

estante

Uma estante-torre com dois andares de altura. Ou, já agora, três, que eu vivo num 3.º Direito sem elevador.

O mapa turístico da literatura

Insira o nome do seu escritor preferido e veja o que acontece.

Silly season

No e-Bay, já se sabe, encontra-se de tudo. Livros raros, candeeiros malucos, tostas com a éfigie de Elvis na parte queimada, whatever. Mas isto ultrapassa todos os limites. Alguém no seu perfeito juízo quererá comprar a sanita «usada» durante décadas por J. D. Salinger na sua casa de New Hampshire? Aparentemente, o vendedor está convencido de que terá muitos candidatos à aquisição deste «trono», já que pede um milhão de dólares (sim, leram bem, um milhão de dólares) pela distinta peça de memorabilia.

[via Jacket Copy]

Bibliómanos que roubam livros

Uma abordagem a esta singular patologia criminal, por Theodore Dalrymple.

A maior mensagem do mundo foi ‘escrita’ com GPS e é um apelo à leitura de Ayn Rand

A história, incrível, está contada nesta notícia do El País.

Um bom conselho

E sendo assim, o que é que ainda está aqui a fazer?

[via Bookshelf Porn]

Justiça poética

No Zoo de Lagos, como no de Lisboa, muitos animais são apadrinhados por empresas. Há pássaros coloridos com patrocínio da Robbialac, pelicanos a merecerem apoio do Montepio Geral, etc. A lógica é simples, previsível até. Mas há quem a subverta. Por exemplo, num gesto de provocação (ou será apenas honestidade?) uma sociedade de advogados decidiu patrocinar o Bufo Real.

Casos

O livrinho chegou-me às mãos já nem sei bem como: Princesas Dianas & Anti-heróis, de Luís Pedroso (edição de autor, 2009). Quem acha que a poesia portuguesa não presta suficiente atenção à actualidade social e política do país, que ponha os olhos nas duas partes em que se divide esta obra. Título da primeira: ‘O caso BPN’. Título da segunda: ‘O caso Freeport’.

Marketing moluscular

Era uma questão de tempo.
Depois do Mundial e do sainete divinatório do polvo Paul, alguém acabaria por pegar na deixa para efeitos promocionais.

paul

A caligrafia de Matilde

Este é um dos muitos poemas que Matilde Rosa Araújo copiava à mão («numa altura em que não havia fotocópias, muito menos scanners e impressoras») para dar a ler às suas alunas do Magistério.

[via blogue da Planeta Tangerina]

O poster que todos os escritores aspirantes deviam colar na parede do escritório (e alguns dos escritores consagrados também)


Clique para aumentar

[via Blogtailors, que o foi buscar a este post do Paper Cuts]

A cadeira que me convinha

cadeira

Desenhada por Tim Durfee.

[via BiblioFilmes]

Rimbaud de bigodinho

Uma fotografia inédita de Jean-Arthur Rimbaud, a única com qualidade suficiente para se perceber como eram os seus traços fisionómicos na idade adulta, foi descoberta por dois livreiros numa feira de rua e apresentada ontem à noite no Salon du Livre Ancien, em Paris. A foto foi tirada em Aden, por volta de 1880, e mostra Rimbaud sentado numa das varandas do Hotel de l’Univers, no meio de um grupo de seis homens e uma mulher:

Aden

Jean-Arthur, que teria cerca de 30 anos, é o segundo a contar da direita. Curiosamente, não se parece muito com o rosto icónico da juventude:

Ele dá ares mesmo é ao Fernando Pessoa (mas sem óculos):

PS – Ao contrário do que comecei por sugerir, o Fernando Pessoa da foto acima não era «trintão». Vários leitores alertaram-me para a verdadeira idade do poeta quando a imagem foi captada: 21 anos. Fica esclarecido o equívoco.

Uma mentira de 1 de Abril que merecia ser verdade

GV_JL

Afinal o Jornal de Letras não vai patrocinar a equipa de futebol do Gil Vicente. Uma pena.

T-shirts

Gostava desta:

E desta:

E já agora desta (embora talvez fosse melhor oferecê-la ao Rogério):

david_foster_wallace

Mais escolha em Literary Rags.

Fazer uma capa

O trabalho de seis horas compactado em menos de dois minutos (e viva o Photoshop).

[Dica de um, como dizer, de um fazedor de capas]

O basquetebolista que lê Bolaño

Pau Gasol, dos L. A. Lakers. E logo o 2666.

Um prefácio em forma de quadra

António Lobo Antunes é um especialista em prefácios curtos ou curtíssimos, como se pode comprovar espreitando a sua Biblioteca de ficção universal escolhida (Dom Quixote). A maior parte desses textos tem uma páginas apenas, às vezes só um parágrafo. Ao lê-los, disse para comigo que não se podia ser mais conciso. Enganei-me. No mais recente volume de poemas de António Ferra, Livro de Reclamações (Fabula Urbis), descobri aquele que deve ser o prefácio mais curto de toda a literatura portuguesa. É de Liberto Cruz e resume-se a um poema de quatro versos:

PREFÁCIO

Um poeta também tem
Livro de reclamações
Portanto atentai bem
Nas suas doutas razões

O mais extraordinário é que, assim mesmo reduzido ao mínimo e com o seu tom de poesia popular, diz tudo o que havia para dizer.

Máquina de escrever

Há quem toque air guitar. O grande Jerry Lewis prefere uma air typewriter.

Se vai andar de avião, leve um livro (dos antigos, em papel)

Com a paranóia securitária de regresso aos aeroportos, depois da tentativa de atentado falhada num voo para Detroit (desta vez com os explosivos a serem transportados na roupa interior, em vez dos sapatos), é previsível que as regras de acesso aos aviões se tornem ainda mais apertadas. O site Gizmodo criou já um exaustivo guia para os novos tempos (The Unofficial Guide to Flying After the Underwear Bomb) e vale a pena ter em conta esta dica:

«Bring a Book or Prepare to Die of Boredom
Bring a book. Not a Kindle, not a Nook, not any other sort of ebook reader, but a plain ol’ low-tech book. Because apparently books are pretty much the only thing you can have in your hands during the final hour of your flight (“the government says ok”) and how the hell else will you keep from falling into a cold and uncomfortable slumber?»

Erros de impressão

Ao descobrir estas deliciosas capas (inventadas pelo Irmão Karamazov), ocorreu-me logo a imagem do Cavalo de Tróia.

A vida imita a arte (etc.)

Eis a capa do último romance de Ricardo Adolfo, publicado recentemente pela Alfaguara/Planeta. É uma história sobre um «imigrante ilegal numa cidade que não conhece e cuja língua não fala».

Fotografia publicada no Correio da Manhã, a acompanhar a notícia sobre uma embaraçosa tentativa de assalto a um supermercado em Almancil, perpetrada há dias por um imigrante romeno de 22 anos.

A televisão que me interessa

[via blogue da Bruaá]

Os livros de Cortázar

Volumes assinados. Ou com dedicatórias. Ou anotados. Ou com marcadores (bilhetes, recortes de jornal, flores). Em suma, os livros e o que neles Julio Cortázar foi deixando. Para descobrir com calma.

Ainda não sabe como acabar a sua peça de teatro?

Calma, não se preocupe. Alguém decidiu facilitar-lhe a vida, reunindo aqui 42 desenlaces possíveis para o sempre difícil terceiro acto.

O questionário de Proust (versão interactiva)

No site da Vanity Fair, está disponível uma versão do célebre questionário de Proust. Quem responder às 20 perguntas pode depois ficar a saber de que celebridade as suas respostas mais o aproximam (a partir de uma lista de 101 figuras públicas que também responderam ao questionário nas páginas da revista). No meu caso, a afinidade maior é com Michael Caine (92,45%). Menos mal. Sempre escapei à humilhação de ter respostas parecidas com as de Joan Collins ou Arnold Schwarzenegger.

O leitor entomólogo

nabokov_on_kafka

Primeira página do exemplar de A Metamorfose que Vladimir Nabokov usava nas suas aulas sobre Franz Kafka, com um desenho pormenorizado de Gregor Samsa em versão insecto.

Eis duas estantes lindíssimas (mas desenhadas, suspeito, por quem nunca arrumou livros em prateleiras):

clouds
Esta chama-se Clouds, um trabalho da dupla Ronan e Erwan Bouroullec para a marca Cappellini. É modular (podemos transformar uma cumulus humilis numa cumulonimbus), feita em poliestereno de alta densidade e com um preço acima dos mil dólares. Elegante? Sim, muito elegante. Mas prática? Duvido. Uma estante assim é ideal para quem só compra a Wallpaper e gosta de impressionar as visitas lá de casa, mas não para quem compra livros.

opus

Mais barato (não chega a 500 dólares), o modelo Opus Incertum, de Sean Yoo, tem uma vantagem adicional: o facto de o polipropileno expandido permitir uma utilização tanto no interior da casa como no jardim ou no quintal (para quem tem jardim ou quintal, claro). Leve, portátil, multifunções – a estante de Yoo é isso tudo. E parece uma estrutura orgânica, um tecido de células vegetais. Muito bonito. Mas e os livros? Como é que se faz com os livros? Quem é que os vai encaixar naquelas superfícies inclinadas? Pois. Ninguém. Ou muito me engano, ou estas estantes foram feitas para quem acha que uma biblioteca é o que está dentro do Kindle.

[Imagens retiradas desta fotogaleria]

Kindle por dentro

Livros, livros e mais livros. Claro. Nada de circuitos integrados. Nada de coisas em plástico made in China. Espero que as entranhas do meu Sony Reader também sejam assim.

[via Senhor Palomar]

Biblioteca dos horrores

Há quem faça colecções de livros bonitos. E há quem coleccione os muito feios, os monos monstruosos, os que têm capas de fugir. É o caso deste blogue. Eis algumas das suas aquisições mais recentes:

Esqueçam o cão

O melhor amigo do homem é o livro (sobretudo o que ladra e morde, o que não abana a cauda, o que recusa a trela).

[via blogue da Bruaá]

« Página anteriorPágina seguinte »

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges