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	<title>Bibliotecário de Babel &#187; Geral</title>
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	<description>Sobre livros e literatura, autores e editoras. Por José Mário Silva.</description>
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		<title>Maravilhas da paternidade</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 23:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Maravilhas da paternidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Alice &#8211; Pai, hoje na escola aprendi uma letra nova. Eu &#8211; Ai, sim? Qual? Alice &#8211; O &#8216;b&#8217;. Eu &#8211; Então diz lá uma palavra começada por &#8216;b&#8217;. Alice &#8211; Batata. Eu &#8211; Boa. E mais? Alice &#8211; Bibe&#8230; Hmmm&#8230; Barco&#8230; Hmmm&#8230; Bola&#8230; Hmmm&#8230; Pedro &#8211; BERTRAND!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alice &#8211; Pai, hoje na escola aprendi uma letra nova.<br />
Eu &#8211; Ai, sim? Qual?<br />
Alice &#8211; O &#8216;b&#8217;.<br />
Eu &#8211; Então diz lá uma palavra começada por &#8216;b&#8217;.<br />
Alice &#8211; Batata.<br />
Eu &#8211; Boa. E mais?<br />
Alice &#8211; Bibe&#8230; Hmmm&#8230; Barco&#8230; Hmmm&#8230; Bola&#8230; Hmmm&#8230;<br />
Pedro &#8211; BERTRAND!</p>
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		<title>Bicentenário de Dickens</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 23:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A imprensa britânica esmerou-se a preparar excelentes dossiers sobre Charles Dickens, no dia em que se assinalam os 200 anos sobre o seu nascimento. Vale a pena navegar pelas páginas do Guardian ou do Telegraph e verificar como o autor de Great Expectations ainda mantém o estatuto de clássico absoluto no Reino Unido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2012/2/6/1328540368785/Charles-Dickens-007.jpg" alt="" /></p>
<p>A imprensa britânica esmerou-se a preparar excelentes <em>dossiers</em> sobre Charles Dickens, no dia em que se assinalam os 200 anos sobre o seu nascimento. Vale a pena navegar pelas páginas do <em><a href="http://www.guardian.co.uk/books">Guardian</a></em> ou do <a href="http://www.telegraph.co.uk/culture/charles-dickens/9066495/Charles-Dickens-Prince-Charles-leads-tributes.html">Telegraph</a> e verificar como o autor de <em>Great Expectations</em> ainda mantém o estatuto de clássico absoluto no Reino Unido. </p>
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		<title>Rui vs. Fernão</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar É já daqui a nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/rui_fmp.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/rui_fmp-300x142.jpg" alt="" title="rui_fmp" width="300" height="142" class="alignnone size-medium wp-image-16135" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>É já daqui a nada.</p>
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		<title>Hatchet Job of the Year</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou, numa tradução livre, a machadada do ano. Eis um prémio curioso, atribuído ao «autor da crítica literária mais zangada, divertida e cáustica dos últimos doze meses» (no universo da língua inglesa, entenda-se). De entre os oito finalistas, será hoje anunciado o vencedor, que terá direito a um fornecimento anual de camarão enlatado (não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou, numa tradução livre, a <a href="http://hatchetjoboftheyear.com/#2246593/Hatchet-Job-of-the-Year">machadada do ano</a>. Eis um prémio curioso, atribuído ao «autor da crítica literária mais zangada, divertida e cáustica dos últimos doze meses» (no universo da língua inglesa, entenda-se). De entre os <a href="http://hatchetjoboftheyear.com/#2255946/Shortlist">oito finalistas</a>, será hoje anunciado o vencedor, que terá direito a um fornecimento anual de camarão enlatado (não é piada).<br />
Em Portugal, parece-me evidente que o prémio iria parar às mãos de <a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/">Rogério Casanova</a>, pelo seu trabalho no suplemento <em>ípsilon</em> e na revista <em>Ler</em>, ao mesmo ritmo a que as Bolas de Ouro de melhor futebolista do ano vão parar às mãos de Lionel Messi. </p>
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		<title>Olhando para a banca dos jornais, esta manhã</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 17:46:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Por momentos, tive a sensação de que alguém no jornal A Bola leu o meu post de ontem: Clique para aumentar A manchete tem punch, sim senhor. Só é pena não fazerem o mesmo que costumam fazer quando o Benfica se diz prejudicado pelas arbitragens. Impunha-se uma menção ao facto de o penalty assinalado contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por momentos, tive a sensação de que alguém no jornal <em>A Bola</em> leu o meu <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/desejo-para-logo-a-noite/">post</a></em> de ontem:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/inferno.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/inferno-221x300.jpg" alt="" title="inferno" width="221" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16095" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>A manchete tem <em>punch</em>, sim senhor. Só é pena não fazerem o mesmo que costumam fazer quando o Benfica se diz prejudicado pelas arbitragens. Impunha-se uma menção ao facto de o penalty assinalado contra o Sporting não existir (a falta foi fora da área) e ao facto de um verdadeiro <em>penalty</em> contra o Gil Vicente não ter sido assinalado (com respectiva expulsão), o que condicionou claramente o rumo do jogo. Mas isso seria pedir demais, não é?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de João Miguel Henriques</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 14:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[João Miguel Henriques]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[HOCHGOBERNITZ (SEGUNDO THOMAS BERNHARD) os primeiros assomos de loucura trazem a destruição dos campos todos. no traço inculto das coutadas mingua a vida repousam as alfaias dos quartos vazios de gente das terras vazias de tudo sobram apenas muralhas (ninguém se lembra) há um prenúncio de tragédia capaz de vergar os dias aos trabalhos dolorosos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HOCHGOBERNITZ (SEGUNDO THOMAS BERNHARD)</p>
<p><em>os primeiros assomos de loucura<br />
trazem a destruição dos campos todos.<br />
no traço inculto das coutadas<br />
mingua a vida<br />
repousam as alfaias</p>
<p>dos quartos vazios de gente<br />
das terras vazias de tudo<br />
sobram apenas muralhas<br />
(ninguém se lembra)</p>
<p>há um prenúncio de tragédia<br />
capaz de vergar os dias<br />
aos trabalhos dolorosos</p>
<p>é o triunfo das gerações<br />
sobre a antiga casa paterna<br />
somente um reflexo de luz<br />
um declínio inteiro</p>
<p>quando saio do quarto onde moro<br />
e venho às muralhas<br />
lembrar-me das coisas<br />
reparo que as chuvas de inverno<br />
vieram aqui para ficar</em></p>
<p>***</p>
<p>O DIÁRIO</p>
<p><em>o pai diz que aqui o tempo pára<br />
e aqui (eu sei) o tempo pára mesmo.<br />
não corre já pela azinhaga<br />
a célere aragem carregada de tempo</p>
<p>encontrei o diário dela na quarta-feira<br />
as pálidas notas de adolescência, amiúde enfadonhas.<br />
recordo como ela dizia, não quero que o leias,<br />
o pai diria: não, não lhe leias o pálido diário<br />
não despertes com essa leitura aqui a corrida do tempo</p>
<p>há-de repousar esse caderno<br />
entre outros livros de memórias:<br />
proust e o seu tédio de morte<br />
e também ashberry, codificado pelo dia absurdo</p>
<p>não deixarei pai por um segundo<br />
que o tempo vá veloz pela azinhaga</em></p>
<p>***</p>
<p>A CASA FRIA</p>
<p><em>já cosi as duas faces do poema<br />
as duas estâncias<br />
com as palavras da casa fria</p>
<p>disse à mulher que viesse<br />
que acorresse à casa fria<br />
e agora já dobrei a folha ao meio<br />
e uni as metades da casa<br />
com um ponto de costura</em></p>
<p>***</p>
<p>BIBLIOTECA NACIONAL</p>
<p><em>infeliz esta coisa dos livros todos<br />
e todos muito juntos uns aos outros<br />
abstracta matéria<br />
e lamacenta<br />
de querer dizer coisas por livros<br />
e neles ler o ror das coisas todas<br />
estupenda empresa<br />
e opulenta<br />
a reunião de livros em grandes casas<br />
e ter lá dentro gente que os leia<br />
penosa façanha esta<br />
já quase medonha</em></p>
<p>[in <em>Isso Passa</em>, Artefacto, 2011]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A incrível história de Léo do Peixe</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 01:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Um pescador do rio São Francisco, no Brasil, lembrou-se certo dia de criar um Clube da Leitura junto à banca onde vendia o seu peixe. Sete anos depois, «já somava mais de 15 bibliotecas populares e um acervo de 20.000 livros doados para empréstimo gratuito à população». Leonardo da Piedade Diniz Filho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo1.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo1-300x200.jpg" alt="" title="leo1" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-16085" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo2.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo2-300x200.jpg" alt="" title="leo2" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-16086" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo3.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo3-300x200.jpg" alt="" title="leo3" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-16087" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>Um pescador do rio São Francisco, no Brasil, lembrou-se certo dia de criar um Clube da Leitura junto à banca onde vendia o seu peixe. Sete anos depois, «já somava mais de 15 bibliotecas populares e um acervo de 20.000 livros doados para empréstimo gratuito à população». Leonardo da Piedade Diniz Filho, 47 anos, mais conhecido como «Léo do Peixe», morreu esta semana, vítima de enfarte. Fica a sua obra: <a href="http://nitroimagens.com.br/nitronline/2012/02/03/historias-a-morte-do-livreiro-do-sao-francisco/">o exemplo de quem disponibilizou, para os outros, dois bens essenciais (alimentação e cultura)</a>.</p>
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		<title>Desejo para logo à noite</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 15:53:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Que o Gil Vicente não encene, em Alvalade, o Auto da Barca do Inferno.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que o Gil Vicente não encene, em Alvalade, o <em>Auto da Barca do Inferno</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Força, força, companheiro Vasco</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 09:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Vasco Graça Moura]]></category>

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		<description><![CDATA[Nisto, pelo menos, estamos completamente de acordo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/anarod.bloguepessoal.com/images/mn/1214318251/Vasco-Graca-Moura-distinguido-pelo-Governo-frances.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://www.publico.pt/Cultura/graca-moura-da-ordem-aos-servicos-do-ccb-para-nao-aplicarem-o-acordo-ortografico-1532066">Nisto</a>, pelo menos, estamos completamente de acordo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Saída de Emergência)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-saida-de-emergencia-4/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 09:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Branco, de Rosie Thomas; Campos da Morte, de Simon Scarrow; Mago &#8211; Trevas de Sethanon, de Raimond E. Feist; Rios de Prata, de R.A. Salvatore.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Branco</em>, de Rosie Thomas; <em>Campos da Morte</em>, de Simon Scarrow; <em>Mago &#8211; Trevas de Sethanon</em>, de Raimond E. Feist; <em>Rios de Prata</em>, de R.A. Salvatore.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bibliotecas pornográficas e pornografia nas bibliotecas</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/bibliotecas-pornograficas-e-pornografia-nas-bibliotecas/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 01:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um tema com muito que se lhe diga, como se depreende deste artigo na Paris Review.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um tema com muito que se lhe diga, como se depreende deste <a href="http://www.theparisreview.org/blog/2012/01/30/checking-out/">artigo</a> na <em>Paris Review</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-133/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 20:44:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=16063</guid>
		<description><![CDATA[- A super-realidade, de Rui Pires Cabral (Língua Morta, 2.ª edição, revista), por António Guerreiro - As Coisas, de Inês Fonseca Santos (Abysmo), por Pedro Mexia - Uma História de Amor no Casal da Eira Branca, de Tomás Vasques (Abysmo), por José Mário Silva - Diálogo sobre a Ciência e os Homens, de Primo Levi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>A super-realidade</em>, de Rui Pires Cabral (Língua Morta, 2.ª edição, revista), por António Guerreiro<br />
- <em>As Coisas</em>, de Inês Fonseca Santos (Abysmo), por Pedro Mexia<br />
- <em>Uma História de Amor no Casal da Eira Branca</em>, de Tomás Vasques (Abysmo), por José Mário Silva<br />
- <em>Diálogo sobre a Ciência e os Homens</em>, de Primo Levi e Tullio Regge (Gradiva), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>História do Pensamento Político Ocidental</em>, de Diogo Freitas do Amaral (Almedina), por Luís M. Faria</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cinco cartas inéditas de Julio Cortázar</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Julio Cortázar]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Aurora Bernárdez, Victoria Ocampo, Francisco Porrúa, Juan Carlos Onetti e Ofelia Cortázar (irmã). Leiam-nas no blogue de Eduardo Coelho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para Aurora Bernárdez, Victoria Ocampo, Francisco Porrúa, Juan Carlos Onetti e Ofelia Cortázar (irmã). <a href="http://autoreselivros.wordpress.com/2012/01/26/cinco-cartas-ineditas-de-julio-cortazar/">Leiam-nas no blogue de Eduardo Coelho</a>. </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>&#8220;It&#8217;s not everyone who gets to be Cormac McCarthy&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cormac McCarthy]]></category>

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		<description><![CDATA[O escritor escocês (ainda não publicado) que criou na semana passada uma conta falsa do Twitter em nome de Cormac McCarthy, um dos mais recatados escritores americanos, explica em entrevista à The Atlantic Wire como viveu a experiência de colocar-se na pele do seu ídolo literário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O escritor escocês (ainda não publicado) que criou na semana passada uma conta falsa do Twitter em nome de Cormac McCarthy, um dos mais recatados escritores americanos, explica em <a href="http://www.theatlanticwire.com/technology/2012/01/unpublished-novelists-week-fake-cormac-mccarthy/48068/">entrevista à <em>The Atlantic Wire</em></a> como viveu a experiência de colocar-se na pele do seu ídolo literário.</p>
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		<title>Primeiros parágrafos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 20:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[«1 de Fevereiro de 1937. Veio ao mundo, para o provocar e descompor, Fernando Santiago Mendes de Assis Pacheco. Nascida num rés‑do‑chão da Rua Guerra Junqueiro, número 118, cidade de Coimbra, a criatura trazia, no projecto de homem que ainda era, duas geografias bem distintas e distantes inscritas no mapa familiar. O avô materno, Santiago [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«1 de Fevereiro de 1937. Veio ao mundo, para o provocar e descompor, Fernando Santiago Mendes de Assis Pacheco. Nascida num rés‑do‑chão da Rua Guerra Junqueiro, número 118, cidade de Coimbra, a criatura trazia, no projecto de homem que ainda era, duas geografias bem distintas e distantes inscritas no mapa familiar. O avô materno, Santiago Doallo Álvarez, era um galego da aldeia de Melias, Ourense. O paterno — também Fernando, também Assis, também Pacheco — havia sido, durante décadas, roceiro em Nova Olinda, São Tomé.<br />
Ambos marcaram o petiz, mais tarde empenhado em refazer os roteiros familiares através da criação literária. As raízes galegas ficaram, sabemo‑lo, consagradas no célebre <em>Trabalhos e Paixões de Benito Prada</em>, assumidamente banhado em ambiente camiliano. O romance sobre o avô de São Tomé começou a ser escrito mas, com a morte prematura de Assis Pacheco, ficou, pelo interesse da história (a revelar adiante), à espera de ser reinventado por outra mão da família.»</p>
<p>[in <em>Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco</em>, de Nuno Costa Santos, Tinta da China, 2012]</p>
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		<title>O que aí vem (Temas e Debates)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Informação, de James Gleick; As Dívidas Ilegítimas, de François Chesnais; A Costa dos Tesouros, de Mónica Bello; A Antropologia Face Aos Problemas dos Mundo Moderno, de Claude Lévi-Strauss.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Informação</em>, de James Gleick; <em>As Dívidas Ilegítimas</em>, de François Chesnais; <em>A Costa dos Tesouros</em>, de Mónica Bello; <em>A Antropologia Face Aos Problemas dos Mundo Moderno</em>, de Claude Lévi-Strauss. </p>
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		<title>Logo à tarde, no Nimas</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 15:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/bio_assis.gif"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/bio_assis-300x213.gif" alt="" title="bio_assis" width="300" height="213" class="alignnone size-medium wp-image-16010" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Fernando Assis Pacheco</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 15:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Assis Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um homem tem que viver. E tu vê lá não te fiques – um homem tem que viver com um pé na Primavera. Tem que viver cheio de luz. Saber um dia com uma saudade burra dizer adeus a tudo isto. Um homem (um barco) até ao fim da noite cantará coisas, irá nadando por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um homem tem que viver.<br />
E tu vê lá não te fiques<br />
– um homem tem que viver<br />
com um pé na Primavera.</p>
<p>Tem que viver<br />
cheio de luz. Saber<br />
um dia com uma saudade burra<br />
dizer adeus a tudo isto.<br />
Um homem (um barco) até ao fim da noite<br />
cantará coisas, irá nadando<br />
por dentro da sua alegria.</p>
<p>Cheio de luz – como um sol.<br />
Beberá na boca da amada.<br />
Fará um filho.<br />
Versos.<br />
Será assaltado pelo mundo.<br />
Caminhará no meio dos desastres,<br />
no meio dos mistérios e imprecisões.<br />
Engolirá fogo.</p>
<p>Palavra, um homem tem que ser<br />
prodigioso.<br />
Porque é arriscado ser-se um homem.<br />
É tão difícil, é<br />
(com a precariedade de todos os nomes)<br />
o começo apenas.</em></p>
<p>***</p>
<p>COM A TUA LETRA</p>
<p><em>Porque eu amo-te, quer dizer, estou atento<br />
às coisas regulares e irregulares do mundo.<br />
Ou também: eu envio o amor<br />
sob a forma de muitos olhos e ouvidos<br />
a explorar, a conhecer o mundo.</p>
<p>Porque eu amo-te, isto é, eu dou cabo<br />
da escuridão do mundo.<br />
Porque tudo se escreve com a tua letra.</em></p>
<p>***</p>
<p>MONÓLOGO E EXPLICAÇÃO</p>
<p><em>Mas não puxei atrás a culatra,<br />
não limpei o óleo do cano,<br />
dizem que a guerra mata: a minha<br />
desfez-me logo à chegada.</p>
<p>Não houve pois cercos, balas<br />
que demovessem este forçado.<br />
Viram-no à mesa com grandes livros,<br />
com grandes copos, grandes mãos aterradas.</p>
<p>Viram-no mijar à noite nas tábuas<br />
ou nas poucas ervas meio rapadas.<br />
Olhar os morros, como se entendesse<br />
o seu torpor de terra plácida.</p>
<p>Folheando uns papéis que sobraram<br />
lembra-se agora de haver muito frio.<br />
Dizem que a guerra passa: esta minha<br />
passou-me para os ossos e não sai.</em></p>
<p>***</p>
<p>F.A.P. FECIT</p>
<p><em>Este livro é teu que me aturaste<br />
desvairos saüdades amorios<br />
desde o primeiro mal cozinhado verso<br />
ó cúmplice<br />
um que me lê com respeito e vagar<br />
a quem devo chamar prestante amigo<br />
neste mundo de tanta cabronada</p>
<p>o livro é o que é nenhum enleio<br />
nenhuma assinatura a baixo preço<br />
não estou nessa tal lista e tem também<br />
a confissão banal dos mil cagaços<br />
de morrer (dores intercostais músculos<br />
caindo na barriga da perna)<br />
como se eu fosse à noite um filho terno<br />
e teu, leitor, que o não desamparaste</p>
<p>*</p>
<p>Peçam a grandiloquência a outros<br />
acho-a pulha no estado actual da economia</p>
<p>*</p>
<p>E não sublinhem o que não escrevi</p>
<p>*</p>
<p>A ti compadre irmão saúdo e já termino<br />
com só o fósforo duma estrela<br />
na lixa do fim da tarde</em></p>
<p>[in <em>A Musa Irregular</em>, ASA, segunda edição, 1996]</p>
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		<title>F.A.P., 75 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Assis Pacheco]]></category>

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		<description><![CDATA[O grande Fernando Assis Pacheco, se fosse vivo, faria hoje 75 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://4.bp.blogspot.com/_ZBF1Y2J8yYg/TH53-O_X5FI/AAAAAAAAD6U/WNfm9AXJU1g/s1600/Assis+Pacheco.jpg" alt="" /></p>
<p>O grande Fernando Assis Pacheco, se fosse vivo, faria hoje 75 anos. </p>
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		<title>&#8216;Portugal&#8217; ganha prémio em Angoulême</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 11:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A novela gráfica Portugal, de Cyril Pedrosa (editada pela Dupuis), ganhou o Prix de la BD FNAC no último Festival de Angoulême. Eis um texto sobre o livro no P3. E o booktrailer:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A novela gráfica <em><a href="http://portugal.8comix.fr/">Portugal</a></em>, de Cyril Pedrosa (editada pela <a href="http://www.dupuis.com/lang.html">Dupuis</a>), ganhou o Prix de la BD FNAC no último <a href="http://www.bdangouleme.com/">Festival de Angoulême</a>. Eis um <a href="http://p3.publico.pt/cultura/livros/1557/cyril-pedrosa-sonhou-e-desenhou-o-quotportugalquot-dos-avos">texto sobre o livro</a> no P3. E o <em>booktrailer</em>:</p>
<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/6VotWv_7xp4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>O que aí vem (Presença)</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 20:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Dolce di Love, de Sarah-Kate Lynch; Raposas Inocentes, de Torey Hayden; Scarpetta, de Patricia Cornwell; Do Lado de Cá do Mar, de Philip Graham; Sociologia Geral &#8211; A Organização Social, de Guy Rocher; O Pequeno Livro das Boas Maneiras à Mesa, de Christine Coirault; Amor Monstro, de Rachel Bright.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Dolce di Love</em>, de Sarah-Kate Lynch; <em>Raposas Inocentes</em>, de Torey Hayden; <em>Scarpetta</em>, de Patricia Cornwell; <em>Do Lado de Cá do Mar</em>, de Philip Graham; <em>Sociologia Geral &#8211; A Organização Social</em>, de Guy Rocher; <em>O Pequeno Livro das Boas Maneiras à Mesa</em>, de Christine Coirault; <em>Amor Monstro</em>, de Rachel Bright.</p>
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		<title>Correntes d&#8217;Escritas: apresentação do programa na quinta-feira</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/correntes-descritas-apresentacao-do-programa-na-quinta-feira/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 17:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[A apresentação do programa completo da edição deste ano das Correntes d&#8217;Escritas acontecerá no dia 2 de Fevereiro, a partir das 11h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, na Póvoa de Varzim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A apresentação do programa completo da edição deste ano das Correntes d&#8217;Escritas acontecerá no dia 2 de Fevereiro, a partir das 11h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, na Póvoa de Varzim.</p>
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		<title>Desinfestação</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 16:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante as últimas semanas, um «bug no sistema de caching» fez com que o feed deste blogue deixasse de funcionar. Entretanto, o deus ex machina Paulo Querido resolveu o problema. Fica o registo e o pedido de desculpas aos muitos leitores que me escreveram queixando-se de não receberem notícias do BdB pelas vias habituais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante as últimas semanas, um «<em>bug</em> no sistema de <em>caching</em>» fez com que o <em>feed</em> deste blogue deixasse de funcionar. Entretanto, o <em>deus ex machina</em> Paulo Querido resolveu o problema. Fica o registo e o pedido de desculpas aos muitos leitores que me escreveram queixando-se de não receberem notícias do BdB pelas vias habituais.</p>
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		<title>Revista ‘Ler’, n.º 110</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã nas bancas. Excerto da crónica que publico neste número, sobre Fernando Assis Pacheco: Assis morreu à porta da Buchholz, de repente. Vinha a sair, feliz, com um saco de livros comprados após a sua habitual ronda pelas novidades editoriais. Meses mais tarde, uma associação de existência efémera (chamava-se Locomotiva Azul) organizou uma homenagem ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capaLer_fevereiro.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capaLer_fevereiro.jpg" alt="" title="Layout 1" width="350" height="500" class="alignnone size-full wp-image-15980" /></a></p>
<p>Amanhã nas bancas.<br />
Excerto da crónica que publico neste número, sobre Fernando Assis Pacheco:</p>
<blockquote><p>Assis morreu à porta da Buchholz, de repente. Vinha a sair, feliz, com um saco de livros comprados após a sua habitual ronda pelas novidades editoriais. Meses mais tarde, uma associação de existência efémera (chamava-se Locomotiva Azul) organizou uma homenagem ao Assis no Bairro Alto, numa tasca, como tinha de ser. Uns dias antes, aproveitando a estadia em Lisboa de Gonzalo Torrente Ballester, fui ao hotel onde se hospedava o escritor galego recolher um depoimento de viva voz, para ser ouvido na homenagem. Recordo-me perfeitamente de Don Gonzalo, no silêncio sábio dos seus oitenta e muitos anos, à procura das palavras certas. Ficou quieto, as mãos tremendo ligeiramente, olhos fechados atrás das lentes espessas de míope. Por fim, pigarreou e disse: «Morreu numa livraria não foi? Então teve a morte mais bela a que um escritor pode aspirar. Morreu junto aos livros, no seu posto, como o soldado morre no campo de batalha.»</p></blockquote>
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		<title>O quarto de Virginia Woolf, por Annie Leibovitz</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-quarto-de-virginia-woolf-por-annie-leibovitz/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 10:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Fotografia captada por Leibovitz na casa da escritora, perto de Charleston (Inglaterra), para o seu mais recente projecto (Pilgrimage), uma série de imagens digitais, intimistas e sem celebridades, agora exposta no Smithsonian American Art Museum (e que também inclui um grande plano do único vestido de Emily Dickinson a sobreviver à usura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/quarto_woolf.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/quarto_woolf-300x199.jpg" alt="" title="quarto_woolf" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-15973" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>Fotografia captada por Leibovitz na casa da escritora, perto de Charleston (Inglaterra), para o seu mais recente projecto (<em>Pilgrimage</em>), <a href="http://flavorwire.com/253174/personal-photographs-by-annie-leibovitz-without-the-celebrities#1">uma série de imagens digitais, intimistas e sem celebridades</a>, agora exposta no Smithsonian American Art Museum (e que também inclui um grande plano do único vestido de Emily Dickinson a sobreviver à usura do tempo).</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>FNAC retirou exemplo &#8216;Maias/Meyer&#8217; da sua campanha promocional</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/fnac-retirou-exemplo-maiasmeyer-da-sua-campanha-promocional/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao compreender a dimensão da polémica em curso, a FNAC foi rápida a pedir desculpa pelo seu monumental tiro no pé e a retirar o infeliz exemplo &#8216;Maias vs. Meyer&#8217; da sua campanha de trocas de livros, CDs e DVDs usados por novos. Tudo feito, diga-se, by the book.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao compreender a dimensão da polémica em curso, a FNAC foi rápida a <a href="http://www.ionline.pt/portugal/campanha-da-fnac-causa-polemica-nas-redes-sociais">pedir desculpa pelo seu monumental tiro no pé</a> e a retirar o infeliz exemplo &#8216;Maias vs. Meyer&#8217; da sua campanha de trocas de livros, CDs e DVDs usados por novos. Tudo feito, diga-se, <em><a href="http://comunicacaoplaneada.wordpress.com/2012/01/30/troque-a-meyer-pelos-maias-na-fnac-resposta/">by the book</a></em>. </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Prémio Luís Miguel Nava para Helder Moura Pereira</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/premio-luis-miguel-nava-para-helder-moura-pereira/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Helder Moura Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava relativo ao biénio 2009/2010, no valor de cinco mil euros, acaba de ser atribuído ao livro Se as Coisas Não Fossem o que São, de Helder Moura Pereira (Assírio &#038; Alvim). O júri fixo, composto pelos quatro directores da Fundação Luís Miguel Nava (Carlos Mendes de Sousa, Fernando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/-6AsjgGTUE44/TYX5TivP-vI/AAAAAAAADGk/plYXYxSzWvg/s400/hmp.jpg" alt="" /></p>
<p>O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava relativo ao biénio 2009/2010, no valor de cinco mil euros, acaba de ser atribuído ao livro <em>Se as Coisas Não Fossem o que São</em>, de Helder Moura Pereira (Assírio &#038; Alvim). O júri fixo, composto pelos quatro directores da Fundação Luís Miguel Nava (Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais), a que se soma um elemento convidado (desta vez o professor, poeta e crítico Fernando J. B. Martinho), decidiu por unanimidade. </p>
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		<title>O efeito Streisand segundo a FNAC</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 13:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal sempre existe uma explicação para o desaparecimento dos posts no Facebook que criticavam a estapafúrdia promoção da FNAC, segundo a qual vale a pena trocar Os Maias do Eça pelos vampiros da Stephenie Meyer. Retirada a foto em causa, por quem a colocou primeiro no seu perfil do FB, ela desapareceu automaticamente de todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal sempre existe uma explicação para o desaparecimento dos <em>posts</em> no Facebook que criticavam a estapafúrdia promoção da FNAC, segundo a qual vale a pena trocar <em>Os Maias</em> do Eça pelos vampiros da Stephenie Meyer. Retirada a foto em causa, por quem a colocou primeiro no seu perfil do FB, ela desapareceu automaticamente de todos os perfis que a partilharam. A questão, como uma leitora recorda nos comentários do <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/trocar-os-maias-pela-meyer-diz-a-fnac/"><em>post</em> anterior</a>, é que «faz parte do código de conduta implícito do FB não apagares um <em>post</em> que tem várias partilhas e comentários. Não deixa de ser uma espécie de censura. E utilização das pessoas: vocês, leitores e “amigos”, interessam-me enquanto partilharem aquilo que me interessa a mim, depois disso, tiro-vos o tapete e deixo-vos a fazer figura de parvos». Ou seja, estamos perante mais um exemplo do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Streisand_effect">Efeito Streisand</a>. Ao querer eliminar um foco de polémica, a FNAC só aumentou (mais ainda) a indignação dos internautas.</p>
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		<title>Trocar os Maias pela Meyer</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 11:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Esta é provavelmente a campanha promocional mais absurda e abstrusa que uma livraria alguma vez levou a cabo em Portugal. Troque uma obra-prima da literatura portuguesa, um clássico maior das nossas letras, pelo lixo vampiresco de uma best-seller americana de 17.ª categoria. Eis o que sugere a FNAC, outrora uma loja onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/maias_meyer.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/maias_meyer-300x225.jpg" alt="" title="maias_meyer" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-15924" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>Esta é provavelmente a campanha promocional mais absurda e abstrusa que uma livraria alguma vez levou a cabo em Portugal. Troque uma obra-prima da literatura portuguesa, um clássico maior das nossas letras, pelo lixo vampiresco de uma <em>best-seller</em> americana de 17.ª categoria. Eis o que sugere a FNAC, outrora uma loja onde se podia encontrar uma escolha criteriosa de boa literatura (ainda me lembro das generosas bancadas de poesia), hoje reduzida a uma espécie de <em>fast-food</em> cultural.<br />
Nas redes sociais, a campanha absurda e abstrusa foi rapidamente fustigada (e muito bem), com muitas pessoas a sugerirem outro tipo de troca: a da FNAC por uma das boas livrarias independentes (enquanto não fecham). Acontece que parte desses protestos desapareceu de ontem para hoje, como por magia. Muitas das partilhas críticas da fotografia que ilustra este <em>post</em> foram simplesmente removidas do Facebook. Deve haver uma razão técnica para este <em>apagão</em> das críticas à FNAC. É bom que haja e que seja explicada rapidamente. Caso contrário, estamos diante de um movimento de censura que nos obrigará não só a trocar a FNAC por livrarias decentes (o que no meu caso já acontece há muito tempo) mas também a trocar o Facebook por redes sociais em que <em>apagões</em> destes não sejam possíveis. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rota das Letras</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 23:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O Festival Literário de Macau começou hoje e acaba no próximo sábado. O programa pode ser consultado aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.thescriptroad.org/">Festival Literário de Macau</a> começou hoje e acaba no próximo sábado. O programa pode ser consultado <a href="http://www.thescriptroad.org/blog/category/pdf-programme/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Três poemas de Inês Dias</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 23:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[ÁGATA Foi amor à primeira vista. Ela tinha nome de pedra preciosa e, na literalidade dos meus cinco anos, cabelo em forma de pássaro – negro asa de corvo. Era o tempo em que ainda aprendia com o corpo todo: uma fractura exposta para entender o significado da maioria, uma pneumonia para descobrir a solidão. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ÁGATA</p>
<p><em>Foi amor à primeira vista.<br />
Ela tinha nome de pedra preciosa<br />
e, na literalidade dos meus cinco anos,<br />
cabelo em forma de pássaro – negro<br />
asa de corvo.</p>
<p>Era o tempo em que ainda<br />
aprendia com o corpo todo:<br />
uma fractura exposta para entender<br />
o significado da maioria, uma pneumonia<br />
para descobrir a solidão.<br />
Quando ela me cravou um lápis<br />
sob o olho esquerdo, pressenti que a escrita,<br />
grafite fria à flor do sangue,<br />
deixaria marcas para sempre.</p>
<p>Nunca mais nos separámos.<br />
Eu e as palavras,<br />
a Ágata mudou de escola.</em></p>
<p>***</p>
<p>ET NUNC MANET IN TE</p>
<p><em>Meu amor,<br />
a casa está tão sozinha que<br />
os pássaros vêm morrer lá dentro.<br />
Nada mudou, mas falta<br />
a mão para acariciar o gato<br />
e acolher a ninhada secreta,<br />
o sorriso que enchia o tanque<br />
e fazia crescer a horta.</p>
<p>Já ninguém apanha as laranjas mais altas<br />
ou usa a sombra da nogueira.<br />
E até os ciprestes se tornaram redundantes<br />
ao ponto de os abatermos:<br />
a ausência diz-se melhor no esplendor<br />
inútil das rosas sem esse olhar,<br />
nas papoilas raras que duram<br />
o tempo de uma fotografia.</p>
<p>Um dia, deixaremos também uma casa assim,<br />
casulo abandonado a sobreviver-nos.<br />
Um de nós escutará as asas ansiosas<br />
na chaminé, antes de pousar o livro<br />
e amparar o último pássaro.<br />
Só parecerá menos triste<br />
porque não teremos, então,<br />
nada mais a perder.</em></p>
<p>***</p>
<p>NOSTALGHIA</p>
<p><em>Ouvia-te falar e sentia<br />
as chamas retomarem<br />
as paredes do teu coração<br />
de igreja abandonada.<br />
O céu, nessa tarde,<br />
era um leque de lantejoulas<br />
ao rés do teu sorriso<br />
e dos meus olhos encadeados.<br />
Doía-me esse excesso de luz<br />
que te fazia toda sombra,<br />
o crepitar morno da pele<br />
antes do incêndio consumado.</p>
<p>Sempre que dizias o seu nome,<br />
riscavas outro fósforo –<br />
ele avançava dentro de ti,<br />
nas mãos uma vela prestes a cair.<br />
Amo demasiado o fogo<br />
para a suster. Prefiro<br />
redesenhar as nossas cicatrizes,<br />
ser depois a memória da pedra<br />
fria em pleno Verão.</em></p>
<p>[in <em>Em Caso de Tempestade este Jardim Será Encerrado</em>, Tea for One, 2011]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Maurice Sendak vs. Stephen Colbert</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 18:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Maurice Sendak]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma entrevista hilariante, em que Sendak dá baile a Colbert (e também uns blurbs). PS &#8211; Um dos vídeos está invertido, eu sei, mas foi o único que consegui encontrar com a segunda parte da conversa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/QkT8Niaej6g" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/OK6UtU-NzZE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Uma entrevista hilariante, em que Sendak dá baile a Colbert (e também uns <em>blurbs</em>).</p>
<p>PS &#8211; Um dos vídeos está invertido, eu sei, mas foi o único que consegui encontrar com a segunda parte da conversa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um escândalo</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-escandalo/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 18:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo o que a Sara Figueiredo Costa descreve neste post é, em si mesmo, um escândalo. Mas o pior é que não se trata de um caso isolado. Histórias destas multiplicam-se, na imprensa e no mundo editorial, a um ritmo assustador. Os freelancers, ao mesmo tempo que pagam cada vez mais impostos e contribuições para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo o que a Sara Figueiredo Costa descreve neste <em><a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2012/01/27/fim-da-colaboracao-com-a-revista-os-meus-livros">post</a></em> é, em si mesmo, um escândalo. Mas o pior é que não se trata de um caso isolado. Histórias destas multiplicam-se, na imprensa e no mundo editorial, a um ritmo assustador. Os <em>freelancers</em>, ao mesmo tempo que pagam cada vez mais impostos e contribuições para a Segurança Social, não só vêem baixar os montantes pagos pelo seu trabalho (por exemplo, paga-se hoje por uma recensão literária um terço do que se pagava há dez anos) como ainda têm nalguns casos de esperar indefinidamente por esses miseráveis pagamentos.<br />
A situação está a atingir proporções gravíssimas e temo que possa piorar. Por isso, é urgente que os empregadores compreendam que há limites que simplesmente não podem ser ultrapassados. A decisão da Sara e da Andreia não revela apenas coragem e dignidade. É um grito de alerta e um aviso de que as pessoas não estão dispostas a serem tratadas como lixo.<br />
Bravo, Sara. Bravo, Andreia.  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-132/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 20:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Círculo Vicioso, reportagem sobre as dificuldades por que passam os pequenos e médios editores, por António Guerreiro - Os Malaquias, de Andréa Del Fuego (Círculo de Leitores), por José Mário Silva - Como Estamos Famintos, de Dave Eggers (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo - O Lago, de Ana Teresa Pereira (Relógio d&#8217;Água), por Manuel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Círculo Vicioso</em>, reportagem sobre as dificuldades por que passam os pequenos e médios editores, por António Guerreiro<br />
- <em>Os Malaquias</em>, de Andréa Del Fuego (Círculo de Leitores), por José Mário Silva<br />
- <em>Como Estamos Famintos</em>, de Dave Eggers (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>O Lago</em>, de Ana Teresa Pereira (Relógio d&#8217;Água), por Manuel de Freitas<br />
- <em>Amor Livre e outras histórias</em>, de Ali Smith (Quetzal), por Pedro Mexia<br />
- <em>O Epigrama de Estaline</em>, de Robert Littell (Civilização), por Hugo Pinto Santos</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Porto Editora)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-porto-editora-3/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 16:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Lágrimas na Chuva, de Rosa Montero; Uma Fazenda em África, de João Pedro Marques; Às Vezes o Mar Não Chega, de Sofia Marrecas Ferreira; O Cerco de Krishnapur, de J. G. Farrell; Últimas Notícias do Sul, de Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinsky.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lágrimas na Chuva</em>, de Rosa Montero; <em>Uma Fazenda em África</em>, de João Pedro Marques; <em>Às Vezes o Mar Não Chega</em>, de Sofia Marrecas Ferreira; <em>O Cerco de Krishnapur</em>, de J. G. Farrell; <em>Últimas Notícias do Sul</em>, de Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinsky.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;Modernista&#8217;, n.º 2</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/modernista-n-o-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 11:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O segundo número da revista do Instituto de Estudos sobre o Modernismo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova) já está disponível online, com os artigos em pdf. Destaque para o dossier sobre &#8216;Álvaro de Campos e arredores&#8217;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo número da revista do Instituto de Estudos sobre o Modernismo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova) <a href="http://www.iemodernismo.org/ojs3/index.php/Modernista/issue/current">já está disponível <em>online</em></a>, com os artigos em pdf. Destaque para o <em>dossier</em> sobre &#8216;Álvaro de Campos e arredores&#8217;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Kafka na Achada</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/kafka-na-achada/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 00:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/LNV_JAN_KAFKA.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/LNV_JAN_KAFKA-211x300.jpg" alt="" title="LNV_JAN_KAFKA" width="211" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-15873" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Inês Fonseca Santos</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-ines-fonseca-santos/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 23:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Fonseca Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[AS COISAS São feitas de vidro. Partem-se quando digo em voz alta o teu nome. Nome de todas as coisas. *** AS COISAS DO CORPO Demasiado internas para lhes conhecermos os contornos. Demasiado ocultas para lhes saber as razões. Ostensivas, as coisas do corpo exibem-se perfeitas. Segundos em que cheguei a odiá-las. Estavam demasiado longe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>AS COISAS</p>
<p><em>São feitas de vidro.<br />
Partem-se quando digo em voz alta<br />
o teu nome. Nome de todas as coisas.</em></p>
<p>***</p>
<p>AS COISAS DO CORPO</p>
<p><em>Demasiado internas para lhes conhecermos os contornos.<br />
Demasiado ocultas para lhes saber as razões.<br />
Ostensivas, as coisas do corpo exibem-se perfeitas. Segundos<br />
em que cheguei a odiá-las. Estavam demasiado longe<br />
dos lugares a que devíamos regressar quando eu envelhecesse.<br />
Puxei-te pela mão. A mão soltou-se do teu corpo.<br />
Coloquei-a no lugar do coração; com as unhas<br />
construí um fecho novo para o colar de pérolas;<br />
vendi a pele e voltei a encher o frigorífico.<br />
Alguém se sentou à mesa. Tinha o teu nome gravado;<br />
um rosto sem marcas, irreconhecível,<br />
aguardava a mão capaz de lhe levar coisas à boca.<br />
Coisas de alimento às coisas do corpo. Como esta mão a bombear-te<br />
o coração do lado errado do peito.</em></p>
<p>***</p>
<p>AS COISAS NAS PONTAS DOS DEDOS</p>
<p><em>Cortam os vasos, as veias. Minúsculas,<br />
as coisas nas pontas dos dedos<br />
são feitas de vidro partido.<br />
Invisíveis aos olhos, levam com elas<br />
as nossas impressões<br />
digitais.</em></p>
<p>***</p>
<p>AS COISAS FRÁGEIS</p>
<p><em>Pegava-te no nome como no aquário<br />
verde, quando era ainda cidade de peixes –<br />
bichos de alimento diário e morte mensal,<br />
silenciosa, sem desgosto ou pânico,<br />
indiferente à vida. (As nossas, as deles.)<br />
Hoje caminho, como todas as manhãs, com a tua existência<br />
nas mãos (na cabeça, nos pés), seguro-a como coisa frágil,<br />
quebradiça – coisa morta do dia em que morreste.</p>
<p>Recordo apenas o pássaro. Tinha no nome ruivo<br />
e no bico o som atenuado de uma canção.</em></p>
<p>[in <em>As Coisas</em>, Abysmo, 2012]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que aí vem (Planeta)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-planeta-5/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 17:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Segredos da Maleta Vermelha, de Alexandra Leal e Paulo Cosme Pinto; Cascos, talos, folhas e outros tesouros nutricionais, de Alexandre Fernandes; Manual para não Morrer de Amor, de Walter Riso; Um Erro Inconfessável, de Emma Wildes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os Segredos da Maleta Vermelha</em>, de Alexandra Leal e Paulo Cosme Pinto; <em>Cascos, talos, folhas e outros tesouros nutricionais</em>, de Alexandre Fernandes; <em>Manual para não Morrer de Amor</em>, de Walter Riso; <em>Um Erro Inconfessável</em>, de Emma Wildes.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Prémio Fundação Inês de Castro para Gonçalo M. Tavares</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/premio-fundacao-ines-de-castro-para-goncalo-m-tavares/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/premio-fundacao-ines-de-castro-para-goncalo-m-tavares/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 15:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Gonçalo M. Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ter sido distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e com o Prémio Fernando Namora, o romance Uma Viagem à Índia (Caminho), de Gonçalo M. Tavares, acaba de ganhar o Prémio Fundação Inês de Castro. Do júri fizeram parte José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i0.ig.com/fw/1k/er/e6/1kere6mp7idaju2ogt5myfdem.jpg" alt="" /></p>
<p>Depois de ter sido distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e com o Prémio Fernando Namora, o romance <em>Uma Viagem à Índia</em> (Caminho), de Gonçalo M. Tavares, acaba de ganhar o Prémio Fundação Inês de Castro. Do júri fizeram parte José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia. Fernando Echevarría, de 82 anos, recebe um Tributo de Consagração pelo conjunto da obra literária.<br />
A entrega do prémio será feita a 4 de Fevereiro na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Impossível como uma raposa</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 14:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Margarida Ferra]]></category>

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		<description><![CDATA[Vale a pena ler o excelente micro-conto de Margarida Ferra, publicado no site das Histórias Daninhas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vale a pena ler o excelente <a href="http://historiasdaninhas.pt/redundancia">micro-conto de Margarida Ferra</a>, publicado no <a href="http://historiasdaninhas.pt"><em>site</em> das Histórias Daninhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Três poemas de João Miguel Fernandes Jorge</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:27:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[João Miguel Fernandes Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[PEQUENOS VIDROS AZUIS Cobria a mesa com velas acesas a macerada tarde do mês último — e escrevia em rectângulo de papel bem aparado, depois rasgava. Todos o podiam ver sentado a essa mesa no cimo do parque, a casa, o vidro azul da janela canal de água a par do caminho. Foi quando surgiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PEQUENOS VIDROS AZUIS</p>
<p><em>Cobria a mesa com velas acesas<br />
a macerada tarde do mês último —<br />
e escrevia em rectângulo<br />
de papel bem aparado,</p>
<p>depois rasgava. Todos o podiam ver<br />
sentado a essa mesa no cimo do parque,<br />
a casa,<br />
o vidro azul da janela</p>
<p>canal de água a par do caminho. Foi<br />
quando surgiu o levadeiro<br />
— as velas de um sopro apagou —<br />
caía a água na extensão da rocha</p>
<p>no perfume magoado de dezembro<br />
entre o rumor do vento<br />
a sombra não se movia nem se prendia ao<br />
traço do corpo, não imitava os gestos</p>
<p>em doce modo apagou todas as velas<br />
ao que escrevia sem qualquer sentido<br />
ao muro branco do nevoeiro<br />
a última folha da faia rubra prendia a</p>
<p>vazia escrita do desejo, seguia-o<br />
com o passo de um ladrão e o tremor<br />
de quem falta a secreto juramento.</em></p>
<p>***</p>
<p>ESCHSCHOLZIA</p>
<p><em>Além naquele requebro sobre o mar, ao passar o pinhal<br />
e os cálices brancos da esteva (tão grandes nunca assim os vi<br />
no continente) está o chão de amarelo Chamisso. É a eschscholzia.<br />
Semelhante à vulgar papoila<br />
se não fôra o amarelo intenso<br />
sobre o mar da ilha<br />
estremece ao menor sopro de vento<br />
ferida de pele queimada que recorda vencedores e derrotados no plaino de [Waterloo.</p>
<p>Pôs o chapéu de palha e levou-me pelo caminho da casa velha,<br />
acachorrada, campestre. Em voz medida, a flor do acaso<br />
rente ao passar — eufórbia, trevo rosa, artemisa,<br />
o azul da chicória, a sombra desenhada da bardana, o<br />
caminho do herbário. Na despedida,<br />
não sei porque me disse em castelhano Y<br />
las más de las veces la excelencia<br />
sólo está en los mimados por los dioses. O obscuro azul da noite<br />
descia, triste cravo de bronze sobre a leal flor<br />
do linho que vinga sem cuidado.</em></p>
<p>***</p>
<p>OS AMARELOS DE NOVEMBRO</p>
<p><em>Não tem palavras a minha canção preferida. Tem antes<br />
os amarelos queimados de novembro. Gosto de gente antiga e<br />
obscura, gente culpada, jovem ou envelhecida para<br />
quem a vida não passa de um contínuo de sombra<br />
por isso sei abraçar	por isso partem sem regresso.<br />
Sombras que surpreendo — não quebres não<br />
estragues o amarelo de novembro.</p>
<p>E aquele que está sentado à nossa frente é entre<br />
todas as coisas<br />
a ideia mais perfeita, a mais real, a mais sólida.<br />
No instante seguinte nada sabemos.<br />
É assim o nosso modo de ser e a própria<br />
condição do amor. Destruir,<br />
riscar até desaparecerem os amarelos de novembro.</em></p>
<p>[in <em>Lagoeiros</em>, Relógio d'Água, 2011]</p>
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		<title>Skoob</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 10:27:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis a maior rede social para leitores do Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis <a href="http://www.skoob.com.br/">a maior rede social para leitores do Brasil</a>. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;Long live the Book&#8217;</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 00:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Todas as declarações de amor aos livros, mesmo as mais simples, banais ou previsíveis, têm qualquer coisa de comovente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Mr7yPLmtD1A" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Todas as declarações de amor aos livros, mesmo as mais simples, banais ou previsíveis, têm qualquer coisa de comovente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Dom Quixote)</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 13:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[As Palavras do Corpo &#8211; Antologia de Poesia Erótica, de Maria Teresa Horta; Gare do Oriente, de Vasco Luís Curado; Nova Teoria do Mal, de Miguel Real; A Vida Privada de Maxwell Sim, de Jonathan Coe; Dias de Expiação, de Michael Gregorio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>As Palavras do Corpo &#8211; Antologia de Poesia Erótica</em>, de Maria Teresa Horta; <em>Gare do Oriente</em>, de Vasco Luís Curado; <em>Nova Teoria do Mal</em>, de Miguel Real; <em>A Vida Privada de Maxwell Sim</em>, de Jonathan Coe; <em>Dias de Expiação</em>, de Michael Gregorio.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>599 poemas</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 11:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Minês Castanheira]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Já instalei a aplicação que me dá poesia portuguesa para o iPhone (com bastantes inéditos de novos autores). Por exemplo este, de Minês Castanheira: POEMA AZUL Então não o sabíamos, já não se escrevia nos cafés, porque já não se fumavam os vícios, Pessoa estivera sempre morto e os demais poetas passeavam agitando as estátuas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já instalei a aplicação que me dá <a href="http://folhear.com/poesia/">poesia portuguesa para o iPhone</a> (com bastantes inéditos de novos autores). Por exemplo este, de Minês Castanheira:</p>
<p>POEMA AZUL</p>
<p><em>Então não o sabíamos, já não se escrevia nos cafés,<br />
porque já não se fumavam os vícios, Pessoa estivera sempre<br />
morto e os demais poetas passeavam agitando as estátuas,<br />
gritando versos à multidão surda.<br />
Deixou de interessar contar quantos éramos à mesa sem<br />
sinais de fogo.<br />
Na certeza de escrever-te, perdida a voz que te falasse,<br />
assumi os óculos de sol pequenos e quadrados<br />
e castanhos monóculos por onde espreitar o estranho<br />
mundo inavegável.<br />
Então penso: cachimbo, fumo, caixa, café, chapéu, silêncio.</p>
<p>Vê como tenho evitado escrever-te.<br />
As cidades não são líquidas,<br />
reproduz-se em brandos depósitos a seca da geração anterior.<br />
O passado é feito de muitas palavras – não é essa a<br />
linguagem que persigo – e os que vieram antes de nós<br />
afogaram-se em pátria, ponte apontada a cinza.<br />
E fizeram baús maiores do que gente.<br />
E fizeram grande gente que mata à fome um poema,<br />
que não vê para além da caixa ou do que a sua tampa oculta.</p>
<p>Todo esse recolher das coisas aos seus lugares<br />
exactos<br />
leva ao extremo a tua ausência – se não estás aqui não<br />
estás inteiro em lugar algum –<br />
és um corpo entornado sobre o tapete. E também essa<br />
recordação se há-de acomodar em nós, plantada em pele<br />
fértil de pátria, ponte e cinza, ocupando<br />
caixas e caixas de chapéu.<br />
E dela guardaremos firme promessa. Agitando as estátuas,<br />
domesticando o coração à cadência de novos sons internos.</p>
<p>De pouco me serve agora dizê-lo, mas não pertenço<br />
a esse azul.<br />
Nem quero barcos que hesitem sobre a mesma onda, pontes<br />
por onde continuar a tua longínqua viagem,<br />
moldura pequena, quadrada para encaixilhar a mancha<br />
longa e caudalosa.<br />
Quando corro dentro de mim meço apenas alguns palmos<br />
e sujo o chão logo à entrada, mas sítio algum<br />
se manteve intacto assim, como este, depois de teres partido.</p>
<p>Que se fumem os vícios. Fume-se esta linguagem que<br />
persigo.<br />
O ar passa a ter um cheiro doce e quente sempre que tento<br />
escrever-te. Retornas em pedacinhos<br />
em certas tardes de Inverno, como sedimentos de palavras<br />
em terra firme.<br />
Em doses virais.<br />
Deixo que as formas me surpreendam e posicionando o<br />
castanho monóculo, acendo o cachimbo imaginário para encher<br />
de fumo no café a caixa de onde subtraio o chapéu íntimo.</p>
<p>Os que vieram antes gritam às estátuas. Vê como tenho<br />
evitado escrever-te. Houve quem se escusasse ao furto das<br />
águas e fosse lançar-se sobre as<br />
palavras.<br />
Nunca percebi porque tanto falam do mar. É nas trincheiras<br />
deste jardim que mergulho, com todo este evitar-te e com todo<br />
este escrever-me. E nele não há azuis.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Modianerie</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 10:21:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Modiano]]></category>

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		<description><![CDATA[«Meticuloso arquivista de si mesmo», Patrick Modiano expõe-se como nunca na mais recente edição dos Cahiers de l&#8217;Herne. Fotos, cartas, telegramas, fac-similes, manuscritos, desenhos, recortes de imprensa: não falta lá nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«Meticuloso arquivista de si mesmo», Patrick Modiano expõe-se como nunca na <a href="http://editionsdelherne.com/index.php?option=com_k2&#038;view=item&#038;id=339:cahier-modiano&#038;Itemid=31">mais recente edição dos <em>Cahiers de l&#8217;Herne</em></a>. Fotos, cartas, telegramas, fac-similes, manuscritos, desenhos, recortes de imprensa: <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/documents/20120111.OBS8579/modiano-dit-tout-sur-modiano.html">não falta lá nada</a>.  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>25 coisas que os escritores deviam começar a fazer</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 09:52:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Podiam ser mais coisas, podiam ser menos coisas, mas listas deste tipo querem-se redondas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Podiam ser mais coisas, podiam ser menos coisas, mas listas <a href="http://terribleminds.com/ramble/2012/01/17/25-things-writers-should-start-doing/">deste tipo</a> querem-se redondas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>The Short Story Club</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 09:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma excelente iniciativa da edição online do The Telegraph.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma <a href="http://my.telegraph.co.uk/groups/the-short-story-club/blog/">excelente iniciativa</a> da <a href="http://www.telegraph.co.uk/">edição <em>online</em> do <em>The Telegraph</em></a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-131/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 21:10:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com Kaui Hart Hemmings, autora de Os Descendentes (Presença), por José Mário Silva - A Persistência da Obra &#8211; Arte e Política, de vários autores, com organização de Tomás Maia (Assírio &#038; Alvim), por António Guerreiro - História Económica de Portugal, de Leonor Freire Costa, Pedro Lains e Susana Munch Miranda (Esfera dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Kaui Hart Hemmings, autora de <em>Os Descendentes</em> (Presença), por José Mário Silva<br />
- <em>A Persistência da Obra &#8211; Arte e Política</em>, de vários autores, com organização de Tomás Maia (Assírio &#038; Alvim), por António Guerreiro<br />
- <em>História Económica de Portugal</em>, de Leonor Freire Costa, Pedro Lains e Susana Munch Miranda (Esfera dos Livros), por Luís M. Faria<br />
- <em>O Colosso de Maroussi</em>, de Henry Miller (Tinta da China), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Os Constituintes de 1911 e a Maçonaria</em>, de António Ventura (Temas e Debates), por Valdemar Cruz<br />
- <em>Homem versus Estado</em>, de Herbert Spencer (Alfanje), por Carlos Bessa<br />
- <em>A Arte da Crítica</em>, de Álvaro Manuel Machado (Presença), por Pedro Mexia<br />
- <em>O Horizonte</em>, de Patrick Modiano (Porto Editora), por José Guardado Moreira </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>CCB: sai António Mega Ferreira, entra Vasco Graça Moura</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ccb-sai-antonio-mega-ferreira-entra-vasco-graca-moura/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 16:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[António Mega Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Vasco Graça Moura]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis uma notícia que me deixa perplexo. A Secretaria de Estado da Cultura acaba de anunciar a substituição de António Mega Ferreira por Vasco Graça Moura, na presidência da Fundação Centro Cultural de Belém. Se Mega Ferreira, nos dois mandatos à frente da instituição, deu «provas de brilho, criatividade e responsabilidade no cumprimento da missão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.citador.pt/images/autorid01078.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://ilcao.cedilha.net/wp-content/uploads/2011/06/fotoVGM.jpg" alt="" /></p>
<p>Eis <a href="http://www.publico.pt/Cultura/vasco-graca-moura-nomeado-presidente-do-ccb-1529985">uma notícia</a> que me deixa perplexo. A Secretaria de Estado da Cultura acaba de anunciar a substituição de António Mega Ferreira por Vasco Graça Moura, na presidência da Fundação Centro Cultural de Belém. Se Mega Ferreira, nos dois mandatos à frente da instituição, deu «provas de brilho, criatividade e responsabilidade no cumprimento da missão que lhe foi incumbida», porque razão sai agora, quando por lei ainda podia ficar à frente do CCB durante mais três anos? Não se entende. Ou melhor, percebe-se uma coisa muito simples: sem pôr em causa as qualidades de Graça Moura e a sua grande experiência em cargos desta magnitude, há aqui claramente uma mudança de azimute político. Onde estava um intelectual mais ou menos alinhado com o PS, passa a estar um intelectual ostensivamente alinhado com o PSD. Numa altura em que assistimos ao verdadeiro assalto da EDP e outras empresas de forte participação estatal, por parte dos <em>boys</em> e <em>girls</em> laranjinhas (mais uns quantos centristas), a nomeação de Vasco Graça Moura para o CCB vai parecer mais do mesmo.<br />
Perante o facto consumado, resta enaltecer o excelente trabalho feito por Mega Ferreira no CCB, nomeadamente as muitas iniciativas de cariz literário (as participadíssimas comemorações do Dia Mundial da Poesia, os ciclos de colóquios sobre escritores, as homenagens, as maratonas de leitura, os Dias dedicados a certos autores: Tolstoi, Kafka, Vitorino Nemésio, Tabucchi, etc.) Esperemos agora que Vasco Graça Moura consiga prosseguir este movimento de abertura do CCB aos temas literários.<br />
Cá estaremos para ver.  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Sextante)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-sextante-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 11:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Travessa da Abençoada, de João Bouza da Costa; A Grande Arte, de Rubem Fonseca; Baku &#8211; Últimos Dias, de Olivier Rolin; Cinzas de Abril, de Manuel Moya; A Cidade dos Prodígios, de Eduardo Mendoza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Travessa da Abençoada</em>, de João Bouza da Costa; <em>A Grande Arte</em>, de Rubem Fonseca; <em>Baku &#8211; Últimos Dias</em>, de Olivier Rolin; <em>Cinzas de Abril</em>, de Manuel Moya; <em>A Cidade dos Prodígios</em>, de Eduardo Mendoza.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Perder a fé</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 17:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Na ficha técnica de Blankets, uma novela gráfica de Craig Thompson que a Biblioteca de Alice (nova chancela da editora Devir) lançou no final de 2011, há uma pequena nota de agradecimentos que começa por sublinhar a «generosidade» do autor e termina com uma menção a Pedro Miranda, «por um certo dia ter brandido, indignado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/blankets.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/blankets-210x300.jpg" alt="" title="blankets" width="210" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-15758" /></a></p>
<p>Na ficha técnica de <em>Blankets</em>, uma novela gráfica de Craig Thompson que a Biblioteca de Alice (nova chancela da editora Devir) lançou no final de 2011, há uma pequena nota de agradecimentos que começa por sublinhar a «generosidade» do autor e termina com uma menção a Pedro Miranda, «por um certo dia ter brandido, indignado, um <em>Blankets</em> no ar». Rui Santos, criador da Biblioteca de Alice, ainda hoje recorda esse dia: «Foi há seis ou sete anos. O Pedro Miranda, que é um dos sócios fundadores da Devir, estava entusiasmadíssimo com o livro e desafiou-me: &#8220;Tens de ler isto, já!&#8221;. A verdade é que fui resistindo àquela ordem. Uma história sobre as dificuldades de um rapaz do campo durante o processo de crescimento, mais o seu primeiro amor, não era coisa que me atraísse por aí além. Eu estava mais virado para o Batman. Mas depois resolvi dar uma hipótese ao Craig e arrependi-me de não ter seguido logo o conselho do Pedro. Fiquei completamente maravilhado.»<br />
Assim que surgiu a oportunidade de comprar os direitos para Portugal, Rui Santos arregaçou as mangas e pôs mãos à obra com uma equipa de cúmplices, todos eles amantes da BD e dispostos a tornar viável uma edição arriscada, uma vez que imprimir apenas mil exemplares de um livro de capa dura com 600 páginas eleva muito o preço por unidade. A principal preocupação foi respeitar a obra original até ao mínimo detalhe gráfico, para que o obsessivo trabalho de Thompson em cada prancha não fosse posto em causa. «Eu já achava que o Craig merecia todo o nosso empenho, toda a nossa paixão e os muitos fins-de-semana perdidos. Mas quando o conheci, esse sentimento aprofundou-se. Porque ele não é só um grande artista, é também um tipo extraordinário, muito simples e humilde», lembra Rui Santos, que levou Thompson «a comer um robalo grelhado em Paço d&#8217;Arcos de que ele ainda hoje fala».   </p>
<p><img src="http://narrativeinart.files.wordpress.com/2011/01/craigthompson.jpg" alt="" /></p>
<p>Craig Thompson nasceu no Michigan, em 1975, mas mudou-se ainda criança para o Wisconsin, onde cresceu com o irmão mais novo, Phil, no seio de uma família de fundamentalistas cristãos. Livro assumidamente autobiográfico, <em>Blankets</em> acompanha o percurso de Craig desde a infância (quando partilhava o quarto e a cama com Phil) até à idade adulta (partida para a universidade e autonomia em relação aos pais). Trata-se da crónica de uma adolescência sem nada de invulgar, semelhante à que viveram milhões de outros jovens norte-americanos. No centro da narrativa, dois pontos de viragem existenciais: o primeiro amor (com os seus êxtases, mas também as suas desilusões) e uma crise de fé. No fundo, <em>Blankets</em> é a história da libertação de um rapaz espartilhado pela rigidez moral da família e da sociedade marcadamente religiosa que o rodeia. Thompson desenhou, num espantoso preto-e-branco, todos os dilemas que o atormentaram, fazendo a exegese visual de várias passagens da <em>Bíblia</em> como forma de explicar o perigo das leituras literais, sobretudo num texto cujas palavras, ao invés de provirem da «boca de Deus», foram «subtilmente modificadas por gerações de escribas» e «diluídas» pelas sucessivas traduções ambíguas. Ao assumir a perda da fé, ele reage contra as respostas únicas que lhe impuseram desde pequeno. E resume tudo numa frase: «A dúvida dá-nos ânimo.»</p>
<p><img src="http://28.media.tumblr.com/tumblr_ldn4a4n3Sl1qz730oo1_500.jpg" alt="" /></p>
<p>Não foi, porém, por descrever as tribulações de um jovem banal, a braços com as incertezas típicas de quem descobre a complexidade do mundo, que <em>Blankets</em> se transformou numa novela gráfica de culto, elogiada publicamente pelos mais brilhantes mestres do ofício (de Art Spiegelman a Eddie Campbell), além de ter arrebatado uma mão cheia de prémios (três Harvey, dois Eisner e dois Ignatz). O que torna <em>Blankets</em> uma obra-prima é o modo como Craig construiu um mosaico perfeito, em que a unidade entre texto e desenho atinge pontos extremos de criatividade, elegância e invenção gráfica. Cada um dos nove capítulos funciona isoladamente e em função do conjunto, como os vários quadrados cosidos de que é feito o cobertor que a primeira namorada oferece ao protagonista (metonímia que, não por acaso, dá título ao livro). Quadrados que formam «um som visual» e que lidos «em sequência, como uma banda desenhada, contavam uma história». Thompson consegue adequar cada prancha à tensão dramática do episódio narrado, oscilando entre a grelha clássica da BD, mais contida, e momentos em que os vários planos se fundem (caso das sequências oníricas ou amorosas), com resultados muitas vezes deslumbrantes. Rui Santos destaca ainda a «candura» do narrador, «misto de franqueza crua e sensibilidade poética», um registo raro que atraiu muitas pessoas que não têm o hábito de ler este tipo de livros.  </p>
<p><img src="http://26.media.tumblr.com/tumblr_ksjp51GHBB1qzjaqeo1_500.jpg" alt="" /></p>
<p>A mais recente novela gráfica de Thompson, <em>Habibi</em>, foi lançada nos EUA em Setembro de 2011 e explora elementos da mitologia islâmica. Se tudo correr bem, Rui Santos conta publicá-la perto do Natal deste ano. Antes disso, surgirá a tradução de <em>Pilules Bleus</em>, de Frederik Peeters, segundo volume a ir para a estante da Biblioteca de Alice – um projecto alternativo pensado contra os «agrimensores com chapéus de hélice e bigodinhos à Dali que tentam separar a literatura da BD».</p>
<p>[Texto publicado no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <em>Expresso</em>]</p>
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		<title>Rubem Fonseca vem mesmo às Correntes d&#8217;Escritas</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 17:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Fonseca]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a Sara Figueiredo Costa, há fumo branco: Rubem Fonseca, um dos maiores e mais reservados escritores brasileiros da actualidade (geralmente avesso a qualquer tipo de exposição pública), virá mesmo a Portugal em Fevereiro, para participar no encontro Correntes d&#8217;Escritas, na Póvoa de Varzim. É uma excelente notícia, claro, ainda por cima quando a visita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a Sara Figueiredo Costa, <a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2012/01/16/rubem-fonseca-vem-as-correntes-descritas/">há fumo branco</a>: Rubem Fonseca, um dos maiores e mais reservados escritores brasileiros da actualidade (geralmente avesso a qualquer tipo de exposição pública), virá mesmo a Portugal em Fevereiro, para participar no encontro <a href="http://www.cm-pvarzim.pt/go/correntesdescritas/">Correntes d&#8217;Escritas</a>, na Póvoa de Varzim. É uma excelente notícia, claro, ainda por cima quando a visita coincide com a reedição, pela Sextante, de uma das suas obras-primas: <em>A Grande Arte</em>. Mas para já convém não embandeirarmos em arco. Tendo em conta o passado de RF, só quando o vir em carne e osso, no Auditório Municipal da Póvoa, é que acredito.</p>
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		<title>Quatro poemas de Vítor Nogueira</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Vítor Nogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[À MANEIRA DE FILIPE NUNES Para facilmente poderdes copiar uma cidade, construí um quadrado com uma rede estirada, de modo que as malhas fiquem todas direitas na sua proporção. A seguir fazei num papel a mesma rede com linhas. Depois procurai o lugar de onde melhor se descubra a cidade, os olhos e o quadrado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À MANEIRA DE FILIPE NUNES</p>
<p><em>Para facilmente poderdes copiar uma cidade,<br />
construí um quadrado com uma rede estirada,<br />
de modo que as malhas fiquem todas direitas<br />
na sua proporção. A seguir fazei num papel<br />
a mesma rede com linhas. Depois procurai<br />
o lugar de onde melhor se descubra a cidade,<br />
os olhos e o quadrado num só ponto,<br />
para que não percais a vista correcta do perfil.</p>
<p>Podereis então copiar facilmente. Porque<br />
passareis a torre que fica numa malha da rede<br />
para a malha que lhe responde no papel.<br />
E fareis o mesmo a partir da outra malha<br />
onde aparece a árvore. E assim podereis ir<br />
pelas malhas, copiando a pouco e pouco.</em></p>
<p>***</p>
<p>À MANEIRA DE FRANCISCO DE HOLANDA</p>
<p><em>O dia é feito de deslizamentos, fantasmas<br />
que emergem de cenários onde as cores<br />
enlouqueceram. Mas o equilíbrio, quer dizer,<br />
não é bem isto. Pintar é fazer perto o que está longe,<br />
somente com duas linhas, uma recta e outra curva,<br />
de modo que pareça estar numa tábua limpa<br />
e lisa, ou num papel cego e franco, tudo aquilo<br />
que não está. E assim mesmo com a razão<br />
de duas coisas, porque de duas coisas<br />
a pintura é formada, sem as quais é impossível<br />
concluir alguma obra: a primeira é luz ou claro,<br />
a segunda é escuro ou sombra.</em></p>
<p>***</p>
<p>TERRENO</p>
<p><em>Muitas vezes o pintor fica sozinho,<br />
com o terreno à sua frente, acentuado,<br />
e os demónios às bicadas na sua cabeça.<br />
É a altura de arriscar, de subir<br />
os degraus da escada óptica, de forçar<br />
a realidade a caber nos seus desenhos.</p>
<p>É também, senhores, a parte mais perigosa<br />
da escalada – seria mau momento<br />
para a corda se partir. Como quem salta<br />
de uma dor física para um amor perdido,<br />
ter as mãos e os braços em farrapos<br />
e poder subir ainda um pouco mais.</em></p>
<p>***</p>
<p>POMBO</p>
<p><em>Digam o que disserem, o grande vadio das cidades<br />
é o pombo. Mistura-se com o fumo dos automóveis,<br />
a luz dos cafés. Empoleira-se num busto<br />
de homem célebre, o mesmo atrevimento<br />
com que se mete num enfeite banal de cantaria.<br />
Um dia bate as asas, lá se vai. Qual é o seu destino?<br />
Sabe-se acaso o destino de uma asa que esvoaça?</em></p>
<p>[in <em>Modo Fácil de Copiar uma Cidade</em>, &#038;Etc, 2011]</p>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 11:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Blankets, de Craig Thompson (Biblioteca de Alice), por José Mário Silva - Lagoeiros, de João Miguel Fernandes Jorge (Relógio d&#8217;Água), por Pedro Mexia - Margem de Certa Maneira &#8211; O Maoísmo em Portugal, 1964-1974, de Miguel Cardina (Tinta da China), por António Loja Neves - Quando a Neve Começa a Derreter, de A.D. Miller [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Blankets</em>, de Craig Thompson (Biblioteca de Alice), por José Mário Silva<br />
- <em>Lagoeiros</em>, de João Miguel Fernandes Jorge (Relógio d&#8217;Água), por Pedro Mexia<br />
- <em>Margem de Certa Maneira &#8211; O Maoísmo em Portugal, 1964-1974</em>, de Miguel Cardina (Tinta da China), por António Loja Neves<br />
- <em>Quando a Neve Começa a Derreter</em>, de A.D. Miller (Civilização), por Luísa Meireles<br />
- <em>Quanto Mais Depressa Ando, Mais Pequena Sou</em>, de Kjersti Annesdatter Skomsvold (Eucleia), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Questões Permanentes &#8211; Ensaios Escolhidos sobre Cultura Contemporânea</em>, de António Pinto Ribeiro (Cotovia), por António Guerreiro</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A alegria dos livros</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 15:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>

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		<description><![CDATA[Este vídeo, que anda a circular furiosamente pelo Facebook, é uma pequena maravilha:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este vídeo, que anda a circular furiosamente pelo Facebook, é uma pequena maravilha:</p>
<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/SKVcQnyEIT8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa 2012</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/finalistas-do-premio-literario-casino-da-povoa-2012/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 22:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[- A Cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão (Sextante) - As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta (Dom Quixote) - Adoecer, de Hélia Correia (Relógio D’Água) - Bufo &#038; Spallanzani, de Rubem Fonseca (Sextante) - Do Longe e do Perto &#8211; Quase Diário, de Yvette K. Centeno (Sextante) - Dublinesca, de Enrique Vila-Matas (Teorema) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>A Cidade de Ulisses</em>, de Teolinda Gersão (Sextante)<br />
- <em>As Luzes de Leonor</em>, de Maria Teresa Horta (Dom Quixote)<br />
- <em>Adoecer</em>, de Hélia Correia (Relógio D’Água)<br />
- <em>Bufo &#038; Spallanzani</em>, de Rubem Fonseca (Sextante)<br />
- <em>Do Longe e do Perto &#8211; Quase Diário</em>, de Yvette K. Centeno (Sextante)<br />
- <em>Dublinesca</em>, de Enrique Vila-Matas (Teorema)<br />
- <em>O Homem que Gostava de Cães</em>, de Leonardo Padura (Porto Editora)<br />
- <em>Os Íntimos</em>, de Inês Pedrosa (Dom Quixote)<br />
- <em>Tiago Veiga – Uma Biografia</em>, de Mário Cláudio (Dom Quixote)</p>
<p>Do júri fazem parte Ana Paula Tavares, Fernando Pinto do Amaral, José António Gomes, Patrícia Reis e Pedro Mexia. A reunião decisiva será a 22 de Fevereiro, com o anúncio oficial marcado para o dia seguinte, na abertura da 13.ª edição do Correntes d&#8217;Escritas. </p>
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		<title>Prémio Jacinto do Prado Coelho para Rosa Maria Martelo</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 19:09:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>
		<category><![CDATA[Rosa Maria Martelo]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro A Forma Informe &#8211; Leituras de Poesia, de Rosa Maria Martelo, acaba de ser distinguido com o Prémio Jacinto do Prado Coelho, da Associação Portuguesa dos Críticos Literários. Do júri fizeram parte Maria João Cantinho, Manuel Frias Martins e Liberto Cruz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O livro <em>A Forma Informe &#8211; Leituras de Poesia</em>, de Rosa Maria Martelo, acaba de ser distinguido com o Prémio Jacinto do Prado Coelho, da Associação Portuguesa dos Críticos Literários. Do júri fizeram parte Maria João Cantinho, Manuel Frias Martins e Liberto Cruz.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>E a palavra do ano 2011 (para a Infopedia) é&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 18:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Austeridade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.infopedia.pt/votacao/palavraAno.jsp">Austeridade</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O mundo de Stieg Larsson, agora no iPhone</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-mundo-de-stieg-larsson-agora-no-iphone/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 16:47:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/XoJh03EQpcc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Uma vida de escrita</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 13:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Edmund White]]></category>

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		<description><![CDATA[Edmund White ao The Guardian: «From an early age I had the idea that writing was truth-telling. It&#8217;s on the record. Everybody can see it. Maybe it goes back to the sacred origins of literature – the holy book. There&#8217;s nothing holy about it for me, but it should be serious and it should be [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Edmund White ao <em>The Guardian</em>: «<a href="http://www.guardian.co.uk/culture/2012/jan/06/edmund-white-life-in-writing">From an early age I had the idea that writing was truth-telling. It&#8217;s on the record. Everybody can see it. Maybe it goes back to the sacred origins of literature – the holy book. There&#8217;s nothing holy about it for me, but it should be serious and it should be totally transparent.</a>» </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O museu imaginário de Jacques Rancière</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 12:29:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Rancière]]></category>

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		<description><![CDATA[Simplesmente magnífico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/essais/20111215.OBS6792/le-musee-imaginaire-de-jacques-ranciere.html">Simplesmente magnífico</a>.</p>
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		<title>Logo à tarde</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 12:22:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/kw1Y3QzXFnY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>O que aí vem (Civilização)</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 12:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Janeiro: Irmã, de Rosamund Lupton; Era tudo tão bom, de Linda Grant; Gonçalo e a bicharada &#8230; e outra história, de António Torrado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Janeiro: <em>Irmã</em>, de Rosamund Lupton; <em>Era tudo tão bom</em>, de Linda Grant; <em>Gonçalo e a bicharada &#8230; e outra história</em>, de António Torrado. </p>
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		<title>Comentários reactivados</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 23:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Resolvido o problema que afectava as caixas de comentários deste blogue, voltem a dizer de vossa justiça à vontade, caríssimos leitores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resolvido o problema que afectava as caixas de comentários deste blogue, voltem a dizer de vossa justiça à vontade, caríssimos leitores. </p>
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		<title>Com todas as letras</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 10:51:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Henrique Manuel Bento Fialho, que além de poeta é livreiro (ou vice-versa, não sei), foi um dos leitores que me avisou dos problemas com os comentários, por ter tentado em vão deixar uma mensagem num post lá para trás. «Era sobre um cliente que me pediu o livro ao balcão, alto e bom som, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Henrique Manuel Bento Fialho, que além de poeta é livreiro (ou vice-versa, não sei), foi um dos leitores que me avisou dos problemas com os comentários, por ter tentado em vão deixar uma mensagem num <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/vai-dormir-fda-se-booktrailer/">post</a></em> lá para trás. «Era sobre um cliente que me pediu o livro ao balcão, alto e bom som, com todas as letras e mais algumas durante o Natal. A loja estava cheia e foi risada geral. Só não sei se o tipo queria mesmo o livro ou estava a mandar-me dormir, que bem preciso.»</p>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-21-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 20:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com Philipp Meyer, autor de Ferrugem Americana (Bertrand), por José Mário Silva - Maldito Seja Dostoiévski, de Atiq Rahimi (Teodolito), por José Mário Silva - Lustrum, de Robert Harris (Presença), por Luís M. Faria - De Re Rustica, de H. G. Cancela (Afrontamento), por Hugo Pinto Santos - O Mundo Está Cheio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Philipp Meyer, autor de <em>Ferrugem Americana</em> (Bertrand), por José Mário Silva<br />
- <em>Maldito Seja Dostoiévski</em>, de Atiq Rahimi (Teodolito), por José Mário Silva<br />
- <em>Lustrum</em>, de Robert Harris (Presença), por Luís M. Faria<br />
- <em>De Re Rustica</em>, de H. G. Cancela (Afrontamento), por Hugo Pinto Santos<br />
- <em>O Mundo Está Cheio de Deuses &#8211; Crise e Crítica do Contemporâneo</em>, de João Barrento (Assírio &#038; Alvim), por António Guerreiro<br />
- <em>Observação do Verão</em>, de Gastão Cruz (Assírio &#038; Alvim), por Pedro Mexia<br />
- <em>Modo Fácil de Copiar uma Cidade</em>, de Vítor Nogueira (&#038;Etc), por Manuel de Freitas<br />
- <em>A Verdadeira História da Terra</em>, de Christopher Lloyd (Clube do Autor), por Virgílio Azevedo</p>
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		<title>Francisco José Viegas na &#8216;Avenida de Poemas&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 16:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O actual Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas (mais conhecido como romancista e cronista, mas também poeta), vai estar à conversa com a Raquel Marinho e comigo, partilhando alguns dos seus poemas preferidos, no Teatro Tivoli, dia 16 (segunda-feira e não terça, como é hábito), a partir das 21h30.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O actual Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas (mais conhecido como romancista e cronista, mas também poeta), vai estar à conversa com a Raquel Marinho e comigo, partilhando alguns dos seus poemas preferidos, no Teatro Tivoli, dia 16 (segunda-feira e não terça, como é hábito), a partir das 21h30.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Problemas com os comentários</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 11:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Vários leitores alertaram-me, nos últimos dias, para a impossibilidade de publicar comentários neste blogue. Não sabendo ainda a que se deve o problema, tentarei resolvê-lo o mais depressa possível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vários leitores alertaram-me, nos últimos dias, para a impossibilidade de publicar comentários neste blogue. Não sabendo ainda a que se deve o problema, tentarei resolvê-lo o mais depressa possível.</p>
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		<title>O que aí vem (Presença)</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 22:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Descendentes, de Kaui Hart Hemmings; A Última Noite no Chateau Marmont, de Lauren Weisberger; Uma Questão de Orgulho, de Linda Carlino; O Mundo na Era da Globalização, de Anthony Giddens; A Economia em 24 Lições, de Mário Murteira; O Estado do Universo, de Pedro G. Ferreira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os Descendentes</em>, de Kaui Hart Hemmings; <em>A Última Noite no Chateau Marmont</em>, de Lauren Weisberger; <em>Uma Questão de Orgulho</em>, de Linda Carlino; <em>O Mundo na Era da Globalização</em>, de Anthony Giddens; <em>A Economia em 24 Lições</em>, de Mário Murteira; <em>O Estado do Universo</em>, de Pedro G. Ferreira. </p>
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		<title>Vozes de escritores</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 19:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Vozes de escritores]]></category>

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		<description><![CDATA[Voz de Jorge Luis Borges, lendo o seu conto Borges y yo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Ys6ABq8UfHw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Voz de Jorge Luis Borges, lendo o seu conto <em>Borges y yo</em>.</p>
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		<title>Quatro poemas de Henrique Manuel Bento Fialho</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-henrique-manuel-bento-fialho/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 16:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Manuel Bento Fialho]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[ADÃO A EVA Não temas a trovoada, o aconchego do relâmpago. Senti-la aqui tão perto é um regalo a poucos concedido. Se a casa tremer, lembra-te que não é de medo nem do frio das paredes. As casas só tremem porque estão de pé, fundadas na terra que recebe as ossadas dos relâmpagos: as trovoadas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ADÃO A EVA</p>
<p><em>Não temas a trovoada,<br />
o aconchego do relâmpago.<br />
Senti-la aqui tão perto<br />
é um regalo a poucos concedido.</p>
<p>Se a casa tremer,<br />
lembra-te que não é de medo<br />
nem do frio das paredes.</p>
<p>As casas só tremem<br />
porque estão de pé,<br />
fundadas na terra que recebe<br />
as ossadas dos relâmpagos:<br />
as trovoadas.</p>
<p>Não temas os mortos<br />
nem o aconchego dos vivos,<br />
nem deixes morrer nos vivos<br />
as trovoadas que fazem tremer<br />
as casas.</em></p>
<p>***</p>
<p>ERNESTO SAMPAIO A FERNANDA ALVES</p>
<p><em>Não temos mão na treva –<br />
fio de lama que escorre<br />
à superfície da pele,<br />
acusação afectuosa<br />
de um brilho esmorecido,<br />
morte trespassada<br />
de anúncios que nos embalam<br />
à hora de adormecer os ninhos.</p>
<p>Viemos do nada, errámos<br />
pelo corpo como a força<br />
de uma raiz exaurindo o caminho<br />
que vai dos tímpanos ao coração.</p>
<p>Por isso palpitamos<br />
e tememos e agimos.<br />
Por isso resgatamos num sopro<br />
a explicação das pontadas.<br />
Por isso dizemos ser o mundo<br />
esta treva e nós a luz que destoa.<br />
Por isso contrabandeamos paixões,<br />
consentindo no insulto que é dizer:<br />
amo-te.</p>
<p>Não sei quem és. Não sabes quem sou.<br />
Somos apenas alguém à espera,<br />
fantasiando o absurdo da vida,<br />
crentes de que um dia o nada de onde vimos<br />
possa tornar-se o tudo para onde vamos.</em></p>
<p>***</p>
<p>CESARE PAVESE A TINA PIZZARDO</p>
<p><em>Onde os pássaros fazem o ninho<br />
e debicam os pulsos,<br />
onde as crianças constroem casas<br />
e afinam os dentes,<br />
onde as marés arrebatam as luas<br />
que o desejo renova,<br />
onde um dia eu disse<br />
que viria a desfalecer,<br />
onde um dia no chão,<br />
sob um manto de estrelas<br />
a caírem do céu,<br />
onde um dia no terraço,<br />
onde um dia na cama,<br />
onde um dia na mesa,<br />
na praia, onde um dia<br />
num vão de escada,<br />
onde um dia no elevador,<br />
na banheira, no sofá,<br />
onde um dia cozinhámos a história<br />
que ficou por acontecer.</em></p>
<p>***</p>
<p>SYLVIA PLATH A TED HUGHES</p>
<p><em>Dobra bem os versos por baixo do colchão,<br />
estica a pele até ao ponto de rasgar.<br />
Depois areja os nervos, os músculos,<br />
tudo o que puderes fazer sair de dentro do corpo.</p>
<p>E com as palmas das mãos inscreve<br />
a ansiedade que te escorre dos poros<br />
neste espelho de cambraia quase invisível.</p>
<p>Tenho uma flor à tua espera, uma ferida<br />
nos sulcos do meu ventre. Vem regá-la,<br />
colhê-la, faz com ela o arranjo da refeição<br />
que agora termina e de novo começa.</em></p>
<p>[in <em>A Dança das Feridas</em>, de Henrique Manuel Bento Fialho, edição do autor, 2011]</p>
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		<title>Prémio D. Dinis para Maria Teresa Horta</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 12:42:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Instituído pela Fundação Casa de Mateus, o Prémio Literário D. Dinis distingue, na edição relativa ao ano de 2011, o romance As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta (Dom Quixote). O júri, composto por Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral, decidiu por unanimidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Instituído pela Fundação Casa de Mateus, o Prémio Literário D. Dinis distingue, na edição relativa ao ano de 2011, o romance <em>As Luzes de Leonor</em>, de Maria Teresa Horta (Dom Quixote). O júri, composto por Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral, decidiu por unanimidade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A metafísica dos dandys segundo Philippe Sollers</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-metafisica-dos-dandys-segundo-philippe-sollers/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 08:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Philippe Sollers]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/la-guerre-du-gout-par-philippe-sollers/20111222.OBS7379/metaphysique-du-dandysme.html">Aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>&#8216;Vai Dormir, F*da-se&#8217; (booktrailer)</title>
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		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/vai-dormir-fda-se-booktrailer/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 13:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Mansbach]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Markl]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>

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		<description><![CDATA[Pai recente (e por isso sensível à temática do livro de Adam Mansbach), Nuno Markl lê aquele livro para progenitores que só se pode pedir em voz baixa nas livrarias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/RQ02JB-LKq0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> </p>
<p>Pai recente (e por isso sensível à temática do livro de Adam Mansbach), Nuno Markl lê <em>aquele</em> livro para progenitores que só se pode pedir em voz baixa nas livrarias.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um manifesto sobre o poder da leitura</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-manifesto-sobre-o-poder-da-leitura/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 11:48:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[É brasileiro, sim, mas a mensagem funciona em qualquer lado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/31603360?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>É brasileiro, sim, mas a mensagem funciona em qualquer lado.</p>
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		<title>Três poemas de Vasco Gato</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-vasco-gato/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 10:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Vasco Gato]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui o mar é sono perpétuo, câmara para o mais terrível segredo. Entro nele de mãos trémulas, certo das minhas cedências. Recordo o sabor salino de outras perdas, casas tombadas das quais sou solitária ruína. Eu, que tanto tenho dado à insónia, embebo-me agora nas águas de outro dialecto – as palavras falham, e essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Aqui o mar é sono perpétuo,<br />
câmara para o mais terrível segredo.<br />
Entro nele de mãos trémulas, certo<br />
das minhas cedências. Recordo o sabor<br />
salino de outras perdas, casas tombadas<br />
das quais sou solitária ruína.</p>
<p>Eu, que tanto tenho dado à insónia,<br />
embebo-me agora nas águas de outro dialecto</p>
<p>– as palavras falham, e essa é a comunicação.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>O barco impresso na areia.<br />
O sal que,<br />
pelo descuido que tudo infecta,<br />
lhe vai rachando<br />
a madeira.<br />
Lentíssimas machadadas.<br />
Lacónica realidade.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>A tarde despedaçou-se<br />
e nunca houve outro anseio<br />
senão esta claridade sem sol,<br />
a lenta supressão de uma morada.<br />
Espiamos as naves que se soletram<br />
a ouvido nenhum,<br />
tocando um do outro<br />
os dedos mais<br />
sinceros.</p>
<p>Estamos prontos para singrar<br />
na noite do nosso<br />
desassossego.</em></p>
<p>[in <em>Napule</em>, Tea for One, 2011]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Listas 2011</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/listas-2011/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/listas-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 23:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=15602</guid>
		<description><![CDATA[FICÇÃO ESTRANGEIRA - Dublinesca, de Enrique Vila-Matas, Teorema - O Progresso do Amor, de Alice Munro, Relógio d&#8217;Água - O Museu da Rendição Incondicional, de Duvravka Ugrešić, Cavalo de Ferro - Vieram como Andorinhas, de William Maxwell, Sextante - O Sentido do Fim, de Julian Barnes, Quetzal - A Ilha de Sukkwan, de David Vann, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FICÇÃO ESTRANGEIRA<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/o-funeral-da-literatura/">Dublinesca</a></em>, de Enrique Vila-Matas, Teorema<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/epifanias-familiares/">O Progresso do Amor</a></em>, de Alice Munro, Relógio d&#8217;Água<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/anatomia-do-exilio/">O Museu da Rendição Incondicional</a></em>, de Duvravka Ugrešić, Cavalo de Ferro<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/uma-tragedia-em-surdina/">Vieram como Andorinhas</a></em>, de William Maxwell, Sextante<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-booker-vintage/">O Sentido do Fim</a></em>, de Julian Barnes, Quetzal<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/meridiano-de-culpa/">A Ilha de Sukkwan</a></em>, de David Vann, Ahab<br />
- <em>Correr</em>, de Jean Echenoz, Cavalo de Ferro<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/inventario-de-assombros/">Contos Carnívoros</a></em>, de Bernard Quiriny, Ahab<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/o-codigo-carrefax/">C</a></em>, de Tom McCarthy, Presença<br />
- <a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/o-dugongo-no-jardim/">Contos dos Subúrbios</a>, de Shaun Tan, Contraponto</p>
<p>FICÇÃO PORTUGUESA<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/balada-dos-desterrados/">O Retorno</a></em>, de Dulce Maria Cardoso, Tinta da China<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/historias-contadas/">O Homem do Turbante Verde e outras histórias</a></em>, de Mário de Carvalho, Caminho<br />
- <a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/um-livro-de-areia/">Uma Mentira Mil Vezes Repetida</a>, de Manuel Jorge Marmelo, Quetzal<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/vozes-sobre-vozes/">Comissão das Lágrimas</a></em>, de António Lobo Antunes, Dom Quixote<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/as-palavras-sao-tudo/">O Pintor Debaixo do Lava-loiças</a></em>, de Afonso Cruz, Caminho<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-va-cobica/">Quando o Diabo Reza</a></em>, de Mário de Carvalho, Tinta da China<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/um-escritor-a-serio/">O Filho de Campo de Ourique e outras histórias</a></em>, de António Figueira, Dom Quixote<br />
- <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/exortacao-ao-crocodilo/">Deixem Falar as Pedras</a>, de David Machado, Dom Quixote<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-ternura-e-o-terrivel/">A Pantera</a></em>, de Ana Teresa Pereira, Relógio d&#8217;Água<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/os-banhistas-zombies/">Histórias Amorais para Crianças e Animais</a></em>, de João Diogo Zagalo, Angelus Novus</p>
<p>NÃO FICÇÃO<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-arte-de-passar-ao-lado/">Prosas Apátridas</a></em>, de Julio Rámon Ribeyro, Ahab<br />
- <em>A Ilha de Sacalina</em>, de Anton Tchékhov, Relógio d&#8217;Água<br />
- <em>Histórias de Imagens</em>, de Robert Walser, Cotovia<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/as-marcas-do-exilio/">Pátria Apátrida</a></em>, de W. G. Sebald, Teorema<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/praca-da-liberdade/">Tahrir &#8211; Os dias da revolução</a></em>, de Alexandra Lucas Coelho, Tinta da China<br />
- <em>O Livro dos Livros</em>, de A. C. Grayling, Lua de Papel<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/viagem-de-inverno/">Caminhar no Gelo</a></em>, de Werner Herzog, Tinta da China<br />
- <em>O Núcleo da Claridade</em>, de Duarte Belo, Assírio &#038; Alvim<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-materia-da-memoria/">Cartas do Meu Magrebe</a></em>, de Ernesto de Sousa, Tinda da China<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/o-dever-da-indignacao/">Indignai-vos!</a></em>, de Stéphane Hessel, Objectiva</p>
<p>LITERATURA LUSÓFONA (BRASIL)<br />
- <em>Pornopopeia</em>, de Reinaldo Morais, Quetzal<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-materialidade-visceral-das-coisas/">O Único Final Feliz para uma História de Amor é um Acidente</a></em>, de João Paulo Cuenca, Caminho<br />
- <em>Outra Vida</em>, de Rodrigo Lacerda, Quetzal</p>
<p>POESIA PORTUGUESA<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/cronica-da-guine/">K3</a></em>, de Nuno Dempster, &#038;Etc<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/motorizadas-e-megawatts/">Um Arraial Português</a></em>, de Rui Lage, Ulisseia<br />
- <em>Menos por Menos</em>, de Pedro Mexia, Dom Quixote<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/um-acto-delicado/">Nervo</a></em>, de Diogo Vaz Pinto, Averno<br />
- <em>Modo Fácil de Copiar uma Cidade</em>, de Vítor Nogueira, &#038;Etc<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/o-poeta-asceta/">O Som do Sôpro</a></em>, de António Barahona, Poesia Incompleta<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/dentro-da-vida/">Poesia Reunida</a></em>, de João Luís Barreto Guimarães, Quetzal<br />
- <em>Tentativa e Erro</em>, de José Alberto Oliveira, Assírio &#038; Alvim<br />
- <em>Vim Porque me Pagavam</em>, de Golgona Anghel, Mariposa Azual<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/os-mil-degraus-do-verso/">Vozes</a></em>, de Ana Luísa Amaral, Dom Quixote</p>
<p>Cruzando estas cinco listas, cheguei à lista final (publicada na edição de 30 de Dezembro do jornal <em>Expresso</em>):</p>
<p>MELHORES DO ANO</p>
<p>- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/o-funeral-da-literatura/">Dublinesca</a></em>, de Enrique Vila-Matas, Teorema<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/epifanias-familiares/">O Progresso do Amor</a></em>, de Alice Munro, Relógio d&#8217;Água<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/anatomia-do-exilio/">O Museu da Rendição Incondicional</a></em>, de Duvravka Ugrešić, Cavalo de Ferro<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/uma-tragedia-em-surdina/">Vieram como Andorinhas</a></em>, de William Maxwell, Sextante<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-booker-vintage/">O Sentido do Fim</a></em>, de Julian Barnes, Quetzal<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/meridiano-de-culpa/">A Ilha de Sukkwan</a></em>, de David Vann, Ahab<br />
- <em>Correr</em>, de Jean Echenoz, Cavalo de Ferro<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/inventario-de-assombros/">Contos Carnívoros</a></em>, de Bernard Quiriny, Ahab<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/o-codigo-carrefax/">C</a></em>, de Tom McCarthy, Presença<br />
- <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/balada-dos-desterrados/">O Retorno</a></em>, de Dulce Maria Cardoso, Tinta da China</p>
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		<title>2012</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 23:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O pobre do 2012, candidato a pior ano de sempre (ou mesmo a último ano de sempre, se as profecias maias estiverem correctas), tem um peso tão grande em cima que eu desconfio que vai ser menos mau do que o pintam. A sério. Pela minha parte, entro no prometido annus horribilis com vontade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pobre do 2012, candidato a pior ano de sempre (ou mesmo a último ano de sempre, se as profecias maias estiverem correctas), tem um peso tão grande em cima que eu desconfio que vai ser menos mau do que o pintam. A sério. Pela minha parte, entro no prometido <em>annus horribilis</em> com vontade de o tornar o menos <em>horribilis</em> possível.<br />
Bom ano a todos. E que haja <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/palavra-do-ano-2011-2/">mais esperança do que austeridade</a>. Além de muitos livros, claro.  </p>
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		<title>O que aí vem (Quetzal)</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 18:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Franny e Zooey, de J. D. Salinger; Outra Vida, de Rodrigo Lacerda; Encontro à Beira-Rio, de Christopher Isherwood; Como Estamos Famintos, de Dave Eggers.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Franny e Zooey</em>, de J. D. Salinger; <em>Outra Vida</em>, de Rodrigo Lacerda; <em>Encontro à Beira-Rio</em>, de Christopher Isherwood; <em>Como Estamos Famintos</em>, de Dave Eggers.</p>
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		<title>Um concurso de micronarrativa para o fim do ano</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 22:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[É o Electric Literature’s Holiday Restraint Short Short Contest. Basta enviar para halimah@electricliterature.com, até dia 31 à meia-noite, micronarrativas em inglês (limite mínimo: 30 palavras; limite máximo: 300 palavras).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É o <a href="http://electricliterature.com/blog/2011/12/13/holiday-contest-show-a-little-restraint/">Electric Literature’s Holiday Restraint Short Short Contest</a>. Basta enviar para halimah@electricliterature.com, até dia 31 à meia-noite, micronarrativas em inglês (limite mínimo: 30 palavras; limite máximo: 300 palavras). </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 19:10:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Balanço dos melhores livros de 2011, por Ana Cristina Leonardo, António Guerreiro, José Guardado Moreira, José Mário Silva, Luís M. Faria, Luísa Mellid-Franco, Paulo Nogueira e Pedro Mexia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Balanço dos melhores livros de 2011, por Ana Cristina Leonardo, António Guerreiro, José Guardado Moreira, José Mário Silva, Luís M. Faria, Luísa Mellid-Franco, Paulo Nogueira e Pedro Mexia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mais palavras de 2011</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 14:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Os utilizadores da plataforma de blogues do Sapo escreveram, durante este ano, mais de 100 milhões de palavras. A partir desta «montanha de dados» foi possível «tirar o pulso» a esta parte substancial da blogosfera portuguesa e identificar as «100 palavras que ganharam relevância» em 2011. Ao contrário do que acontece na votação da Infopedia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os utilizadores da <a href="http://blogs.sapo.pt/">plataforma de blogues do Sapo</a> escreveram, durante este ano, mais de 100 milhões de palavras. A partir desta «montanha de dados» foi possível «<a href="http://2011.blogs.sapo.pt/2533.html">tirar o pulso</a>» a esta parte substancial da blogosfera portuguesa e identificar as «100 palavras que ganharam relevância» em 2011. Ao contrário do que acontece na <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/palavra-do-ano-2011-2/">votação da Infopedia</a>, nesta lista a <strong>austeridade</strong> está cá para baixo (52.º lugar), enquanto a <strong>troika</strong> sobe ao primeiro lugar.</p>
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		<title>Revista ‘Ler’, n.º 109</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 13:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Amanhã nas bancas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capa_ler_109.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capa_ler_109-208x300.jpg" alt="" title="Layout 1" width="208" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-15580" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>Amanhã nas bancas.</p>
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		<title>Palavra do ano 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 23:14:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[No site da Infopédia, é possível votar na palavra do ano 2011. Sem grande surpresa, neste momento a austeridade vai à frente, com um confortável avanço sobre três outsiders: charter (não sei se por causa do Paulo Futre ou da vontade que tantas pessoas sentem de fugir do país; impulso aliás incentivado pelo Governo), esperança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <em>site</em> da <a href="http://www.infopedia.pt/">Infopédia</a>, é possível votar na <a href="http://www.infopedia.pt/votacao/palavraAno.jsp">palavra do ano 2011</a>. Sem grande surpresa, neste momento a <strong>austeridade</strong> vai à frente, com um confortável avanço sobre três <em>outsiders</em>: <strong>charter</strong> (não sei se por causa do Paulo Futre ou da vontade que tantas pessoas sentem de fugir do país; impulso aliás incentivado pelo Governo), <strong>esperança</strong> e <strong>troika</strong> (duas palavras que são antónimos).<br />
A votação fecha no dia 31.</p>
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		<title>A memória dos mortos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 22:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[João Tordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Anatomia dos Mártires Autor: João Tordo Editora: Dom Quixote N.º de páginas: 271 ISBN: 978-972-20-4875-0 Ano de publicação: 2011 Logo na primeira página do quinto romance de João Tordo, surge uma espécie de linha de força programática: a ideia de que a nossa existência é «indissociável da memória dos mortos». Quando os queremos resgatar ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://2.bp.blogspot.com/-isl5AGofmMw/TtZk0bJyRLI/AAAAAAAACHQ/h7zBZZyLj94/s1600/anatomia_dos_martires.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Anatomia dos Mártires</strong><br />
<em>Autor:</em> João Tordo<br />
<em>Editora:</em> Dom Quixote<br />
<em>N.º de páginas:</em> 271<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-20-4875-0<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2011</p>
<p>Logo na primeira página do quinto romance de João Tordo, surge uma espécie de linha de força programática: a ideia de que a nossa existência é «indissociável da memória dos mortos». Quando os queremos resgatar ao esquecimento, ou aos equívocos da História, eles acabam «por assombrar o resto dos nossos dias». É precisamente isso que acontece ao narrador de <em>Anatomia dos Mártires</em>. Jornalista ambicioso, à espera de uma oportunidade para brilhar no suplemento de fim-de-semana, ele decide abordar o tema do martírio num artigo em que associa Catarina Eufémia — a camponesa assassinada em Baleizão, símbolo da resistência anti-fascista — ao suicídio de um místico americano, que saltou do 37.º andar de um prédio em Nova Iorque com um manuscrito amarrado ao peito (segundo o qual o verdadeiro silêncio é o único caminho de aproximação a Deus e aos seus desígnios).<br />
O artigo desperta uma onda de protestos que ganham uma dimensão preocupante quando Raul Cinzas, o editor-chefe do jornal, entra em coma depois de ser atacado na rua por desconhecidos. Cinzas, conhecido por ser um «velho comunista» (mas menos empedernido do que aparenta), saíra em defesa do «jovem» arrogante e este, ainda aturdido com a magnitude das reacções ao texto e com o ataque ao seu superior hierárquico, decide lançar-se numa investigação séria sobre a história de Catarina Eufémia. Para compreender o presente, ele sente que é preciso esclarecer o passado, mas depressa se descobre perdido num «labirinto cheio de espelhos». A partir das muitas versões contraditórias sobre os acontecimentos de 19 de Maio de 1954 – da questão da suposta gravidez da ceifeira aos gestos exactos do assassino (o tenente Carrajola, da GNR) – impôs-se uma narrativa que sobrepõe a «Catarina-mártir» (desde então o símbolo maior da luta comunista no Alentejo) à «Catarina-mãe» ou à «Catarina-mulher», predispostas estas a viver e não a morrer. Cinco décadas após os acontecimentos, o resgate da Catarina real – a de carne e osso, não a lendária – é impossível. Porque atrás do mito não há nada: ele assenta apenas em «meias-verdades» e em «meias-mentiras» que conduzem inevitavelmente ao «cepticismo mais absoluto ou ao dogmatismo mais desenfreado».<br />
Enquanto se entrega à busca obsessiva de um sentido para a história da ceifeira que morreu a exigir um pagamento justo para o trabalho duro, mas também paz, o narrador coloca entre parêntesis as outras frentes da sua vida: o romance com Lorna Figgis, uma irlandesa cheia de segredos; a relação conflituosa com o pai (um antigo maestro à beira da loucura, sempre a escavar o fosso geracional que o separa do único filho); os encontros tensos com Tom Kapus, o biógrafo de Francis Dumas, o tal suicida místico americano; ou a amizade com Afonso, um gestor de investimentos em fundos que perdeu tudo com a crise financeira mundial (tema que atravessa o romance de ponta a ponta, como um inquietante ritornelo).<br />
A dada altura, o protagonista convence-se de que resolvendo o mistério de Eufémia, a mártir involuntária alentejana, poderá encontrar a «chave» para as suas restantes histórias. Pura ilusão. O mistério não se resolve, pelo contrário. E é ele que se deixa apoderar pela «funesta sombra de Catarina», como outros se tinham apoderado dela antes. Só depois de dar quase tudo por perdido – o emprego, o amor, as expectativas de conseguir transformar a morosa investigação num livro – é que a libertação surge, num final épico e optimista, com vozes ao alto, bandeiras ao vento, promessas de sublevação e a memória dos mortos finalmente resgatada.<br />
João Tordo conhece bem as técnicas narrativas, sabe criar conflitos entre as personagens e domina a difícil arte do diálogo. A prosa, porém, ressente-se de uma certa rigidez estilística, do abuso de adjectivos, de uma grandiloquência nem sempre justificável e da vaga sensação de que tudo nesta escrita obedece a uma fórmula. Os livros de Tordo são densos, coesos, eficazes, mas muito construídos, muito certinhos, pouco dados à saudável subversão das regras e dos códigos.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 7/10</p>
<p>[Texto publicado no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <em>Expresso</em>]</p>
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		<title>O que aí vem (Orfeu Negro)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-orfeu-negro-4/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 22:29:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A Arte da Performance, de RoseLee Goldberg (segunda edição, revista e aumentada); Poética da Dança Contemporânea, de Laurence Louppe; Sobe e Desce, de Oliver Jeffers; Os Animais Estavam Zangados, de William Wondriska.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A Arte da Performance</em>, de RoseLee Goldberg (segunda edição, revista e aumentada); <em>Poética da Dança Contemporânea</em>, de Laurence Louppe; <em>Sobe e Desce</em>, de Oliver Jeffers; <em>Os Animais Estavam Zangados</em>, de William Wondriska.</p>
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		<title>Para o ano, a minha árvore de Natal vai ser assim</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/para-o-ano-a-minha-arvore-de-natal-vai-ser-assim/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/para-o-ano-a-minha-arvore-de-natal-vai-ser-assim/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 11:41:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Equilibrar-se-á melhor, sem dúvida, que a de plástico verde comprada na loja dos chineses.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.designontherocks.xpg.com.br/wp-content/uploads/2010/11/arvore-de-natal-de-livros.jpg" alt="" /></p>
<p>Equilibrar-se-á melhor, sem dúvida, que a de plástico verde comprada na loja dos chineses.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Manuel A. Domingos</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 22:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel A. Domingos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma mulher grita contra um gafanhoto Uma criança mostra um desenho ao avô Uma andorinha faz o reconhecimento dos telhados *** SONETO #3 Gosto de fazer a barba enquanto no duche cantas um qualquer samba que sabes de cor Eu de cor só sei um ou outro verso que aprendi na escola mas confesso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma mulher<br />
grita<br />
contra um gafanhoto</p>
<p>Uma criança<br />
mostra<br />
um desenho ao avô</p>
<p>Uma andorinha<br />
faz<br />
o reconhecimento</p>
<p>dos telhados</em></p>
<p>***</p>
<p>SONETO #3</p>
<p><em>Gosto de fazer<br />
a barba enquanto<br />
no duche cantas<br />
um qualquer samba</p>
<p>que sabes de cor<br />
Eu de cor só sei<br />
um ou outro verso<br />
que aprendi na escola</p>
<p>mas confesso<br />
que isso agora pouco<br />
ou nada importa</p>
<p>Cortei-me e não há<br />
verso capaz<br />
de estancar o sangue</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Não adianta<br />
pensar nas coisas<br />
na sua mecânica</p>
<p>por menos caiu<br />
Tróia e Jericó<br />
viu as suas muralhas<br />
no chão</p>
<p>Abre a janela<br />
respira o ar<br />
antes que seja tarde<br />
ou o dia passe<br />
ao largo<br />
dos sentidos</p>
<p>Sai à rua</p>
<p>Podes nem<br />
acreditar</p>
<p>há vida<br />
para lá de tudo<br />
isto</p>
<p>Mas caminha<br />
com cuidado</p>
<p>não vá<br />
uma andorinha<br />
cagar-te no ombro</em></p>
<p>***</p>
<p><em>João de Deus<br />
não te ensinou nem<br />
as primeiras letras<br />
nem os primeiros<br />
versos</p>
<p>e dele só ficaste<br />
a saber – pela voz<br />
do teu pai – que um curso<br />
de três não se faz<br />
em nove</p>
<p>Isso foi antes<br />
de ganhares a primeira<br />
bolsa de criação literária<br />
e passares parte<br />
do dia na esplanada<br />
a olhar as pessoas<br />
passar</p>
<p>de pouco serviu</p>
<p>preferiste<br />
escrever sobre fantasmas</p>
<p>em vez de tremoços<br />
e cervejas</p>
<p>Chegaste a ensaiar<br />
uma teoria<br />
sobre os malefícios<br />
da poesia<br />
que te levou<br />
a fumar muitos<br />
cigarros</p>
<p>pensar cada vez mais<br />
na morte</p>
<p>Depois veio<br />
o merecido prémio<br />
e passaste a integrar<br />
mesas redondas</p>
<p>colóquios</em></p>
<p>[in <em>Teorias</em>, edição do autor, 2011] </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Onze metros quadrados</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 20:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Donoghue]]></category>

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		<description><![CDATA[O Quarto de Jack Autora: Emma Donoghue Título original: Room Tradução: Cristina Correia Editora: Porto Editora N.º de páginas: 333 ISBN: 978-972-0-04343-6 Ano de publicação: 2011 A escritora irlandesa Emma Donoghue inspirou-se em várias histórias de sequestro prolongado – Elizabeth Fritzl, Natascha Kampusch, entre outras – para construir um romance intenso sobre o mal absoluto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s320x320/302181_255205747850275_102948379742680_638894_2138325921_n.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>O Quarto de Jack</strong><br />
<em>Autora:</em> Emma Donoghue<br />
<em>Título original: Room</em><br />
<em>Tradução:</em> Cristina Correia<br />
<em>Editora:</em> Porto Editora<br />
<em>N.º de páginas:</em> 333<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-0-04343-6<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2011</p>
<p>A escritora irlandesa Emma Donoghue inspirou-se em várias histórias de sequestro prolongado – Elizabeth Fritzl, Natascha Kampusch, entre outras – para construir um romance intenso sobre o mal absoluto e a resiliência humana, sobre os abismos do trauma psicológico e o poder do amor. Mesmo sem ter vencido nenhum dos grandes prémios literários para que foi nomeado (chegou à <em>shortlist</em> do Man Booker e do Orange Prize), o livro fez parte das listas dos melhores de 2010 na imprensa internacional. E com toda a justiça.<br />
Aos cinco anos, a única realidade que Jack conhece é a do quarto minúsculo (11 metros quadrados) onde nasceu e de onde nunca saiu. Quando foi raptada, sete anos antes, a mãe ainda adolescente sujeitou-se a todo o tipo de abusos por parte de Nick, o homem que a escondeu num barracão ao canto do jardim das traseiras de sua casa. Para Jack, o universo acaba nas paredes do quarto. O Lá Fora, que vai entrevendo nos programas de televisão, tem qualquer coisa de fantasmagórico, como se não fosse verdadeiro. A única realidade real é a que pode tocar e sentir, a realidade dos objectos que são nomeados com maiúscula: a Cama, o Candeeiro, a Banheira, a Clarabóia, o Tapete.<br />
Jack não se sente preso porque nunca saiu daquele espaço fechado, ao mesmo tempo útero e caverna de Platão. Sabe que Nick existe porque o ouve à noite, fazendo ranger a cama da mãe, enquanto ele se esconde no Guarda-Fatos. A mãe, não. A Mamã. Entre tantos arquétipos, ela é o arquétipo absoluto, o alfa e omega. A relação entre mãe e filho – quase fusional (Jack ainda mama) – ocupa todo o espaço afectivo e físico das respectivas vidas, coagula o próprio tempo. Mas o idílio simulado, feito de rotinas e rituais que reforçam uma cosmogonia a dois, torna-se insustentável. A mãe acaba por não conseguir esconder a dor, a angústia e a necessidade da fuga.<br />
Donoghue foi muito inteligente na escolha do narrador. Tudo o que acontece, tanto na claustrofóbica primeira metade do livro (sobre a clausura no Quarto) como depois da libertação, surge na primeira pessoa, contado por Jack. E o que temos é uma voz que nos fascina e perturba, uma voz que normaliza o horror do cativeiro com uma desarmante lógica infantil. São essa voz e essa lógica, captados de forma muito subtil por Donoghue, que fazem deste romance um notável exercício de linguagem (inventivo sem deixar de ser verosímil) e uma investigação lúcida sobre a forma como uma criança se pode desenvolver no isolamento total, sem interacções sociais e dependente do amor materno.<br />
Quando Jack encontra por fim o grande mundo, o leque de personagens amplia-se, a tragédia ganha outros contornos (com o colapso da mãe) e a narrativa perde algum foco, sobretudo quando deriva para uma crítica da previsível vampirização da história por parte dos <em>media</em>. O choque com a realidade é tremendo e Jack acaba por oferecer uma compreensível resistência à mudança. Ao integrar-se na sociedade, ao autonomizar-se da mãe, a criança sofre de uma só vez todas as dores de um crescimento adiado. Donoghue revela-nos com delicadeza os cambiantes deste embate e fecha o livro com uma espantosa cena de despedida, em que Jack, de regresso ao Quarto, diz adeus àquele espaço que agora parece mais pequeno («Encolheu?»), um inferno que para ele foi o jardim do Éden. «Olho para trás mais uma vez. É como uma cratera, um buraco onde algo aconteceu. Depois, saímos pela porta.» E é como se finalmente, cortado o cordão umbilical, pudesse verdadeiramente nascer.   </p>
<p><em>Avaliação:</em> 8,5/10</p>
<p>[Texto publicado no n.º 107 da revista <em>Ler</em>]</p>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 20:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com Jo Nesbo, autor de A Estrela do Diabo (Dom Quixote), por Paulo Nogueira - Haja Luz! Uma História da Química Através de Tudo, de Jorge Calado (IST Press), por Virgílio Azevedo - Papéis de Jornal, de António Mega Ferreira (Imprensa Nacional-Casa da Moeda), por Pedro Mexia - Macedo, uma biografia da infâmia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Jo Nesbo, autor de <em>A Estrela do Diabo</em> (Dom Quixote), por Paulo Nogueira<br />
- <em>Haja Luz! Uma História da Química Através de Tudo</em>, de Jorge Calado (IST Press), por Virgílio Azevedo<br />
- <em>Papéis de Jornal</em>, de António Mega Ferreira (Imprensa Nacional-Casa da Moeda), por Pedro Mexia<br />
- <em>Macedo, uma biografia da infâmia</em>, de António Mega Ferreira (Sextante), por Hugo Pinto Santos<br />
- <em>Anatomia dos Mártires</em>, de João Tordo (Dom Quixote), por José Mário Silva<br />
- <em>Bel-Ami</em>, de Guy de Maupassant (Relógio d&#8217;Água), por Carlos Bessa<br />
- <em>A Estrela do Diabo</em>, de Jo Nesbo (Dom Quixote), por Paulo Nogueira<br />
- <em>Um Lugar nos Olhos</em>, de Luís Manuel Gaspar (Ao Norte), por Sara Figueiredo Costa<br />
- <em>Viagem de Autocarro</em>, de Josep Pla (Tinta da China), por Mário Santos<br />
- <em>Em Caso de Tempestade Este Jardim Será Encerrado</em>, de Inês Dias (Tea for One), por António Guerreiro<br />
- <em>Pensamentos</em>, de Oscar Wilde (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Os 50 Grandes Acontecimentos da História</em>, de Hugh Williams (Matéria Prima), por Anabela Natário</p>
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		<title>O que aí vem (Planeta)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 19:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A cor da memória, de Care Santos; A mulher que mergulhou no coração do mundo, Sabina Berman; Jesus Ama-me, de David Safier; Um erro inconfessável, de Emma Wildes; O estudante de Coimbra, de Guilherme Centazzi; Múltipla Escolha, de Lya Luft.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A cor da memória</em>, de Care Santos; <em>A mulher que mergulhou no coração do mundo</em>, Sabina Berman; <em>Jesus Ama-me</em>, de David Safier; <em>Um erro inconfessável</em>, de Emma Wildes; <em>O estudante de Coimbra</em>, de Guilherme Centazzi; <em>Múltipla Escolha</em>, de Lya Luft.</p>
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		<title>Maravilhas da paternidade</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 20:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedro: «Pai, tu és o fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro: «Pai, tu és o fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo, mais fundo do meu coração.»</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lembrete</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 15:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo à noite (21h30), Avenida de Poemas no palco do Teatro Tivoli, com Nuno Artur Silva a ser entrevistado por Raquel Marinho e por mim, a partir dos poemas da sua vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo à noite (21h30), <em>Avenida de Poemas</em> no palco do Teatro Tivoli, com Nuno Artur Silva a ser entrevistado por Raquel Marinho e por mim, a partir dos poemas da sua vida.</p>
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		<title>Dois poemas de A. M. Pires Cabral</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 18:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[A. M. Pires Cabral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[DEFEITO DE FABRICO Quando nasci, trazia de origem um farol que despejava luz a jorros sobre o que quer que fosse, mormente sobre as dobras pérfidas da noite. Mas, por estranho que pareça, também os faróis estão sujeitos às leis da erosão, e o meu farol deliu-se. Hoje não é mais do que um triste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DEFEITO DE FABRICO</p>
<p><em>Quando nasci, trazia de origem<br />
um farol que despejava luz a jorros<br />
sobre o que quer que fosse,<br />
mormente sobre as dobras<br />
pérfidas da noite.</p>
<p>Mas, por estranho que pareça,<br />
também os faróis estão sujeitos<br />
às leis da erosão,</p>
<p>e o meu farol deliu-se. Hoje não é<br />
mais do que um triste farolim de bicicleta<br />
que apenas me alumia dois palmos de noite.</p>
<p>Amanhã estará reduzido<br />
a uma simples lanterna de bolso<br />
com que mal poderei reconhecer<br />
o lugar onde estou.</p>
<p>Até que um dia será, está bom de ver,<br />
o mais fiável cúmplice da noite –</p>
<p>– da noite que devia dissipar,<br />
e não fundir-se nela.</p>
<p>Defeito de fabrico.<br />
Mas a garantia caducou e o fabricante<br />
nega-se a ressarcir-me do escuro.</em></p>
<p>***</p>
<p>UMA TOUPEIRA NA CALÇADA</p>
<p><em>Vi uma toupeira na calçada.</p>
<p>As toupeiras não se dão bem em calçadas<br />
– elas que têm no solo arável o seu habitat –<br />
mas aquelas estava ali inexplicavelmente.</p>
<p>Uma aventura que acabou mal,<br />
pensei para comigo.</p>
<p>A toupeira extraviada na calçada<br />
esbracejava (se assim se pode dizer)<br />
como um náufrago que não tem bóia nem tábua.</p>
<p>Tentava refugiar-se na terra<br />
a que pertencia. Mas, desfavorável,<br />
a pedra não se deixava fender das suas unhas,<br />
tal como a água se não deixa nadar<br />
do desespero do náufrago<br />
que não tem tábua nem bóia.</p>
<p>Estava-se mesmo a ver como a coisa ia acabar.</p>
<p>Enquanto tivesse forças, a toupeira,<br />
embora perplexa daquele lugar hostil,<br />
continuaria sempre a esbracejar,<br />
arranhando em vão a pedra da calçada.<br />
Depois, algum gato havia de passar por ali<br />
(há sempre um gato que passa &#8216;por ali&#8217;)<br />
e daria o remate apropriado<br />
a esta história sem história.<br />
No fim de contas, uma toupeira é um rato,<br />
não é verdade? (Pergunta o gato.)</p>
<p>Meditando na sorte da toupeira,<br />
enquanto o gato ainda anda por longe,<br />
ocorreu-me então que a calçada<br />
podia muito bem ser um espelho<br />
e a toupeira naufragada<br />
a nossa imagem reflectida nele.</p>
<p>Toupeira em calçada todos nós.</em></p>
<p>[in <em>Cobra-d'Água</em>, Cotovia, 2011]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-%e2%80%98actual%e2%80%99-19/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 20:11:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com Emma Donoghue, autora de O Quarto de Jack (Porto Editora), por José Mário Silva - Heterodoxia, de Eduardo Lourenço (Fund. Gulbenkian), por António Guerreiro - Tempo de Subversão &#8211; Páginas Vividas da Resistência, de Carlos Brito (Edições Nelson de Matos), por Luísa Meireles - Life, de Keith Richards (Theoria), por Jorge Manuel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Emma Donoghue, autora de <em>O Quarto de Jack</em> (Porto Editora), por José Mário Silva<br />
- <em>Heterodoxia</em>, de Eduardo Lourenço (Fund. Gulbenkian), por António Guerreiro<br />
- <em>Tempo de Subversão &#8211; Páginas Vividas da Resistência</em>, de Carlos Brito (Edições Nelson de Matos), por Luísa Meireles<br />
- <em>Life</em>, de Keith Richards (Theoria), por Jorge Manuel Lopes<br />
- <em>Canções Mexicanas</em> (Relógio d&#8217;Água) e <em>Short Movies</em> (Caminho), de Gonçalo M. Tavares, por Pedro Mexia<br />
- <em>Soldados de Honra</em>, de Adrian Goldsworthy (A Esfera dos Livros), por Luís M. Faria<br />
- <em>O Processo 95385</em>, de Rui Verde (Livros d&#8217;Hoje), por Rosa Pedroso Lima</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Prémio Pessoa para Eduardo Lourenço</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/premio-pessoa-para-eduardo-lourenco/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 16:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Lourenço]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais do que justo, justíssimo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais do que justo, <a href="http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2189705">justíssimo</a>. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ainda JLBG (2)</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 00:50:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[João Luís Barreto Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>

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		<description><![CDATA[Peça do programa Ler Mais Ler Melhor sobre Poesia Reunida, de João Luís Barreto Guimarães.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/bBtxdnLwQP0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Peça do programa <em>Ler Mais Ler Melhor</em> sobre <em>Poesia Reunida</em>, de João Luís Barreto Guimarães.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ainda JLBG</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ainda-jlbg/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 00:33:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[João Luís Barreto Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=15487</guid>
		<description><![CDATA[Vale a pena ler a excelente entrevista que João Luís Barreto Guimarães concedeu, na 3:AM Magazine, a SJ Fowler (também ele poeta, além de «full time employee» do British Museum e estudante de pós-graduação no Contemporary Centre for Poetic Research da Universidade de Londres). Acompanhando a entrevista, podem ser lidos cinco poemas de JLBG traduzidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vale a pena ler a <a href="http://www.3ammagazine.com/3am/maintenant-82-joao-luis-barreto-guimaraes/">excelente entrevista</a> que João Luís Barreto Guimarães concedeu, na <em>3:AM Magazine</em>, a SJ Fowler (também ele poeta, além de «full time employee» do British Museum e estudante de pós-graduação no Contemporary Centre for Poetic Research da Universidade de Londres). Acompanhando a entrevista, podem ser lidos <a href="http://www.3ammagazine.com/3am/five-poems-joao-luis-guimaraes/">cinco poemas de JLBG traduzidos para inglês por Ana Hudson</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Breves palavras sobre Flannery</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 22:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Flannery O'Connor]]></category>

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		<description><![CDATA[A emissão do Diário Câmara Clara em que falei sobre Flannery O&#8217;Connor, a propósito da recente edição num só volume dos seus dois romances (pela Theoria, chancela da Cavalo de Ferro), pode ser vista aqui, a partir dos 2&#8217;27&#8221;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A emissão do <em>Diário Câmara Clara</em> em que falei sobre Flannery O&#8217;Connor, a propósito da recente edição num só volume dos seus dois romances (pela Theoria, chancela da Cavalo de Ferro), pode ser vista <a href="http://www.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=26022&#038;c_id=8&#038;dif=tv&#038;idpod=67829">aqui</a>, a partir dos 2&#8217;27&#8221;. </p>
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		<title>Dois milhões de pageviews</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 01:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Poucos dias depois de cumprir quatro anos de vida, este blogue acaba de ultrapassar a barreira dos dois milhões de pageviews (e mais de 1.250.000 visitas únicas). A todos os leitores do BdB – os regulares, os diários e os ocasionais – o meu agradecimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poucos dias depois de cumprir quatro anos de vida, este blogue acaba de ultrapassar a barreira dos dois milhões de <em>pageviews</em> (e mais de 1.250.000 visitas únicas). A todos os leitores do BdB – os regulares, os diários e os ocasionais – o meu agradecimento.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro anos de BdB</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 12:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Redondinhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/sobre-este-blogue/">Redondinhos</a>.</p>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 12:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- 38 sugestões de prendas de Natal - Lúcio Feteira &#8211; A História Desconhecida, de Miguel Carvalho (QuidNovi), por Micael Pereira - Xeque-Mate a Goa &#8211; O Princípio do Fim do Império Português, de Maria Manuel Stocker (Texto), por José Pedro Castanheira - Cobra-d&#8217;Água, de A. M. Pires Cabral (Cotovia), por Pedro Mexia - Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- 38 sugestões de prendas de Natal<br />
- <em>Lúcio Feteira &#8211; A História Desconhecida</em>, de Miguel Carvalho (QuidNovi), por Micael Pereira<br />
- <em>Xeque-Mate a Goa &#8211; O Princípio do Fim do Império Português</em>, de Maria Manuel Stocker (Texto), por José Pedro Castanheira<br />
- <em>Cobra-d&#8217;Água</em>, de A. M. Pires Cabral (Cotovia), por Pedro Mexia<br />
- <em>Um Fio que te Prende à Vida</em>, de Rui Caeiro (Língua Morta), por Manuel de Freitas<br />
- <em>O Filho do Desconhecido</em>, de Alan Hollinghurst (Dom Quixote), por Paulo Nogueira<br />
- <em>Memórias da II Guerra Mundial</em>, de Winston Churchill (Texto), por Cristina Peres<br />
- <em>Alvo Noturno</em>, de Ricardo Piglia (Teorema), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>O Branco das Sombras Chinesas</em>, de João Paulo Cotrim e António Cabrita (Abysmo), por José Mário Silva</p>
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		<title>Uma oliveira carregada de poemas</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/uma-oliveira-carregada-de-poemas/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 17:14:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Na véspera do 13.º Aniversário da entrega do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago e no dia em que a Fundação Saramago celebra a vida e a obra de Tomas Tranströmer, a oliveira que acolheu as cinzas do autor de Memorial do Convento acordou coberta por poemas do autor sueco e exemplares do Discurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/oliveira_1.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/oliveira_1.jpg" alt="" title="oliveira_1" width="500" height="667" class="alignnone size-full wp-image-15428" /></a></p>
<p>Na véspera do 13.º Aniversário da entrega do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago e no dia em que a Fundação Saramago celebra a vida e a obra de Tomas Tranströmer, a oliveira que acolheu as cinzas do autor de <em>Memorial do Convento</em> acordou coberta por poemas do autor sueco e exemplares do <em>Discurso de Estocolmo</em> (proferido em Dezembro de 1998), em português, espanhol e inglês, «para que sejam lidos, levados e partilhados».</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A conferência do Nobel</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 17:08:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tomas Tranströmer]]></category>

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		<description><![CDATA[Este ano, a conferência do Nobel de Literatura não foi uma conferência. Por razões óbvias: desde 1990, quando sofreu um derrame cerebral, Tomas Tranströmer não consegue falar. Na quarta-feira, em Estocolmo, a habitual cerimónia de aceitação do prémio foi substituída pela leitura de 13 poemas de Tranströmer, nalguns casos com música a acompanhar (Wagner, Schubert [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este ano, a conferência do Nobel de Literatura não foi uma conferência. Por razões óbvias: desde 1990, quando sofreu um derrame cerebral, Tomas Tranströmer não consegue falar. Na quarta-feira, em Estocolmo, a habitual cerimónia de aceitação do prémio foi substituída pela leitura de 13 poemas de Tranströmer, nalguns casos com música a acompanhar (Wagner, Schubert e compositores suecos). O alinhamento do recital e a tradução dos poemas para inglês estão <a href="http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/2011/transtromer-lecture_en.html">aqui</a>.<br />
Para a homenagem desta tarde, traduzi o primeiro dos poemas lidos:</p>
<p>MEMÓRIAS, OLHEM PARA MIM</p>
<p><em>Manhã de Junho, demasiado cedo para acordar,<br />
demasiado tarde para adormecer de novo.</p>
<p>Tenho de sair – a paisagem verde é densa<br />
de memórias, elas seguem-me com o olhar.</p>
<p>Não podem ser vistas, confundem-se completamente<br />
com o cenário, são verdadeiros camaleões.</p>
<p>Estão tão próximas que consigo ouvir a sua respiração<br />
embora aqui o cantar dos pássaros seja ensurdecedor.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dois poemas de Manuel António Pina</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/dois-poemas-de-manuel-antonio-pina/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 16:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel António Pina]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[COMO SE DESENHA UMA CASA Primeiro abre-se a porta por dentro sobre a tela imatura onde previamente se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente, a mãe para sempre morta. Anoiteceu, apagamos a luz e, depois, como uma foto que se guarda na carteira, iluminam-se no quintal as flores da macieira e, no papel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>COMO SE DESENHA UMA CASA</p>
<p><em>Primeiro abre-se a porta<br />
por dentro sobre a tela imatura onde previamente<br />
se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente,<br />
a mãe para sempre morta.</p>
<p>Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,<br />
como uma foto que se guarda na carteira,<br />
iluminam-se no quintal as flores da macieira<br />
e, no papel de parede, agitam-se as recordações.</p>
<p>Protege-te delas, das recordações,<br />
dos seus ócios, das suas conspirações;<br />
usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:<br />
o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.</p>
<p>Uma casa é as ruínas de uma casa,<br />
uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;<br />
desenha-a como quem embala um remorso,<br />
com algum grau de abstracção e sem um plano rigoroso.</em></p>
<p>***</p>
<p>O QUARTO</p>
<p><em>Quem te pôs a mão no ombro,<br />
a faca que te atravessou o coração,<br />
são feridas alheias, talvez algo que leste;<br />
entretanto partiste</p>
<p>para lugares menos iluminados<br />
e corações menos vulneráveis,<br />
pode perguntar-se é o que fazes ainda aqui<br />
se já cá não estás.</p>
<p>A hora havia de chegar em que<br />
nos perderíamos um do outro.<br />
E acabaríamos necessariamente assim,<br />
mortos inventariando mortos.</p>
<p>Morrer, porém, não é fácil,<br />
ficam sombras nem sequer as nossas,<br />
e a nossa voz fala-nos<br />
numa língua estrangeira.</p>
<p>Apaga a luz e vira-te para o outro lado<br />
e acorda amanhã como novo,<br />
barba impecavelmente feita,<br />
o dia um sonho sólido onde a noite se limpa e se deita.</em></p>
<p>[in <em>Como se Desenha uma Casa</em>, Assírio &#038; Alvim, 2011]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eu, o intruso</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/eu-o-intruso/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 19:28:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Na terça-feira à tarde participei, na condição de pigmeu entre gigantes, num debate com Mário de Carvalho, Hélia Correia, Vasco Graça Moura e Manuel Alegre. Foi na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A jornalista Isabel Coutinho estava na assistência e resumiu a sessão no site do suplemento ípsilon.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na terça-feira à tarde participei, na condição de pigmeu entre gigantes, num debate com Mário de Carvalho, Hélia Correia, Vasco Graça Moura e Manuel Alegre. Foi na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A jornalista Isabel Coutinho estava na assistência e <a href="http://ipsilon.publico.pt/livros/texto.aspx?id=297798">resumiu a sessão no <em>site</em> do suplemento <em>ípsilon</em></a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Colóquio Internacional &#8216;A Literatura Clássica ou os Clássicos na Literatura&#8217;</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/coloquio-internacional-a-literatura-classica-ou-os-classicos-na-literatura/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 11:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Começou ontem e acaba amanhã, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Programa completo aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou ontem e acaba amanhã, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Programa completo <a href="http://www.fl.ul.pt/index.php?option=com_jcalpro&#038;Itemid=1033&#038;extmode=view&#038;extid=85">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>When Doyle met Houdini</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 18:42:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma amizade improvável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brainpickings.org/index.php/2011/12/01/masters-of-mystery-conan-doyle-houdini/">Uma amizade improvável</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma tragédia em surdina</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/uma-tragedia-em-surdina/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 16:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[William Maxwell]]></category>

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		<description><![CDATA[Vieram como Andorinhas Autor: William Maxwell Título original: They Came like Swallows Tradução: Rita Almeida Simões Editora: Sextante N.º de páginas: 128 ISBN: 978-972-25-2271-7 Ano de publicação: 2011 No ano passado, a Sextante colmatou uma estranha lacuna editorial, ao publicar pela primeira vez no nosso país um livro de William Maxwell (1908-2000), extraordinário escritor que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://images.portoeditora.pt/getresourcesservlet/image?EBbDj3QnkSUjgBOkfaUbsKIiGhhTnv74wHCxfUMk1OgoIKaswqgS%2BgkTMu%2BRaqeh&#038;width=275" alt="" /></p>
<p><strong>Vieram como Andorinhas</strong><br />
<em>Autor:</em> William Maxwell<br />
<em>Título original: They Came like Swallows</em><br />
<em>Tradução:</em> Rita Almeida Simões<br />
<em>Editora:</em> Sextante<br />
<em>N.º de páginas:</em> 128<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-25-2271-7<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2011</p>
<p>No ano passado, a Sextante colmatou uma estranha lacuna editorial, ao publicar pela primeira vez no nosso país um livro de William Maxwell (1908-2000), extraordinário escritor que ficou essencialmente conhecido por ter editado a ficção da revista <em>New Yorker</em> durante quatro décadas, embora hoje muitos lhe reconheçam um lugar de destaque na história da literatura norte-americana do séc. XX. Depois do último romance (<em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/o-carrossel-da-memoria/">Adeus, Até Amanhã</a></em>), sobre os erros do passado que podem perseguir-nos uma vida inteira, chega agora o segundo, <em>Vieram como Andorinhas</em> (bem traduzido por Rita Almeida Simões), um prodígio de delicadeza estilística e precisão narrativa, escrito quando Maxwell ainda não chegara aos 30 anos.<br />
A acção do livro decorre numa pequena cidade do Illinois, durante a grande epidemia de gripe espanhola (1918). Maxwell começa por nos mostrar a vida dos Morison pelos olhos de Bunny, oito anos, o benjamim da família. Para a criança, a casa é um universo que se submete aos caprichos da sua imaginação. Os sons, as sombras, os reflexos nas janelas, os padrões dos tapetes, tudo ganha uma dimensão mágica. Mas depois há a realidade propriamente dita, esse nebuloso mundo dos adultos que Bunny, mesmo quando finge dormir e fica a ouvir as conversas dos crescidos, não consegue discernir. Porque eles comunicam através de «acenos e silêncios», dizendo as coisas por meias palavras ou nem isso (para o rapazinho, a gravidez da mãe só se torna evidente quando ela se põe a coser o que pareciam panos de cozinha e afinal são fraldas).<br />
Mesmo quando transfere o ponto de vista para Robert, o filho mais velho (marcado pelo acidente em que perdeu uma perna), e para James, o pai austero, Maxwell nunca abandona este registo de absoluta contenção expressiva, em que as verdades são intuídas, mais do que reveladas. A doença e morte da mãe, pilar da família, é por isso uma tragédia narrada em surdina, com uma subtileza e um recato que só tornam mais comovente o desamparo e a dor de quem não sabe como sobreviver a tamanha perda.<br />
Parafraseando o que escreveu Jorge Luis Borges no prólogo a um livro de Adolfo Bioy Casares (<em>A Invenção de Morel</em>), classificar <em>Vieram como Andorinhas</em> como um livro perfeito não me parece uma imprecisão ou uma hipérbole.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 9/10</p>
<p>[Texto publicado no n.º 106 da revista <em>Ler</em>]</p>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 20:09:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Tentativa e Erro, de José Alberto Oliveira (Assírio &#038; Alvim), por Pedro Mexia - Tudo Arrasado, Tudo Queimado, de Wells Tower (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo - O Ano do Dilúvio, de Margaret Atwood (Bertrand), por Luís M. Faria - Efeito Dominó, de André Pinto Bessa (Padrões Culturais), por João Silvestre - Um Político [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Tentativa e Erro</em>, de José Alberto Oliveira (Assírio &#038; Alvim), por Pedro Mexia<br />
- <em>Tudo Arrasado, Tudo Queimado</em>, de Wells Tower (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>O Ano do Dilúvio</em>, de Margaret Atwood (Bertrand), por Luís M. Faria<br />
- <em>Efeito Dominó</em>, de André Pinto Bessa (Padrões Culturais), por João Silvestre<br />
- <em>Um Político Assume-se</em>, de Mário Soares (Temas e Debates), por José Pedro Castanheira<br />
- <em>Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações</em>, de Sérgio Godinho e vários ilustradores (Abysmo), por António Loja Neves<br />
- <em>Diário de uma Viagem à Rússia em 1867</em>, de Lewis Carroll (Teorema), por José Mário Silva</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sobre Flannery O&#8217;Connor</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/sobre-flannery-oconnor/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 17:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Flannery O'Connor]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo à noite, a peça sobre o lançamento num só volume de Sangue Sábio e O Céu é dos Violentos, dois romances de Flannery O&#8217;Connor (edição da Theoria, uma chancela da Cavalo de Ferro), incluirá um depoimento meu, gravado diante do caos das minhas estantes novamente ajoujadas, poucos meses após a última GOLBB. O trabalho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo à noite, a peça sobre o lançamento num só volume de <em>Sangue Sábio</em> e <em>O Céu é dos Violentos</em>, dois romances de Flannery O&#8217;Connor (edição da Theoria, uma chancela da Cavalo de Ferro), incluirá um depoimento meu, gravado diante do caos das minhas estantes novamente ajoujadas, poucos meses após a última <a href="http://bibliotecariodebabel.com/arquivo/grande-oferta-de-livros-do-bdb-2/">GOLBB</a>. O trabalho é assinado por Inês Lourenço e vai para o ar no <em>Diário Câmara Clara</em>, RTP2, a partir das 22h37.</p>
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		<title>Revista ‘Ler’, n.º 108</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 23:48:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar O número de Dezembro, já nas bancas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capa_108.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capa_108-211x300.jpg" alt="" title="Layout 1" width="211" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-15387" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>O número de Dezembro, já nas bancas.</p>
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		<title>O que aí vem (Assírio &amp; Alvim)</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 19:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Margem da Alegria, de Ruy Belo (poemas escolhidos por Manuel Gusmão); O Núcleo da Claridade &#8211; entre as palavras de Ruy Belo, de Duarte Belo; Observação do Verão, de Gastão Cruz; Como se Desenha uma Casa, de Manuel António Pina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Na Margem da Alegria</em>, de Ruy Belo (poemas escolhidos por Manuel Gusmão); <em>O Núcleo da Claridade &#8211; entre as palavras de Ruy Belo</em>, de Duarte Belo; <em>Observação do Verão</em>, de Gastão Cruz; <em>Como se Desenha uma Casa</em>, de Manuel António Pina.</p>
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		<title>&#8216;Avenida de Poemas&#8217;, n.º 1</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 22:42:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis a versão completa da primeira sessão da Avenida de Poemas, com Pilar del Río (Teatro Tivoli, dia 22 de Novembro): Watch live streaming video from arteadmin at livestream.com]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis a versão completa da primeira sessão da <a href="http://aeiou.expresso.pt/bem-vindos-a-avenida-de-poemas=f689228">Avenida de Poemas</a>, com Pilar del Río (Teatro Tivoli, dia 22 de Novembro):  </p>
<p><iframe width="480" height="295" src="http://cdn.livestream.com/embed/arteadmin?layout=4&#038;clip=pla_ea3b6004-4b3a-4bcb-81b2-90499d5460bb&#038;color=0xe7e7e7&#038;autoPlay=false&#038;mute=false&#038;iconColorOver=0x888888&#038;iconColor=0x777777&#038;allowchat=true&#038;height=295&#038;width=480" style="border:0;outline:0" frameborder="0" scrolling="no"></iframe>
<div style="font-size:11px;padding-top:10px;text-align:center;width:480px">Watch <a href=http://www.livestream.com/?utm_source=lsplayer&amp;utm_medium=embed&amp;utm_campaign=footerlinks title=live streaming video>live streaming video</a> from <a href=http://www.livestream.com/arteadmin?utm_source=lsplayer&amp;utm_medium=embed&amp;utm_campaign=footerlinks title=Watch arteadmin at livestream.com>arteadmin</a> at livestream.com</div>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 10:07:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- O Mapa e o Território, de Michel Houellebecq (Alfaguara), por Pedro Mexia - O Terceiro Homem, de Graham Greene (Casa das Letras), por José Guardado Moreira - Nagasáqui, de Éric Faye (Gradiva), por Ana Cristina Leonardo - Quando o Diabo Reza, de Mário de Carvalho (Tinta da China), por António Guerreiro - Aves de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>O Mapa e o Território</em>, de Michel Houellebecq (Alfaguara), por Pedro Mexia<br />
- <em>O Terceiro Homem</em>, de Graham Greene (Casa das Letras), por José Guardado Moreira<br />
- <em>Nagasáqui</em>, de Éric Faye (Gradiva), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Quando o Diabo Reza</em>, de Mário de Carvalho (Tinta da China), por António Guerreiro<br />
- <em>Aves de Portugal</em>, de Helder Costa, Eduardo de Juana e Juan Varela (Lynx), por Carla Tomás</p>
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		<title>&#8216;ípsilon&#8217;, agora em versão iPad</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O suplemento cultural do Público passa agora a existir autonomamente, em edição para iPad. As primeiras impressões são boas: leitura agradável, navegação eficaz, correcta articulação dos textos com o conteúdo multimedia (vídeos, fragmentos de músicas, excertos de livros). Único ponto negativo: o espaço que ocupa. Se cada número pesar 500 MB, como este primeiro, vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O suplemento cultural do <em>Público</em> passa agora a existir autonomamente, <a href="http://static.publico.pt/ipad/ipsilon/">em edição para iPad</a>. As primeiras impressões são boas: leitura agradável, navegação eficaz, correcta articulação dos textos com o conteúdo multimedia (vídeos, fragmentos de músicas, excertos de livros). Único ponto negativo: o espaço que ocupa. Se cada número <em>pesar</em> 500 MB, como este primeiro, vai ser preciso apagar números antigos ao fim de poucas semanas.</p>
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		<title>David Machado em Itália</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 11:47:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[David Machado]]></category>

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		<description><![CDATA[O romance Deixem Falar as Pedras, de David Machado (ler recensão aqui), vai ser publicado em Itália pela editora Cavallo di Ferro, irmã transalpina da Cavalo de Ferro portuguesa, numa tradução de Federico Bertolazzi (Lasciate Parlare le Pietre). A edição está prevista para Maio de 2012, a tempo da Feira do Livro de Turim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O romance <em>Deixem Falar as Pedras</em>, de David Machado (ler recensão <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/exortacao-ao-crocodilo/">aqui</a>), vai ser publicado em Itália pela editora Cavallo di Ferro, irmã transalpina da Cavalo de Ferro portuguesa, numa tradução de Federico Bertolazzi (<em>Lasciate Parlare le Pietre</em>). A edição está prevista para Maio de 2012, a tempo da <a href="http://www.salonelibro.it/">Feira do Livro de Turim</a>.        </p>
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		<title>Resumo do dia de ontem</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 10:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://3.bp.blogspot.com/-ScEfI9aD_NQ/Ts6ss8w7nYI/AAAAAAAAAjc/XhgncFgkhGg/s320/111124020752-portugal-general-strike-story-top.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Quatro poemas de João Luís Barreto Guimarães</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 23:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[João Luís Barreto Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[como se o acaso fizesse desta folha um reino por habitar o endereço de janeiro algo branco por começar como se de entre as nervuras da folha apenas uma fosse o pombo que líquido se eleva e voa como um aroma como um adeus ou mesmo: como se uma ideia de ar fosse a força [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>como se o acaso fizesse desta folha um reino<br />
por habitar o endereço de janeiro algo branco<br />
por começar como se de entre as nervuras da </p>
<p>folha apenas uma fosse o pombo que líquido se<br />
eleva e voa como um aroma como um adeus ou<br />
mesmo: como se uma ideia de ar fosse a força<br />
dobrando uma pedra d&#8217;aço e o riso fosse água</p>
<p>e o jardim movimento onde se falasse das<br />
cores do vinho e do corpo (substância de<br />
referência) como se por exemplo: o amor fosse<br />
só um de todos com outros todos (etc. assim:)</p>
<p>apenas eu como se livre fosse seria o eco que<br />
volta como leve sono ou algo puro algo novo<br />
raiz fixa ao gozo de ter uma vida nas mãos</em></p>
<p>***</p>
<p><em>este poema foi escrito ontem hoje não<br />
vou escrever (na face nego sorrisos como<br />
quem fecha janelas) hoje só preciso de</p>
<p>mim (este poema é grátis: não está<br />
incluído no preço do livro). hoje<br />
não tocarei o corpo da Corona Four</p>
<p>uma &#8216;azerty&#8217; americana já com uma certa<br />
idade (ainda é das que escreve poesia a<br />
preto e   ranco) faz um mês que se perdeu<br />
a tecla da letra « » só por isso não</p>
<p>tenho escrito sobre o  rilho dos teus<br />
olhos. o meu copo está vazio (hoje<br />
não é poedia) depois eu mando alguém<br />
 uscar as minhas palavras</em></p>
<p>***</p>
<p>11 DE ABRIL</p>
<p><em>Transpõe a porta de entrada um par que reconheço. Ela, das casas a norte. Ele, dos bairros a leste. Aqueles rostos porém, transportam uma impressão difícil de definir.<br />
Entraram de mãos laçadas, anel doirando no dedo. Não os conhecia unidos. Desconhecia-os sequer conhecidos.<br />
Não tenho vigiado os amigos. Tenho estado pouco atento à procura de percursos na calçada de cimento que fronteia o Café. Não fui eu que estabeleci que as horas que somam para mim, se multiplicam para os outros.</em></p>
<p>***</p>
<p>FALSA PARTIDA</p>
<p><em>Ainda estranho o lugar quando acordamos<br />
no revés de já ser outro<br />
o dia<br />
porque espelhas o tempo à janela é<br />
à face de teu rosto que decido<br />
o que vestir.<br />
O vento que molda a praia<br />
é de todas as bandeiras:<br />
há um silêncio talhado à substância do quarto<br />
(o chão de madeira matiza o<br />
frio que força uma fresta)<br />
podia apostar comigo: hoje<br />
de madrugada<br />
um cão ladrou na voz do galo.<br />
O meu sobrenome segue-te<br />
pela véspera da casa<br />
(fim de emissão no ecrã<br />
cálices<br />
meio hasteados) a<br />
chuva desistiu de apagar o nosso amor embaciado<br />
pelo lado negativo.<br />
Tornas à cama e abres<br />
aquele romance de sempre<br />
(o descanso existe<br />
noutro cansaço).</em></p>
<p>[in <em>Poesia Reunida</em>, Quetzal, 2011]</p>
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		<title>Primeiros parágrafos</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 22:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[«Deve imaginar-se um quinquagenário frustrado por sê-lo tão cedo e tanto, residente nas imediações de Nagasáqui, na sua vivenda de um bairro de ruas caindo a pique. E terão de ver-se também estas serpentes de asfalto mole que rastejam na direcção do cimo dos montes, até que toda esta espuma urbana de chapas, lonas, telhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«Deve imaginar-se um quinquagenário frustrado por sê-lo tão cedo e tanto, residente nas imediações de Nagasáqui, na sua vivenda de um bairro de ruas caindo a pique. E terão de ver-se também estas serpentes de asfalto mole que rastejam na direcção do cimo dos montes, até que toda esta espuma urbana de chapas, lonas, telhas e não sei que mais ainda se detém aos pés de uma muralha de bambus desordenados, de través. É aí que eu moro. Eu &#8211; quem? Sem querer exagerar, não sou grande coisa. Cultivo hábitos de celibatário que me servem de barreira de protecção e me permitem dizer que, no fundo, não desmereço demasiado.»</p>
<p>[in <em>Nagasáqui</em>, de Éric Faye, trad. de Miguel Serras Pereira, Gradiva, 2011]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Logo à noite, &#8216;Avenida de Poemas&#8217;</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 13:24:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir das 21h30, no palco do Teatro Tivoli, eu e Raquel Marinho (jornalista da SIC) estaremos à conversa com Pilar del Río, na estreia da &#8216;Avenida de Poemas&#8217;. Mais informações aqui (notícia da TSF) e no blogue deste projecto, no site do jornal Expresso. Apareçam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.factorlisboa.com/online/wp-content/uploads/2011/11/Avenida-de-Poemas.jpg" alt="" /></p>
<p>A partir das 21h30, no palco do Teatro Tivoli, eu e Raquel Marinho (jornalista da SIC) estaremos à conversa com Pilar del Río, na estreia da &#8216;Avenida de Poemas&#8217;. Mais informações <a href="http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=2138799">aqui</a> (notícia da TSF) e no <a href="http://aeiou.expresso.pt/bem-vindos-a-avenida-de-poemas=f689228">blogue deste projecto</a>, no site do jornal <em>Expresso</em>. Apareçam.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 10:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- 1Q84, de Haruki Murakami (Casa das Letras), por José Mário Silva - O Amante é Sempre o Último a Saber, de Rui Zink (Planeta), por Paulo Nogueira - Pátria Utópica &#8211; O Grupo de Genebra Revisitado, de António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, José Medeiros Ferreira e Valentim Alexandre (Bizâncio), por José Pedro Castanheira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>1Q84</em>, de Haruki Murakami (Casa das Letras), por José Mário Silva<br />
- <em>O Amante é Sempre o Último a Saber</em>, de Rui Zink (Planeta), por Paulo Nogueira<br />
- <em>Pátria Utópica &#8211; O Grupo de Genebra Revisitado</em>, de António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, José Medeiros Ferreira e Valentim Alexandre (Bizâncio), por José Pedro Castanheira<br />
- <em>D. Pedro V &#8211; Um Homem e um Rei</em>, de Ruben Andresen Leitão (Texto), por Pedro Mexia<br />
- <em>Diário Íntimo &#8211; Dádiva e outros poemas</em>, de Luís Amaro (Licorne), por António Guerreiro</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Será que o mundo literário norte-americano é como o liceu (high school)?</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/sera-que-o-mundo-literario-e-como-o-liceu/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 19:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Jonathan Lethem acha que sim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.salon.com/2011/11/17/jonathan_lethem_the_literary_world_is_like_high_school/">Jonathan Lethem acha que sim</a>. </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Primeiros parágrafos</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/primeiros-paragrafos-50/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 10:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Excertos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Mário de Carvalho]]></category>

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		<description><![CDATA[«– Não, o outro. A bejeca deixou uma fímbria de branco poroso a ferver no lábio de Abreu. O ar de desdém, basófio e curto, derivava agora, nasalado, pela fresta da comissura: – Alguém mandou olhar? Dois velhos pasmados a uma mesa de canto, queixos pendidos sobre chávenas de café. Não era o da boina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«– Não, o outro.<br />
A bejeca deixou uma fímbria de branco poroso a ferver no lábio de Abreu. O ar de desdém, basófio e curto, derivava agora, nasalado, pela fresta da comissura:<br />
– Alguém mandou olhar?<br />
Dois velhos pasmados a uma mesa de canto, queixos pendidos sobre chávenas de café. Não era o da boina de xadrez, de beiço torto. Era o de bochechas lassas, e olhos aguados, como um buldogue.<br />
Abreu ia explicar tudo, mas dava muito trabalho e desistiu. Mordiscou um tremoço, rilhou-o com os molares, em jeito de enjoo, e removeu a vista para o estaladiço do tecto, precisado de pintura. E sempre a dar-lhe, num sussurro bocejado:<br />
– Não sabia que o gajo vinha aqui.<br />
Tinha ouvido dizer – «quanto vale a aposta?» – que naquela cervejaria de madeirames polidos aviavam torresmos com a imperial. Mas nem pevides davam e os tremoços eram à parte.<br />
Bartlo encolheu os ombros e atacou a cerveja. Era altarrão e composto, lábia solta, mas pouca gramática. Tinha gastado uma hora a fazer o relatório de dois namoros, um perdido emprego e uma mãe. Fartava-se logo da conversa quando não era o próprio a falar. Mas o outro afincava. O droguista! Não o reconhecia? Era preciso ser muito desprevenido da ideia para não marcar o narigonço e as belfas dançantes, pá.<br />
– A drogaria Esmpampanante, ao começo da rampa, quando a rua dobra para baixo.<br />
– Estou a ver – Batlo vagava, desconcentrado.<br />
– Estás a ver uma ova.<br />
Mas Bartlo começava a lembrar-se, fazia o jeito:<br />
– Tinha vassouras à porta. E jerricans amarelos. Vassouras novinhas de palha cinzenta. Até se podiam lamber. Dava dó usar aquilo prò chão.<br />
– Isso agora não interessa. Vassouras são vassouras.<br />
– Eu lembro-me, camandro.<br />
– Mas entravas lá, entravas? Ah, pois, a minha mãe mandava-me à cera. Cem gramas de cera. Em papel-manteiga, com uma espátula. Havia um livro comprido pròs fiados.<br />
– Nunca lá o vi.<br />
– O livro?<br />
– O velho.<br />
– Tinha praí quatro ou cinco drogarias, ou mais, e dava a volta por cada uma, à semana. Sempre com uma bata de surrobeco, toda sebenta. Espreitava assim, por cima dos óculos.<br />
Abreu imitava com os dedos esticados debaixo do nariz a fingir lúzios dardejantes. Caso para rir.»</p>
<p>[in <em>Quando o Diabo Reza</em>, de Mário de Carvalho, Tinta da China, 2011]</p>
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		<title>Luxos do Facebook</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 17:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Ter o Armando Silva Carvalho a pedir-me amizade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter o Armando Silva Carvalho a pedir-me amizade.</p>
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		<title>O que aí vem (Bizâncio)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 15:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Liszt – Vida e Obra, de Malcolm Hayes; Baby Blues 28 – Corta!, de Rick Kirkman e Jerry Scott; Terra Crua – Arquitectura de Natureza, de Paulo Caetano e Rui Vasco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Liszt – Vida e Obra</em>, de Malcolm Hayes; <em>Baby Blues 28 – Corta!</em>, de Rick Kirkman e Jerry Scott; <em>Terra Crua – Arquitectura de Natureza</em>, de Paulo Caetano e Rui Vasco.</p>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 09:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Raspar o fundo da gaveta e enfunar uma gávea, de António Barahona (Averno), por António Guerreiro - Adúltero Americano, de Jed Mercurio (Civilização), por Luísa Meireles - O Arranca Corações, de Boris Vian (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo - Enviado Especial, de Evelyn Waugh (Relógio d&#8217;Água), por Pedro Mexia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Raspar o fundo da gaveta e enfunar uma gávea</em>, de António Barahona (Averno), por António Guerreiro<br />
- <em>Adúltero Americano</em>, de Jed Mercurio (Civilização), por Luísa Meireles<br />
- <em>O Arranca Corações</em>, de Boris Vian (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Enviado Especial</em>, de Evelyn Waugh (Relógio d&#8217;Água), por Pedro Mexia</p>
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		<title>Quatro poemas de António Barahona</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 10:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[António Barahona]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[CORRESPONDÊNCIA COM SOHRAB SEPEHRÍ Nasci na Andaluzia: o meu sangue vem dos tempos do Profeta e continua a fluir na consciência da brisa. Ibn Arabí estudou numa madrassah em Lisboa. Sou muçulmano: o meu mihrab é uma rosa vermelha ou um ventre de mulher adormecida e, o mundo inteiro, o meu tapete de oração. Faço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CORRESPONDÊNCIA COM SOHRAB SEPEHRÍ</p>
<p><em>Nasci na Andaluzia:<br />
o meu sangue vem dos tempos do Profeta<br />
e continua a fluir na consciência da brisa.<br />
Ibn Arabí estudou numa madrassah em Lisboa.</p>
<p>Sou muçulmano:<br />
o meu mihrab é uma rosa vermelha<br />
ou um ventre de mulher adormecida<br />
e, o mundo inteiro, o meu tapete de oração.<br />
Faço as abluções com fogo refrescante.</p>
<p>Cada partícula, do que rezo, cristaliza,<br />
quando o vento de vidro<br />
chama os fiéis do alto do cipreste.</em></p>
<p>***</p>
<p>CORRESPONDÊNCIA COM IBN ZAYDUN</p>
<p><em>Serenidade tão desencantada<br />
d’Ibn Zaydun, um bom poeta eleito,<br />
que leio e releio com respeito<br />
    e d’alma deslumbrada.</p>
<p>Serenidade vinda dum olhar<br />
azul, que lhe furtou o coração,<br />
devolvido depois, mas só no som<br />
    do seu êxul cantar.</p>
<p>E cantou o pescoço da donzela<br />
que atraía as pérolas, tal como, perto,<br />
a água atrai camelos no deserto<br />
    e a sedenta gazela.</p>
<p>E cantou o pudor que lançou luz<br />
sobre a fatal beleza feminina,<br />
que, nua, se mostrou nessa menina,<br />
    ao poeta andaluz.</em></p>
<p>***</p>
<p>CORRESPONDÊNCIA COM MÁRIO CESARINY</p>
<p><em>Loira, curva, espontânea<br />
é a zona que atravesso<br />
no meu cavalo de espelhos<br />
À luz do vidro e do metal<br />
mato pulgas de oiro azul<br />
em homenagem ao António<br />
Maria e dele me despeço<br />
Já ganhei a idade das barbas:<br />
agora sou um barbo<br />
a &#8216;violinar&#8217;, como diria o Herberto,<br />
o rio poluído<br />
Toco no fundo<br />
&#8216;o botão entre os limos&#8217;,<br />
Mário,<br />
mas &#8216;olho muito depressa como se fosse de moto&#8217;<br />
e não posso em ti deter-me por mais tempo </p>
<p>Acelero a lucidez,<br />
a alâmpada e a luva:<br />
a estrada é muito larga sob a chuva,<br />
o meu chapéu de sol acende a água:<br />
intensamente álacre a minha mágoa<br />
recusa-se a ser triste<br />
e desço ao inferno<br />
como Dante<br />
pleno de esquizofrenia<br />
e alegria</p>
<p>Loira, curva, espontânea<br />
é a zona que atravesso<br />
no meu cavalo de espelhos,<br />
de todos me despeço,<br />
dos novos e dos velhos<br />
e solitário amanheço</em></p>
<p>***</p>
<p>ADVERTÊNCIA</p>
<p><em>Poeta<br />
em verdade em verdade te digo<br />
que, para ser genuíno e ficar vivo,<br />
em glória corporal, não apenas em livro,<br />
é-te necessário morrer primeiro que tudo<br />
na Grande-Guerra-Santa dedicada ao estudo<br />
da grã fonética de mil murmúrios<br />
e do vôo das aves, pródigo em augúrios.</em></p>
<p>[in <em>Raspar o fundo da gaveta e enfunar uma gávea</em>, Averno, 2011]</p>
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		<title>Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011 para Rubens Figueiredo</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 12:25:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Os vencedores do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011 foram anunciados ontem à noite, em São Paulo. Em primeiro lugar ficou Passageiro do fim do dia (Companhia das Letras), de Rubens Figueiredo (100 mil reais). Em segundo, Uma Viagem à Índia (LeYa), de Gonçalo M. Tavares (35 mil reais). E em terceiro, Minha Guerra Alheia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os vencedores do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011 foram anunciados ontem à noite, em São Paulo. Em primeiro lugar ficou <em>Passageiro do fim do dia</em> (Companhia das Letras), de Rubens Figueiredo (100 mil reais). Em segundo, <em>Uma Viagem à Índia</em> (LeYa), de Gonçalo M. Tavares (35 mil reais). E em terceiro, <em>Minha Guerra Alheia</em> (Record), de Marina Colasanti (15 mil reais). </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Feira do Livro de Belgrado 2011</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 19:18:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O João Sousa André, leitor antigo deste blogue, esteve na Feira do Livro de Belgrado e enviou-me, com a habitual gentileza, a seguinte reportagem (que desde já agradeço): Na Feira do Livro de Belgrado que teve lugar de 23 a 30 de Outubro, o convidado de honra foi a Língua Portuguesa. Não Portugal, mas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O João Sousa André, leitor antigo deste blogue, esteve na Feira do Livro de Belgrado e enviou-me, com a habitual gentileza, a seguinte reportagem (que desde já agradeço):</p>
<blockquote><p>Na Feira do Livro de Belgrado que teve lugar de 23 a 30 de Outubro, o convidado de honra foi a Língua Portuguesa. Não Portugal, mas a língua, em múltiplas variantes. Aliás, o simples facto de Mia Couto ter estado presente na <a href="http://www.belgradebookfair.com/system/en/home/newsplus/viewsingle/_params/newsplus_news_id/12951.html">abertura da Feira</a> bem o demonstra. A vocação marítima da língua portuguesa foi demonstrada na frase escolhida para simbolizar o convite: «Da minha língua vê-se o mar», de Vergílio Ferreira. Infelizmente o autor não foi um dos <a href="http://www.beogradskisajamknjiga.com/active/sr-latin/home/portuguese/zemlja_pocasni_gost/prevedeni_pisci.html">escolhidos para tradução nesta iniciativa</a>, mas muitos outros o foram que bem representaram Portugal. A lista de autores de língua portuguesa pode ser encontrada <a href="http://www.beogradskisajamknjiga.com/active/sr-latin/home/portuguese/zemlja_pocasni_gost/ucesnici.html">aqui</a>.</p>
<p>O espaço da língua portuguesa estava agradável, construído sob a forma de uma manta de literatura, com passagens de autores de língua portuguesa em português e servo-croata. A encimar o espaço estava o lema, «Uma língua, muitas culturas», e o nome dos países participantes. O espaço tinha diversas cadeiras, mesas e almofadas para quem passasse se poder ir sentando. Num dos lados estava uma longa estante com livros: de língua portuguesa, em português e traduzidos para servo-croata, de autores sérvios para português e até um exemplar (creio que) de Saramago traduzido para castelhano. Noutro dos lados estava uma longa mesa com os autores escolhidos para a edição da feira. Alguns já consagrados e clássicos (Machado de Assis encontrava-se entre eles), enquanto que outros eram mais recentes e participaram no certame. Estes livros foram editados por diversas editoras sérvias, sendo que se encontravam depois também nos espaços próprios das editoras. Note-se que nem todos os autores portugueses traduzidos tinham os seus livros para venda por ali. Dois casos de presença apenas «para amostra» eram Camões (<em>Os Lusíadas</em>) e Miguel Sousa Tavares (<em>Equador</em>). A lista completa de livros traduzidos para o certame está <a href="http://www.beogradskisajamknjiga.com/active/sr-latin/home/portuguese/zemlja_pocasni_gost/prevedene_knjige.html">aqui</a>.</p>
<p>No dia em que estive presente, sexta-feira dia 28, tive a oportunidade de ver parte da conversa entre o autor brasileiro Augusto Cury e o público. Augusto Cury falava através do microfone e o seu tradutor (um sérvio com um curioso sotaque brasileiro) fazia o mesmo. A conversa denotava alguma falta de conhecimento da obra do autor, com muitas das questões a serem algo genéricas (&#8220;qual a sua musa?&#8221;, &#8220;quando começou a escrever?&#8221;), mas sempre em ambiente de descontracção e simpatia. Também surgiram outras sessões com a presença dos autores, mas não necessariamente no <em>stand</em> do convidado de honra, antes no das suas editoras na Sérvia.</p>
<p>O programa contou ainda com algumas iniciativas interessantes, não necessariamente apenas no recinto da Feira. Algumas delas:<br />
- Domingo dia 23 (dia de abertura), o Centar za kulturnu dekontaminaciju (Centro para a descontaminação cultural) projectou o filme <em>O Banqueiro Anarquista</em>, de Eduardo Geada, seguido de uma discussão.<br />
- Quarta-Feira, dia 26, leitura pública do livro <em>Portugal, terra verde</em>, de Ivo Andrić (autor jugoslavo, prémio Nobel em 1961 e que escreveu o referido livro sobre as suas viagens em Portugal).<br />
- Quinta-Feira, discussão sobre o Teatro Moderno Português.<br />
- Sexta-Feira, transmissão radiofónica dos textos <em>Outono em Lisboa</em>, a partir de uma compilação de trabalhos de Fernando Pessoa e heterónimos.<br />
- Sábado, conversa aberta a partir dos textos de Álvaro Guerra (antigo embaixador em Belgrado) reunidos em <em>Crónicas Jugoslavas</em>. Participação de Pedro Rosa Mendes e Aleksandar Gatalica, antigo editor do diário cultural <em>Hoje</em>.<br />
- Exposição permanente durante a Feira: <em>Viagem a Portugal, Terra Verde</em>. Exposição fotográfica de Dragoljub Zamurović com base nos textos <em>Viagem a Portugal</em>, de José Saramago, e <em>Portugal, Terra Verde</em>, de Ivo Andrić.</p>
<p>Fiz referência apenas a eventos relacionados com Portugal, mas outros países estiveram bastante presentes, com bastantes lançamentos de livros de autores angolanos e com o Brasil a promover <em>workshops</em> para crianças. O programa completo de eventos pode ser lido <a href="http://www.beogradskisajamknjiga.com/active/sr-latin/ddownload/_params/file_id/6549.html">aqui</a>, infelizmente apenas em servo-croata.</p>
<p>De referir que este foi o ano do 50.º aniversário da entrega do Prémio Nobel a Ivo Andrić, o mais celebrado autor de língua servo-croata. Por todos os <em>stands</em> os livros deste autor estavam bastante presentes com novas edições, desde o formato de livro de bolso às edições de coleccionador. Em Portugal, podem ser encontrados três livros de Andrić editados pela Cavalo de Ferro: <em>Crónicas de Travnik</em>, <em>O Pátio Maldito</em> e <em>A Ponte sobre o Drina</em> (este o seu romance mais celebrado). É notório que numa efeméride destas, Portugal tenha acabado por receber tanta atenção.</p>
<p>Para mais referência em relação à Feira do Livro de Belgrado, leia-se a <a href="http://www.beogradskisajamknjiga.com/">página oficial</a> do certame (em servo-croata, inglês e português) ou estes meus dois posts de há dois anos (<a href="http://estacaocentral.blogspot.com/2009/11/feira-do-livro-de-belgrado-feira.html">I</a>, <a href="http://estacaocentral.blogspot.com/2009/11/feira-do-livro-de-belgrado-lingua.html">II</a>).</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Prémio Agustina Bessa-Luís para Tiago Patrício</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 18:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Patrício]]></category>

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		<description><![CDATA[O Prémio de Revelação Agustina Bessa-Luís, atribuído pela Estoril Sol (com um júri presidido por Vasco Graça Moura e de que fazem parte Guilherme d’Oliveira Martins, José Manuel Mendes, Maria Carlos Gil Loureiro, Manuel Frias Martins, Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu), vai este ano para o romance [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Prémio de Revelação Agustina Bessa-Luís, atribuído pela Estoril Sol (com um júri presidido por Vasco Graça Moura e de que fazem parte Guilherme d’Oliveira Martins, José Manuel Mendes, Maria Carlos Gil Loureiro, Manuel Frias Martins, Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu), vai este ano para o romance <em>Trás os Montes</em>, de Tiago Patrício. O júri louvou “as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens”.<br />
Farmacêutico e dramaturgo, Tiago Patrício venceu em 2009 o Prémio Daniel Faria (poesia) com <em>O Livro das Aves</em>, publicado pelas Quasi e <a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/pequeno-tratado-de-ornitologia-lirica/">sobre o qual escrevi em Setembro daquele ano</a>. Vários poemas desse livro já tinham uma temática transmontana. Eis um exemplo:</p>
<p>OS PINTASSILGOS DE MIRANDELA</p>
<p><em>Nasci numa casa com gaiolas brancas<br />
espalhadas pelo Verão<br />
Era o meu pai vivo e o meu avô estival<br />
entrava pela hora mais terna<br />
enquanto encarregado das gaiolas<br />
e a minha infância inteira decrescia<br />
no canto da casa dos pássaros</p>
<p>O alpendre era de uma inclinação natural<br />
com avô e pássaros encostados à sombra dos álamos<br />
e as gaiolas casas que os abrigavam<br />
do frio, da fome e dos gatos bravos<br />
A minha alegria era quente como a terra<br />
e contava ensinar ao meu filho bisneto<br />
a atracção pelos grilos, caracóis<br />
e pintassilgos na doçura das borboletas</p>
<p>Em Mirandela havia um vale junto a um rio<br />
com pomares e o cheiro de figos fáceis<br />
Os pintassilgos divididos na abundância<br />
eram como crianças atrás de amoras<br />
que inspiram as flores de uma música sucessiva</p>
<p>O Pintassilgo é a mais bela ave silvestre<br />
e se não pudesse manter as gaiolas em casa<br />
era como se não houvesse onde permanecer<br />
Eles amotinam-se nas minhas barbas<br />
desalojam corvos e os dragões dos poemas<br />
fazem a tarde parecer tão antiga e adormecer<br />
como a infanta primavera em que o meu avô<br />
era o estio e os bisnetos existiam mesmo<br />
e os nossos olhos acariciavam os pássaros,<br />
que é tão tarde agora para dizer aqueles que morriam<br />
exaustos a contar os meses atrás das grades</em> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Presença)</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 22:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Sempre, de Susanna Tamaro; Os Jogos da Fome &#8211; A Revolta (Livro III), de Suzanne Collins; Socorro! Sou Mãe&#8230; &#8211; Como sobreviver com alegria ao 1º mês de vida do bebé, de Rita Ferro Alvim; O Labirinto de Sombra, de Ulysses Moore; A Caixa dos Perigos, de Blue Balliett; O Primeiro Passo, de Orianne [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para Sempre</em>, de Susanna Tamaro; <em>Os Jogos da Fome &#8211; A Revolta</em> (Livro III), de Suzanne Collins; <em>Socorro! Sou Mãe&#8230; &#8211; Como sobreviver com alegria ao 1º mês de vida do bebé</em>, de Rita Ferro Alvim; <em>O Labirinto de Sombra</em>, de Ulysses Moore; <em>A Caixa dos Perigos</em>, de Blue Balliett; <em>O Primeiro Passo</em>, de Orianne Lallemand; <em>Queres Saber Porquê?</em>, de Sylvie Baussier.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 20:35:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Jesus o Bom e Cristo o Patife, de Philip Pullman (Teorema), por José Mário Silva - O Destino das Imagens, de Jacques Rancière (Orfeu Negro), por António Guerreiro - O Chalet da Memória, de Tony Judt (Edições 70), por Luís M. Faria - Brasiliana Tangencial &#8211; Contensaios do Atlântico, de Henrique Garcia Pereira (IST [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Jesus o Bom e Cristo o Patife</em>, de Philip Pullman (Teorema), por José Mário Silva<br />
- <em>O Destino das Imagens</em>, de Jacques Rancière (Orfeu Negro), por António Guerreiro<br />
- <em>O Chalet da Memória</em>, de Tony Judt (Edições 70), por Luís M. Faria<br />
- <em>Brasiliana Tangencial &#8211; Contensaios do Atlântico</em>, de Henrique Garcia Pereira (IST Press), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Lugano</em>, de Tatiana Faia (Artefacto), por Pedro Mexia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Colóquio Internacional sobre Ruy Belo (em directo da Gulbenkian)</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 17:42:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Para acompanhar, em live stream, aqui. O site inclui os vídeos das várias intervenções que foram sendo feitas desde a abertura do colóquio, ontem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para acompanhar, em <em>live stream</em>, <a href="http://www.livestream.com/fcglive">aqui</a>. O <em>site</em> inclui os vídeos das várias intervenções que foram sendo feitas desde a abertura do colóquio, ontem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Festa do Livro no Museu do Oriente</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 10:55:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[As publicações da Fundação Oriente vão estar à venda a preços reduzidos, no lounge do Museu. De 18 de Novembro a 4 de Dezembro, entre as 10h00 e as 18h00 (à sexta, até às 22h00). Fecha à segunda-feira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As publicações da <a href="http://www.foriente.pt/">Fundação Oriente</a> vão estar à venda a preços reduzidos, no <em>lounge</em> do <a href="http://www.museudooriente.pt/">Museu</a>. De 18 de Novembro a 4 de Dezembro, entre as 10h00 e as 18h00 (à sexta, até às 22h00). Fecha à segunda-feira.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prémio Goncourt para Alexis Jenni</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 23:27:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[O júri da Academia Goncourt atribuiu o prémio de 2011 ao livro L&#8217;Art français de la guerre, de Alexis Jenni. A decisão foi tomada com cinco votos a favor de Jenni e três para Carole Martinez, autora de Du domaine des Murmures. Ambos os livros foram publicados pela Gallimard. Sucessor de Michel Houellebecq, que venceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.academie-goncourt.fr/img/admin_1320246219_Jenni_400w.jpg" alt="" /></p>
<p>O <a href="http://www.academie-goncourt.fr/?rubrique=1229172204">júri</a> da <a href="http://www.academie-goncourt.fr/">Academia Goncourt</a> atribuiu o prémio de 2011 ao livro <em>L&#8217;Art français de la guerre</em>, de Alexis Jenni. A decisão foi tomada com cinco votos a favor de Jenni e três para Carole Martinez, autora de <em>Du domaine des Murmures</em>. Ambos os livros foram publicados pela Gallimard.<br />
Sucessor de Michel Houellebecq, que venceu em 2010 com <em>O Mapa e o Território</em> (agora editado em Portugal pela Objectiva), Alexis Jenni foi <a href="http://www.publico.pt/Cultura/escritor-alexis-jenni-venceu-o-premio-goncourt-1519209">a grande revelação da <em>rentrée</em> francesa deste ano</a>, com um primeiro romance de grande fôlego (mais de 600 páginas) que abarca tanto o conflito da Indochina como o da Argélia. Discreto professor de Biologia em Lyon, Jenni escreve e desenha no blogue <a href="http://jalexis2.blogspot.com/">Voyages pas très loin</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Letra Livre)</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 22:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O Bibliófilo Aprendiz, de Rubens Borba de Moraes. Uma preciosidade para quem ama os livros. Aqui, pode ler-se um excerto longo que termina assim: «Nunca me arrependi de ter comprado um livro por um preço alto. Só me arrependo das obras que não comprei.»]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Bibliófilo Aprendiz</em>, de Rubens Borba de Moraes. Uma preciosidade para quem ama os livros. <a href="http://books.google.pt/books?id=1Btb3cMMqFkC&#038;lpg=PP1&#038;hl=pt-PT&#038;pg=PP1#v=onepage&#038;q&#038;f=false">Aqui</a>, pode ler-se um excerto longo que termina assim: «Nunca me arrependi de ter comprado um livro por um preço alto. Só me arrependo das obras que não comprei.»</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Revista &#8216;Ler&#8217;, n.º 107</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/revista-ler-n-%c2%ba-107/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 19:32:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Já nas bancas (com George Steiner a envergar, na capa, a camisola de lã mais feia da história da literatura).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/ler_107.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/ler_107.jpg" alt="" title="ler_107" width="489" height="705" class="alignnone size-full wp-image-15255" /></a></p>
<p>Já nas bancas (com George Steiner a envergar, na capa, a camisola de lã mais feia da história da literatura).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Carlos Mota de Oliveira</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-carlos-mota-de-oliveira/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 22:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Mota de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[VICENTE HUIDOBRO Trataste-te com belos comprimidos e esplendidamente. Mais isto e aquilo mais disto e daquilo. Trata-se da tua vida, Vicente Huidobro: Aqui yace el poeta Vicente Huidobro/ abrid la tumba/ al fondo de esta tumba/ se ve el mar. De navio de alto bordo, a tua poesia é um chapéu alto. Trata-se apenas da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VICENTE HUIDOBRO</p>
<p><em>Trataste-te com belos comprimidos<br />
e esplendidamente.<br />
Mais isto e aquilo mais disto<br />
e daquilo.<br />
Trata-se da tua vida, Vicente Huidobro:<br />
Aqui yace el poeta Vicente Huidobro/<br />
abrid la tumba/ al fondo de esta<br />
tumba/ se ve el mar.<br />
De navio de alto bordo, a tua poesia<br />
é um chapéu alto.<br />
Trata-se apenas da tua vida, Vicente<br />
Huidobro.</em></p>
<p>***</p>
<p>HOMENAGEM A FLORBELA ESPANCA</p>
<p><em>Ser poeta é saber<br />
rimar coração<br />
com vinho do Dão.</em></p>
<p>***</p>
<p>HUGO, O MEU CAVALO COMUNISTA</p>
<p><em>Apanho o navio em Arraiolos<br />
e fugindo com graça e gosto<br />
me embarco para o Redondo.<br />
À proa, enchem-se os rapazes<br />
de tanto bailar<br />
e já em S. Miguel de Machede<br />
todos me vêem a florear<br />
Hugo, o meu cavalo comunista,<br />
e a engordar de pasto<br />
a poesia.</em></p>
<p>***</p>
<p>O SONETO ALCOÓLICO</p>
<p><em>Até ver e pelo que vejo<br />
a meu ver um soneto<br />
deve ver pelos seus olhos<br />
e pelos olhos dos outros.<br />
Mais: um soneto alcoólico<br />
deve andar cheio de tinto<br />
e não ir para a taberna<br />
vestido e calçado.</em></p>
<p>[in <em>Os Poetas Adoram Massagens</em>, edição do autor, 2011]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um Booker vintage</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 17:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário do Booker (2011)]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Ilustração de Pedro Vieira Trinta e um minutos. Pouco mais de meia-hora foi quanto durou a reunião final do júri do Man Booker Prize 2011 — presidido por uma antiga directora do MI5, Dame Stella Rimington — que atribuiu a vitória ao romance The Sense of an Ending, de Julian Barnes. A rapidez, porém, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/barnes.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/barnes.jpg" alt="" title="barnes" width="326" height="435" class="alignnone size-full wp-image-15243" /></a><br />
<em>Ilustração de <a href="http://irmaolucia.blogs.sapo.pt/">Pedro Vieira</a></em></p>
<p>Trinta e um minutos. Pouco mais de meia-hora foi quanto durou a reunião final do júri do Man Booker Prize 2011 — presidido por uma antiga directora do MI5, Dame Stella Rimington — que atribuiu a vitória ao romance <em>The Sense of an Ending</em>, de Julian Barnes. A rapidez, porém, é enganadora. Antes de se chegar a um consenso, houve um outro livro (não especificado) que ainda deu luta a Barnes, o favorito dos críticos e das agências de apostas. No fim, era previsível que o autor de <em>Uma História do Mundo em Dez Capítulos e Meio</em> conquistasse finalmente o mais cobiçado prémio literário da língua inglesa, no valor de 50 mil libras (cerca de 57 mil euros), depois de três presenças falhadas na <em>shortlist</em> — com <em>O Papagaio de Flaubert</em> (1984), <em>Inglaterra, Inglaterra</em> (1998) e <em>Arthur &#038; George</em> (2005).<br />
A vitória era previsível não apenas porque <em>The Sense of an Ending</em> se destaca efectivamente como o melhor dos seis romances finalistas (micro-críticas de todos eles mais abaixo), mas porque o triunfo de Barnes de certa forma permite uma saída airosa para um júri que esteve debaixo de fogo nas últimas semanas. A agitação mediática começou assim que foi anunciada a <em>shortlist</em>, no início de Setembro, com o júri a assumir que a «facilidade de leitura» fora um dos principais critérios tidos em conta na escolha dos finalistas. A reacção indignada de vários críticos e editores não se fez esperar. Na imprensa, surgiram vários artigos de opinião que acusavam Rimington de abdicar ostensivamente da exigência literária, o selo de qualidade que estabeleceu o prestígio do Booker, em favor de um populismo ao serviço da lógica comercial do <em>mainstream</em>. Muitos críticos questionaram ainda a exclusão de autores mais exigentes, como Alan Hollinghurst (<em>The Stranger’s Child</em>), Edward St. Aubyn (<em>At Last</em>) e Ali Smith (<em>There But For The</em>), dando a entender que o prémio, ao prosseguir este caminho, provaria ter já ultrapassado o prazo de validade.<br />
Aproveitando a «crise do Booker», houve mesmo um grupo de autores e agentes literários que propuseram a criação de um novo prémio, o Literature Prize, capaz de assumir o papel de promoção da excelência literária que o Booker supostamente teria deixado de cumprir. Com o apoio de alguns nomes fortes no meio (como John Banville, Mark Haddon, Nicole Krauss ou David Mitchell) e a cumplicidade da <em>inteligentsia</em> editorial britânica, os promotores do novo prémio ainda procuram patrocínios e esperam surgir em 2012 como uma alternativa válida. Até lá, o clima de guerra aberta — com Rimington a dizer que os críticos da <em>shortlist</em> são «patéticos» e a sugerir, no seu discurso de entrega, que o mundo editorial tem mais intrigas do que os meandros da espionagem, de onde veio — promete bastante animação para os próximos meses nas páginas de cultura dos jornais britânicos.</p>
<p><img src="http://www.britevents.com/img/news/booker-prize-for-julian-barnes.jpg" alt="" /></p>
<p>Quanto a Julian Barnes, que sempre teve uma relação difícil com o Booker, chegando a chamar-lhe «bingo chique», mostrou-se sobretudo aliviado: «Não queria ir para a cova e depois ganhar um Beryl» (referência a Beryl Bainbridge, cinco vezes finalista derrotada, a quem foi atribuído um Booker honorário póstumo). Já a polémica sobre a «facilidade de leitura» lhe parece uma falsa questão: «A maioria dos grandes livros são fáceis de ler. Todas as <em>shortlists</em> da última década continham sobretudo livros que se podem considerar de leitura fácil.»<br />
Barnes garante ainda que o facto de ter sido premiado não alterou as reservas manifestadas ao longo dos anos. Para ele, o Booker continua a comprometer a lucidez das pessoas, sobretudo dos escritores, que se deixam levar por uma mistura de «esperança, desejo, ganância e expectativa». Retomando a metáfora da sorte, ironizou: «A melhor forma de manter a sanidade é encarar isto como uma lotaria, até ao momento em que se ganha. A partir daí, passamos a considerar que os jurados são as cabeças mais sábias da Cristandade literária.» Planos para gastar as 50 mil libras, também tem: «O primeiro item da lista é uma bracelete para o relógio, mas pensando bem talvez possa comprar um relógio inteiro.» E talvez o use com o mostrador virado para baixo, como o protagonista do seu livro.<br />
Lúcia Pinho e Melo, da Quetzal, a editora que publica neste momento Julian Barnes no nosso país, recebeu com muita alegria as notícias que chegaram de Londres: «Ele é um escritor maravilhoso e já merecia este prémio há muito tempo. Era uma questão de justiça.» Comprados os direitos de <em>The Sense of an Ending</em> há cerca de mês e meio, quando foi anunciada a <em>shortlist</em>, a tradução foi de imediato entregue a Helena Cardoso, «uma barnesiana», acelerando os prazos de produção do novo livro para a eventualidade de uma vitória no Booker. «Embora o efeito deste prémio por cá não se compare com o que acontece em Inglaterra, esperamos um aumento das vendas deste autor que nunca foi <em>best-seller</em> em Portugal, aumento talvez extensivo aos livros dele que editámos ou reeditámos recentemente, como <em>Nada a Temer</em> ou <em>O Papagaio de Flaubert</em>». Se tudo correr bem, <em>O Sentido do Fim</em> estará nas livrarias em meados de Novembro.</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sentido_barnes.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sentido_barnes-191x300.jpg" alt="" title="sentido_barnes" width="191" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-15246" /></a></p>
<p><strong>Breve análise aos seis finalistas do Man Booker Prize 2011:</strong></p>
<p><em>The Sense of an Ending</em><br />
Julian Barnes<br />
Jonathan Cape, 160 págs.<br />
*****</p>
<p><img src="http://theasylum.files.wordpress.com/2011/08/the-sense-of-an-ending-julian-barnes.jpg" alt="" /></p>
<p>Todos nós vivemos imersos no tempo. É ele que nos molda e sustém. Mas também é ele que nos atraiçoa. Eis a lição que Tony Webster, o subtil e evasivo narrador do último romance de Julian Barnes, aprende tarde na vida, ao querer dar um sentido ao passado. Já na reforma, tranquilo na sua solidão (mantém um contacto caloroso mas pouco regular com a ex-mulher e com a filha), recebe um misterioso eco da juventude, quando a mãe de uma namorada ocasional da adolescência, com quem não se chegou a envolver de forma séria, lhe deixa em testamento o diário de um dos seus melhores amigos: Adrian Finn. Ele era o mais inteligente e promissor do seu grupo de amigos, mas suicidou-se, lançando com a sua morte uma sombra sobre os companheiros. Tony recupera então, pouco a pouco, as memórias dessa amizade antiga e desse amor que não chegou a ser, mergulhando na matéria «mutável» do passado, com os seus abismos e armadilhas, as suas verdades voláteis e segredos dolorosos. Barnes conduz Tony até à revelação dos seus erros, da sua cegueira, da dor que inflingiu aos outros sem se aperceber. E fá-lo com tal mestria que o desenlace da história, quando chega, é tão poderoso e surpreendente para o protagonista como para o leitor. Só por esta precisão narrativa, <em>The Sense of an Ending</em> seria sempre um grande livro. Mas a escrita de Barnes — com as suas frases perfeitas, por vezes a raiar o sublime — torna-o uma obra-prima.</p>
<p>/////////////////////////////////////////////////</p>
<p><em>The Sisters Brothers</em><br />
Patrick DeWitt<br />
Ecco, 320 págs.<br />
****</p>
<p><img src="http://www.mdbell.com/storage/dewitt-sisters-brothers-440x663.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1313589052146" alt="" /></p>
<p>O ano é 1851. Além de gémeos, Eli e Charlie são companheiros de trabalho, conhecidos em todo o estado do Oregon como uma temível dupla de assassinos a soldo. O Commodore para quem trabalham decide enviá-los para a Califórnia, onde é suposto matarem um homem chamado Hermann Kermit Warm, inventor de uma fórmula química que permite descobrir mais facilmente as pepitas de ouro no fundo dos rios. Charlie é bruto e conflituoso. Eli é atento e sensível, deixando uma mulher à espera em cada lugar por onde passa. Os irmãos discutem por tudo e por nada mas entendem-se, confiam um no outro, apoiam-se sempre que necessário. Aos solavancos, entre bebedeiras de caixão à cova e dores de dentes, a sua bizarra odisseia vai avançando, fluida e divertida, iluminada por súbitas explosões de uma violência tarantinesca. Recorrendo a todos os códigos do género, mas com uma espécie de distanciamento irónico, o canadiano Patrick DeWitt escreveu um <em>western</em> ácido e picaresco que se lê com um entusiasmo crescente. O humor é refinado, os diálogos são excelentes, a consistência estilística nunca vacila. Só o inesperado final feliz é que soa um pouco a falso, como se DeWitt já não soubesse o que fazer com as extraordinárias personagens que criou.</p>
<p>//////////////////////////////////////////////////</p>
<p><em>Jamrach&#8217;s Menagerie</em><br />
Carol Birch<br />
Canongate, 347 págs.<br />
****<br />
<img src="http://1.bp.blogspot.com/-GxQEHFLgA7Y/Tdk13yPO3xI/AAAAAAAABPE/Q7slbgFqzWI/s1600/JAMRACH.jpg" alt="" /></p>
<p>Na origem deste romance está uma história verdadeira, imortalizada numa estátua que pode ser vista no bairro de Wapping, em Londres. No séc. XIX, Charles Jamrach era um importador de animais exóticos que tanto abastecia o jardim zoológico como o estúdio do pintor Dante Gabriel Rossetti. Certo dia, um dos seus caixotes abriu-se em plena rua e saiu lá de dentro um tigre de Bengala. Uma criança aproximou-se então do que julgava ser um estranho gato e só não foi devorada porque Jamrach conseguiu intervir <em>in extremis</em>. O que Carol Birch faz no seu livro é inventar uma vida para essa criança anónima, aqui convertida num rapaz a que não falta um nome (Jaffy Brown) e uma certa aura de herói romântico. Impressionado com a coragem de Brown, Jamrach contrata-o para a sua loja, mas a ambição do miúdo não tem limites. Ao ver os navios de grandes mastros no porto de Londres, ele sente o apelo das aventuras marítimas e acaba por ser recompensado, ao embarcar numa expedição organizada pelo seu mestre, com o objectivo de capturar, nas paragens remotas do Pacífico Sul, um grande lagarto a que chamam «dragão». A viagem — épica e devastadora — é um tirocínio para a idade adulta que Birch narra com majestade e brilho, tendo sempre no horizonte a prosa de Dickens e Melville.</p>
<p>///////////////////////////////////////////////////</p>
<p><em>Half Blood Blues</em><br />
Esi Edugyan<br />
Serpent&#8217;s Tail, 343 págs.<br />
***</p>
<p><img src="http://images.borders.com.au/images/bau/83080c92/83080c92-d8e9-4a06-8539-6f72b14e9a48/0/0/plain/half-blood-blues.jpg" alt="" /></p>
<p>O aspecto mais interessante de <em>Half Blood Blues</em>, da escritora canadiana Esi Edugyan, é a abordagem aos problemas com que se defrontaram, durante a II Grande Guerra, os alemães negros — ou <em>mischling</em> (mestiços) — que embora menos perseguidos do que os judeus ou os comunistas, ficaram em situação precária ao perderem a cidadania alemã. Hieronimus Falk é um desses <em>mischlings</em>, além de trompetista genial, em quem toda a gente vê um futuro herdeiro de Louis Armstrong. No circuito do jazz berlinense dos anos 30, ele junta-se a um grupo de músicos ecléctico, de que fazem parte dois negros americanos de Baltimore: Sid Griffiths (contrabaixo) e Chip Jones (bateria). Obrigados a fugir para Paris no início da guerra, estes homens ficam marcados pelo momento em que Falk é detido pelos nazis e desaparece de circulação. Narrado por Sid, o livro salta para trás e para a frente no tempo, dissecando as relações de amizade entre os músicos e os estragos provocados pela inveja, pelo ciúme e pela traição. Edugyan tece bem os vários planos da história, mas é pena que deixe praticamente de lado a figura de Falk e o seu percurso na sombra, chamando para primeiro plano uma história de amor relativamente vulgar. Aqui e ali tropeçamos também em clichés (sobretudo nas cenas musicais) e em diálogos que parecem ter sido escritos já a pensar numa adaptação cinematográfica (que não deve tardar muito).</p>
<p>//////////////////////////////////////////////////</p>
<p><em>Snowdrops</em><br />
A. D. Miller<br />
Atlantic Books, 271 págs.<br />
***</p>
<p><img src="http://farm7.static.flickr.com/6180/6266509006_64da78db4c.jpg" alt="" /></p>
<p>A dado momento, uma das personagens secundárias de <em>Snowdrops</em> resume tudo numa frase. Na Rússia não há histórias políticas, nem de negócios, nem de amor. «Só há histórias de crime.» O primeiro romance de A. D. Miller, que foi correspondente em Moscovo da revista <em>The Economist</em>, é precisamente uma história de crime em que o narrador, um advogado inglês que avaliza empréstimos bancários, se deixa envolver gradualmente, à medida que a atmosfera de imoralidade impune dos anos 90 (logo a seguir ao colapso da URSS e à liberalização caótica da economia russa) o envolve, acabando por comprometer os seus padrões éticos. Miller é particularmente eficaz na descrição do longo inverno moscovita, com os seus vários tipos de neve (e de frio), os cadáveres escondidos sob a brancura suja e as gradações do degelo. É também certeiro na anatomia de um sistema corrupto assente na fraude, na falsificação de documentos e nas mais mirabolantes formas de embuste. Entre restaurantes a flutuar no rio e <em>datchas</em> sumptuosas, seduzido por uma rapariga que lhe canta a canção do bandido, o narrador é ludibriado mas pelo menos não esconde que, no fundo, se deixou enganar.</p>
<p>//////////////////////////////////////////////////</p>
<p><em>Pigeon English</em><br />
Stephen Kelman<br />
Bloomsbury, 264 págs.</p>
<p><img src="http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/01842/kelmanstory1_1842522f.jpg" alt="" /></p>
<p>Harri Opoku é um rapazinho de 11 anos que vive, com a mãe e a irmã mais velha, no nono andar de um bloco de apartamentos gigantesco, algures ao sul de Londres, enquanto espera que o pai e a irmã mais nova, ainda retidos no Gana, possam juntar-se ao resto da família. Ao contar a história de um crime ocorrido no bairro (a morte por esfaqueamento de um adolescente, à porta de uma loja de <em>fast food</em>), Harri vai mostrando a violência que germina nas franjas da sociedade inglesa, no seio das populações mais desfavorecidas, e que explode nas lutas entre gangues juvenis. O livro está escrito numa espécie de crioulo (<em>pidgen</em>), em que o inglês se mistura com palavras africanas e as mais variadas formas de calão. Enquanto se circunscreve ao quotidiano de jovens sem grandes perspetivas, ávidos de bens de consumo que lhes são inacessíveis (uns ténis de marca, um <em>smartphone</em>), Stephen Kelman dá boa conta do recado. Só que depois não resiste à grandiloquência (através dos disparatados monólogos de um pombo) e o efeito de surpresa desta obra de estreia desvanece-se. Embora com passagens fortes, este é sem dúvida o romance mais fraco <em>shortlist</em> de 2011.</p>
<p>[Textos publicados no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <em>Expresso</em>]</p>
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		<title>Teaser</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 22:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Encontro de gigantes, na próxima Ler.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ler.blogs.sapo.pt/823971.html">Encontro de gigantes</a>, na próxima <em>Ler</em>.</p>
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		<title>World Shakespeare Festival</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 10:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começa a 23 de Abril de 2012.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.worldshakespearefestival.org.uk/">Começa a 23 de Abril de 2012</a>.</p>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 20:36:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Crítica da Razão Cínica, de Peter Sloterdijk (Relógio d&#8217;Água), por António Guerreiro - 365 Dias com Histórias da História de Portugal, de Luís Almeida Martins (Esfera dos Livros), por Anabela Natário - Como os Políticos Enriquecem em Portugal, de António Sérgio Azenha (Lua de Papel), por Cristina Figueiredo - Uma Vasta e Deserta Paisagem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Crítica da Razão Cínica</em>, de Peter Sloterdijk (Relógio d&#8217;Água), por António Guerreiro<br />
- <em>365 Dias com Histórias da História de Portugal</em>, de Luís Almeida Martins (Esfera dos Livros), por Anabela Natário<br />
- <em>Como os Políticos Enriquecem em Portugal</em>, de António Sérgio Azenha (Lua de Papel), por Cristina Figueiredo<br />
- <em>Uma Vasta e Deserta Paisagem</em>, de Kjell Askildsen (Ahab), por Pedro Mexia<br />
- <em>Contos Sombrios</em>, de Mónica Baldaque (Ulisseia), por Carlos Bessa</p>
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		<title>O que aí vem (ASA)</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 16:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Novembro: Autobiografia, de Agatha Christie; Uma Menina de Boas Famílias, de Elizabeth Edmondson; Jesus, o Homem que era Deus, de Max Gallo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Novembro: <em>Autobiografia</em>, de Agatha Christie; <em>Uma Menina de Boas Famílias</em>, de Elizabeth Edmondson; <em>Jesus, o Homem que era Deus</em>, de Max Gallo.</p>
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		<title>Sístole e diástole</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 18:48:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[«Um gato esticou as pernas, as paredes se retesaram. A pressão do ar achatou os corpos contra o colchão, a casa inteira se acendeu e apagou, uma lâmpada no meio do vale. O trovão soou comprido ao alcançar o lado oposto da serra. Debaixo da construção a terra, de carga negativa, recebeu o raio positivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«Um gato esticou as pernas, as paredes se retesaram. A pressão do ar achatou os corpos contra o colchão, a casa inteira se acendeu e apagou, uma lâmpada no meio do vale. O trovão soou comprido ao alcançar o lado oposto da serra. Debaixo da construção a terra, de carga negativa, recebeu o raio positivo de uma nuvem vertical. As cargas invisíveis se encontraram na casa dos Malaquias.<br />
O coração do casal fazia a sístole, momento em que a aorta se fecha. Com a via contraída, a descarga não pôde atravessá-los e aterrar-se. Na passagem do raio, pai e mãe inspiraram, o músculo cardíaco recebeu o abalo sem escoamento. O clarão aqueceu o sangue em níveis solares e pôs-se a queimar toda a árvore circulatória. Um incêndio interno que fez o coração, cavalo que corre por si, terminar a corrida em Donana e Adolfo.<br />
Nas crianças, nos três, o coração fazia a diástole, a via expressa estava aberta. O vaso dilatado não perturbou o curso da electricidade e o raio seguiu pelo funil da aorta. Sem afetar o órgão, os três tiveram queimaduras ínfimas, imperceptíveis.»</p>
<p>[in <em>Os Malaquias</em>, de Andréa del Fuego, Língua Geral, 2010]</p>
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		<title>Andréa del Fuego</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 18:14:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Nasceu em S. Paulo, Brasil, em 1975. Publicou Minto enquanto posso (2004), Nego Tudo (2005), Engano seu (2007), Nego Fogo (2009) e Os Malaquias (2010). Fez publicidade e cinema. Escreveu vários blogues, mantendo actualmente um que leva o seu nome. À esquerda, com Nelida Piñon e Pilar del Río (juradas)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nasceu em S. Paulo, Brasil, em 1975. Publicou <em>Minto enquanto posso</em> (2004), <em>Nego Tudo</em> (2005), <em>Engano seu</em> (2007), <em>Nego Fogo</em> (2009) e <em>Os Malaquias</em> (2010). Fez publicidade e cinema. Escreveu vários blogues, mantendo actualmente <a href="http://andreadelfuego.wordpress.com">um que leva o seu nome</a>.</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/20111025-191919.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/20111025-191919.jpg" alt="20111025-191919.jpg" class="alignnone size-full" /></a><br />
<em>À esquerda, com Nelida Piñon e Pilar del Río (juradas)</em></p>
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		<title>E o vencedor do Prémio José Saramago 2011 é&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 17:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Andréa del Fuego, com <em>Os Malaquias</em>.</p>
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		<title>Prognóstico para logo à tarde</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 09:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Cordilheira, de Daniel Galera (Caminho, 2010).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-gravidez-utopica/">Cordilheira</a></em>, de Daniel Galera (Caminho, 2010).</p>
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