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	<title>Bibliotecário de Babel &#187; Geral</title>
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	<description>Sobre livros e literatura, autores e editoras. Por José Mário Silva.</description>
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		<title>Por uma Esquerda que não permaneça, de braços caídos, passiva e mole, a assistir ao colapso de todas as suas conquistas</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 15:35:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis o Manifesto para uma Esquerda Livre: «Portugal afunda-se, a Europa divide-se e a Esquerda assiste, atónita. As raízes desta crise estão no desprezo do que é público, no desperdício de recursos, no desfazer do contrato social, na desregulação dos mercados, na desorientação dos governos, na desunião europeia e na degradação da democracia. Em Portugal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis o <em>Manifesto</em> <a href="http://paraumaesquerdalivre.net/">para uma Esquerda Livre</a>:</p>
<blockquote><p>«Portugal afunda-se, a Europa divide-se e a Esquerda assiste, atónita.<br />
As raízes desta crise estão no desprezo do que é público, no desperdício de recursos, no desfazer do contrato social, na desregulação dos mercados, na desorientação dos governos, na desunião europeia e na degradação da democracia.<br />
Em Portugal e na Europa, a direita domina os governos, as instituições e boa parte do debate público. A direita concerta-se com facilidade, tem uma agenda ideológica e um programa para aplicar. A direita proclama que o estado social morreu e que os direitos, a que chamam adquiridos, são para abater.<br />
Em Portugal e na Europa, a esquerda está dividida entre a moleza e a inconsequência. Esta esquerda, às vezes tão inflexível entre si, acaba por deixar aberto o caminho à ofensiva reaccionária em que agora vivemos, e à qual resistimos como podemos. Resistir, contudo, não basta.<br />
É necessário reconstruir uma República Portuguesa digna da palavra República e construir uma União Europeia digna da palavra União.<br />
É preciso propor aos portugueses, como aos outros europeus, um horizonte mais humano de desenvolvimento, um novo caminho para a economia e um novo pacto de justiça social.<br />
É possível fazê-lo. Uma esquerda corajosa deve apresentar alternativas concretas e decisivas para romper com a austeridade e sair da crise, debatidas de forma aberta e em plataformas inovadoras.<br />
A democracia pode vencer a crise. Mas a democracia precisa de nós.<br />
Apelamos a todos aqueles e aquelas que se cansaram de esperar – que não esperem mais.<br />
É a nós todos que cabe construir:<br />
UMA ESQUERDA MAIS LIVRE, com práticas democráticas efectivas, sem dogmas nem cedências sistemáticas à direita, liberta das suas rivalidades, do sectarismo e do feudalismo político que a paralisa. Uma esquerda de cidadãos dispostos a trabalhar em conjunto para que o país recupere a esperança de viver numa sociedade próspera e solidária.<br />
UM PORTUGAL MAIS IGUAL, socialmente mais justo, que respeite o direito ao trabalho condigno e combata as injustiças e desigualdades que o tornam insustentável. Um país decidido a superar a crise com uma estratégia de desenvolvimento económico e social, com uma economia que respeite as pessoas e o ambiente, numa democracia mais representativa e mais participada, com um Estado liberto dos interesses particulares que o parasitam.<br />
UMA EUROPA MAIS FRATERNA, à altura dos ideais que a fundaram, transformada pelos seus cidadãos numa verdadeira democracia. Uma Europa apoiada na solidariedade e na coesão dos países que a formam. Uma Europa que ambicione um alto nível de desenvolvimento económico, social e ambiental. Uma União que faça do pleno emprego um objectivo central da sua política económica, que dê um presente digno aos seus cidadãos e um futuro promissor às suas gerações jovens.»</p></blockquote>
<p>Eu já assinei, <a href="http://paraumaesquerdalivre.net/home/assine/">aqui</a>. A apresentação pública deste manifesto acontecerá amanhã, 17 de Maio, às 11h30, no Café do Cinema São Jorge, em Lisboa.</p>
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		<title>Noites do &#8216;Mauritânia&#8217;</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 22:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O Mauritânia Real é um dos restaurantes de Matosinhos que costuma reunir escritores à conversa, durante as edições do LeV (Literatura em Viagem), o encontro literário que costuma decorrer no final de Abril, sempre com muito público a assistir às sessões na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, mas foi este ano cancelado por razões financeiras que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Mauritânia Real é um dos restaurantes de Matosinhos que costuma reunir escritores à conversa, durante as edições do LeV (Literatura em Viagem), o encontro literário que costuma decorrer no final de Abril, sempre com muito público a assistir às sessões na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, mas foi este ano cancelado por razões financeiras que comprometeram o apoio da autarquia ao projecto. O organizador do LeV, Francisco Guedes, não baixou os braços e resolveu «abrir outra porta», para que «o público ligado a estas coisas da cultura tenha onde ir quando se sentir mais pachorrento». Nasceu assim a ideia de jantares-encontros com escritores, a realizar todas as quintas-feiras, até 15 de Julho, justamente no Mauritânia Real. As marcações fazem-se para o 96.230.07.66 (Artur), ao preço de 25 euros (com direito a «repetir sólidos e líquidos»). </p>
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		<title>Balanço da Feira do Livro</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 23:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar dos bons resultados em termos de afluência e de vendas, uma grande parte dos editores presentes protestaram contra as datas e os horários da edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa. E com toda a razão. Não faz sentido que a Feira abra portas no fim de Abril (sujeita à instabilidade meteorológica) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar dos bons resultados em termos de afluência e de vendas, uma <a href="http://www.publico.pt/Cultura/mais-de-50-editores-protestam-contra-datas-e-horarios-da-feira-do-livro-de-lisboa---1545797">grande parte dos editores presentes protestaram contra as datas e os horários</a> da edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa. E com toda a razão. Não faz sentido que a Feira abra portas no fim de Abril (sujeita à instabilidade meteorológica) só para satisfazer os <em>timings</em> do presidente da Câmara do Porto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Cavalo de Ferro)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Rashōmon e Outras Histórias, de Ryūnosuke Akutagawa; Arde o Musgo Cinzento, de Thor Vilhjálmsson; O Escritor-fantasma, de Zoran Živković.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Rashōmon e Outras Histórias</em>, de Ryūnosuke Akutagawa; <em>Arde o Musgo Cinzento</em>, de Thor Vilhjálmsson; <em>O Escritor-fantasma</em>, de Zoran Živković.</p>
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		<title>Oito meninos juntos decidem contar uma história</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 19:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura Furiosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Leitura Furiosa de 2010, couberam-me seis alunos do ensino básico. Na de 2011, cinco homens a quem a vida pregou rasteiras. Este ano, voltei à escola e trabalhei com oito crianças da Escola n.º 10 do Castelo (Lisboa). Ei-las: Cátia Conceição, 7 anos Aurora Gomes, 7 anos Ana Francisca Teixeira, 8 anos Alexandre Monchique, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na <a href="http://bibliotecariodebahttp://bibliotecariodebabel.com/wp-admin/media-upload.php?post_id=16781&#038;TB_iframe=1&#038;width=640&#038;height=553bel.com/arquivo/mundo-editorial/leitura-furiosa/">Leitura Furiosa</a> de 2010, couberam-me <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/os-meus-meninos-leitura-furiosa/">seis alunos do ensino básico</a>. Na de 2011, <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/cinco-vidas-a-volta-de-uma-mesa-alias-de-duas/">cinco homens a quem a vida pregou rasteiras</a>. Este ano, voltei à escola e trabalhei com oito crianças da Escola n.º 10 do Castelo (Lisboa).<br />
Ei-las:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/cátia1.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/cátia1-224x300.jpg" alt="" title="cátia" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16783" /></a><br />
Cátia Conceição, 7 anos</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/aurora.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/aurora-224x300.jpg" alt="" title="aurora" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16785" /></a><br />
Aurora Gomes, 7 anos</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/af.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/af-224x300.jpg" alt="" title="af" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16786" /></a><br />
Ana Francisca Teixeira, 8 anos</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/alexandre.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/alexandre-224x300.jpg" alt="" title="alexandre" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16787" /></a><br />
Alexandre Monchique, 7 anos</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/joão.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/joão-224x300.jpg" alt="" title="joão" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16788" /></a><br />
João Alves, 7 anos</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/beatriz.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/beatriz-224x300.jpg" alt="" title="beatriz" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16789" /></a><br />
Beatriz Almeida, 7 anos</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/joana.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/joana-224x300.jpg" alt="" title="joana" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16790" /></a><br />
Joana Matos, 8 anos</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/ysabel.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/ysabel-224x300.jpg" alt="" title="ysabel" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16791" /></a><br />
Ysabel Silva, 7 anos</p>
<p>E a fotografia de grupo:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/grupo1.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/grupo1-300x224.jpg" alt="" title="grupo" width="300" height="224" class="alignnone size-medium wp-image-16792" /></a></p>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-143/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 20:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com Juan Marsé, autor de Caligrafia dos Sonhos (Dom Quixote), e recensão ao livro, por José Mário Silva - O Bibliófilo Aprendiz, de Rubens Borba de Moraes (Letra Livre), por Manuel de Freitas - Morte de uma Estação, de Antonia Pozzi (Averno), por Pedro Mexia - Barro, de Rui Nunes (Relógio d&#8217;Água), por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Juan Marsé, autor de <em>Caligrafia dos Sonhos</em> (Dom Quixote), e recensão ao livro, por José Mário Silva<br />
- <em>O Bibliófilo Aprendiz</em>, de Rubens Borba de Moraes (Letra Livre), por Manuel de Freitas<br />
- <em>Morte de uma Estação</em>, de Antonia Pozzi (Averno), por Pedro Mexia<br />
- <em>Barro</em>, de Rui Nunes (Relógio d&#8217;Água), por António Guerreiro<br />
- <em>Os Cães</em>, de Ola Nilsson (Eucleia), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Índia &#8211; Uma Biografia Íntima</em>, de Patrick French (Temas e Debates), por Luís M. Faria<br />
- <em>A Próxima Década</em>, de George Friedman (Dom Quixote), por Cristina Peres<br />
- Escolhas de Anabela Mota Ribeiro</p>
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		</item>
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		<title>Leitura Furiosa (este fim-de-semana)</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 11:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/Convite-LF.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/Convite-LF-211x300.jpg" alt="" title="Convite LF" width="211" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16753" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Saída de Emergência)</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 00:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brisa do Orient (Vol. 2), de Paloma Sánchez Garníca; Nero, de Vincent Cronin; Luz e Sombras, de Anne Bishop; A Jóia Encantada, de R. A. Salvatore; A Jornada do Assassino, de Robin Hobb.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A Brisa do Orient (Vol. 2)</em>, de Paloma Sánchez Garníca; <em>Nero</em>, de Vincent Cronin; <em>Luz e Sombras</em>, de Anne Bishop; <em>A Jóia Encantada</em>, de R. A. Salvatore; <em>A Jornada do Assassino</em>, de Robin Hobb.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Manuel Alegre</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-manuel-alegre/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 18:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[OS SANTOS DE RIBERA Os santos de Ribera têm as unhas sujas cabelo curto a barba por fazer em rostos curtidos e morenos os santos de Ribera são todos espanhóis camponeses apóstolos cor de terra só o corpo de Cristo tem a palidez de uma lua morta de Andaluzia e não há rosto mais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>OS SANTOS DE RIBERA<em></p>
<p>Os santos de Ribera têm as unhas sujas<br />
cabelo curto<br />
a barba por fazer em rostos curtidos e morenos<br />
os santos de Ribera são todos espanhóis<br />
camponeses apóstolos cor de terra<br />
só o corpo de Cristo tem a palidez<br />
de uma lua morta de Andaluzia<br />
e não há rosto mais de povo do que o rosto<br />
de Maria.<br />
Os santos de Ribera são outra fé<br />
outra hierarquia.</em></p>
<p>***</p>
<p>DEZEMBRO NAS MARGENS DO RIO</p>
<p><em>Aqui nas águas do rio<br />
quantas vezes nos banhámos<br />
mas agora ninguém chama<br />
ninguém salta dos salgueiros<br />
para o fundão junto à nora<br />
ninguém à tarde assobia<br />
para olharmos no areal<br />
as pernas das lavadeiras.<br />
Dezembro diz-se com frio.<br />
Diluídos na neblina<br />
vão aqueles que se banhavam<br />
comigo nas águas do rio.</em></p>
<p>***</p>
<p>OS GUERREIROS</p>
<p><em>Subitamente saíram da sombra.<br />
Vinham de cara ao sol<br />
com suas armas cintilantes<br />
soltando grandes gritos de combate<br />
para morrer diante da cidade<br />
que ninguém sabe ao certo onde ficava<br />
e talvez fosse apenas<br />
uma palavra.</em></p>
<p>***</p>
<p>ARTE POÉTICA</p>
<p><em>Nada se sabe<br />
que já não se saiba.</p>
<p>Nada se escreve<br />
que não esteja escrito.</p>
<p>Mas nada se sabe<br />
nada está escrito.</em></p>
<p>[in <em>Nada Está Escrito</em>, Dom Quixote, 2012]</p>
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		<title>Bairro dos Livros</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 11:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Fica no Porto e está com nova dinâmica, novo fôlego, novo impulso para marcar a vida cultural da cidade. Todas as informações (das livrarias aderentes às vantagens para o leitor) podem ser consultadas aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bairrodoslivros.wordpress.com/"><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/bairro_livros.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/bairro_livros.jpg" alt="" title="bairro_livros" width="210" height="170" class="alignnone size-full wp-image-16760" /></a></a></p>
<p>Fica no Porto e está com nova dinâmica, novo fôlego, novo impulso para marcar a vida cultural da cidade. Todas as informações (das livrarias aderentes às vantagens para o leitor) podem ser consultadas <a href="http://bairrodoslivros.wordpress.com/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Dom Quixote)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-dom-quixote-15/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 12:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Teoria Geral do Esquecimento, de José Eduardo Agualusa; Até ao Fim da Terra, de David Grossman; Goodbye, Columbus, de Philip Roth; Pornografia, de Witold Gombrowicz; A Coisa à Volta do Teu Pescoço, de Chimamanda Ngozi Adichie; Caçadores de Cabeças, de Jo Nesbø; Fórmulas de uma Luz, de Nuno Júdice.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Teoria Geral do Esquecimento</em>, de José Eduardo Agualusa; <em>Até ao Fim da Terra</em>, de David Grossman; <em>Goodbye, Columbus</em>, de Philip Roth; <em>Pornografia</em>, de Witold Gombrowicz; <em>A Coisa à Volta do Teu Pescoço</em>, de Chimamanda Ngozi Adichie; <em>Caçadores de Cabeças</em>, de Jo Nesbø; <em>Fórmulas de uma Luz</em>, de Nuno Júdice.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tolstoi ou Dostoievski?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 23:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma discussão apaixonante e sem resposta lógica que não seja «os dois». É como o duelo Messi-Cristiano Ronaldo, só que aplicado à literatura russa do século XIX.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma <a href="http://www.themillions.com/2012/04/tolstoy-or-dostoevsky-8-experts-on-whos-greater.html">discussão apaixonante</a> e sem resposta lógica que não seja «os dois». É como o duelo Messi-Cristiano Ronaldo, só que aplicado à literatura russa do século XIX.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;O que é ler?&#8217; (terceira parte)</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 20:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois deste e deste, eis o último vídeo de celebração dos 25 anos da revista Ler, com sete escritores (Eduardo Sacheri, Inês Pedrosa, Margarida Vale de Gato, Helena Vasconcelos, Manuel Jorge Marmelo, Miguel Miranda e Onésimo Teotónio Almeida) a dizerem em que consiste, para cada um deles, o acto da leitura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/40832644?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Depois <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-e-ler-oito-respostas/">deste</a> e <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-e-ler-segunda-parte/">deste</a>, eis o último vídeo de celebração dos 25 anos da revista <em><a href="http://ler.blogs.sapo.pt/">Ler</a></em>, com sete escritores (Eduardo Sacheri, Inês Pedrosa, Margarida Vale de Gato, Helena Vasconcelos, Manuel Jorge Marmelo, Miguel Miranda e Onésimo Teotónio Almeida) a dizerem em que consiste, para cada um deles, o acto da leitura.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As seis regras de John Updike</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 19:42:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[John Updike]]></category>

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		<description><![CDATA[Num texto de 1977, John Updike resumiu um conjunto de seis regras a seguir pelos críticos literários, no exercício do seu trabalho. Ei-las: «1. Try to understand what the author wished to do, and do not blame him for not achieving what he did not attempt. 2. Give him enough direct quotation–at least one extended [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num texto de 1977, John Updike resumiu <a href="http://www.brainpickings.org/index.php/page/4/">um conjunto de seis regras</a> a seguir pelos críticos literários, no exercício do seu trabalho. Ei-las:</p>
<blockquote><p>«<strong>1.</strong> Try to understand what the author wished to do, and do not blame him for not achieving what he did not attempt.<br />
<strong>2.</strong> Give him enough direct quotation–at least one extended passage–of the book’s prose so the review’s reader can form his own impression, can get his own taste.<br />
<strong>3.</strong> Confirm your description of the book with quotation from the book, if only phrase-long, rather than proceeding by fuzzy precis.<br />
<strong>4.</strong> Go easy on plot summary, and do not give away the ending. (How astounded and indignant was I, when innocent, to find reviewers blabbing, and with the sublime inaccuracy of drunken lords reporting on a peasants’ revolt, all the turns of my suspenseful and surpriseful narrative! Most ironically, the only readers who approach a book as the author intends, unpolluted by pre-knowledge of the plot, are the detested reviewers themselves. And then, years later, the blessed fool who picks the volume at random from a library shelf.)<br />
<strong>5.</strong> If the book is judged deficient, cite a successful example along the same lines, from the author’s ouevre or elsewhere. Try to understand the failure. Sure it’s his and not yours?<br />
To these concrete five might be added a vaguer sixth, having to do with maintaining a chemical purity in the reaction between product and appraiser. Do not accept for review a book you are predisposed to dislike, or committed by friendship to like. Do not imagine yourself a caretaker of any tradition, an enforcer of any party standards, a warrior in an idealogical battle, a corrections officer of any kind. Never, never (John Aldridge, Norman Podhoretz) try to put the author ‘in his place,’ making him a pawn in a contest with other reviewers. Review the book, not the reputation. Submit to whatever spell, weak or strong, is being cast. Better to praise and share than blame and ban. The communion between reviewer and his public is based upon the presumption of certain possible joys in reading, and all our discriminations should curve toward that end.»</p></blockquote>
<p>Concordo particularmente com esta frase: «Better to praise and share than blame and ban.» </p>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 20:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- O Legado de Humboldt, de Saul Bellow (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo - Baque, de Fabio Weintraub (Língua Morta), por António Guerreiro - Revista Portuguesa de História do Livro, vol. 28 (Távola Redonda), por Luísa Meireles - Éramos Felizes e Não Sabíamos, de Pedro Vieira (Quetzal), por Pedro Mexia - A Confissão da Leoa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>O Legado de Humboldt</em>, de Saul Bellow (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Baque</em>, de Fabio Weintraub (Língua Morta), por António Guerreiro<br />
- <em>Revista Portuguesa de História do Livro</em>, vol. 28 (Távola Redonda), por Luísa Meireles<br />
- <em>Éramos Felizes e Não Sabíamos</em>, de Pedro Vieira (Quetzal), por Pedro Mexia<br />
- <em>A Confissão da Leoa</em>, de Mia Couto (Caminho), por José Mário Silva<br />
- Escolhas de Luís Soares</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Livros Horizonte)</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 16:58:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Sexo &#038; Amores: não vás às escuras, de Adele Cherreson Cole; Psico-truques para crianças dos 3 aos 6 anos, de Suzanne Vallières; Design Gráfico em Portugal, de Margarida Fragoso; Três Tristes Tontos, de Tony Ross (infantil); Não berres comigo, pai!, de Philip Waechter/Moni Port (infantil).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sexo &#038; Amores: não vás às escuras</em>, de Adele Cherreson Cole; <em>Psico-truques para crianças dos 3 aos 6 anos</em>, de Suzanne Vallières; <em>Design Gráfico em Portugal</em>, de Margarida Fragoso; <em>Três Tristes Tontos</em>, de Tony Ross (infantil); <em>Não berres comigo, pai!</em>, de Philip Waechter/Moni Port (infantil).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Revista ‘Ler’, n.º 113</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 20:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Já nas bancas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capaLerMaio.jpeg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capaLerMaio-211x300.jpg" alt="" title="Layout 1" width="211" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16718" /></a><em><br />
Clique para aumentar</em></p>
<p>Já nas bancas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Onde estão vocês, romancistas?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 22:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Querem melhor início de narrativa pós-moderna sobre o apocalipse da nossa civilização do que as invasões às lojas do Pingo Doce em pleno 1.º de Maio (com toda a carga simbólica da usurpação da luta dos trabalhadores, perversamente sobreposta, até em tempo de antena nos noticiários, pela mais desesperada luta darwiniana entre vítimas da crise)? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querem melhor início de narrativa pós-moderna sobre o apocalipse da nossa civilização do que as invasões às lojas do Pingo Doce em pleno 1.º de Maio (com toda a carga simbólica da usurpação da luta dos trabalhadores, perversamente sobreposta, até em tempo de antena nos noticiários, pela mais desesperada luta darwiniana entre vítimas da crise)? Algures entre o Saramago de <em>Ensaio sobre a Cegueira</em> e J.G. Ballard, está aqui um romance à espera de ser escrito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;Lucerna&#8217;</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 11:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro número da revista literária digital da Fundação José Saramago, dirigida por Sérgio Machado Letria e escrita pela dupla Sara Figueiredo Costa/Andreia Brites, já está disponível. Aqui. Na secção final, &#8216;Saramaguiana&#8217;, podem ser lidas três aproximações ao romance Claraboia (editado postumamente no ano passado), por Fernando Gómez Aguilera, Hector Abad Faciolince e Pilar del [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro número da revista literária digital da <a href="http://josesaramago.org/">Fundação José Saramago</a>, dirigida por Sérgio Machado Letria e escrita pela dupla Sara Figueiredo Costa/Andreia Brites, já está disponível. <a href="http://media.josesaramago.org/lucerna/lucerna.pdf">Aqui</a>. Na secção final, &#8216;Saramaguiana&#8217;, podem ser lidas três aproximações ao romance <em>Claraboia</em> (editado postumamente no ano passado), por Fernando Gómez Aguilera, Hector Abad Faciolince e Pilar del Río. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Debate na Feira do Livro</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 08:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo à noite, a partir das 21h00, no Auditório da APEL (Feira do Livro de Lisboa), estarei à conversa com Hélia Correia e Dulce Maria Cardoso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo à noite, a partir das 21h00, no Auditório da APEL (Feira do Livro de Lisboa), <a href="http://blogtailors.com/5890036.html">estarei à conversa com Hélia Correia e Dulce Maria Cardoso</a>.</p>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/hoje-na-seccao-de-livros-do-actual-8/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 08:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com Mia Couto, autor de A Confissão da Leoa (Caminho), por José Mário Silva - O Jazz da Bancarrota, de Paul van Ostaijen (7Nós), por António Guerreiro - Ar de Dylan, de Enrique Vila-Matas (Teodolito), por Pedro Mexia - Sonata para um Viajante, de Dimas Simas Lopes (Calendário de Letras), por Carlos Bessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Mia Couto, autor de <em>A Confissão da Leoa</em> (Caminho), por José Mário Silva<br />
- <em>O Jazz da Bancarrota</em>, de Paul van Ostaijen (7Nós), por António Guerreiro<br />
- <em>Ar de Dylan</em>, de Enrique Vila-Matas (Teodolito), por Pedro Mexia<br />
- <em>Sonata para um Viajante</em>, de Dimas Simas Lopes (Calendário de Letras), por Carlos Bessa<br />
- <em>Os Imperfeccionistas</em>, de Tom Rachman (Presença), por José Guardado Moreira<br />
- <em>Acerto de Contas</em>, de António de Sousa Duarte (Âncora), por Bruno Roseiro<br />
- <em>How to be a Woman</em>, de Caitlin Moran (Ebury Press), por Jorge Manuel Lopes<br />
- Escolhas de Hélia Correia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A arte de desenhar capas de livros</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-arte-de-desenhar-capas-de-livros/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 19:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Chip Kidd, um dos mestres do ofício, explica como se faz numa das conferências TED. Depois da abertura, excessivamente americana e apalhaçada, vale mesmo a pena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/cC0KxNeLp1E" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Chip Kidd, um dos mestres do ofício, explica como se faz numa das conferências TED. Depois da abertura, excessivamente americana e apalhaçada, vale mesmo a pena.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Planeta)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-planeta-6/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 17:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Luto pela Felicidade dos Portugueses, de Rui Zink; Voltar, de Sarah Adamopoulos; Uma Argola no Umbigo, de Alexandre Honrado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Luto pela Felicidade dos Portugueses</em>, de Rui Zink; <em>Voltar</em>, de Sarah Adamopoulos; <em>Uma Argola no Umbigo</em>, de Alexandre Honrado. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Há uma razão para os livros velhos cheirarem bem</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ha-uma-razao-para-os-livros-velhos-cheirarem-bem/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 16:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[E é química: «The ink and chemicals used in the production of a book reacts with heat, moisture and light, causing the organic materials to break down. This is especially true for books with high acidity, like those made during the 19th and 20th centuries.» Os investigadores descrevem os compostos orgânicos voláteis que se libertam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E é química: «<a href="http://www.huffingtonpost.com/2012/04/11/old-book-smell_n_1415275.html?ref=books&#038;ncid=edlinkusaolp00000008">The ink and chemicals used in the production of a book reacts with heat, moisture and light, causing the organic materials to break down. This is especially true for books with high acidity, like those made during the 19th and 20th centuries.</a>» Os investigadores descrevem os compostos orgânicos voláteis que se libertam quando folheamos um volume antigo desta forma: «A combination of grassy notes with a tang of acids and a hint of vanilla over an underlying mustiness.» Os críticos enófilos não diriam melhor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>World Book Night</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 10:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[É logo à noite.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.worldbooknight.org/">É logo à noite</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Faltam poetas em Londres</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/faltam-poetas-em-londres/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 10:35:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[More than 20 writers are still needed for an event to include a poet from every nation competing in the 2012 Olympics and Paralympics.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bbc.co.uk/news/entertainment-arts-17746304">More than 20 writers are still needed for an event to include a poet from every nation competing in the 2012 Olympics and Paralympics</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia Mundial do Livro</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 10:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[É hoje.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/diamundiallivro2012.gif"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/diamundiallivro2012.gif" alt="" title="diamundiallivro2012" width="400" height="567" class="alignnone size-full wp-image-16669" /></a></p>
<p>É <a href="http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugues/livro/promocaoLeitura/accoesPromocaoLeitura/diasMundiais/Paginas/DiasMundiaisdoLivro.aspx">hoje</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>João Queiroz na Letra E</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 23:25:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O encontro de ontem, resumido e ilustrado aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/exercicios-a-partir-de-spinoza/">encontro de ontem</a>, resumido e ilustrado <a href="http://espacollansol.blogspot.pt/2012/04/letra-e-spinoza-e-paisagem-com-joao.html">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Dom Quixote)</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 22:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada Está Escrito, de Manuel Alegre; Caligrafia dos Sonhos, de Juan Marsé; O Testamento Final da Bíblia Sagrada, de James Frey; e reedições de Um Espião Perfeito, de John Le Carré, e As Três Vidas, de João Tordo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nada Está Escrito</em>, de Manuel Alegre; <em>Caligrafia dos Sonhos</em>, de Juan Marsé; <em>O Testamento Final da Bíblia Sagrada</em>, de James Frey; e reedições de <em>Um Espião Perfeito</em>, de John Le Carré, e <em>As Três Vidas</em>, de João Tordo.</p>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 20:54:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- O Tempo Envelhece Depressa, de Antonio Tabucchi (Dom Quixote), por José Mário Silva - Dançar a Vida &#8211; Memórias, de Jorge Salavisa (Dom Quixote), por Cristina Margato - Ensinar o Caminho ao Diabo, de Miguel-Manso (Edição de Autor), por Pedro Mexia - A Revolta de Beja, de José Hipólito dos Santos (Âncora), por José [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>O Tempo Envelhece Depressa</em>, de Antonio Tabucchi (Dom Quixote), por José Mário Silva<br />
- <em>Dançar a Vida &#8211; Memória</em>s, de Jorge Salavisa (Dom Quixote), por Cristina Margato<br />
- <em>Ensinar o Caminho ao Diabo</em>, de Miguel-Manso (Edição de Autor), por Pedro Mexia<br />
- <em>A Revolta de Beja</em>, de José Hipólito dos Santos (Âncora), por José Pedro Castanheira<br />
- <em>Uma Sociedade Funcional</em>, de Peter F. Drucker (Dom Quixote), por Luís M. Faria<br />
- <em>O Universo Explicado aos Meus Netos</em>, de Hubert Reeves (Gradiva), por Ana Cristina Leonardo<br />
- Escolhas de Alexandra Lucas Coelho</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Insolvência da CESodilivros</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 14:07:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Do editor da Antígona, Luís Oliveira, recebi há pouco este comunicado: «A CESodilivros, a maior distribuidora de livros em Portugal, no mercado há mais de vinte anos, acaba de pedir a insolvência, deixando em grandes dificuldades e com muitas dívidas as mais de quarenta editoras que distribuía, incluindo a Antígona e a Orfeu Negro. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do editor da Antígona, Luís Oliveira, recebi há pouco este comunicado:</p>
<blockquote><p>«A CESodilivros, a maior distribuidora de livros em Portugal, no mercado há mais de vinte anos, acaba de pedir a insolvência, deixando em grandes dificuldades e com muitas dívidas as mais de quarenta editoras que distribuía, incluindo a Antígona e a Orfeu Negro.<br />
Os administradores desta empresa, o Sr. José da Ponte e o Dr. João Salgado, o patrão da mesma e também proprietário da Coimbra Editora, têm-se comportado como descarados malfeitores. Quase todas as distribuidoras de livros faliram nos últimos trinta anos.<br />
Há aqui um erro; onde está esse erro?<br />
Os meios de comunicação social têm estado silenciosos, indiferentes à desgraça dos editores e do pessoal trabalhador da CESodilivros.<br />
Jornais e televisões andam muito ocupados com as banalidades do Governo e afins.<br />
Deseja-se que a partir desta comunicação acordem para este gravíssimo problema cultural, ficando a Antígona disponível para fornecer todas as informações necessárias.<br />
Lisboa, 20 de Abril de 2012»</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>João Rui de Sousa na Biblioteca Nacional</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 13:04:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Prémio Vida Literária 2012, até dia 28.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bnportugal.pt/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=720%3Amostra-joao-rui-de-sousa-premio-vida-literaria-2012-2-28-abr&#038;catid=162%3A2012&#038;Itemid=751&#038;lang=pt">Prémio Vida Literária 2012</a>, até dia 28.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bookstagram</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 22:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto utilizador do Instagram, eu costumo fotografar páginas dos livros que ando a ler, frases ou versos que me apetece partilhar com quem navega por esta rede social feita de imagens. Hoje aprendi que há uma hashtag própria para quem desafia os outros com as suas leituras (#bookstagram) e que eu no fundo já andava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto utilizador do <a href="http://instagr.am/">Instagram</a>, eu costumo fotografar páginas dos livros que ando a ler, frases ou versos que me apetece partilhar com quem navega por esta rede social feita de imagens. Hoje aprendi que há uma <em>hashtag</em> própria para quem desafia os outros com as suas leituras (#bookstagram) e que <a href="http://p3.publico.pt/cultura/livros/2745/bookstagram-eu-fotografo-um-livro-no-instagram-e-tu-tens-de-descobrir-quem-e-o-a">eu no fundo já andava a participar nesse jogo <em>malgré moi</em></a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma grande ideia</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 19:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[«Suppose someone took every meaningful detail from all the books you love. Every song mentioned, every person, every food or place or movie title. And what if they did that for all the books everyone else loves, too. The ones you’ve never heard of. Suddenly you’ve got a whole world of seemingly random people, places [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/DSlY74J6iH8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>«<a href="https://www.smalldemons.com/">Suppose someone took every meaningful detail from all the books you love. Every song mentioned, every person, every food or place or movie title. And what if they did that for all the books everyone else loves, too. The ones you’ve never heard of. Suddenly you’ve got a whole world of seemingly random people, places and things, all gathered in one place.<br />
Together they create something vast, wonderful and entirely new. A Storyverse. A place where details touch, overlap and lead you further. To new music to listen to. New movies to watch. Places to visit. People to know. And of course, new books to read. Getting started is simple. Just choose a book. See where it takes you.</a>»</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do &#8216;Actual&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 20:20:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com Jennifer Egan, autora de A Visita do Brutamontes (Quetzal), e recensão ao livro, por José Mário Silva - Capitais, de Paulo Tavares (edição do autor), por António Guerreiro - Onde Moram as Casas, de Carla Maia de Almeida e Alexandre Esgaio (Caminho), por Sara Figueiredo Costa - A Filha do Optimista, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Jennifer Egan, autora de <em>A Visita do Brutamontes</em> (Quetzal), e recensão ao livro, por José Mário Silva<br />
- <em>Capitais</em>, de Paulo Tavares (edição do autor), por António Guerreiro<br />
- <em>Onde Moram as Casas</em>, de Carla Maia de Almeida e Alexandre Esgaio (Caminho), por Sara Figueiredo Costa<br />
- <em>A Filha do Optimista</em>, de Eudora Welty (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Breviário das Más Inclinações</em>, de José Riço Direitinho (Quetzal), por Pedro Mexia<br />
- Escolhas de Karla Suárez</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pigmalião na neve</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 10:29:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Teresa Pereira]]></category>

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		<description><![CDATA[O Lago Autora: Ana Teresa Pereira Editora: Relógio d&#8217;Água N.º de páginas: 129 ISBN: 978-989-641-266-1 Ano de publicação: 2012 Nos últimos livros de Ana Teresa Pereira, o teatro vem ocupando um lugar cada vez mais importante na densa rede de referências simbólicas da autora. Mas é em O Lago que se esbate de vez a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/O-Lago.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/O-Lago-201x300.jpg" alt="" title="O Lago" width="201" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16613" /></a></p>
<p><strong>O Lago</strong><br />
<em>Autora:</em> Ana Teresa Pereira<br />
<em>Editora:</em> Relógio d&#8217;Água<br />
<em>N.º de páginas:</em> 129<br />
<em>ISBN:</em> 978-989-641-266-1<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2012</p>
<p>Nos últimos livros de Ana Teresa Pereira, o teatro vem ocupando um lugar cada vez mais importante na densa rede de referências simbólicas da autora. Mas é em <em>O Lago</em> que se esbate de vez a fronteira – porosa e vagamente assustadora – entre palco e vida. Se na novela anterior (<em>A Pantera</em>), uma escritora (Kate) transformava o actor com quem se envolvia (Tom) em personagem de ficção, desta vez há um dramaturgo e encenador (também chamado Tom, o mais recorrente dos nomes-fétiches de ATP) que pretende converter uma actriz na própria essência da fugidia protagonista da sua peça. «Há algum tempo que ela usava as palavras representar e escrever como se fossem exactamente a mesma coisa», diz-se a propósito de Kate em <em>A Pantera</em>. Essa quase equivalência torna-se agora absoluta, através de uma subtil reformulação da frase: «Não há qualquer diferença entre escrever e representar.»<br />
Na primeira parte do livro, assistimos à aproximação entre Jane, uma actriz mediana, ex-bailarina que transporta a marca do seu falhanço (um dia caiu do palco e feriu o tornozelo; por isso coxeia ligeiramente quando se sente «perdida» ou «com medo»), e Tom, o dramaturgo/demiurgo à procura de transcendência: «Queria um mundo que fosse completo e perfeito em si mesmo. Como um buraco no universo.» Obsessivo, ele imaginou uma mulher na cabeça, no papel, e necessita de um corpo que se lhe adapte, «material para ser modelado». Os sinais estão todos à vista. A Tom, «sempre o seduzira a história de Pigmalião». Ou seja, só concebe amar um ser por si criado. E se escolhe Jane, apesar da sua inexperiência, é porque ela tem «alguma coisa de Audrey Hepburn» (a protagonista de <em>My Fair Lady</em>).<br />
A peça de Tom decorre num só cenário (alpendre, paisagem de neve, lago ao fundo), com um homem e uma mulher a conversarem «em terreno familiar», e depois «mais fundo, onde fazia escuro, era perigoso, e não havia caminho de volta». Para que o enigmático texto liberte a sua corrente subterrânea de horror («mas talvez houvesse felicidade no horror»), é preciso que Jane seja «completamente» a personagem e passe «para o outro lado». Uma metamorfose que acontece no lugar onde a peça foi escrita: a única casa de um «vale maldito», isolada do mundo pelos rigores do Inverno. É ali que Tom esculpe tudo: um passado, memórias, gestos; um dia que se repete, sempre igual. Esta aproximação a «algo de abstracto» (talvez divino) exige uma «espécie de loucura», o fechamento num território assombrado. E na literatura portuguesa ninguém conhece melhor tais rarefeitas paragens do que Ana Teresa Pereira.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 8,5/10</p>
<p>[Texto publicado no n.º 110 da revista Ler]</p>
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		</item>
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		<title>Kafka no Porto, este sábado</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 19:40:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar «Se há escritor verdadeiramente inesgotável, esse escritor é Franz Kafka (1883-1924)», dizem eles. E dizem muito bem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/kafka_gato_vadio_-11.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/kafka_gato_vadio_-11-224x300.jpg" alt="" title="kafka_gato_vadio_ 1" width="224" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16606" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>«Se há escritor verdadeiramente inesgotável, esse escritor é Franz Kafka (1883-1924)», dizem eles. E dizem muito bem.</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/0PxSqY0Gz_w" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quatro poemas de Miguel-Manso</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-miguel-manso-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 23:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel-Manso]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[ANTIMUNDO Para o João Diogo plágio manhoso do big-bang a matéria do poema expande, arrefece tão estranhamente se demora e permanece semelhando o Universo o poema é a imagem-espelho de um corpo sem reflexo: a poesia oco assimétrico, residual desse princípio colocada em lugar dubitativo, separada quase sempre do buraco negro a que chamam literatura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ANTIMUNDO</p>
<p>Para o João Diogo</p>
<p><em>plágio manhoso do big-bang<br />
a matéria do poema expande, arrefece<br />
tão estranhamente se demora e permanece<br />
semelhando o Universo</p>
<p>o poema é a imagem-espelho de um corpo<br />
sem reflexo: a poesia</p>
<p>oco assimétrico, residual desse princípio<br />
colocada em lugar dubitativo, separada quase sempre<br />
do buraco negro a que chamam literatura</p>
<p>poder-se-á supor que poucos são os poetas<br />
capazes de acelerar partículas<br />
de modo a ver-se não só o que a luz já percorreu<br />
mas a região mais central do nada, o pátio<br />
furioso da potência</p>
<p>e neste lugar de substâncias, de objectos<br />
as palavras são figuras do imundo, coisas que<br />
sobraram do estampido inaugural desse &#8216;dia inicial inteiro<br />
e limpo&#8217; que culminou no lugar a menos deste texto<br />
breve logaritmo sem aplicação ou saída</p>
<p>resta ao poeta o embuste<br />
de afirmar o que propende para o infindo<br />
espiar o acesso que cada coisa consente pela fissura do milagre<br />
e dá pelo nome de imprevisto, ou acidente</p>
<p>a criança na rua abrindo o caixote do lixo<br />
onde alguém sem saber depositou o assombro de um<br />
balão de hélio branco ainda cheio<br />
que se soltou e subiu à laia de lua ao fim da tarde<br />
ao pé de casa</p>
<p>a criança pasmou, entristeceu depois<br />
mais tarde lembrou-se: &#8216;tens de escrever um poema sobre o balão<br />
que voou do lixo e não agarrámos&#8217;</p>
<p>um poema é a coisa mais triste que há<br />
e escrevi</em></p>
<p>***</p>
<p>PIAZZA SAN MARCO &#8211; ACQUA ALTA</p>
<p><em>às Musas não interessam<br />
drenagens, deixam alagar livremente<br />
com o que sobrevém: a água do instante<br />
subjectivo</p>
<p>quando o poeta era uma fera luminosa<br />
e Veneza, sobre a laguna, a porta para o Levante<br />
com seu tráfego de peregrinos imateriais – que também traziam<br />
as laranjas douradas, a seda, a musselina<br />
porcelanas, aço, pimenta<br />
incenso e alívios</p>
<p>a cidade detinha um colégio de sábios<br />
que sabia, em dialecto próprio, ser a magia<br />
este palácio mergulhado nos silêncios<br />
meio submersos</p>
<p>e que apenas a ciência da leitura paulatina<br />
poderá ser o escafandro glotal e sinal que soltará<br />
da grosseria eloquente</p>
<p>o espanto oculto do poema</em></p>
<p>***</p>
<p>POEM NOT FOUND</p>
<p><em>we cannot locate the poem you&#8217;re looking for</p>
<p>you may move to another poem by<br />
turning the page</em></p>
<p>***</p>
<p>NEM TANTA COISA DEPENDE</p>
<p><em>preferes o canto, o lugar oculto<br />
a folhagem, a sombra, o quarto, este<br />
saco de trigo: ouro de um texto<br />
sobre a velha escrivaninha do real</p>
<p>lá fora o clarão do arvoredo<br />
atalhos para a tingidura da paisagem<br />
cá dentro menos caminho, outro</p>
<p>panorama: a presença tão-só<br />
desabitada de uma pessoa, mistério sem<br />
atributo ou função</p>
<p>sempre a desfeita de um coração<br />
o cultivo intensivo das figuras<br />
e sobram tristeza e dias ao corpo que escreve<br />
no calabouço de uma manhã muito larga</p>
<p>reluzente de gotas de mel<br />
enquanto os gatos lambem o sábado<br />
e sentado, sapo de ouro, permites-te pôr no mundo<br />
(mas porquê) outro poema</em></p>
<p>[in <em>Ensinar o Caminho ao Diabo</em>, edição do autor, 2012] </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Porque devemos ler Homero em 2012?</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/porque-devemos-ler-homero-em-2012/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/porque-devemos-ler-homero-em-2012/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 17:09:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Daniel Mendelsohn explica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://thebrowser.com/interviews/daniel-mendelsohn-on-updating-classics">Daniel Mendelsohn explica</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pós-derby</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/pos-derby/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/pos-derby/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 11:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou muito me engano, ou o narrador do mais recente livro do Joel Neto, cuja inexplicável conversão ao Benfica abre o romance (ver post anterior), deve estar hoje mais do que arrependido da triste heresia que cometeu. PS &#8211; O Joel Neto, sportinguista acima de qualquer suspeita, gosta de testar os limites da ficção. Imaginar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou muito me engano, ou o narrador do mais recente livro do Joel Neto, cuja inexplicável conversão ao Benfica abre o romance (ver <em>post</em> anterior), deve estar hoje mais do que arrependido da triste heresia que cometeu.</p>
<p><strong>PS</strong> &#8211; O Joel Neto, sportinguista acima de qualquer suspeita, gosta de testar os limites da ficção. Imaginar alguém capaz de trocar o Sporting pelo Benfica é um desafio à lógica, é um arriscado namoro com a impossibilidade, é um puro exercício de <em>reductio ad absurdum</em>. Ainda não li o livro, mas suspeito que não deve acabar nada bem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Temas e Debates)</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 10:08:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Que Seja Nosso o Teu Poder, de Leymah Gbowee (com a colaboração de Carol Mithers); Índia &#8211; Uma Biografia Íntima, de Patrick French.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Que Seja Nosso o Teu Poder</em>, de Leymah Gbowee (com a colaboração de Carol Mithers); <em>Índia &#8211; Uma Biografia Íntima</em>, de Patrick French.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tabucchi na Biblioteca Nacional</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 16:59:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Até 28 de Abril.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bnportugal.pt/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=719%3Amostra-antonio-tabucchi-1943-2012-2-28-abr&#038;catid=162%3A2012&#038;Itemid=750&#038;lang=pt">Até 28 de Abril</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;O que é ler?&#8217; (segunda parte)</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 10:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais oito depoimentos recolhidos pela equipa da revista Ler nas Correntes d&#8217;Escritas: Valeria Luiselli, Pedro Vieira, Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz, João Pedro Marques, Cristina Norton, Manuel Moya e Sofia Marrecas Ferreira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/39660302" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Mais oito depoimentos recolhidos pela equipa da revista <em>Ler</em> nas Correntes d&#8217;Escritas: Valeria Luiselli, Pedro Vieira, Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz, João Pedro Marques, Cristina Norton, Manuel Moya e Sofia Marrecas Ferreira.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 20:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Persépolis, de Marjane Satrapi (Contraponto), por José Mário Silva - Autobiografia, de G. K. Chesterton (Diel), por Pedro Mexia - A Mulher que Tentou Matar o Bebé da Vizinha, de Liudmilla Petruchévskaia (Relógio d’Água), por Luís M. Faria - A Dividadura, de Francisco Louçã e Mariana Mortágua (Bertrand) e O Poder das Agências, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Persépolis</em>, de Marjane Satrapi (Contraponto), por José Mário Silva<br />
- <em>Autobiografia</em>, de G. K. Chesterton (Diel), por Pedro Mexia<br />
- <em>A Mulher que Tentou Matar o Bebé da Vizinha</em>, de Liudmilla Petruchévskaia (Relógio d’Água), por Luís M. Faria<br />
- <em>A Dividadura</em>, de Francisco Louçã e Mariana Mortágua (Bertrand) e O Poder das Agências, de Diogo Feio e Beatriz Soares Carneiro (Matéria Prima), por Filipe Santos Costa<br />
- <em>A Crise da Esquerda Europeia</em>, de Alfredo Barroso (Dom Quixote), por Luísa Meireles<br />
- <em>O Passado, Modos de Usar</em>, de Enzo Traverso (Unipop), por António Guerreiro<br />
- <em>Todas as Cores do Vento</em>, de Miguel Miranda (Porto Editora), por Manuela Cipriano<br />
- Escolhas de Joel Neto</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ressaca</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 22:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pessoa emerge da gripe, a custo. As roldanas e manivelas da escrita, essas, levam mais tempo a funcionar como de costume.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pessoa emerge da gripe, a custo. As roldanas e manivelas da escrita, essas, levam mais tempo a funcionar como de costume.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Revista ‘Ler’, n.º 112</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 15:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Já nas bancas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capa_ler_112.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capa_ler_112.jpg" alt="" title="Layout 1" width="350" height="500" class="alignnone size-full wp-image-16546" /></a></p>
<p>Já nas bancas.</p>
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		<title>Boletim clínico</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2012 11:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há maior inimigo da escrita do que a gripe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há maior inimigo da escrita do que a gripe.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-138/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 20:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Obituário de Antonio Tabucchi por António Guerreiro - O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro (LeYa), por José Mário Silva - O Doutor Glas, de Hjalmar Söderberg (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo - Mães e Filhos, de Colm Tóibín (Bertrand), por Carlos Bessa - Nos Sonhos Começam as Responsabilidades, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Obituário de Antonio Tabucchi por António Guerreiro<br />
- <em>O Teu Rosto Será o Último</em>, de João Ricardo Pedro (LeYa), por José Mário Silva<br />
- <em>O Doutor Glas</em>, de Hjalmar Söderberg (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Mães e Filhos</em>, de Colm Tóibín (Bertrand), por Carlos Bessa<br />
- <em>Nos Sonhos Começam as Responsabilidades</em>, de Delmore Schwartz (Guerra &#038; Paz), por Pedro Mexia<br />
- Escolhas de Fernando Pinto do Amaral</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Paulo Tavares</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-paulo-tavares-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 20:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em berlim, o inverno dura sete ou oito meses, e dizes que a cidade, ainda um pouco provinciana nos seus tiques bipolares, vive e brilha para os meses de verão. no centro, os corvos propagam-se em redor da catedral – e por esta altura, na cidade materna, são os pombos e alguns melros que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em berlim, o inverno dura sete<br />
ou oito meses, e dizes que a cidade,<br />
ainda um pouco provinciana nos<br />
seus tiques bipolares, vive e brilha<br />
para os meses de verão. no centro,<br />
os corvos propagam-se em redor<br />
da catedral – e por esta altura,<br />
na cidade materna, são os pombos<br />
e alguns melros que se aglomeram<br />
nas praças e nos jardins quase desertos,<br />
como uma praga de pássaros um pouco<br />
mais silenciosos. dizes que é impossível<br />
um bater de asas no exílio, ou tirar<br />
uma fotografia sorridente junto ao muro<br />
de berlim. e no entanto, vendo-as<br />
mais de perto, com a democrática<br />
garantia de que nenhum monumento<br />
se abate duas vezes sobre um corpo,<br />
todas as caras sorriem para a objectiva.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Não é, na verdade, azul<br />
este lamacento danúbio,<br />
mas olhando-o da ponte,<br />
depois do mercado central,<br />
é possível ver afundada<br />
a narrativa que nos precede:<br />
os tanques capotados ao longo<br />
de estradas sem rumo, a ascensão<br />
dos movimentos estéticos,<br />
os campos silvestres e os campos<br />
de morte. e empilhada sobre<br />
tantas outras, uma porta ao canto:<br />
símbolo sem transposição.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>No tuschinski, a árvore<br />
da vida e o riso adolescente<br />
de duas recém-ganzadas.<br />
é inevitavelmente dupla<br />
a perspectiva que encontra,<br />
com subtis forças de atrito,<br />
a origem da matéria finita:<br />
alguém que se perde, um olhar<br />
que arrefece, e a densidade<br />
do real como uma dor crónica<br />
no momento exacto da revelação.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>No restaurante italiano<br />
da greek street, soho londrino,<br />
as bocas trituravam lentamente<br />
a comida em intervalos cíclicos<br />
de nostalgia: falavam de regimes,<br />
métodos e soluções – e vindo<br />
cobertas por uma fina camada<br />
de novos polímeros, as ruas,<br />
frias e seculares, desembocavam<br />
ao redor das mesas, servindo<br />
os referenciais do esquecimento<br />
que crescem nos poros<br />
das grandes estruturas vivas.</em></p>
<p>[in <em>Capitais</em>, edição do autor, 2012] </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Presença)</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 11:01:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr; Rumo à Liberdade, de Slavomir Rawicz; Viver Sem Chefe, de Sergio Fernández; O Último Templário, de Raymond Khoury; O Que é a Economia?, de Liviana Poropat.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A Batalha do Apocalipse</em>, de Eduardo Spohr; <em>Rumo à Liberdade</em>, de Slavomir Rawicz; <em>Viver Sem Chefe</em>, de Sergio Fernández; <em>O Último Templário</em>, de Raymond Khoury; <em>O Que é a Economia?</em>, de Liviana Poropat.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/hoje-na-seccao-de-livros-do-actual-7/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 10:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com João Ricardo Pedro, autor de O Teu Rosto Será o Último (LeYa), por José Mário Silva - O Nascimento de Vénus e a Primavera de Sandro Botticelli, de Aby Warburg; Imagens Apesar de Tudo, de Georges Didi-Huberman; e O Efeito Pigmaleão, de Victor Stoichita (KKYM), por António Guerreiro - Um Longo Caminho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com João Ricardo Pedro, autor de <em>O Teu Rosto Será o Último</em> (LeYa), por José Mário Silva<br />
- <em>O Nascimento de Vénus e a Primavera de Sandro Botticelli</em>, de Aby Warburg; <em>Imagens Apesar de Tudo</em>, de Georges Didi-Huberman; e <em>O Efeito Pigmaleão</em>, de Victor Stoichita (KKYM), por António Guerreiro<br />
- <em>Um Longo Caminho para a Liberdade</em>, de Nelson Mandela (Planeta), por Cristina Peres<br />
- <em>Governo de Pimenta de Castro &#8211; Um General no Labirinto da I República</em>, de Bruno J. Navarro (Assembleia da República), por Hélder C. Martins<br />
- <em>Gare do Oriente</em>, de Vasco Luís Curado (Dom Quixote), por Pedro Mexia<br />
- <em>Às Vezes o Amor Não Chega</em>, de Sofia Marrecas Ferreira (Porto Editora), por Luísa Mellid-Franco<br />
- Escolhas de Jaime Rocha</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;O que é ler?&#8217; (oito respostas)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-e-ler-oito-respostas/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 16:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A celebrar o seu 25.º aniversário, a revista Ler pediu a vários autores convidados da última edição das Correntes de Escritas que definissem o acto da leitura. Eis o que responderam Pedro Rosa Mendes, Maria do Rosário Pedreira, Luis Sepúlveda, Sandro William Junqueira, Ana Luísa Amaral, Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães e Manuel António [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A celebrar o seu 25.º aniversário, a revista <em><a href="http://ler.blogs.sapo.pt/">Ler</a></em> pediu a vários autores convidados da última edição das Correntes de Escritas que definissem o acto da leitura. Eis o que responderam Pedro Rosa Mendes, Maria do Rosário Pedreira, Luis Sepúlveda, Sandro William Junqueira, Ana Luísa Amaral, Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães e Manuel António Pina:</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/39020314?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Em breve juntar-se-ão a estes outros depoimentos recolhidos na mesma altura.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As canas</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/as-canas/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 10:04:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tonino Guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[CANTO DÉCIMO TERCEIRO De criança sempre gostei de canas e roubava-as do rio ainda verdes. Deixava-as depois estendidas ao sol durante todo o verão e recolhia-as, ligeiras, como o sussurro dos mosquitos. Quando no inverno os ossos estalavam de frio e os gatos tossiam sobre o damasqueiro corria até ao sótão e metia as mãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CANTO DÉCIMO TERCEIRO</p>
<p><em>De criança sempre gostei de canas<br />
e roubava-as do rio<br />
ainda verdes.<br />
Deixava-as depois estendidas ao sol durante todo o verão<br />
e recolhia-as, ligeiras,<br />
como o sussurro dos mosquitos. </p>
<p>Quando no inverno<br />
os ossos estalavam de frio<br />
e os gatos tossiam sobre o damasqueiro<br />
corria até ao sótão<br />
e metia as mãos no meio das canas quentes<br />
ainda com todo aquele sol em cima.</em> </p>
<p>[in O Mel, de Tonino Guerra, trad. de Mário Rui de Oliveira, Assírio &#038; Alvim, 2004]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>LeV suspenso</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 22:24:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[A sétima edição do encontro internacional Literatura em Viagem, que deveria realizar-se entre os dias 21 e 24 de Abril, em Matosinhos, está suspensa e poderá mesmo vir a ser cancelada se até ao final do mês o Governo não regulamentar a Lei 8/2012 (a chamada “lei do compromisso”), que impede as autarquias de assumirem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.publico.pt/Cultura/contencao-orcamental-suspende-encontro-literatura-em-viagem-1538947">A sétima edição do encontro internacional Literatura em Viagem, que deveria realizar-se entre os dias 21 e 24 de Abril, em Matosinhos, está suspensa e poderá mesmo vir a ser cancelada se até ao final do mês o Governo não regulamentar a Lei 8/2012 (a chamada “lei do compromisso”), que impede as autarquias de assumirem qualquer nova despesa que exceda os fundos disponíveis no curto prazo.</a></p>
<p>(Seria uma pena que o esforço imenso que Francisco Guedes tem despendido para manter um encontro literário de grande qualidade em Matosinhos ficasse agora comprometido, até porque o cancelamento desta edição torna automaticamente mais difícil a realização do LeV do próximo ano.)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A cerejeira em flor</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-cerejeira-em-flor/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 17:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Tonino Guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[«O camponês afeiçoou-se a uma cerejeira desde que sua mulher faleceu. Todas as manhãs a visitava, afagando seu tronco. No mês em que o camponês esteve de cama, com bronquite, também a cerejeira adoeceu. Depois levantou-se e voltou a acariciá-la e a falar-lhe e, rapidamente, a cerejeira de mil folhas enfeitou seus ramos. Um dia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«O camponês afeiçoou-se a uma cerejeira desde que sua mulher faleceu. Todas as manhãs a visitava, afagando seu tronco. No mês em que o camponês esteve de cama, com bronquite, também a cerejeira adoeceu. Depois levantou-se e voltou a acariciá-la e a falar-lhe e, rapidamente, a cerejeira de mil folhas enfeitou seus ramos.<br />
Um dia, no mercado, ao comprar uma foice, o camponês sentiu um irresistível desejo de regressar aos seus campos. Parecia-lhe que a cerejeira precisava de si. Encontrou-a toda florida, sorrindo para ele.<br />
Sentou-se, então, sob a árvore, com as costas apoiadas no tronco e, de improviso, sobre o corpo do camponês, choveram todas as pétalas da cerejeira em flor.»</p>
<p>[in <em>Histórias para uma Noite de Calmaria</em>, de Tonino Guerra, trad. de Mário Rui de Oliveira, Assírio &#038; Alvim, 2002]</p>
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		<title>Tonino Guerra (1920-2012)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 14:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu um poeta. Um poeta imenso. Sei que também foi um extraordinário argumentista, mas para mim ele será sempre o Tonino de Histórias para uma Noite de Calmaria, O Mel e O Livro das Igrejas Abandonadas. Pelo mundo inteiro, acredito que «choveram todas as pétalas» das cerejeiras em flor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://sitiodolivro.files.wordpress.com/2012/03/tonino-guerra-2.jpg?w=500" alt="" /></p>
<p>Morreu um poeta. Um poeta imenso. Sei que também foi um <a href="http://www.publico.pt/Cultura/morreu-tonino-guerra-o-argumentista-de-antonioni-e-fellini--1538884">extraordinário argumentista</a>, mas para mim ele será sempre o Tonino de <em>Histórias para uma Noite de Calmaria</em>, <em>O Mel</em> e <em>O Livro das Igrejas Abandonadas</em>. Pelo mundo inteiro, acredito que «choveram todas as pétalas» das cerejeiras em flor. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>The First World War Poetry Digital Archive</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 12:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[É um manancial, aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É um manancial, <a href="http://www.oucs.ox.ac.uk/ww1lit/collections">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Inês Lourenço</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 09:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Lourenço]]></category>

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		<description><![CDATA[ARTE POÉTICA I Do texto não as pinças mas o lábio da trama não o fio mas o hausto do rosto não o facto mas o feixe do timbre não o fundo mas a fenda da venda não a fresta mais que o laço. *** ÁRIA É belo o tempo de Inverno, no silêncio, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ARTE POÉTICA I</p>
<p><em>Do texto não as pinças mas o lábio<br />
da trama não o fio mas o hausto<br />
do rosto não o facto mas o feixe<br />
do timbre não o fundo mas a fenda<br />
da venda não a fresta<br />
mais que o laço.</em></p>
<p>***</p>
<p>ÁRIA</p>
<p><em>É belo o tempo de Inverno,<br />
no silêncio, a lenha húmida<br />
das maternas canções da chuva.<br />
Na lentidão de Janeiro<br />
fica mais longe a morte. As aves<br />
habitam nos beirais<br />
como príncipes destronados.</em></p>
<p>***</p>
<p>PENHORES</p>
<p><em>Aros esmaecidos, os anéis repousam<br />
em brilhos desertos. Quantas<br />
histórias banais, com o letreiro de<br />
ouro usado. Nessa dúbia cor, uma<br />
nobre tristeza resgata<br />
os formatos vulgares e desenha<br />
velhas parábolas<br />
de purgatório e redenção.</em></p>
<p>***</p>
<p>SESSÃO LITERÁRIA</p>
<p><em>Falam de perfeição. De perseguir<br />
ao menos em verso, esse vórtice de luzes<br />
e excelsa beleza ou<br />
beatitude que logrará</p>
<p>a canónica obra. Velho<br />
enredo já sem graça divina<br />
nem humana.</p>
<p>Melhor falassem<br />
das batatas novas, que<br />
costumam aparecer<br />
antes da Páscoa.</em></p>
<p>[in <em>Câmara Escura - Uma Antologia</em>, com selecção de Manuel de Freitas, Língua Morta, 2012]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 10:51:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Até dia 22. A participação de Portugal (país-tema este ano) pode ser acompanhada aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bolognachildrensbookfair.com/">Até dia 22</a>. A participação de Portugal (país-tema este ano) pode ser acompanhada <a href="http://www.portugalbologna2012.com/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>De volta</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/de-volta-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 23:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário da Madeira]]></category>

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		<description><![CDATA[O Festival Literário da Madeira acabou bem, com um sábado carregado de sessões muito participadas e interessantes (sobre a última não tenho opinião, porque fui um dos intervenientes). Nos blogues do costume, há fotos e comentários. A mim, não me apeteceu escrever mais. Todos temos direito aos nossos momentos Bartleby.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Festival Literário da Madeira acabou bem, com um sábado carregado de sessões muito participadas e interessantes (sobre a última não tenho opinião, porque fui um dos intervenientes). Nos blogues do costume, há fotos e comentários. A mim, não me apeteceu escrever mais. Todos temos direito aos nossos momentos Bartleby. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mesa 3 do FLM: “Éramos violentos e não sabíamos”</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/mesa-3-do-flm-eramos-violentos-e-nao-sabiamos/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 12:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário da Madeira]]></category>

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		<description><![CDATA[«Como a poesia pode mudar a nossa vida», discutem Yang Lian, Fernando Pinto do Amaral, Francesco Benozzo, Jaime Rocha, Barry Wallenstein e João Carlos Abreu. Modera a conversa Donatella Bisutti. Algumas frases: «O trabalho do poeta é exercer violência sobre a linguagem» Barry Wallenstein «A palavra é capaz de matar e ressuscitar uma pessoa» João [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/flm_2012_3.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/flm_2012_3-300x224.jpg" alt="" title="flm_2012_3" width="300" height="224" class="alignnone size-medium wp-image-16483" /></a></p>
<p>«Como a poesia pode mudar a nossa vida», discutem Yang Lian, Fernando Pinto do Amaral, Francesco Benozzo, Jaime Rocha, Barry Wallenstein e João Carlos Abreu. Modera a conversa Donatella Bisutti.<br />
Algumas frases:</p>
<p>«O trabalho do poeta é exercer violência sobre a linguagem»<br />
<strong>Barry Wallenstein</strong></p>
<p>«A palavra é capaz de matar e ressuscitar uma pessoa»<br />
<strong>João Carlos Abreu</strong></p>
<p>«A poesia é o balastro que mantém o nosso barco estável»<br />
«Eu sou dissidente da China mas não da língua chinesa»<br />
<strong>Yang Lian</strong></p>
<p>«Para mim a poesia é escrever o que não se vê, o que está para lá do visível»<br />
«A descoberta dos primeiros livros do Herberto Helder mudou a minha vida. Era de uma beleza obscura, de uma violência, de uma força tão grande que me fez trocar o teatro pela poesia»<br />
<strong>Jaime Rocha</strong></p>
<p>«A poesia, a literatura, como toda a arte, devem ser inquietude»<br />
<strong>Fernando Pinto do Amaral</strong></p>
<p>«O poeta tem de lutar contra as rotinas da sua percepção»<br />
«A linguagem foi criada para prevenir o ataque de uma realidade que nos ameaçava»<br />
<strong>Francesco Benozzo</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ontem à noite</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 11:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário da Madeira]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>

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		<description><![CDATA[No palco do Teatro Baltazar Dias (Funchal), o norte-americano Barry Wallenstein diz um dos seus poemas (do livro Tony&#8217;s World), acompanhado ao contrabaixo por Massimo Cavalli, durante o espectáculo &#8220;Ser Poeta Não é uma Invenção Minha&#8221;, organizado pela italiana Donatella Bisutti.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/C468BE65-YM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>No palco do Teatro Baltazar Dias (Funchal), o norte-americano Barry Wallenstein diz um dos seus poemas (do livro <em><a href="http://www.amazon.com/Tonys-World-Barry-Wallenstein/dp/0978997484">Tony&#8217;s World</a></em>), acompanhado ao contrabaixo por Massimo Cavalli, durante o espectáculo &#8220;Ser Poeta Não é uma Invenção Minha&#8221;, organizado pela italiana Donatella Bisutti.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um festival que também se ouve</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-festival-que-tambem-se-ouve/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 11:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário da Madeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem está longe do Funchal, as sessões do Festival Literário da Madeira podem ser ouvidas através da Internet: aqui (iTunes, Winamp) ou aqui (Windows Media Player).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem está longe do Funchal, as sessões do Festival Literário da Madeira podem ser ouvidas através da Internet: <a href="www.novadelphi.com/flm.pls">aqui</a> (iTunes, Winamp) ou <a href="www.novadelphi.com/flm.asx">aqui</a> (Windows Media Player).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Visita à escola</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/visita-a-escola/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 11:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário da Madeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, participei num debate no belíssimo Centro de Artes &#8211; Casa das Mudas, com alunos da Escola Básica e Secundária da Calheta, lado a lado com o escritor e jornalista Joel Neto e o director da revista Ler, João Pombeiro, que apresentou o projecto 15/25. A sessão está resumida neste post do blogue oficial do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, participei num debate no belíssimo <a href="http://www.centrodasartes.com/">Centro de Artes &#8211; Casa das Mudas</a>, com alunos da Escola Básica e Secundária da Calheta, lado a lado com o escritor e jornalista Joel Neto e o director da revista <em>Ler</em>, João Pombeiro, que apresentou o projecto 15/25. A sessão está resumida neste <em><a href="http://festivalliterariodamadeira.com/93311.html">post</a></em> do blogue oficial do FLM.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mesa 2 do FLM: &#8220;Éramos poors e não sabíamos&#8221;</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/mesa-2-do-flm-eramos-poors-e-nao-sabiamos/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/mesa-2-do-flm-eramos-poors-e-nao-sabiamos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 10:43:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário da Madeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Participantes: Ana Margarida Falcão, Eduardo Pitta, Afonso Cruz, Júlio Magalhães. Moderadora: Ana Isabel Moniz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/flm_2012_22.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/flm_2012_22.jpg" alt="" title="flm_2012_2" width="478" height="640" class="alignnone size-full wp-image-16469" /></a></p>
<p>Participantes: Ana Margarida Falcão, Eduardo Pitta, Afonso Cruz, Júlio Magalhães. Moderadora: Ana Isabel Moniz.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-137/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 20:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- O Romancista Ingénuo e o Sentimental, de Orhan Pamuk (Presença), por José Mário Silva - Câmara Escura &#8211; Uma Antologia, poemas de Inês Lourenço escolhidos por Manuel de Freitas (Língua Morta), por António Guerreiro - Obras, de Tomás Pereira (Centro Científico e Cultural de Macau), por Virgílio Azevedo - Pensar, Depressa e Devagar, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>O Romancista Ingénuo e o Sentimental</em>, de Orhan Pamuk (Presença), por José Mário Silva<br />
- <em>Câmara Escura &#8211; Uma Antologia</em>, poemas de Inês Lourenço escolhidos por Manuel de Freitas (Língua Morta), por António Guerreiro<br />
- <em>Obras</em>, de Tomás Pereira (Centro Científico e Cultural de Macau), por Virgílio Azevedo<br />
- <em>Pensar, Depressa e Devagar</em>, de Daniel Kahneman (Temas e Debates), por Luís M. Faria<br />
- <em>Encontro em Samarra</em>, de John O&#8217;Hara (Relógio d&#8217;Água), por Carlos Bessa<br />
- <em>Como Carne em Pedra Quente</em>, de Ana Sofia Fonseca (Clube do Autor), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Dezoito Palavras Difíceis</em>, de Luís Rainha (Tinta da China), por Pedro Mexia<br />
- Escolhas de Miguel Miranda</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Visto do camarote</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/visto-do-camarote/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 19:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário da Madeira]]></category>

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		<description><![CDATA[A intervenção completa de Pedro Vieira pode ser vista aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/3K2fZfJFnm4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A intervenção completa de Pedro Vieira pode ser vista <a href="http://festivalliterariodamadeira.com/95251.html">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A caminho</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-caminho-4/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 10:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/20120315-104207.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/20120315-104207.jpg" alt="20120315-104207.jpg" class="alignnone size-full" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Festival Literário da Madeira</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/festival-literario-da-madeira-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 08:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário da Madeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Começa hoje. Programação completa e informações gerais aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começa hoje. Programação completa e informações gerais <a href="http://festivalliterariodamadeira.com/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Book Domino Chain Reaction</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/book-domino-chain-reaction/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 22:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia destes faço uma coisa assim cá em casa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/GQl0dwsT4mk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Um dia destes faço uma coisa assim cá em casa.</p>
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		<title>Quatro poemas de Hélia Correia</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 17:49:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Hélia Correia]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Para quê, perguntou ele, para que servem Os poetas em tempo de indigência? Dois séculos corridos sobre a hora Em que foi escrita esta meia linha, Não a hora do anjo, não: a hora Em que o luar, no monte emudecido, Fulgurou tão desesperadamente Que uma antiga substância, essa beleza Que podia tocar-se num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1.</p>
<p><em>Para quê, perguntou ele, para que servem<br />
Os poetas em tempo de indigência?<br />
Dois séculos corridos sobre a hora<br />
Em que foi escrita esta meia linha,<br />
Não a hora do anjo, não: a hora<br />
Em que o luar, no monte emudecido,<br />
Fulgurou tão desesperadamente<br />
Que uma antiga substância, essa beleza<br />
Que podia tocar-se num recesso<br />
Da poeirenta estrada, no terror<br />
Das cadelas nocturnas, na contínua<br />
Perturbação, morada da alegria;</em></p>
<p>2.</p>
<p><em>Essa beleza que era também espanto<br />
Pelo dom da palavra e pelo seu uso<br />
Que erguia e abatia, levantava<br />
E abatia outra vez, deixando sempre<br />
Um rasto extraordinário. Sim, a hora,<br />
Dois séculos antes, em que uma ausência<br />
E o seu grande silêncio cintilaram<br />
Sobre a mão do poeta, em despedida.</em></p>
<p>7.</p>
<p><em>Nós, os ateus, nós, os monoteístas,<br />
Nós, os que reduzimos a beleza<br />
A pequenas tarefas, nós, os pobres<br />
Adornados, os pobres confortáveis,<br />
Os que a si mesmos se vigarizavam<br />
Olhando para cima, para as torres,<br />
Supondo que as podiam habitar,<br />
Glória das águias que nem águias tem,<br />
Sofremos, sim, de idêntica indigência,<br />
Da ruína da Grécia.</em></p>
<p>23.</p>
<p><em>A terceira miséria é esta, a de hoje.<br />
A de quem já não ouve nem pergunta.<br />
A de quem não recorda. E, ao contrário<br />
Do orgulhoso Péricles, se torna<br />
Num entre os mais, num entre os que se entregam,<br />
Nos que vão misturar-se como um líquido<br />
Num líquido maior, perdida a forma,<br />
Desfeita em pó a estátua.</em></p>
<p>[in <em>A Terceira Miséria</em>, Relógio d'Água, 2012]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os bons livros elevam-nos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 00:57:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/ovni.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/ovni.jpg" alt="" title="ovni" width="461" height="700" class="alignnone size-full wp-image-16423" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Louvre abre as portas a Le Clézio</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 23:06:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[J. M. G. Le Clézio]]></category>

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		<description><![CDATA[«Trois ans après son prix Nobel, Le Clézio est l&#8217;invité du Louvre, où il présente des cultures absentes du musée.»]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«<a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/actualites/20111026.OBS3301/le-clezio-entre-au-louvre.html">Trois ans après son prix Nobel, Le Clézio est l&#8217;invité du Louvre, où il présente des cultures absentes du musée.</a>»</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;Middlemarch&#8217; em versão panorâmica</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 22:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis uma visão vertical, digamos assim, do romance de George Eliot, recentemente editado em português pela Relógio d&#8217;Água.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis uma <a href="http://www.theparisreview.org/blog/2012/03/08/a-panorama-of-middlemarch-2/">visão <em>vertical</em></a>, digamos assim, do romance de George Eliot, recentemente editado em português pela Relógio d&#8217;Água.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 10:20:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Entrevista com Rosa Montero, autora de Lágrimas na Chuva (Porto Editora), por Cristina Margato - In Terra Viventium, de Fernando Echevarría (Afrontamento) e Como se Desenha uma Casa, de Manuel António Pina (Assírio &#038; Alvim), por Pedro Mexia - Serém, 24 de Março, de José Miguel Silva (Averno), por Carlos Bessa - Modernidade e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Rosa Montero, autora de <em>Lágrimas na Chuva</em> (Porto Editora), por Cristina Margato<br />
- <em>In Terra Viventium</em>, de Fernando Echevarría (Afrontamento) e <em>Como se Desenha uma Casa</em>, de Manuel António Pina (Assírio &#038; Alvim), por Pedro Mexia<br />
- <em>Serém, 24 de Março</em>, de José Miguel Silva (Averno), por Carlos Bessa<br />
- <em>Modernidade e Desconstrução</em>, de Carlos França (Fenda), por António Guerreiro<br />
- <em>Nova Teoria do Mal</em>, de Miguel Real (D. Quixote), por José Mário Silva<br />
- <em>Poeira da Alma</em>, de Nicholas Humphrey (Gradiva), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Republicanas Quase Desconhecidas</em>, de Fina D&#8217;Armada (Temas &#038; Debates/Círculo de Leitores), por Valdemar Cruz<br />
- Escolhas de João Pedro Marques</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Se eu vejo muito papel diante de mim apetece-me escrever&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 23:16:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Agustina Bessa-Luís]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma bela aproximação ao mundo de Agustina Bessa-Luís, com os seus manuscritos de letra densa e minúscula (tão semelhantes aos microgramas de Robert Walser), decifrados ao longo dos anos pelo marido (seu diligente descriptador), e outros prodígios de um espólio em grande parte inédito. Depoimentos recolhidos por Maria João Costa; imagem e edição de Joana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma <a href="http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=293843">bela aproximação ao mundo de Agustina Bessa-Luís</a>, com os seus manuscritos de letra densa e minúscula (tão semelhantes aos <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/microgramas-robert-walser-e-o-douro/">microgramas de Robert Walser</a>), decifrados ao longo dos anos pelo marido (seu diligente <em>descriptador</em>), e outros prodígios de um espólio em grande parte inédito. Depoimentos recolhidos por Maria João Costa; imagem e edição de Joana Beleza.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;O Livro do dia&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 18:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O programa sobre livros de Carlos Vaz Marques, na TSF, começou segunda-feira. É para ouvir todos os dias, na rádio propriamente dita ou aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa sobre livros de Carlos Vaz Marques, na TSF, começou segunda-feira. É para ouvir todos os dias, na rádio propriamente dita ou <a href="http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=2316097&#038;audio_id=2347560">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Presença)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-presenca-12/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 22:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O Romancista Ingénuo e o Sentimental, de Orhan Pamuk; Querido Pai, de Orianne Lallemand; A Cor do Céu, de Julianne MacLean; O Homem Que Plantava Árvores, de Jean Giono.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Romancista Ingénuo e o Sentimental</em>, de Orhan Pamuk; <em>Querido Pai</em>, de Orianne Lallemand; <em>A Cor do Céu</em>, de Julianne MacLean; <em>O Homem Que Plantava Árvores</em>, de Jean Giono.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prémio Literário Vergílio Ferreira 2012 para João Morgado</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 13:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[O Prémio Literário Vergílio Ferreira 2012 foi atribuído ao romance Diário dos Imperfeitos, de João Morgado, entre 71 obras a concurso sob pseudónimo. O autor distinguido lançou em 2010 o primeiro romance (Diário dos Infiéis, Oficina do Livro) e publicou recentemente um livro de contos (Meio-Rico, Kreamus).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Prémio Literário Vergílio Ferreira 2012 foi atribuído ao romance <em>Diário dos Imperfeitos</em>, de João Morgado, <a href="http://www.jornaldofundao.pt/noticia.asp?idEdicao=105&#038;id=8142&#038;idSeccao=990&#038;Action=noticia">entre 71 obras a concurso sob pseudónim</a>o. O autor distinguido lançou em 2010 o primeiro romance (<em>Diário dos Infiéis</em>, Oficina do Livro) e publicou recentemente um livro de contos (<em>Meio-Rico</em>, Kreamus).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Rui Almeida</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 12:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Almeida]]></category>

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		<description><![CDATA[Como se um sobressalto Pudesse prolongar-se por vários dias E conter passos e olhares Sem que o espanto momentâneo se dissipe. A limpidez de tudo Delimita o mundo à sensação, Traz as coisas ao contacto com a pele, Experiências do tremor Na demora que concentra. *** Agora é o tempo todo desde sempre. Abandono tenso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Como se um sobressalto<br />
Pudesse prolongar-se por vários dias<br />
E conter passos e olhares<br />
Sem que o espanto momentâneo se dissipe. </p>
<p>A limpidez de tudo<br />
Delimita o mundo à sensação,<br />
Traz as coisas ao contacto com a pele,<br />
Experiências do tremor<br />
Na demora que concentra.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Agora é o tempo todo desde sempre.</p>
<p>Abandono tenso de leveza<br />
Levada às cordas vocais<br />
No incómodo do esforço.</p>
<p>Caudal da vontade<br />
Tornada assombro táctil.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Um golpe na pele<br />
Como um abismo onde<br />
O desamparo cresce para dentro.</p>
<p>Um golpe justo a deixar<br />
Que as noites sejam tensas,<br />
Rigorosas<br />
Em sua escuridão propícia<br />
À fertilidade.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Em três horas de viagem<br />
Se lêem poemas com 40 anos,<br />
Contemporâneos de começar<br />
A ser quem hoje é em viagem<br />
Nesta costa, neste longe<br />
Atlântico incerto, inevitável.</p>
<p>Nesta costa foi o que é agora<br />
Sonhado, silencioso,<br />
Tenso, rumoroso<br />
E fraco, como ainda<br />
Custa ser. Se ser é isto,<br />
Como seria não ser?</p>
<p>E como seria limpar o rosto<br />
Depois de cada Agosto?</em></p>
<p>[in <em>Caderno de Milfontes</em>, volta d'mar, 2012]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Revista ‘Ler’, n.º 111</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 10:33:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Já nas bancas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capa_Ler_111.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capa_Ler_111-218x300.jpg" alt="" title="capa_Ler_111" width="218" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16366" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>Já nas bancas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-136/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 20:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Artigo de Clara Ferreira Alves sobre Guy de Maupassant - Rostos na Multidão, de Valeria Luiselli (Bertrand), por José Mário Silva - Middlemarch, de George Eliot (Relógio d&#8217;Água), por Hugo Pinto Santos - Adão no Éden, de Carlos Fuentes (Porto Editora), por Alexandra Carita - A Grande Arte, de Rubem Fonseca (Sextante), por Pedro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Artigo de Clara Ferreira Alves sobre Guy de Maupassant<br />
- <em>Rostos na Multidão</em>, de Valeria Luiselli (Bertrand), por José Mário Silva<br />
- <em>Middlemarch</em>, de George Eliot (Relógio d&#8217;Água), por Hugo Pinto Santos<br />
- <em>Adão no Éden</em>, de Carlos Fuentes (Porto Editora), por Alexandra Carita<br />
- <em>A Grande Arte</em>, de Rubem Fonseca (Sextante), por Pedro Mexia<br />
- <em>A Outra Casa</em>, de Mariana Pinto dos Santos (Oficina do Cego), por Manuel de Freitas<br />
- <em>Informação</em>, de James Gleick (Temas e Debates), por Luís M. Faria<br />
- <em>33 Revolutions per Minute</em>, de Doryan Lynskey (Faber), por Jorge Manuel Lopes<br />
- Escolhas de João Luís Barreto Guimarães</p>
<p><strong>PS</strong> &#8211; Ainda no <em>Expresso</em>, mas na <em>Revista</em>, publico uma breve entrevista com Haruki Murakami</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Que ler quando se chega aos 40 anos?</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/que-ler-quando-se-chega-aos-40-anos/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 12:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia em que passo a barreira que separa os &#8216;inta&#8217; dos &#8216;enta&#8217;, fica a pergunta. Eu sei o que me apetece ler na minha nova qualidade de quarentão, mas também gostava de saber o que os meus queridos leitores me sugerem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia em que passo a barreira que separa os &#8216;inta&#8217; dos &#8216;enta&#8217;, fica a pergunta. Eu sei o que me apetece ler na minha nova qualidade de quarentão, mas também gostava de saber o que os meus queridos leitores me sugerem. </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Feiras do Livro já têm data</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/feiras-do-livro-ja-tem-data/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 20:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A de Lisboa começará a 24 de Abril (vai até 13 de Maio). A do Porto abre portas a 31 de Maio (vai até 17 de Junho).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A de Lisboa <a href="http://www.apel.pt/pageview.aspx?pageid=736&#038;langid=1">começará a 24 de Abril</a> (vai até 13 de Maio). A do Porto <a href="http://publico.pt/Cultura/feira-do-livro-de-lisboa-comeca-a-24-abril-e-a-do-porto-a-31-de-maio-1535984">abre portas a 31 de Maio</a> (vai até 17 de Junho).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Prémios de Edição &#8216;Ler&#8217;/Booktailors 2011</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 11:41:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O anúncio aconteceu após a cerimónia de encerramento das Correntes d&#8217;Escritas. A lista completa pode ser consultada aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio aconteceu após a cerimónia de encerramento das Correntes d&#8217;Escritas. A lista completa pode ser consultada <a href="http://premiosdeedicao.blogs.sapo.pt/31557.html">aqui</a>. </p>
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		<title>Balanço final</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 23:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seja qual for o ângulo de análise (público, qualidade das mesas, organização), a 13.ª edição das Correntes d&#8217;Escritas foi um êxito. As dificuldades económicas fizeram-se sentir na duração do encontro (menos um dia), mas não no empenho dos participantes nem na adesão dos espectadores. A Manuela Ribeiro e o Francisco Guedes, à frente de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seja qual for o ângulo de análise (público, qualidade das mesas, organização), a 13.ª edição das Correntes d&#8217;Escritas foi um êxito. As dificuldades económicas fizeram-se sentir na duração do encontro (menos um dia), mas não no empenho dos participantes nem na adesão dos espectadores. A Manuela Ribeiro e o Francisco Guedes, à frente de uma grande equipa (e com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim), estão mais uma vez de parabéns. E se a crise para o ano apertar ainda mais os cordões à bolsa, talvez seja de ponderar o pagamento simbólico das entradas (dois euros, por exemplo). Era uma forma de controlar o crescimento desmesurado do público, que já não cabe no Auditório, ao mesmo tempo que se financiaria um projecto que é demasiado importante para correr o risco de extinção.<br />
Enfim, com maiores ou menores dificuldades, estou certo que para o ano há mais. E cá estaremos para dias intensos de debates em série, pouco sono e muito convívio.  </p>
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		<title>Soundbytes</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 23:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[«O ruído do lápis no papel é uma música celeste», Almeida Faria (mesa 1) «O escritor é um roubador do fogo, quer criar o mundo, quer transformá-lo num objecto que os outros podem contemplar», Eduardo Lourenço (mesa 1) «Somos todos loucos nesta mesa, mas cada um à sua maneira», Rubem Fonseca (mesa 1) «Como tenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«O ruído do lápis no papel é uma música celeste», Almeida Faria (mesa 1)</p>
<p>«O escritor é um roubador do fogo, quer criar o mundo, quer transformá-lo num objecto que os outros podem contemplar», Eduardo Lourenço (mesa 1)</p>
<p>«Somos todos loucos nesta mesa, mas cada um à sua maneira», Rubem Fonseca (mesa 1)</p>
<p>«Como tenho poucos leitores, todos os meus poemas são sempre inéditos», Luís Quintais (mesa 2)</p>
<p>«O fôlego do leitor é o ritmo do poema», Manuel António Pina (mesa 3) </p>
<p>«Há um desequilíbrio no universo: o bem tende para zero, o mal para infinito», Afonso Cruz (mesa 3)</p>
<p>«O escritor não é Ulisses, o escritor é a Penélope», Rui Zink (mesa 3)</p>
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		<title>Últimas mesas</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 23:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[A mesa 5 («A escrita é um investimento inesgotável no prazer») foi talvez a mais animada de todas. Afonso Cruz cerziu várias histórias, no seu modo fragmentário e erudito, terminando com aquela em que o filho de quatro anos deu a entender, a um adulto, que gostava muito do Tolstoi (o pai, espantado, foi verificar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A mesa 5 («A escrita é um investimento inesgotável no prazer») foi talvez a mais animada de todas. Afonso Cruz cerziu várias histórias, no seu modo fragmentário e erudito, terminando com aquela em que o filho de quatro anos deu a entender, a um adulto, que gostava muito do Tolstoi (o pai, espantado, foi verificar a precocidade literária do miúdo e percebeu que afinal ele gostava mesmo era do «toi stoi»; ou seja, do <em>Toy Story</em>). Júlio Magalhães teve a humildade de reconhecer que era um não-escritor numa mesa de escritores e contou episódios engraçados da sua relação com os leitores (nomeadamente arrumadores de carros e pedintes). Ana Luísa Amaral, às voltas com um abcesso, leu um belo texto, todo ritmo e ímpeto. Valter Hugo Mãe fez uma extravagante e divertida declaração de amor a Rubem Fonseca, com a sugestão de um engate casto que acabaria com o escritor português deitado na cama do octogenário brasileiro, muito quietinho, abrindo de vez em quando os olhos «para o admirar». Manuel Moya foi evocativo, lírico, nostálgico. E Rui Zink correspondeu às expectativas, saltando de digressão em digressão, num caos calculado para ultrapassar o tempo da prometida franqueza («Juro dizer a verdade e só a verdade nos próximos dez minutos»), de modo a poder terminar, com mais <em>wishfull thinking</em> do que verosimilhança, fazendo o relato de uma suposta facadinha no casamento, com o pretexto do «trabalho de campo» para um romance sobre a infidelidade. No período de perguntas do público, uma leitora confessou que também vai para a cama com o Valter (quer dizer, com os seus livros), e uma outra anunciou a intenção de se deitar com todos os participantes da mesa, ao que o moderador da mesma, Henrique Cayatte, se apressou a dizer «Mas olhe que eu não sou escritor, eu não sou escritor».<br />
Embora melhor do que a mesa 2, a mesa 6 («Da crise da escrita não se pode fugir») também deixou muito a desejar. Carmo Neto e João Pedro Marques não arrancaram os espectadores ao torpor de sábado de manhã (a sessão começou às 10h30), Miguel Real fez uma abrangente panorâmica da cultura portuguesa dos últimos séculos, com o foco nos intelectuais que se viram obrigados a passar os seus anos mais criativos fora de Portugal (um discurso com muita informação interessante, mas demasiado enumerativo, ao ponto de se tornar fastidioso), e Salgado Maranhão mostrou excelentes dotes de comunicação, só que ao serviço de uma abordagem do tema que pecou por ser impressionista e errática. As intervenções mais interessantes couberam aos oradores mais novos: Valeria Luiselli, que falou sobre a eternização das crises mexicanas e o lugar excessivo que a questão do narcotráfico ocupa no imaginário da literatura contemporânea do seu país; e Sandro William Junqueira, que leu um conto em que a crise real (a da austeridade, das dívidas, das contas por pagar) se intromete nas crises da criação literária.<br />
Finalmente, a mesa 7 bateu todos os recordes de adesão por parte do público e os espectadores (que ultrapassaram largamente a lotação do Auditório Municipal) não se sentiram defraudados. Eugénio Lisboa deu uma notável lição de sapiência em que questionou as duas versões da frase-tema («As ideias são fundos que nunca darão juros nas mãos do talento», em tradução que inverte o sentido original da frase de Antoine Rivarol). Helena Vasconcelos explorou a ambiguidade etimológica da palavra «talento». Luís Sepúlveda improvisou um devaneio algo preguiçoso. Gonçalo M. Tavares aproximou-se do tema muito ao seu jeito, analiticamente, em círculos, a partir de notas escritas na viagem de comboio entre Lisboa e o Porto. Onésimo explorou todas as variações possíveis da frase, no meio da habitual vertigem de anedotas. E João de Melo estreou-se nas Correntes em grande estilo, mostrando as suas qualidades narrativas numa intervenção brilhante, irónica e autodepreciativa, que partiu das memórias de infância nos Açores, à sombra de uma família numerosa em que o pai o considerava um fardo («Este não vale sequer a água que bebe»), passando pela parábola bíblica dos talentos.</p>
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		<title>Economia e poesia</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 22:21:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[Margarida Vale de Gato]]></category>

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		<description><![CDATA[Na mesa 3 das Correntes, discutiu-se o seguinte mote: «A poesia é o resultado de uma perfeita economia das palavras». Gostei particularmente da intervenção da Margarida Vale de Gato, cheia de verve e magnífica prosódia, sem medo de ser «barroca e verborreica». Eis o texto completo, com dois poemas integrados no torrencial fluxo de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na mesa 3 das Correntes, discutiu-se o seguinte mote: «A poesia é o resultado de uma perfeita economia das palavras». Gostei particularmente da intervenção da Margarida Vale de Gato, cheia de verve e magnífica prosódia, sem medo de ser «barroca e verborreica». Eis o texto completo, com dois poemas integrados no torrencial fluxo de um discurso empolgado e empolgante: </p>
<p>«Economia e poesia, era o que mais querias. Poupar as palavras, pô-las a render. Às palavras contadas descontávamos o encontro, que necessita de logística, criávamos o supérfluo, um desejo imperativo e virtual, sem matéria nem peso nem carne, mas de aparência premente e vital, e exigíamos resultados ao poeta de serviço, corretor da Babel. O poeta de serviço metia ao bolso as palavras negativas e enjorcava um poema cheio de afirmações e de bons sentimentos. A balança de pagamentos bajulava a poesia alemã, esforçando-se por honrar a eterna dívida externa. O texto vai na sétima, agora oitava, linha, passou por isso a perfeição, e ainda não disse a palavra austeridade. Ai pois não, se somos lixo tomai lá que palavras são luxo, e poesia não é circuito nem é fluxo nem refluxo que ignore o que por aí se diz, o que por aí se canta e sofre, a manta que se pinta, poesia é sopro, sim, haverá quem o guarde só para si, mas não será soma nem resultado nem produto, quando muito é lucro, quando muito é estupro desta acrítica gramática, será serviço, por que não, mas servil? Uuuhhh põe-te em guarda poeta se já douras a pílula e arranjaste um sistema, ou ainda pior um esquema, desconfia muito do governo, se tens um, e sobretudo se te elege, a vida custa a ganhar já se sabe, mas dizemos por aí, nós, os que saímos à rua, marcha pequena que finalmente acorda e se põe a palrar, que à falta de papel andamos aos cartões e com eles enchemos as esquinas e as praças e nos pomos a abanar as mãos e a discutir seriamente as nossas vidas e a democracia com os fundilhos nas calçadas, dizemos por aí que basta, que inevitável é a tua tia e não se sabe como vai isto acabar, é como o amor, interminável enquanto dura, e há tanto tempo que por aqui não havia nada que se pareça, poesia é isto, não é soma feita, é procura e processo, imperfeita,</p>
<p><em>barroca e verborreica como eu, mas sem peneiras, meu bem,<br />
experimentando a mão e a maneira<br />
a poesia, como a gente, acha-se linda, desce à primavera.<br />
e a água muda em madeira e a densidade em arco<br />
devemos arejar o fígado, tratar a raiva,<br />
laurear a pevide<br />
trazer à brisa os cascos dos barcos<br />
pois temos vivido submersos;</p>
<p>há amantes sem dinheiro, há pedintes de versos ao peito,<br />
e há quem esqueça o trato cordato e queira pegar em pedras do fundo de perspectivas em falta<br />
a reguilice desconjunta abala o planeamento<br />
urbano mais do que a luta organizada,<br />
que chatice, nem todo o grito é exacto, há revolta que não sabe que forma quer, dor sem acordo de discurso, balbucio, palavrões que inquietam, letreiros tão diversos.</p>
<p>Não é a desordem nem o excesso que impede um estado, mas o movimento que difícil e admiravelmente se põe em marcha num estado de austeridade.<br />
Por mim sei que pouco me une aos meus semelhantes e porém não creio que haja pior solidão nem caminho mais perto para o fim.<br />
Cada um no meio dos outros, alguns pelo seu bem comum: vamos ver.<br />
A poesia nem sempre resulta nem nunca dá de comer.<br />
Mas se falhar a economia haja outras coisas com matéria<br />
para nos darmos<br />
o que livre da miséria.</em></p>
<p>Só abdicando da respeitabilidade, nesta vida competitiva, podemos suspeitar da infinita realidade desmedida. Posso e já escandi versos e admito que há modéstia e coragem na procura de uma única frase bem lançada e precisa. Ao contrário da economia a matemática não me faz estrilhar. Gosto dela desde que não seja resultado, nem seja medição nem muito cálculo mas assim mais equação. Há beleza no pensamento abstracto, na eterização, na condensação, como há nos números primos e solitários, o belo de se ser único, o mistério de se ser regular até ao infinito ou irracional como pi. A poesia participa dessa esfera também mas faz falta que se suje, bem como que a admiração do rigor abra lugar ao riso. Este é um tempo profano e de nada serve a aparência do religioso se não for também aparição. Eu quero hoje que a palavra mova, necessito da palavra denúncia e da palavra nova que me darás, táctilintactotérmica, o que eu gostava da palavra mágica, da palavra ternura, coanilada, e viçoardente.<br />
É maravilha e tristeza isto da escrita a correr além daqui e de mim, tão fácil montar e povoar mundos assim, iludir solidão, construir abrigos. Foram talvez os surrealistas que mais denunciaram este risco e impunidade do literário, reclamando a palavra-acção. E que fizeram? Desataram a desenterrar o sonho no mundo, a fazer armas automáticas de arremesso ao edifício da razão, queriam a revolução e marimbavam-se para a economia, e terão desconhecido pelo menos de início que dariam meios sofisticados à publicidade, ao marketing, ao mercado de ilusões, às campanhas de marcas e de partidos.<br />
Colocamo-nos então uma pergunta cheia de gravidade: há alguma coisa que se possa fazer? Tens olhos, ninguém tem de te dizer para ver. Aqui na Póboa, por exemplo, eu beijo com os meus olhos e aqui bou, bôo eu, a tourear-te outra bês com a minha berbe. Somos muito perigosos nós com os nossos sotaques, as nossas falas malabares, corremos o risco, com tanta falta de contenção e despojamento de não estar preparados nunca para a verdade e, pior, para o gesto. Na minha história e neste tempo que lugar há para tudo isto que digo e como devo dizê-lo. E já pensei até em calar-me, não dizer mais, que estou a azular o mundo e a escritura não cura. Mas não, isso ainda eu não quero. Quero falar para que façamos. E no meio disto há o medo de parecer frívola ou assim de com alguma alegria te convidar à partilha e te chamar para aquilo que não sei como vais querer e se calhar quererás com ideal diferente do que eu achava que era bom para ti. Mas não quero estar mais sozinha nem pensar que a poesia é dedicação mais alta, ou que consigo brincar aos deuses e ao fim do mundo guardando a palavra archote, pelo que reflecti um poucochinho e fiz estes versos para ti:</p>
<p>Democrítica<br />
<em><br />
Mais tempo, admito, gasto a passar mal<br />
por relativo amor e altivez<br />
do que a fazer política, e prezo<br />
sobre o consenso o rasgo original,<br />
herança doentia do burguês<br />
de génio, que nega ser geral<br />
o raio que trilhou seu ideal,<br />
e deixa que o isente a lucidez<br />
da desprendida rota da unidade<br />
além da sua esfera. Mais consola<br />
levantar os óculos à verdade,<br />
suspensa ao clamor mudo lá do fim<br />
da literatura, onde não rola nada<br />
excepto, além das massas, o sublime.<br />
Precário verso, se o gesto<br />
o não redime –<br />
paira só na frouxa linha acima<br />
dos meus ombros<br />
onde ruo assolidária e sem assombros.<br />
Agora, se descerem os médios<br />
à rua os verdadeiros pobres a gente<br />
atenta e recíproca a encher de pulmões ar<br />
canto atrito resistência translação,<br />
a derrubar consumo e cómodo sem afecto<br />
e esta economia ávida que há muito não vê<br />
pessoa que não faça género ou número, então<br />
não seja eu por mim avara na poesia,<br />
e, mais que busque luz, eu desconhecendo, dê.</em><br />
<strong>Margarida Vale de Gato</strong>»</p>
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		<title>Enchentes</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 22:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em vários anos que levo de Correntes d&#8217;Escritas, acho que nunca vi tanto público como nesta edição. Nas mesas mais concorridas (como a 7) até as escadas do primeiro balcão ficaram completamente ocupadas. Por vezes o Auditório esgotava 20 minutos antes do início do debate e cheguei a ver senhoras septuagenárias sentadas durante duas horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/correntes_enchentes.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/correntes_enchentes-300x300.jpg" alt="" title="correntes_enchentes" width="300" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16305" /></a></p>
<p>Em vários anos que levo de Correntes d&#8217;Escritas, acho que nunca vi tanto público como nesta edição. Nas mesas mais concorridas (como a 7) até as escadas do primeiro balcão ficaram completamente ocupadas. Por vezes o Auditório esgotava 20 minutos antes do início do debate e cheguei a ver senhoras septuagenárias sentadas durante duas horas em desconfortáveis degraus de madeira, sem queixumes, dizendo umas para as outras que todos os sacrifícios valem a pena em nome da cultura.  </p>
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		<title>Jornalistofobia</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 20:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda a gente sabe que Rubem Fonseca não dá entrevistas nem contacta com a imprensa. Não o faz no Brasil, não o fez também na sua curta estadia em Portugal. Só a simples presença de um jornalista é suficiente para lançar o alarme. Sexta de manhã, tomava eu o pequeno-almoço com três camaradas de profissão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda a gente sabe que Rubem Fonseca não dá entrevistas nem contacta com a imprensa. Não o faz no Brasil, não o fez também na sua curta estadia em Portugal. Só a simples presença de um jornalista é suficiente para lançar o alarme. Sexta de manhã, tomava eu o pequeno-almoço com três camaradas de profissão quando o gigante brasileiro se aproximou da nossa mesa, sorrindo muito. Por trás dele, ouvimos a voz da filha dizendo: «Atenção, papai, são jornalistas!» Rubem pôs-se muito direito, muito hirto, exclamou «Vamos embora, vamos embora» e lá se dirigiu, em passo rápido, para a mesa mais distante que conseguiu encontrar. </p>
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		<title>Aplausos</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 19:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas Correntes d&#8217;Escritas, é habitual ouvirem-se aplausos no final das sessões ou durante, quando uma determinada intervenção galvaniza a plateia. Este ano, na sessão de encerramento, houve um outro tipo de aplauso, intenso apesar de silencioso. Quando uma turma de alunos com deficiência auditiva subiu ao palco para receber um prémio, o público reagiu assim: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas Correntes d&#8217;Escritas, é habitual ouvirem-se aplausos no final das sessões ou durante, quando uma determinada intervenção galvaniza a plateia. Este ano, na sessão de encerramento, houve um outro tipo de aplauso, intenso apesar de silencioso. Quando uma turma de alunos com deficiência auditiva subiu ao palco para receber um prémio, o público reagiu assim:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/aplausos.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/aplausos-300x224.jpg" alt="" title="aplausos" width="300" height="224" class="alignnone size-medium wp-image-16292" /></a></p>
<p>Mãos no ar, agitando-se. Foi o aplauso mais ruidoso de 2012.</p>
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		<title>Uma arte de poucas palavras</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/uma-arte-de-poucas-palavras/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 11:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[João Luís Barreto Guimarães]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis um dos textos mais interessantes (e certamente o mais divertido) de entre os que foram lidos até agora nas Correntes d&#8217;Escritas. Foi trazido pelo poeta João Luís Barreto Guimarães para a mesa 3, com o tema &#8220;A poesia é o resultado de uma perfeita economia das palavras&#8221;: O tema que nos é imposto hoje, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis um dos textos mais interessantes (e certamente o mais divertido) de entre os que foram lidos até agora nas Correntes d&#8217;Escritas. Foi trazido pelo poeta João Luís Barreto Guimarães para a mesa 3, com o tema &#8220;A poesia é o resultado de uma perfeita economia das palavras&#8221;:</p>
<blockquote><p>O tema que nos é <em>imposto</em> hoje, confere-me uma certa insegurança <em>ensaística</em>, vamos dizer assim, em primeiro lugar porque entendo muito pouco de economia e ainda menos em tempos de escassez como estes pelos quais passamos; em segundo lugar, e talvez resida aqui uma verdade <em>insofismável</em>, porque tanto quanto me vou conseguindo aperceber pelo que vou ouvindo e lendo, a palavra «perfeita» e a palavra «economia» não se costumam entender a dançar juntas, qual casal de namorados que a cada passo pisa o dedo grande do pé um do outro. Com a diferença de que à «economia» nunca ninguém a ouvirá pedir desculpa.<br />
Há, porém, neste mote provocador, duas palavras que me agradam sobremaneira e que têm o bom hábito de conviver entre si: «poesia» e «palavras». A «poesia», como se sabe, pode ser feita de «palavras», embora num sentido igualmente belo, também o possa ser de acordes musicais, ou de imagens fotográficas ou cinematográficas, por exemplo; e as «palavras», até prova em contrário, também têm a sua «poesia». Até mesmo a palavra «dinheiro», escreveu Pedro Paixão.<br />
A poesia actual é uma arte de poucas palavras. Pode mesmo ser austera. É verdade que ainda existe quem, epicamente, insista em espalhar palavras e mais palavras por longos lençóis de papel, com o fito de fazer «grandes poemas». Mas se me perguntam, &#8211; e eu queria agradecer à Manuela Ribeiro e ao Francisco Guedes por uma vez mais se terem lembrado de me perguntar, &#8211; a poesia que me parece <em>maior</em> é, de facto, a <em>mais pequena</em>. Em <em>tamanho</em> e em <em>tom</em>. É essa, de facto, que me interessa actualmente.<br />
Uma poesia que não fale muito. Acima de tudo, que não fale de mais. Que diga o que tem a dizer de forma concentrada, alusiva, sintética, compacta, elíptica, e depois se cale. Sobre o assunto que a toma desde o princípio a página, que tenha a amabilidade de o sugerir ao alto da página e depois, chegada esta ao fim, diga mais nada.<br />
Pode até voltar à fala na página seguinte. Mas, também aí, o mais provável é que se alongue pouco, descendo pelo poema abaixo, degrau a degrau, surpreendendo-se ela própria por alguns lanços serem mais curtos, outros um pouco mais longos, mas de uma forma ou de outra sempre com um final à vista. Uma «escultura de som», escreveu António Barahona.<br />
Suspeito que esses poemas extensos a que atrás aludi, se estendem por lençóis e lençóis de palavras por falharem em apreender o essencial, atirando em todas as direcções numa interminável verborreia, esquecendo a lição da Arquitectura mais recente que mostra, à exaustão, que «nunca a quantidade se tornou qualidade» (J.M.F.J.).<br />
Mas desculpem se me antecipo com genuíno entusiasmo e me esqueço de que a maior parte dos presentes não está muito familiarizada com esse termo &#8211; como é mesmo que se diz? – «poesia». Senão, vejamos, quantos dos presentes terão no último ano adquirido algum desses objectos a que teimosamente insistimos em chamar, por resistência, «livro de poesia»?<br />
Vou então tentar explicar, muito brevemente, o que é isso de um «livro de poemas» e, já agora, tentar perceber em que medida é que esse exótico objecto pode ser útil, digamos, nestes tempos de austeridade por que agora estamos a passar aqui no rectângulo.<br />
Um livro de poesia é uma coisa, o mais das vezes, fina, em que as páginas vêm meio escritas, meio em branco. É verdade. Não há engano. Não se dá o caso de o autor não ter acabado de escrever a página até ao fim, por esquecimento ou acédia. Não. Um livro de poesia é mesmo assim.<br />
Porque os poemas são feitos de coisas que se dizem e de coisas que não se dizem. Ou seja: uma página de um livro de poesia, habitualmente, é constituída por uma parte falada e uma parte muda. A parte falada tem palavras. A parte muda tem silêncios brancos.<br />
Devo aliás referir que o silêncio que se segue ao final de um poema é parte integrante do poema sendo, aliás, a forma mais económica de fazer poesia. O silêncio encerra em si a mais perfeita forma de economia das palavras.<br />
Alguns editores têm até algum pudor em editar livros de poesia, não porque lhes pareça que os livros de poesia não vendem o suficiente para justificar a edição, não, nada disso, mas porque sentem verdadeiro pudor em propor uma coisa que só está escrita pela metade.<br />
Não se sentem bem a vender o silêncio, parece-me a mim, porque isso seria como, por exemplo, tentar vender o buraco do meio do pão-de-ló. A outra parte do poema, a do miolo gráfico, ainda vá, mas a parte em branco, realmente, custa-lhes. É por isso, e só por isso, que optam por não publicar mais poesia.<br />
Devo confessar que não tenho razão de queixa. Fui recentemente adoptado por uma excelente editora, a Quetzal, que acaba de publicar os meus sete livros de poesia num só volume de 326 páginas. Intitula-se «Poesia Reunida» e está à venda lá fora.<br />
Por uma questão de honestidade intelectual, devo desde já prevenir aqueles se possam sentir tentados a adquirir o referido livro que das 326 páginas que constituem o volume, só 228 contêm, de facto, poesia. O restante são cortinas, fichas técnicas, vinhetas, dedicatórias e epígrafes, – ah, as epigrafes, – essas frases em língua <em>estrangeira</em> que os poetas colocam no início dos livros, ou como <em>incipit</em> a alguns poemas para parecerem mais inteligentes que o leitor.<br />
Alguns de nós chegam mesmo a colocar epigrafes em latim ou em grego, ou pior que isso, em alemão, &#8211; embora nunca, nestes tempos conturbados, em grego e em alemão no mesmo poema, &#8211; epigrafes essas que, convenhamos, em termos práticos têm um efeito muito semelhante a pedir Carne de Porco à Alentejana e aquilo ser servido com amêijoa vietnamita, a gente vê que a amêijoa está lá, sim senhor, em epigrafe à carne, mas não lhe chega a provar o sabor.<br />
Duzentas e vinte e oito páginas em 326 parecem ser poucas páginas escritas, dirão os leitores de ficção presentes no auditório. Que mau negócio de leitura! Então aguardem pela verdade nua e crua: essas 228 páginas só estão escritas pela metade.<br />
Era para falarmos de economia? Então continuemos: se estivéssemos a falar de prosa, essas 228 páginas corresponderiam somente a 114 páginas de ficção, o que significa que apenas 1/3 da área total disponível em papel no livro é que traz poesia. Os outros 2/3 são vasilhame.<br />
Claro que isso pode revelar-se providencial em tempos de crise. Não é de mais chamar a atenção para o facto de que, por essa mesma razão, pelos espaços em branco que contém, um livro de poesia que fique esquecido lá por casa, pode vir a revelar-se um excelente bloco de notas, exactamente porque cada página tem ainda um pedacito de área em branco onde se pode escrever, digamos, uma lista de compras anotada à pressa, de pé, junto à copa, mesmo ao sair de casa, como aliás terá feito certa pessoa junto à sua escrivaninha favorita.<br />
Reciclar é economizar. Numa página de Camões escolhida à pressa, quiçá mesmo aquela que começa com «Al<em>ma minha</em> gentil que te partiste», a Dona Alzira, &#8211; que Deus a conserve por muitos e muitos anos, &#8211; pode sempre acrescentar, aproveitando aquele espacinho em branco que ainda sobra: «<em>uma dúzia de ovos de galinha pica no chão</em>»; «<em>dois litros de leite magro, marca branca</em>»; «<em>400 gramas de maminha de vaca para grelhar</em>», três singelas linhas que são, já por si, um poema.<br />
E cá está! Aqui temos o argumento que faltava para esbater a barreira que os puristas insistem em traçar entre literatura e gastronomia, que a meus olhos sempre foi tão ténue como aquela linha oscilante que confunde a areia seca da areia molhada numa praia de inverno. Exactamente onde o mar costuma depositar «conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos».<br />
Um soneto de Camões, um rol de séculos depois, a condicionar de forma implícita a ementa do jantar dos senhores doutores de Leça. <em>Maminha de vaca</em>. Quem sabe até, se essa página arrancada ao azar, &#8211; sem desprimor por outras do nosso maior poeta, &#8211; abandonada depois ao acaso na grade de um carrinho de hipermercado e colhida pelo cliente seguinte, não poderia vir a tornar-se um importante objecto de estudo universitário de literatura comparada, numa tese peregrina que versasse o tema «<em>Camões, precursor do hiper-realismo – o pergaminho perdido</em>».<br />
Mas nestas questões de economia, os mais poupados com as palavras sempre foram os Orientais. São assim na vida e nos negócios, como o são na poesia. Chegaram mesmo a desenvolver um tipo de poesia, digamos, <em>low-cost</em>, denominada «haiku», &#8211; na verdade um modelo derivado da poesia japonesa, &#8211; constituído apenas por 3 linhas com um número fixo de sílabas: 5 no primeiro verso, 7 no segundo (e, antes que o poeta se entusiasmasse a esbanjar 9 sílabas no terceiro:), outra vez 5 no derradeiro verso.<br />
Esta fórmula tornou-se, aliás, um género literário muito apreciado nestes dias conturbados e há até um Ministro do nosso Governo, de seu nome Vítor Gaspar, que adoptou o «haiku» como forma de comunicação ao país, embora com maior largueza de sílabas como é habitual nas derrapagens à portuguesa.<br />
Senão recordemos dois dos seus mais recentes poemas, tal e qual como apareceram publicados nesse curioso hebdomadário de poesia a que chamam «Diário da República»:	</p>
<p><em>O sol brilha na manhã<br />
de mais um dia feriado:<br />
«Saiam para o trabalho!»</em></p>
<p>Ou estoutro:</p>
<p><em>A borboleta tem nome:<br />
«Décimo-terceiro mês».<br />
A borboleta voa.</em></p>
<p>É realmente verdade que a poesia é pessoa de poucas palavras. A melhor poesia não deve poupar nos leitores, não deve poupar os leitores, mas deve, de facto, poupar nas palavras.<br />
Num bom poema tudo conta, cada palavra conta. Em verdade, um bom poeta não precisa de fazer um grande esforço para economizar nas palavras porque à partida já não está na sua natureza <em>gastar de mais</em>. Para um poeta, cada palavra é valiosa demais na sua denotação e nas suas conotações, para ser gasta ao <em>desbarato</em>.<br />
A poesia, esse grande enigma: «o que se perde na tradução».<br />
Ou, como escreveu Juan José Almagro Iglésias no prefácio a uma tradução castelhana da poesia do norte-americano Billy Collins: «a única história documentada que possuímos do sentimento humano».<br />
Ou ainda, como dizia outro poeta, «as palavras certas na ordem certa».<br />
Texto e contexto. A poesia que mais me interessa atende a ambos. Tomemos como último exemplo a palavra «maçã» em diferentes contextos. Não é a mesma coisa aludir num poema à maçã de Newton, ou à maçã de Adão. Já tive oportunidade de escrever sobre ambas.<br />
No episódio de Newton, quem cai é a maçã. No episódio com Eva, como é sabido, quem caiu foi mesmo Adão.</p></blockquote>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do &#8216;Actual&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 20:43:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Entrevista com Olivier Rolin, autor de Baku, Últimos Dias (Sextante), por José Mário Silva - O Murmúrio do Mundo, de Almeida Faria (Tinta da China), por António Guerreiro - Jonas Savimbi &#8211; No Lado Errado da História, de Emídio Fernando (Dom Quixote), por Luísa Meireles - Civilização, de Niall Ferguson (Civilização), por Luís M. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Entrevista com Olivier Rolin, autor de <em>Baku, Últimos Dias</em> (Sextante), por José Mário Silva<br />
- <em>O Murmúrio do Mundo</em>, de Almeida Faria (Tinta da China), por António Guerreiro<br />
- <em>Jonas Savimbi &#8211; No Lado Errado da História</em>, de Emídio Fernando (Dom Quixote), por Luísa Meireles<br />
- <em>Civilização</em>, de Niall Ferguson (Civilização), por Luís M. Faria<br />
- <em>Contos Escolhidos</em>, de Isaac Babel (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Shakespeare</em>, de Giuseppe Tomasi de Lampedusa (Teorema), por Pedro Mexia</p>
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		<title>Outros blogues</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 20:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vale a pena espreitar o que vão escrevendo sobre as Correntes outros bloggers presentes, como a Sara Figueiredo Costa e o Luís Ricardo Duarte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vale a pena espreitar o que vão escrevendo sobre as Correntes outros <em>bloggers</em> presentes, como a <a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/">Sara Figueiredo Costa</a> e o <a href="http://voltaparafuso.blogspot.com/">Luís Ricardo Duarte</a>.</p>
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		<title>Cesariny dito por Sandro William Junqueira</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 20:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem à noite, numa das salas do Hotel Vermar, Sandro William Junqueira, que lançará amanhã nas Correntes d&#8217;Escritas o seu segundo romance (Um Piano para Cavalos Altos, Caminho), disse um excerto do poema Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos, de Mário Cesariny. Belo momento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/KQlHG-RGgBk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Ontem à noite, numa das salas do Hotel Vermar, Sandro William Junqueira, que lançará amanhã nas Correntes d&#8217;Escritas o seu segundo romance (<em>Um Piano para Cavalos Altos</em>, Caminho), disse um excerto do poema <em>Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos</em>, de Mário Cesariny. Belo momento.</p>
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		<title>Primeiro balanço</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 20:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em rascunho, no backoffice do blogue, há posts sobre as três primeiras sessões das Correntes (à quarta, no final da tarde de hoje, não pude assistir). Conto publicá-los amanhã, se tiver tempo para os limar. Mas é já possível fazer um balanço telegráfico dos debates iniciais. Sem grande surpresa, a primeira mesa foi a melhor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em rascunho, no <em>backoffice</em> do blogue, há <em>posts</em> sobre as três primeiras sessões das Correntes (à quarta, no final da tarde de hoje, não pude assistir). Conto publicá-los amanhã, se tiver tempo para os limar. Mas é já possível fazer um balanço telegráfico dos debates iniciais. Sem grande surpresa, a primeira mesa foi a melhor, com boas intervenções de Eduardo Lourenço, Almeida Faria, Hélia Correia e Ana Paula Tavares, seguidas de um autêntico <em>show</em> de Rubem Fonseca, que andou pelo palco, interpelou a plateia e a «torrinha» (o primeiro balcão), bem como os seus companheiros de mesa. Inteligente, erudita, provocatória, a intervenção de Rubem foi um exemplo do melhor que as Correntes podem oferecer, quando os seus convidados revelam extraordinárias capacidades de comunicação.<br />
Esta amanhã, pelo contrário, vimos na mesa 2 um exemplo do pior que as Correntes também podem oferecer. O ensaísmo pessoano bacoco, pretensioso e excessivamente demorado de Alberto S. Santos, as historietas sem pés nem cabeça de Sofia Marrecas Ferreira e a girândola de lugares comuns de José Jorge Letria lançaram ondas de tédio no auditório. Salvaram-se da sessão, ingrata até no tema («O fim da arte superior é libertar»), as intervenções de Care Santos, Fernando Pinto do Amaral e Luís Quintais, que cumpriram os mínimos mas estiveram longe de brilhar.<br />
Com a mesa 3, em que participaram Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães, Margarida Vale de Gato, Manuel Rui e Manuel António Pina, os níveis de qualidade voltaram a subir. Destaco o brilhante texto de Barreto Guimarães, o manifesto poético de Margarida Vale de Gato e a intervenção improvisada, mas densa, lúcida, irónica e divertida, de Manuel António Pina. </p>
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		<title>Dois momentos de Rubem Fonseca nas Correntes d&#8217;Escritas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 23:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agradecendo a medalha de mérito cultural que lhe foi entregue pelo Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. Final da intervenção «peripatética» (sempre a andar e falando directamente para a plateia) na primeira mesa das Correntes d&#8217;Escritas, sobre as coisas de que um escritor necessita para ser mesmo escritor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/w9MWdUvgQGw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Agradecendo a medalha de mérito cultural que lhe foi entregue pelo Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.</p>
<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/A8hrrqNqUKk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Final da intervenção «peripatética» (sempre a andar e falando directamente para a plateia) na primeira mesa das Correntes d&#8217;Escritas, sobre as coisas de que um escritor necessita para ser mesmo escritor.</p>
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		<title>Singrando, entre auroras e sofias</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 22:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O discurso de abertura das Correntes d&#8217;Escritas, proferido por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, pode ser lido na íntegra aqui. Eis um excerto: «Recortado pela espada dum rei meio-borgonhês, expandido pela visão dum príncipe meio-inglês, regenerado de oitocentos para novecentos por vagas meio-francesas, quando não francesas de todo, das militares e políticas às literárias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O discurso de abertura das Correntes d&#8217;Escritas, proferido por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, pode ser lido na íntegra <a href="http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=1983:povoa-de-varzim-correntes-descritas-23-de-fevereiro-de-2012">aqui</a>. Eis um excerto:</p>
<blockquote><p>«Recortado pela espada dum rei meio-borgonhês, expandido pela visão dum príncipe meio-inglês, regenerado de oitocentos para novecentos por vagas meio-francesas, quando não francesas de todo, das militares e políticas às literárias e ideológicas, Portugal foi e é ainda uma importação inculturada, nunca tendo terra nem recursos para ser doutro modo.<br />
Isto mesmo poderíamos dizer também de outros e até generalizar. Mas a nossa geografia terminal ou o grande cais em que nos (re)tornámos, trouxeram-nos tanta terra e tanto mar que ganhámos esta atual condição de pátria de todos e ninguém – ou de ninguém para renascer de todos. Creio que Vieira e Pessoa aceitariam a caracterização. Sendo aqui profético o Romeiro de Garrett (Frei Luís de Sousa), como Portugal perdido e no entanto ali, quase pedindo um reconhecimento que o salvasse, passando do “ninguém” que se chamava ao merecido “alguém” que o despertasse, muito merecidamente despertasse. Estamos nisto tão perto dos últimos versos da Mensagem pessoana: “ … (que ânsia distante perto chora? / Tudo é incerto e derradeiro. / Tudo é disperso, nada é inteiro. / Ó Portugal, hoje és nevoeiro… / É a Hora!”.<br />
Sim, saberiam trovar os poetas provençais, mas aqui trovava-se sempre; poderiam outros fazer algo em suas terras, mas daqui só se podia adivinhar tudo; poderiam outros manter grandes impérios, mas aqui só do nada se renasceria enfim.<br />
Portugal culturalmente é uma teima, como geograficamente é uma praia, feita cais de partir e chegar, chegar e partir.»</p></blockquote>
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		<title>Rubem Fonseca lê um soneto de Camões</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 12:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O soneto Busque Amor novas artes, novo engenho, de Luís Vaz de Camões, lido por Rubem Fonseca nas Correntes d&#8217;Escritas. [Um vídeo postado por Sara Figueiredo Costa no Cadeirão Voltaire]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/tg2CzeNJxC8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O soneto <em>Busque Amor novas artes, novo engenho</em>, de Luís Vaz de Camões, lido por Rubem Fonseca nas Correntes d&#8217;Escritas.</p>
<p>[Um vídeo postado por Sara Figueiredo Costa no <a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/">Cadeirão Voltaire</a>]</p>
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		<title>Aproximações a Eduardo Lourenço</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 12:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[O número deste ano da revista das Correntes d&#8217;Escritas foi apresentado durante a sessão de abertura do maior encontro literário português. Integralmente dedicada a Eduardo Lourenço, a revista inclui textos de Almeida Faria, Ana Luísa Amaral, Ana Maria Almeida, Emílio Rui Vilar, Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Guilherme d’Oliveira Martins, Hélia Correia, Inês Pedrosa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/revistace_correntes.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/revistace_correntes.jpg" alt="" title="revistace_correntes" width="230" height="292" class="alignnone size-full wp-image-16259" /></a></p>
<p>O número deste ano da revista das Correntes d&#8217;Escritas foi apresentado durante a sessão de abertura do maior encontro literário português. Integralmente dedicada a Eduardo Lourenço, a revista inclui textos de Almeida Faria, Ana Luísa Amaral, Ana Maria Almeida, Emílio Rui Vilar, Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Guilherme d’Oliveira Martins, Hélia Correia, Inês Pedrosa, Jaime Rocha, João de Melo, João Morales, José Carlos de Vasconcelos, José Jorge Letria, José Mário SIlva, Lídia Jorge, Miguel Real, Onésimo Teotónio de Almeida, Patrícia Reis, Pedro Vieira, Rui Zink, Sara Figueiredo Costa e Virgílio Bento.</p>
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		<title>Prémio Casino da Póvoa para Rubem Fonseca</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 11:52:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Prémios]]></category>
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		<description><![CDATA[O romance Bufo &#038; Spallanzani (Sextante), de Rubem Fonseca, acaba de ser anunciado como o vencedor da edição deste ano do Prémio Casino da Póvoa. O escritor brasileiro encontra-se na Póvoa de Varzim para participar na edição deste ano das Correntes d&#8217;Escritas, que começa hoje. Logo à tarde, a partir das 17h00, Fonseca estará na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O romance <em>Bufo &#038; Spallanzani</em> (Sextante), de Rubem Fonseca, acaba de ser anunciado como o vencedor da edição deste ano do Prémio Casino da Póvoa. O escritor brasileiro encontra-se na Póvoa de Varzim para participar na edição deste ano das <a href="http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/correntes-descritas-2012-programa/">Correntes d&#8217;Escritas</a>, que começa hoje. Logo à tarde, a partir das 17h00, Fonseca estará na primeira mesa redonda, com a frase “A Escrita é um risco total” como mote. Neste debate participam ainda Almeida Faria, Ana Paula Tavares, Eduardo Lourenço e Hélia Correia, com moderação de José Carlos de Vasconcelos.</p>
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		<title>A caminho das Correntes d&#8217;Escritas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 10:26:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/20120223-122859.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/20120223-122859.jpg" alt="20120223-122859.jpg" class="alignnone size-full" /></a></p>
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		<title>&#8216;Avenida de Poemas&#8217; de Fevereiro (o vídeo)</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 16:57:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Faltam só os primeiros minutos, em que foi lido o poema De Tarde, de Cesário Verde.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="340" src="http://cdn.livestream.com/embed/arteadmin?layout=4&amp;clip=pla_f27546bd-04ff-491d-ba2b-f968a9f6e415&amp;height=340&amp;width=560&amp;autoplay=false" style="border:0;outline:0" frameborder="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Faltam só os primeiros minutos, em que foi lido o poema <em>De Tarde</em>, de Cesário Verde.</p>
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		<title>O que aí vem (Esfera do Caos)</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 10:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos Matar um Sinal de Trânsito? &#8211; um divertimento político-filosófico acerca da profundidade do quotidiano, de Porfírio Silva; A Oriente do Silêncio, de Rui Rocha; Maçã de Zinco, de Alice Caetano; Razão e Liberdade &#8211; O Pensamento Político de James Madison, de José Gomes André; Verdes Anos &#8211; História do ecologismo em Portugal (1947-2011), de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Podemos Matar um Sinal de Trânsito? &#8211; um divertimento político-filosófico acerca da profundidade do quotidiano</em>, de Porfírio Silva; <em>A Oriente do Silêncio</em>, de Rui Rocha; <em>Maçã de Zinco</em>, de Alice Caetano; <em>Razão e Liberdade &#8211; O Pensamento Político de James Madison</em>, de José Gomes André; <em>Verdes Anos &#8211; História do ecologismo em Portugal (1947-2011)</em>, de Luís Humberto Teixeira.</p>
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		<title>World Book Night</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 17:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa noite, um milhão de livros oferecidos. É a 23 de Abril.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa noite, <a href="http://www.worldbooknight.org/">um milhão de livros oferecidos</a>. É a 23 de Abril.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Maria Filomena Mónica no &#8216;Avenida de Poemas&#8217;</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 08:22:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir das 21h30, Maria Filomena Mónica estará no palco do Teatro Tivoli, em Lisboa, à conversa com a jornalista Raquel Marinho e comigo sobre os poemas essenciais da sua vida (disclaimer: haverá um predomínio notório de Cesário Verde). Apareçam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://2.bp.blogspot.com/_LibKDNWD9ZQ/TTtBW4D5-LI/AAAAAAAAE2k/U9lNEEuSWU8/s1600/em112-20.jpg" alt="" /></p>
<p>A partir das 21h30, Maria Filomena Mónica estará no palco do Teatro Tivoli, em Lisboa, à conversa com a jornalista Raquel Marinho e comigo sobre os poemas essenciais da sua vida (<em>disclaimer</em>: haverá um predomínio notório de Cesário Verde). Apareçam.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O terrível hábito de comprar demasiados livros</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-terrivel-habito-de-comprar-demasiados-livros/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 15:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou os dilemas de um bibliófilo (daqueles com que eu me identifico, e muito).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou os <a href="http://blogs.publishersweekly.com/blogs/PWxyz/2012/02/16/the-wonderful-and-terrible-habit-of-buying-too-many-books/">dilemas de um bibliófilo</a> (daqueles com que eu me identifico, e muito).</p>
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		<title>Lançamento de &#8216;Onde Moram as Casas&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 21:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[É amanhã (sábado) ao início da tarde, no Espaço Sou, com inauguração simultânea de uma exposição de ilustrações do Alexandre Esgaio. Podem folhear virtualmente algumas das páginas do livro, aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/Convite-ONDE-MORAM-AS-CASAS.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/Convite-ONDE-MORAM-AS-CASAS.jpg" alt="" title="Convite ONDE-MORAM-AS-CASAS" width="400" height="218" class="alignnone size-full wp-image-16216" /></a></p>
<p>É amanhã (sábado) ao início da tarde, no <a href="http://soumovimentoearte.wordpress.com/site/">Espaço Sou</a>, com inauguração simultânea de uma exposição de ilustrações do <a href="http://mariamacareu.blogspot.com/">Alexandre Esgaio</a>. Podem folhear virtualmente algumas das páginas do livro, <a href="http://glups.leya.com/index_intro.php?action=getFlash&#038;publicacao_id=1749">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-134/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 20:34:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Baku &#8211; Últimos Dias, de Olivier Rolin (Sextante), por José Mário Silva - Por um Fio, de Thomas McGuanne (Quetzal), por Luís M. Faria - A Caixa Negra, de Amos Oz (Dom Quixote), por Ana Cristina Leonardo - Vita &#8211; La Vie Légère, de Leonor Baldaque (Gallimard), por Pedro Mexia - Isso Passa, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Baku &#8211; Últimos Dias</em>, de Olivier Rolin (Sextante), por José Mário Silva<br />
- <em>Por um Fio</em>, de Thomas McGuanne (Quetzal), por Luís M. Faria<br />
- <em>A Caixa Negra</em>, de Amos Oz (Dom Quixote), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Vita &#8211; La Vie Légère</em>, de Leonor Baldaque (Gallimard), por Pedro Mexia<br />
- <em>Isso Passa</em>, de João Miguel Henriques (Artefacto), por António Guerreiro</p>
<p><strong>PS</strong> &#8211; Por lapso, a ilustrar o texto de Pedro Mexia sobre o livro de Leonor Baldaque aparece uma fotografia de Leonor Silveira (ambas se chamam Leonor e ambas foram actrizes em filmes de Manoel de Oliveira, mas as semelhanças terminam aí). Às duas, e aos leitores, antecipo um pedido de desculpas.  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fundação Saramago já funciona na Casa dos Bicos</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 18:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde ontem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.josesaramago.org/261723.html">Desde ontem</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prémio Vergílio Ferreira para José Gil</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 17:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[José Gil]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[O filósofo José Gil vai receber no próximo dia 1 de Março, na Sala dos Actos da Universidade de Évora, o prémio Vergílio Ferreira em reconhecimento pelo seu «contributo singular para uma reflexão profunda sobre a identidade do Portugal contemporâneo». Do júri fizeram parte José Alberto Machado (presidente), Fernando Gomes, José Augusto Bernardes, Mário Avelar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O filósofo José Gil vai receber no próximo dia 1 de Março, na Sala dos Actos da Universidade de Évora, o prémio Vergílio Ferreira em reconhecimento pelo seu «contributo singular para uma reflexão profunda sobre a identidade do Portugal contemporâneo». Do júri fizeram parte José Alberto Machado (presidente), Fernando Gomes, José Augusto Bernardes, Mário Avelar e Antonio Saéz Delgado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sangue novo na Academia Goncourt</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 23:24:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Philippe Claudel]]></category>
		<category><![CDATA[Pierre Assouline]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o início do ano que a Academia Goncourt, que atribui anualmente o mais importante dos prémios literários franceses, senta dois novos escritores à mítica mesa do restaurante Drouant: Pierre Assouline (autor do blogue de referência La République des Livres) e Philippe Claudel, autor que tem vários dos seus livros editados em Portugal pela ASA. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o início do ano que a <a href="http://www.academie-goncourt.fr/">Academia Goncourt</a>, que atribui anualmente o mais importante dos prémios literários franceses, senta dois novos escritores à mítica mesa do restaurante Drouant: Pierre Assouline (autor do blogue de referência <a href="http://passouline.blog.lemonde.fr/">La République des Livres</a>) e Philippe Claudel, autor que tem vários dos seus livros editados em Portugal pela ASA. No blogue de um amigo (Michel Vézina), Claudel <a href="http://voir.ca/michel-vezina/2012/01/12/punk-academie-goncourt-suite/">responde à questão de saber se a vetusta Academia está finalmente a renovar-se e como</a>. </p>
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		<title>O que aí vem (QuidNovi)</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 11:32:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um Socialista Associal, de George Bernard Shaw; D. João II vs. Colombo, de José Manuel Garcia; A Europa em Crise, de José Pedro Teixeira Fernandes (com prefácio de Nicolau Santos); Zubaida e Columbina, de Gilda Nunes Barata e Sandra Nascimento; Lisboa, Princesa do Tejo e do Mar, de Gilda Nunes Barata e Ana Afonso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um Socialista Associal</em>, de George Bernard Shaw; <em>D. João II vs. Colombo</em>, de José Manuel Garcia; <em>A Europa em Crise</em>, de José Pedro Teixeira Fernandes (com prefácio de Nicolau Santos); <em>Zubaida e Columbina</em>, de Gilda Nunes Barata e Sandra Nascimento; <em>Lisboa, Princesa do Tejo e do Mar</em>, de Gilda Nunes Barata e Ana Afonso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hoje, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/hoje-na-seccao-de-livros-do-actual-5/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 10:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco, de Nuno Costa Santos (Tinta da China), por Pedro Mexia - Henrique Galvão &#8211; Um Herói Português, de Francisco Teixeira da Mota (Oficina do Livro), por José Pedro Castanheira - A Bicicleta que Tinha Bigodes, de Ondjaki (Caminho), por António Loja Neves - Artefactos Importantes e Objetos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco</em>, de Nuno Costa Santos (Tinta da China), por Pedro Mexia<br />
- <em>Henrique Galvão &#8211; Um Herói Português</em>, de Francisco Teixeira da Mota (Oficina do Livro), por José Pedro Castanheira<br />
- <em>A Bicicleta que Tinha Bigodes</em>, de Ondjaki (Caminho), por António Loja Neves<br />
- <em>Artefactos Importantes e Objetos Pessoais da Coleção de Lenore Doolan e Harold Morris, Incluindo Livros, Roupa e Acessórios</em>, de Leanne Shapton (Bertrand), por José Mário Silva<br />
- <em>A Torre de Vigia</em>, de Ana Maria Matute (Planeta), por José Guardado Moreira</p>
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		<title>Maravilhas da paternidade</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/maravilhas-da-paternidade-61/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 23:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Maravilhas da paternidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Alice &#8211; Pai, hoje na escola aprendi uma letra nova. Eu &#8211; Ai, sim? Qual? Alice &#8211; O &#8216;b&#8217;. Eu &#8211; Então diz lá uma palavra começada por &#8216;b&#8217;. Alice &#8211; Batata. Eu &#8211; Boa. E mais? Alice &#8211; Bibe&#8230; Hmmm&#8230; Barco&#8230; Hmmm&#8230; Bola&#8230; Hmmm&#8230; Pedro &#8211; BERTRAND!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alice &#8211; Pai, hoje na escola aprendi uma letra nova.<br />
Eu &#8211; Ai, sim? Qual?<br />
Alice &#8211; O &#8216;b&#8217;.<br />
Eu &#8211; Então diz lá uma palavra começada por &#8216;b&#8217;.<br />
Alice &#8211; Batata.<br />
Eu &#8211; Boa. E mais?<br />
Alice &#8211; Bibe&#8230; Hmmm&#8230; Barco&#8230; Hmmm&#8230; Bola&#8230; Hmmm&#8230;<br />
Pedro &#8211; BERTRAND!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bicentenário de Dickens</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 23:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A imprensa britânica esmerou-se a preparar excelentes dossiers sobre Charles Dickens, no dia em que se assinalam os 200 anos sobre o seu nascimento. Vale a pena navegar pelas páginas do Guardian ou do Telegraph e verificar como o autor de Great Expectations ainda mantém o estatuto de clássico absoluto no Reino Unido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2012/2/6/1328540368785/Charles-Dickens-007.jpg" alt="" /></p>
<p>A imprensa britânica esmerou-se a preparar excelentes <em>dossiers</em> sobre Charles Dickens, no dia em que se assinalam os 200 anos sobre o seu nascimento. Vale a pena navegar pelas páginas do <em><a href="http://www.guardian.co.uk/books">Guardian</a></em> ou do <a href="http://www.telegraph.co.uk/culture/charles-dickens/9066495/Charles-Dickens-Prince-Charles-leads-tributes.html">Telegraph</a> e verificar como o autor de <em>Great Expectations</em> ainda mantém o estatuto de clássico absoluto no Reino Unido. </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Rui vs. Fernão</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/rui-vs-fernao/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar É já daqui a nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/rui_fmp.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/rui_fmp-300x142.jpg" alt="" title="rui_fmp" width="300" height="142" class="alignnone size-medium wp-image-16135" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>É já daqui a nada.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Hatchet Job of the Year</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou, numa tradução livre, a machadada do ano. Eis um prémio curioso, atribuído ao «autor da crítica literária mais zangada, divertida e cáustica dos últimos doze meses» (no universo da língua inglesa, entenda-se). De entre os oito finalistas, será hoje anunciado o vencedor, que terá direito a um fornecimento anual de camarão enlatado (não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou, numa tradução livre, a <a href="http://hatchetjoboftheyear.com/#2246593/Hatchet-Job-of-the-Year">machadada do ano</a>. Eis um prémio curioso, atribuído ao «autor da crítica literária mais zangada, divertida e cáustica dos últimos doze meses» (no universo da língua inglesa, entenda-se). De entre os <a href="http://hatchetjoboftheyear.com/#2255946/Shortlist">oito finalistas</a>, será hoje anunciado o vencedor, que terá direito a um fornecimento anual de camarão enlatado (não é piada).<br />
Em Portugal, parece-me evidente que o prémio iria parar às mãos de <a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/">Rogério Casanova</a>, pelo seu trabalho no suplemento <em>ípsilon</em> e na revista <em>Ler</em>, ao mesmo ritmo a que as Bolas de Ouro de melhor futebolista do ano vão parar às mãos de Lionel Messi. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Olhando para a banca dos jornais, esta manhã</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 17:46:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Por momentos, tive a sensação de que alguém no jornal A Bola leu o meu post de ontem: Clique para aumentar A manchete tem punch, sim senhor. Só é pena não fazerem o mesmo que costumam fazer quando o Benfica se diz prejudicado pelas arbitragens. Impunha-se uma menção ao facto de o penalty assinalado contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por momentos, tive a sensação de que alguém no jornal <em>A Bola</em> leu o meu <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/desejo-para-logo-a-noite/">post</a></em> de ontem:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/inferno.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/inferno-221x300.jpg" alt="" title="inferno" width="221" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-16095" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>A manchete tem <em>punch</em>, sim senhor. Só é pena não fazerem o mesmo que costumam fazer quando o Benfica se diz prejudicado pelas arbitragens. Impunha-se uma menção ao facto de o penalty assinalado contra o Sporting não existir (a falta foi fora da área) e ao facto de um verdadeiro <em>penalty</em> contra o Gil Vicente não ter sido assinalado (com respectiva expulsão), o que condicionou claramente o rumo do jogo. Mas isso seria pedir demais, não é?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de João Miguel Henriques</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 14:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[João Miguel Henriques]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[HOCHGOBERNITZ (SEGUNDO THOMAS BERNHARD) os primeiros assomos de loucura trazem a destruição dos campos todos. no traço inculto das coutadas mingua a vida repousam as alfaias dos quartos vazios de gente das terras vazias de tudo sobram apenas muralhas (ninguém se lembra) há um prenúncio de tragédia capaz de vergar os dias aos trabalhos dolorosos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HOCHGOBERNITZ (SEGUNDO THOMAS BERNHARD)</p>
<p><em>os primeiros assomos de loucura<br />
trazem a destruição dos campos todos.<br />
no traço inculto das coutadas<br />
mingua a vida<br />
repousam as alfaias</p>
<p>dos quartos vazios de gente<br />
das terras vazias de tudo<br />
sobram apenas muralhas<br />
(ninguém se lembra)</p>
<p>há um prenúncio de tragédia<br />
capaz de vergar os dias<br />
aos trabalhos dolorosos</p>
<p>é o triunfo das gerações<br />
sobre a antiga casa paterna<br />
somente um reflexo de luz<br />
um declínio inteiro</p>
<p>quando saio do quarto onde moro<br />
e venho às muralhas<br />
lembrar-me das coisas<br />
reparo que as chuvas de inverno<br />
vieram aqui para ficar</em></p>
<p>***</p>
<p>O DIÁRIO</p>
<p><em>o pai diz que aqui o tempo pára<br />
e aqui (eu sei) o tempo pára mesmo.<br />
não corre já pela azinhaga<br />
a célere aragem carregada de tempo</p>
<p>encontrei o diário dela na quarta-feira<br />
as pálidas notas de adolescência, amiúde enfadonhas.<br />
recordo como ela dizia, não quero que o leias,<br />
o pai diria: não, não lhe leias o pálido diário<br />
não despertes com essa leitura aqui a corrida do tempo</p>
<p>há-de repousar esse caderno<br />
entre outros livros de memórias:<br />
proust e o seu tédio de morte<br />
e também ashberry, codificado pelo dia absurdo</p>
<p>não deixarei pai por um segundo<br />
que o tempo vá veloz pela azinhaga</em></p>
<p>***</p>
<p>A CASA FRIA</p>
<p><em>já cosi as duas faces do poema<br />
as duas estâncias<br />
com as palavras da casa fria</p>
<p>disse à mulher que viesse<br />
que acorresse à casa fria<br />
e agora já dobrei a folha ao meio<br />
e uni as metades da casa<br />
com um ponto de costura</em></p>
<p>***</p>
<p>BIBLIOTECA NACIONAL</p>
<p><em>infeliz esta coisa dos livros todos<br />
e todos muito juntos uns aos outros<br />
abstracta matéria<br />
e lamacenta<br />
de querer dizer coisas por livros<br />
e neles ler o ror das coisas todas<br />
estupenda empresa<br />
e opulenta<br />
a reunião de livros em grandes casas<br />
e ter lá dentro gente que os leia<br />
penosa façanha esta<br />
já quase medonha</em></p>
<p>[in <em>Isso Passa</em>, Artefacto, 2011]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A incrível história de Léo do Peixe</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 01:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Um pescador do rio São Francisco, no Brasil, lembrou-se certo dia de criar um Clube da Leitura junto à banca onde vendia o seu peixe. Sete anos depois, «já somava mais de 15 bibliotecas populares e um acervo de 20.000 livros doados para empréstimo gratuito à população». Leonardo da Piedade Diniz Filho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo1.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo1-300x200.jpg" alt="" title="leo1" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-16085" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo2.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo2-300x200.jpg" alt="" title="leo2" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-16086" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo3.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leo3-300x200.jpg" alt="" title="leo3" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-16087" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>Um pescador do rio São Francisco, no Brasil, lembrou-se certo dia de criar um Clube da Leitura junto à banca onde vendia o seu peixe. Sete anos depois, «já somava mais de 15 bibliotecas populares e um acervo de 20.000 livros doados para empréstimo gratuito à população». Leonardo da Piedade Diniz Filho, 47 anos, mais conhecido como «Léo do Peixe», morreu esta semana, vítima de enfarte. Fica a sua obra: <a href="http://nitroimagens.com.br/nitronline/2012/02/03/historias-a-morte-do-livreiro-do-sao-francisco/">o exemplo de quem disponibilizou, para os outros, dois bens essenciais (alimentação e cultura)</a>.</p>
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		<title>Desejo para logo à noite</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 15:53:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Que o Gil Vicente não encene, em Alvalade, o Auto da Barca do Inferno.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que o Gil Vicente não encene, em Alvalade, o <em>Auto da Barca do Inferno</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Força, força, companheiro Vasco</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/forca-forca-camarada-vasco/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 09:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Vasco Graça Moura]]></category>

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		<description><![CDATA[Nisto, pelo menos, estamos completamente de acordo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/anarod.bloguepessoal.com/images/mn/1214318251/Vasco-Graca-Moura-distinguido-pelo-Governo-frances.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://www.publico.pt/Cultura/graca-moura-da-ordem-aos-servicos-do-ccb-para-nao-aplicarem-o-acordo-ortografico-1532066">Nisto</a>, pelo menos, estamos completamente de acordo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Saída de Emergência)</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 09:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Branco, de Rosie Thomas; Campos da Morte, de Simon Scarrow; Mago &#8211; Trevas de Sethanon, de Raimond E. Feist; Rios de Prata, de R.A. Salvatore.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Branco</em>, de Rosie Thomas; <em>Campos da Morte</em>, de Simon Scarrow; <em>Mago &#8211; Trevas de Sethanon</em>, de Raimond E. Feist; <em>Rios de Prata</em>, de R.A. Salvatore.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bibliotecas pornográficas e pornografia nas bibliotecas</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/bibliotecas-pornograficas-e-pornografia-nas-bibliotecas/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 01:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um tema com muito que se lhe diga, como se depreende deste artigo na Paris Review.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um tema com muito que se lhe diga, como se depreende deste <a href="http://www.theparisreview.org/blog/2012/01/30/checking-out/">artigo</a> na <em>Paris Review</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-133/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 20:44:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- A super-realidade, de Rui Pires Cabral (Língua Morta, 2.ª edição, revista), por António Guerreiro - As Coisas, de Inês Fonseca Santos (Abysmo), por Pedro Mexia - Uma História de Amor no Casal da Eira Branca, de Tomás Vasques (Abysmo), por José Mário Silva - Diálogo sobre a Ciência e os Homens, de Primo Levi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>A super-realidade</em>, de Rui Pires Cabral (Língua Morta, 2.ª edição, revista), por António Guerreiro<br />
- <em>As Coisas</em>, de Inês Fonseca Santos (Abysmo), por Pedro Mexia<br />
- <em>Uma História de Amor no Casal da Eira Branca</em>, de Tomás Vasques (Abysmo), por José Mário Silva<br />
- <em>Diálogo sobre a Ciência e os Homens</em>, de Primo Levi e Tullio Regge (Gradiva), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>História do Pensamento Político Ocidental</em>, de Diogo Freitas do Amaral (Almedina), por Luís M. Faria</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cinco cartas inéditas de Julio Cortázar</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/cinco-cartas-ineditas-de-julio-cortazar/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Julio Cortázar]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Aurora Bernárdez, Victoria Ocampo, Francisco Porrúa, Juan Carlos Onetti e Ofelia Cortázar (irmã). Leiam-nas no blogue de Eduardo Coelho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para Aurora Bernárdez, Victoria Ocampo, Francisco Porrúa, Juan Carlos Onetti e Ofelia Cortázar (irmã). <a href="http://autoreselivros.wordpress.com/2012/01/26/cinco-cartas-ineditas-de-julio-cortazar/">Leiam-nas no blogue de Eduardo Coelho</a>. </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>&#8220;It&#8217;s not everyone who gets to be Cormac McCarthy&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cormac McCarthy]]></category>

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		<description><![CDATA[O escritor escocês (ainda não publicado) que criou na semana passada uma conta falsa do Twitter em nome de Cormac McCarthy, um dos mais recatados escritores americanos, explica em entrevista à The Atlantic Wire como viveu a experiência de colocar-se na pele do seu ídolo literário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O escritor escocês (ainda não publicado) que criou na semana passada uma conta falsa do Twitter em nome de Cormac McCarthy, um dos mais recatados escritores americanos, explica em <a href="http://www.theatlanticwire.com/technology/2012/01/unpublished-novelists-week-fake-cormac-mccarthy/48068/">entrevista à <em>The Atlantic Wire</em></a> como viveu a experiência de colocar-se na pele do seu ídolo literário.</p>
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		<title>Primeiros parágrafos</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/primeiros-paragrafos-62/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 20:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[«1 de Fevereiro de 1937. Veio ao mundo, para o provocar e descompor, Fernando Santiago Mendes de Assis Pacheco. Nascida num rés‑do‑chão da Rua Guerra Junqueiro, número 118, cidade de Coimbra, a criatura trazia, no projecto de homem que ainda era, duas geografias bem distintas e distantes inscritas no mapa familiar. O avô materno, Santiago [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«1 de Fevereiro de 1937. Veio ao mundo, para o provocar e descompor, Fernando Santiago Mendes de Assis Pacheco. Nascida num rés‑do‑chão da Rua Guerra Junqueiro, número 118, cidade de Coimbra, a criatura trazia, no projecto de homem que ainda era, duas geografias bem distintas e distantes inscritas no mapa familiar. O avô materno, Santiago Doallo Álvarez, era um galego da aldeia de Melias, Ourense. O paterno — também Fernando, também Assis, também Pacheco — havia sido, durante décadas, roceiro em Nova Olinda, São Tomé.<br />
Ambos marcaram o petiz, mais tarde empenhado em refazer os roteiros familiares através da criação literária. As raízes galegas ficaram, sabemo‑lo, consagradas no célebre <em>Trabalhos e Paixões de Benito Prada</em>, assumidamente banhado em ambiente camiliano. O romance sobre o avô de São Tomé começou a ser escrito mas, com a morte prematura de Assis Pacheco, ficou, pelo interesse da história (a revelar adiante), à espera de ser reinventado por outra mão da família.»</p>
<p>[in <em>Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco</em>, de Nuno Costa Santos, Tinta da China, 2012]</p>
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		<title>O que aí vem (Temas e Debates)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-que-ai-vem-temas-e-debates-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Informação, de James Gleick; As Dívidas Ilegítimas, de François Chesnais; A Costa dos Tesouros, de Mónica Bello; A Antropologia Face Aos Problemas dos Mundo Moderno, de Claude Lévi-Strauss.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Informação</em>, de James Gleick; <em>As Dívidas Ilegítimas</em>, de François Chesnais; <em>A Costa dos Tesouros</em>, de Mónica Bello; <em>A Antropologia Face Aos Problemas dos Mundo Moderno</em>, de Claude Lévi-Strauss. </p>
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		<title>Logo à tarde, no Nimas</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/logo-a-tarde-no-nimas/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 15:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/bio_assis.gif"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/bio_assis-300x213.gif" alt="" title="bio_assis" width="300" height="213" class="alignnone size-medium wp-image-16010" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quatro poemas de Fernando Assis Pacheco</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-fernando-assis-pacheco/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 15:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Assis Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um homem tem que viver. E tu vê lá não te fiques – um homem tem que viver com um pé na Primavera. Tem que viver cheio de luz. Saber um dia com uma saudade burra dizer adeus a tudo isto. Um homem (um barco) até ao fim da noite cantará coisas, irá nadando por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um homem tem que viver.<br />
E tu vê lá não te fiques<br />
– um homem tem que viver<br />
com um pé na Primavera.</p>
<p>Tem que viver<br />
cheio de luz. Saber<br />
um dia com uma saudade burra<br />
dizer adeus a tudo isto.<br />
Um homem (um barco) até ao fim da noite<br />
cantará coisas, irá nadando<br />
por dentro da sua alegria.</p>
<p>Cheio de luz – como um sol.<br />
Beberá na boca da amada.<br />
Fará um filho.<br />
Versos.<br />
Será assaltado pelo mundo.<br />
Caminhará no meio dos desastres,<br />
no meio dos mistérios e imprecisões.<br />
Engolirá fogo.</p>
<p>Palavra, um homem tem que ser<br />
prodigioso.<br />
Porque é arriscado ser-se um homem.<br />
É tão difícil, é<br />
(com a precariedade de todos os nomes)<br />
o começo apenas.</em></p>
<p>***</p>
<p>COM A TUA LETRA</p>
<p><em>Porque eu amo-te, quer dizer, estou atento<br />
às coisas regulares e irregulares do mundo.<br />
Ou também: eu envio o amor<br />
sob a forma de muitos olhos e ouvidos<br />
a explorar, a conhecer o mundo.</p>
<p>Porque eu amo-te, isto é, eu dou cabo<br />
da escuridão do mundo.<br />
Porque tudo se escreve com a tua letra.</em></p>
<p>***</p>
<p>MONÓLOGO E EXPLICAÇÃO</p>
<p><em>Mas não puxei atrás a culatra,<br />
não limpei o óleo do cano,<br />
dizem que a guerra mata: a minha<br />
desfez-me logo à chegada.</p>
<p>Não houve pois cercos, balas<br />
que demovessem este forçado.<br />
Viram-no à mesa com grandes livros,<br />
com grandes copos, grandes mãos aterradas.</p>
<p>Viram-no mijar à noite nas tábuas<br />
ou nas poucas ervas meio rapadas.<br />
Olhar os morros, como se entendesse<br />
o seu torpor de terra plácida.</p>
<p>Folheando uns papéis que sobraram<br />
lembra-se agora de haver muito frio.<br />
Dizem que a guerra passa: esta minha<br />
passou-me para os ossos e não sai.</em></p>
<p>***</p>
<p>F.A.P. FECIT</p>
<p><em>Este livro é teu que me aturaste<br />
desvairos saüdades amorios<br />
desde o primeiro mal cozinhado verso<br />
ó cúmplice<br />
um que me lê com respeito e vagar<br />
a quem devo chamar prestante amigo<br />
neste mundo de tanta cabronada</p>
<p>o livro é o que é nenhum enleio<br />
nenhuma assinatura a baixo preço<br />
não estou nessa tal lista e tem também<br />
a confissão banal dos mil cagaços<br />
de morrer (dores intercostais músculos<br />
caindo na barriga da perna)<br />
como se eu fosse à noite um filho terno<br />
e teu, leitor, que o não desamparaste</p>
<p>*</p>
<p>Peçam a grandiloquência a outros<br />
acho-a pulha no estado actual da economia</p>
<p>*</p>
<p>E não sublinhem o que não escrevi</p>
<p>*</p>
<p>A ti compadre irmão saúdo e já termino<br />
com só o fósforo duma estrela<br />
na lixa do fim da tarde</em></p>
<p>[in <em>A Musa Irregular</em>, ASA, segunda edição, 1996]</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>F.A.P., 75 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Assis Pacheco]]></category>

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		<description><![CDATA[O grande Fernando Assis Pacheco, se fosse vivo, faria hoje 75 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://4.bp.blogspot.com/_ZBF1Y2J8yYg/TH53-O_X5FI/AAAAAAAAD6U/WNfm9AXJU1g/s1600/Assis+Pacheco.jpg" alt="" /></p>
<p>O grande Fernando Assis Pacheco, se fosse vivo, faria hoje 75 anos. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;Portugal&#8217; ganha prémio em Angoulême</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 11:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A novela gráfica Portugal, de Cyril Pedrosa (editada pela Dupuis), ganhou o Prix de la BD FNAC no último Festival de Angoulême. Eis um texto sobre o livro no P3. E o booktrailer:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A novela gráfica <em><a href="http://portugal.8comix.fr/">Portugal</a></em>, de Cyril Pedrosa (editada pela <a href="http://www.dupuis.com/lang.html">Dupuis</a>), ganhou o Prix de la BD FNAC no último <a href="http://www.bdangouleme.com/">Festival de Angoulême</a>. Eis um <a href="http://p3.publico.pt/cultura/livros/1557/cyril-pedrosa-sonhou-e-desenhou-o-quotportugalquot-dos-avos">texto sobre o livro</a> no P3. E o <em>booktrailer</em>:</p>
<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/6VotWv_7xp4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Presença)</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 20:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Dolce di Love, de Sarah-Kate Lynch; Raposas Inocentes, de Torey Hayden; Scarpetta, de Patricia Cornwell; Do Lado de Cá do Mar, de Philip Graham; Sociologia Geral &#8211; A Organização Social, de Guy Rocher; O Pequeno Livro das Boas Maneiras à Mesa, de Christine Coirault; Amor Monstro, de Rachel Bright.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Dolce di Love</em>, de Sarah-Kate Lynch; <em>Raposas Inocentes</em>, de Torey Hayden; <em>Scarpetta</em>, de Patricia Cornwell; <em>Do Lado de Cá do Mar</em>, de Philip Graham; <em>Sociologia Geral &#8211; A Organização Social</em>, de Guy Rocher; <em>O Pequeno Livro das Boas Maneiras à Mesa</em>, de Christine Coirault; <em>Amor Monstro</em>, de Rachel Bright.</p>
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		<title>Correntes d&#8217;Escritas: apresentação do programa na quinta-feira</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 17:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

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		<description><![CDATA[A apresentação do programa completo da edição deste ano das Correntes d&#8217;Escritas acontecerá no dia 2 de Fevereiro, a partir das 11h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, na Póvoa de Varzim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A apresentação do programa completo da edição deste ano das Correntes d&#8217;Escritas acontecerá no dia 2 de Fevereiro, a partir das 11h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, na Póvoa de Varzim.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desinfestação</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 16:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante as últimas semanas, um «bug no sistema de caching» fez com que o feed deste blogue deixasse de funcionar. Entretanto, o deus ex machina Paulo Querido resolveu o problema. Fica o registo e o pedido de desculpas aos muitos leitores que me escreveram queixando-se de não receberem notícias do BdB pelas vias habituais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante as últimas semanas, um «<em>bug</em> no sistema de <em>caching</em>» fez com que o <em>feed</em> deste blogue deixasse de funcionar. Entretanto, o <em>deus ex machina</em> Paulo Querido resolveu o problema. Fica o registo e o pedido de desculpas aos muitos leitores que me escreveram queixando-se de não receberem notícias do BdB pelas vias habituais.</p>
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		<title>Revista ‘Ler’, n.º 110</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã nas bancas. Excerto da crónica que publico neste número, sobre Fernando Assis Pacheco: Assis morreu à porta da Buchholz, de repente. Vinha a sair, feliz, com um saco de livros comprados após a sua habitual ronda pelas novidades editoriais. Meses mais tarde, uma associação de existência efémera (chamava-se Locomotiva Azul) organizou uma homenagem ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capaLer_fevereiro.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/capaLer_fevereiro.jpg" alt="" title="Layout 1" width="350" height="500" class="alignnone size-full wp-image-15980" /></a></p>
<p>Amanhã nas bancas.<br />
Excerto da crónica que publico neste número, sobre Fernando Assis Pacheco:</p>
<blockquote><p>Assis morreu à porta da Buchholz, de repente. Vinha a sair, feliz, com um saco de livros comprados após a sua habitual ronda pelas novidades editoriais. Meses mais tarde, uma associação de existência efémera (chamava-se Locomotiva Azul) organizou uma homenagem ao Assis no Bairro Alto, numa tasca, como tinha de ser. Uns dias antes, aproveitando a estadia em Lisboa de Gonzalo Torrente Ballester, fui ao hotel onde se hospedava o escritor galego recolher um depoimento de viva voz, para ser ouvido na homenagem. Recordo-me perfeitamente de Don Gonzalo, no silêncio sábio dos seus oitenta e muitos anos, à procura das palavras certas. Ficou quieto, as mãos tremendo ligeiramente, olhos fechados atrás das lentes espessas de míope. Por fim, pigarreou e disse: «Morreu numa livraria não foi? Então teve a morte mais bela a que um escritor pode aspirar. Morreu junto aos livros, no seu posto, como o soldado morre no campo de batalha.»</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>O quarto de Virginia Woolf, por Annie Leibovitz</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-quarto-de-virginia-woolf-por-annie-leibovitz/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 10:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Fotografia captada por Leibovitz na casa da escritora, perto de Charleston (Inglaterra), para o seu mais recente projecto (Pilgrimage), uma série de imagens digitais, intimistas e sem celebridades, agora exposta no Smithsonian American Art Museum (e que também inclui um grande plano do único vestido de Emily Dickinson a sobreviver à usura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/quarto_woolf.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/quarto_woolf-300x199.jpg" alt="" title="quarto_woolf" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-15973" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>Fotografia captada por Leibovitz na casa da escritora, perto de Charleston (Inglaterra), para o seu mais recente projecto (<em>Pilgrimage</em>), <a href="http://flavorwire.com/253174/personal-photographs-by-annie-leibovitz-without-the-celebrities#1">uma série de imagens digitais, intimistas e sem celebridades</a>, agora exposta no Smithsonian American Art Museum (e que também inclui um grande plano do único vestido de Emily Dickinson a sobreviver à usura do tempo).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>FNAC retirou exemplo &#8216;Maias/Meyer&#8217; da sua campanha promocional</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/fnac-retirou-exemplo-maiasmeyer-da-sua-campanha-promocional/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao compreender a dimensão da polémica em curso, a FNAC foi rápida a pedir desculpa pelo seu monumental tiro no pé e a retirar o infeliz exemplo &#8216;Maias vs. Meyer&#8217; da sua campanha de trocas de livros, CDs e DVDs usados por novos. Tudo feito, diga-se, by the book.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao compreender a dimensão da polémica em curso, a FNAC foi rápida a <a href="http://www.ionline.pt/portugal/campanha-da-fnac-causa-polemica-nas-redes-sociais">pedir desculpa pelo seu monumental tiro no pé</a> e a retirar o infeliz exemplo &#8216;Maias vs. Meyer&#8217; da sua campanha de trocas de livros, CDs e DVDs usados por novos. Tudo feito, diga-se, <em><a href="http://comunicacaoplaneada.wordpress.com/2012/01/30/troque-a-meyer-pelos-maias-na-fnac-resposta/">by the book</a></em>. </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Prémio Luís Miguel Nava para Helder Moura Pereira</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Helder Moura Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava relativo ao biénio 2009/2010, no valor de cinco mil euros, acaba de ser atribuído ao livro Se as Coisas Não Fossem o que São, de Helder Moura Pereira (Assírio &#038; Alvim). O júri fixo, composto pelos quatro directores da Fundação Luís Miguel Nava (Carlos Mendes de Sousa, Fernando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/-6AsjgGTUE44/TYX5TivP-vI/AAAAAAAADGk/plYXYxSzWvg/s400/hmp.jpg" alt="" /></p>
<p>O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava relativo ao biénio 2009/2010, no valor de cinco mil euros, acaba de ser atribuído ao livro <em>Se as Coisas Não Fossem o que São</em>, de Helder Moura Pereira (Assírio &#038; Alvim). O júri fixo, composto pelos quatro directores da Fundação Luís Miguel Nava (Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais), a que se soma um elemento convidado (desta vez o professor, poeta e crítico Fernando J. B. Martinho), decidiu por unanimidade. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O efeito Streisand segundo a FNAC</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 13:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal sempre existe uma explicação para o desaparecimento dos posts no Facebook que criticavam a estapafúrdia promoção da FNAC, segundo a qual vale a pena trocar Os Maias do Eça pelos vampiros da Stephenie Meyer. Retirada a foto em causa, por quem a colocou primeiro no seu perfil do FB, ela desapareceu automaticamente de todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal sempre existe uma explicação para o desaparecimento dos <em>posts</em> no Facebook que criticavam a estapafúrdia promoção da FNAC, segundo a qual vale a pena trocar <em>Os Maias</em> do Eça pelos vampiros da Stephenie Meyer. Retirada a foto em causa, por quem a colocou primeiro no seu perfil do FB, ela desapareceu automaticamente de todos os perfis que a partilharam. A questão, como uma leitora recorda nos comentários do <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/trocar-os-maias-pela-meyer-diz-a-fnac/"><em>post</em> anterior</a>, é que «faz parte do código de conduta implícito do FB não apagares um <em>post</em> que tem várias partilhas e comentários. Não deixa de ser uma espécie de censura. E utilização das pessoas: vocês, leitores e “amigos”, interessam-me enquanto partilharem aquilo que me interessa a mim, depois disso, tiro-vos o tapete e deixo-vos a fazer figura de parvos». Ou seja, estamos perante mais um exemplo do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Streisand_effect">Efeito Streisand</a>. Ao querer eliminar um foco de polémica, a FNAC só aumentou (mais ainda) a indignação dos internautas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Trocar os Maias pela Meyer</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 11:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para aumentar Esta é provavelmente a campanha promocional mais absurda e abstrusa que uma livraria alguma vez levou a cabo em Portugal. Troque uma obra-prima da literatura portuguesa, um clássico maior das nossas letras, pelo lixo vampiresco de uma best-seller americana de 17.ª categoria. Eis o que sugere a FNAC, outrora uma loja onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/maias_meyer.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/maias_meyer-300x225.jpg" alt="" title="maias_meyer" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-15924" /></a><br />
<em>Clique para aumentar</em></p>
<p>Esta é provavelmente a campanha promocional mais absurda e abstrusa que uma livraria alguma vez levou a cabo em Portugal. Troque uma obra-prima da literatura portuguesa, um clássico maior das nossas letras, pelo lixo vampiresco de uma <em>best-seller</em> americana de 17.ª categoria. Eis o que sugere a FNAC, outrora uma loja onde se podia encontrar uma escolha criteriosa de boa literatura (ainda me lembro das generosas bancadas de poesia), hoje reduzida a uma espécie de <em>fast-food</em> cultural.<br />
Nas redes sociais, a campanha absurda e abstrusa foi rapidamente fustigada (e muito bem), com muitas pessoas a sugerirem outro tipo de troca: a da FNAC por uma das boas livrarias independentes (enquanto não fecham). Acontece que parte desses protestos desapareceu de ontem para hoje, como por magia. Muitas das partilhas críticas da fotografia que ilustra este <em>post</em> foram simplesmente removidas do Facebook. Deve haver uma razão técnica para este <em>apagão</em> das críticas à FNAC. É bom que haja e que seja explicada rapidamente. Caso contrário, estamos diante de um movimento de censura que nos obrigará não só a trocar a FNAC por livrarias decentes (o que no meu caso já acontece há muito tempo) mas também a trocar o Facebook por redes sociais em que <em>apagões</em> destes não sejam possíveis. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rota das Letras</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/rota-das-letras/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 23:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O Festival Literário de Macau começou hoje e acaba no próximo sábado. O programa pode ser consultado aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.thescriptroad.org/">Festival Literário de Macau</a> começou hoje e acaba no próximo sábado. O programa pode ser consultado <a href="http://www.thescriptroad.org/blog/category/pdf-programme/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Três poemas de Inês Dias</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 23:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[ÁGATA Foi amor à primeira vista. Ela tinha nome de pedra preciosa e, na literalidade dos meus cinco anos, cabelo em forma de pássaro – negro asa de corvo. Era o tempo em que ainda aprendia com o corpo todo: uma fractura exposta para entender o significado da maioria, uma pneumonia para descobrir a solidão. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ÁGATA</p>
<p><em>Foi amor à primeira vista.<br />
Ela tinha nome de pedra preciosa<br />
e, na literalidade dos meus cinco anos,<br />
cabelo em forma de pássaro – negro<br />
asa de corvo.</p>
<p>Era o tempo em que ainda<br />
aprendia com o corpo todo:<br />
uma fractura exposta para entender<br />
o significado da maioria, uma pneumonia<br />
para descobrir a solidão.<br />
Quando ela me cravou um lápis<br />
sob o olho esquerdo, pressenti que a escrita,<br />
grafite fria à flor do sangue,<br />
deixaria marcas para sempre.</p>
<p>Nunca mais nos separámos.<br />
Eu e as palavras,<br />
a Ágata mudou de escola.</em></p>
<p>***</p>
<p>ET NUNC MANET IN TE</p>
<p><em>Meu amor,<br />
a casa está tão sozinha que<br />
os pássaros vêm morrer lá dentro.<br />
Nada mudou, mas falta<br />
a mão para acariciar o gato<br />
e acolher a ninhada secreta,<br />
o sorriso que enchia o tanque<br />
e fazia crescer a horta.</p>
<p>Já ninguém apanha as laranjas mais altas<br />
ou usa a sombra da nogueira.<br />
E até os ciprestes se tornaram redundantes<br />
ao ponto de os abatermos:<br />
a ausência diz-se melhor no esplendor<br />
inútil das rosas sem esse olhar,<br />
nas papoilas raras que duram<br />
o tempo de uma fotografia.</p>
<p>Um dia, deixaremos também uma casa assim,<br />
casulo abandonado a sobreviver-nos.<br />
Um de nós escutará as asas ansiosas<br />
na chaminé, antes de pousar o livro<br />
e amparar o último pássaro.<br />
Só parecerá menos triste<br />
porque não teremos, então,<br />
nada mais a perder.</em></p>
<p>***</p>
<p>NOSTALGHIA</p>
<p><em>Ouvia-te falar e sentia<br />
as chamas retomarem<br />
as paredes do teu coração<br />
de igreja abandonada.<br />
O céu, nessa tarde,<br />
era um leque de lantejoulas<br />
ao rés do teu sorriso<br />
e dos meus olhos encadeados.<br />
Doía-me esse excesso de luz<br />
que te fazia toda sombra,<br />
o crepitar morno da pele<br />
antes do incêndio consumado.</p>
<p>Sempre que dizias o seu nome,<br />
riscavas outro fósforo –<br />
ele avançava dentro de ti,<br />
nas mãos uma vela prestes a cair.<br />
Amo demasiado o fogo<br />
para a suster. Prefiro<br />
redesenhar as nossas cicatrizes,<br />
ser depois a memória da pedra<br />
fria em pleno Verão.</em></p>
<p>[in <em>Em Caso de Tempestade este Jardim Será Encerrado</em>, Tea for One, 2011]</p>
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		<title>Maurice Sendak vs. Stephen Colbert</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 18:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Maurice Sendak]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma entrevista hilariante, em que Sendak dá baile a Colbert (e também uns blurbs). PS &#8211; Um dos vídeos está invertido, eu sei, mas foi o único que consegui encontrar com a segunda parte da conversa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/QkT8Niaej6g" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="480" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/OK6UtU-NzZE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Uma entrevista hilariante, em que Sendak dá baile a Colbert (e também uns <em>blurbs</em>).</p>
<p>PS &#8211; Um dos vídeos está invertido, eu sei, mas foi o único que consegui encontrar com a segunda parte da conversa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um escândalo</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 18:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo o que a Sara Figueiredo Costa descreve neste post é, em si mesmo, um escândalo. Mas o pior é que não se trata de um caso isolado. Histórias destas multiplicam-se, na imprensa e no mundo editorial, a um ritmo assustador. Os freelancers, ao mesmo tempo que pagam cada vez mais impostos e contribuições para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo o que a Sara Figueiredo Costa descreve neste <em><a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2012/01/27/fim-da-colaboracao-com-a-revista-os-meus-livros">post</a></em> é, em si mesmo, um escândalo. Mas o pior é que não se trata de um caso isolado. Histórias destas multiplicam-se, na imprensa e no mundo editorial, a um ritmo assustador. Os <em>freelancers</em>, ao mesmo tempo que pagam cada vez mais impostos e contribuições para a Segurança Social, não só vêem baixar os montantes pagos pelo seu trabalho (por exemplo, paga-se hoje por uma recensão literária um terço do que se pagava há dez anos) como ainda têm nalguns casos de esperar indefinidamente por esses miseráveis pagamentos.<br />
A situação está a atingir proporções gravíssimas e temo que possa piorar. Por isso, é urgente que os empregadores compreendam que há limites que simplesmente não podem ser ultrapassados. A decisão da Sara e da Andreia não revela apenas coragem e dignidade. É um grito de alerta e um aviso de que as pessoas não estão dispostas a serem tratadas como lixo.<br />
Bravo, Sara. Bravo, Andreia.  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 20:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Círculo Vicioso, reportagem sobre as dificuldades por que passam os pequenos e médios editores, por António Guerreiro - Os Malaquias, de Andréa Del Fuego (Círculo de Leitores), por José Mário Silva - Como Estamos Famintos, de Dave Eggers (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo - O Lago, de Ana Teresa Pereira (Relógio d&#8217;Água), por Manuel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Círculo Vicioso</em>, reportagem sobre as dificuldades por que passam os pequenos e médios editores, por António Guerreiro<br />
- <em>Os Malaquias</em>, de Andréa Del Fuego (Círculo de Leitores), por José Mário Silva<br />
- <em>Como Estamos Famintos</em>, de Dave Eggers (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>O Lago</em>, de Ana Teresa Pereira (Relógio d&#8217;Água), por Manuel de Freitas<br />
- <em>Amor Livre e outras histórias</em>, de Ali Smith (Quetzal), por Pedro Mexia<br />
- <em>O Epigrama de Estaline</em>, de Robert Littell (Civilização), por Hugo Pinto Santos</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que aí vem (Porto Editora)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 16:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Lágrimas na Chuva, de Rosa Montero; Uma Fazenda em África, de João Pedro Marques; Às Vezes o Mar Não Chega, de Sofia Marrecas Ferreira; O Cerco de Krishnapur, de J. G. Farrell; Últimas Notícias do Sul, de Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinsky.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lágrimas na Chuva</em>, de Rosa Montero; <em>Uma Fazenda em África</em>, de João Pedro Marques; <em>Às Vezes o Mar Não Chega</em>, de Sofia Marrecas Ferreira; <em>O Cerco de Krishnapur</em>, de J. G. Farrell; <em>Últimas Notícias do Sul</em>, de Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinsky.</p>
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