Almedina Oriente

É uma livraria nova. Inauguração hoje, a partir das 17h30, no Parque das Nações (Lisboa).
Como muito bem sublinha o Pedro Vieira, «é motivo de festa» constatar que ainda vão surgindo em Lisboa, apesar de tudo, espaços vocacionados para abrir «um pouco mais a cidade às letras».

A pedido da menina Alice…

…regressámos hoje à sua livraria preferida. Enquanto ela brincava e folheava livros com toupeiras e desenhava e dançava e cantava e ria muito com o Changuito, o pai deambulou entre preciosidades e não resistiu (como nunca resiste) a trazer para casa mais quatro: a Undécima Poesía Vertical, de Roberto Juarroz (Pre-Textos); Desalojos, de Miriam Reyes (Hiperión); Mi Primer Bikini, de Elena Medel (DVD); e Um Pouco da Morte, de Joaquim Manuel Magalhães (Presença, 1989).

Como é que se diz Poesia Incompleta em italiano?

Num artigo publicado no L’Espresso, Suketu Mehta escreve sobre o «tesouro» que encontrou em Lisboa: uma livraria onde só se vende poesia.
Chegam cada vez mais longe, os ecos da «impresa impossibile» do Changuito.

Entrar para ver como vão as coisas

É uma coisa que não se faz na FNAC (na FNAC entra-se para comprar um determinado disco ou livro, e já está). Mas é uma coisa que tento fazer, com alguma regularidade, na Poesia Incompleta. Entro, espreito as novidades poéticas, fico à conversa, prometo levar na próxima vez os desenhos que a minha filha faz para o seu livreiro preferido.

Metal sem melancolia

A novíssima loja das Quasi, que parece saída de uma das naves de Kubrick (em 2001, Odisseia no Espaço), já tem blogue: este.

Monos em saldos

Monos é como quem diz: são cinco títulos de Raymond Carver (editados pela Teorema), a preços entre os 5 e os 7,5 euros. Na Trama.

O ciclo (nem sempre feliz) dos livros

Uma visão de livreiro (Jaime Bulhosa):

«O ritmo é alucinante. O vendedor mostra uma mala cheia deles. Nós fazemos má cara. Ficamos indecisos. Escolhemos apenas alguns. O vendedor faz má cara. Não atinge os objectivos. O editor protesta. O autor não percebe porquê. Nós temos pena. Não podemos ter todos. É fisicamente impossível. Economicamente errado. (…) Esperam em cima das mesas. Há quem lhes toque. Os abra. Leia uma passagem. Os deixe. Não podem esperar mais. Em breve vêm outros. Só mais uns dias. Aconselham-se mais uma vez. Ninguém os quer. Volta-se a pegar neles. Nem sequer ganham pó. (…) Processa-se a devolução. Novamente em caixotes. Chama-se o transportador. São levados para um armazém frio, escuro. Cheio de livros, azarados como eles.»

Texto completo aqui.

Cats & dogs

Volto à Poesia Incompleta debaixo de uma carga de água diluviana (como no outro dia), talvez a chuva comece a fazer parte do ritual.

Ainda a nova Buchholz

As reacções da blogosfera à inauguração da Buchholz foram tudo menos meigas. Ler aqui, aqui e aqui.

A nova Buchholz (uma antevisão)

«Isto é só uma antestreia, uma antevisão do que será a Livraria Buchholz», disse ontem ao fim da tarde Sérgio Moreno, porta-voz da Fundação Agostinho Fernandes, justificando o que todos os convidados já tinham percebido: as obras na nova livraria Buchholz Chiado (situada num edifício anterior ao terramoto, que foi outrora uma cavalariça e era ultimamente um armazém da livraria Sá da Costa) não chegaram ao fim a tempo da inauguração, marcada para as 19h00.
Verdade seja dita, quando na terça-feira passei por lá e vi o estado dos trabalhos, pensei imediatamente que aquela era uma missão impossível:

O empreiteiro garantiu que tudo estaria pronto a horas, mas já se sabe como é que estas coisas são. Os responsáveis pela livraria nunca deviam ter dado como adquirida uma previsão falível, porque sujeita a imprevistos, ainda por cima quando já havia uma data impressa nos convites. Depois, chegado o dia D, quando se tornou evidente que não havia margem para fazer as coisas como deve ser, improvisou-se, ao melhor estilo português. E de inaguração formal passámos a uma mera antevisão do espaço.
Ainda assim, louve-se o engenho da instalação. Os cabos das estantes que ficaram por montar, por exemplo, converteram-se em molduras e as prateleiras em elementos decorativos.
Eis a reportagem fotográfica:

Descontando estes sobressaltos, pouco desculpáveis numa estrutura profissional, importa sublinhar que o espaço é efectivamente lindíssimo (sobretudo o tecto com tijolo à vista, em abóbada). Na qualidade de amigo e antiquíssimo cliente (desde 1954), Jorge Silva Melo lembrou que a Buchholz «nunca foi propriamente muito arrumada» e que por isso os montes de livros empilhados até respeitam o espírito da livraria. Karin Sousa Ferreira, a alma mater do projecto, voltou a sublinhar que era apenas o espaço que se apresentava aos convidados, aproveitando para lembrar os momentos muito difíceis na vida recente da Buchholz (que esteve em vias de fechar) e o apoio salvador da Fundação Agostinho Fernandes, «a única que nos deu a mão». O arranque a sério da loja deve acontecer nos próximos dias e «em Janeiro começarão a chegar os livros importados (vindos da Alemanha, França, Inglaterra, Espanha e talvez da Itália)». Embora chegando atrasado, directamente de um compromisso no Algarve, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, também ele um cliente de longa data, elogiou em Karin Sousa Ferreira «a persistência de uma actividade gloriosa: dar às pessoas o acesso à leitura». Pelo n.º 30 do Largo Rafael Bordalo Pinheiro passaram ainda, entre outros, o ministro Mariano Gago, José Pacheco Pereira, António Mega Ferreira e Marcelo Duarte Mathias.

Buchholz Chiado

Depois de um longo período de incerteza, a Livraria Buchholz não só evitou o fechar de portas como vai abrir uma nova loja, no Chiado (Largo Rafael Bordalo Pinheiro, n.º 30). A inauguração está prevista para dia 11 de Dezembro, às 19h00, com a presença do Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.

Poesia Incompleta no ‘Público’

Isabel Coutinho escreveu hoje, na edição em papel do Público, sobre a Poesia Incompleta. Eis um excerto:

«Poesia Incompleta é o nome da “primeira livraria portuguesa de poesia”, que abriu ontem em Lisboa, (…) a um passo da Assembleia da República e do bar Finalmente, numa casa que até tem um quintal com uma buganvília e uma pequena hera que veio da Grécia pela mão de Hélia Correia.
(…) Este é um sítio aonde se vai para comprar livros, mas também para conversar com Changuito, jovem livreiro com sentido de humor aguçado, que aprendeu a gostar de poesia com a avó e também com a mãe, a actriz Maria do Céu Guerra. (…) Aos 34 anos, perdeu a paciência e farto de ir a livrarias onde lhe diziam “esse livro está esgotado” ou “esse livro não existe”, resolveu passar de leitor a vendedor de livros.
(…) Para o projecto ser viável, tem que vender cinco livros por dia e Changuito acredita que isso é possível: “Se houvesse uma livraria destas com a qual eu não tivesse nada a ver, passaria aqui pelo menos uma vez por semana.”»

Ontem, ao sair da livraria, trouxe comigo quatro livros, todos da remessa que o Changuito foi buscar a Nova Iorque no início do mês: os Selected Poems de Stephen Spender (Random House, edição de 1964); os poemas de Ambrose Bierce (Bison Books); All of Us – The Collected Poems, de Raymond Carver (Vintage Books); e The Chinamen, de David Mamet (The Overlook Press). Se soubesse que é preciso vender cinco livros por dia, teria trazido mais um.

Primeiro dia

Sempre que posso, gosto de visitar livrarias no dia da abertura. Há qualquer coisa no ar que me atrai. Não sei se o entusiasmo dos livreiros, se a impaciência dos livros. Muitas vezes, como dizia o outro no Casablanca, é logo ali que começa uma bela amizade.
Estando por acaso no Príncipe Real ao início da tarde de hoje, decidi espreitar a Poesia Incompleta (R. Cecílio de Sousa), a ver como iam as coisas no primeiro dia. E as coisas iam muito bem. Logo à entrada, do lado direito, à frente de um computador que o mantém ligado ao mundo, fica o deus ex machina do projecto, o ideólogo, o empreendedor, enfim, o gajo que dá o corpo ao manifesto: Mário Guerra, mais conhecido por Changuito, doido por poesia desde sempre, animador das noites do Bar A Barraca em que andam versos à solta por todo o lado, coleccionador fervoroso de raridades (autógrafos, primeiras edições, plaquetes quase secretas, esse tipo de material precioso) e gajo suficientemente louco para achar que uma livraria só de poesia se pode aguentar à bronca. No Porto, é sabido, existe a Poetria, também essencialmente dedicada à poesia mas com um dos pés assente no mundo do teatro. Agora isto, estantes cheias de livros de poesia, estantes cheias dos livros que nunca vendem nada (fora o Herberto, claro, por razões que seria interessante aclarar), agora isto sim, é coisa digna de se ver.
Enquanto espreito as prateleiras e circulo pelas duas salas exíguas, Changuito responde com amabilidade e ironia a uma rapariga de impecável sotaque francês, que entrou à procura de Boris Vian, mais concretamente de J’irai cracher sur vos tombes, do pseudónimo Vernon Sullivan. «Não temos esse, mas temos este», diz Changuito, enquanto retira da estante Canções e Poemas (Assírio & Alvim). A rapariga quer mesmo as cuspidelas nas tumbas e dois minutos depois sai encaminhada para a Letra Livre, ao fundo da Calçada do Combro, «a melhor livraria de Lisboa», mas já agora leva uns cartões para ficarem lá e outros «para dar aos papás» (franceses) ou aos amigos.
Por baixo das fotos enormes de Mário Cesariny («um dia, durante um recital, pediu-me em casamento; quando lhe elogiei a brancura dos cabelos, ele respondeu-me: “se estás a ser sincero, prova-o no altar”), por baixo de um Cesariny lânguido que fuma, Changuito fuma também. Cigarros Camel, americanos. Junto ao teclado do computador, há três maços (dois ainda por abrir). E uma lata de Coca-Cola. E um ovo de chocolate Kinder Surpresa. E pilhas de livros, cujas lombadas os visitantes tentam decifrar, torcendo os pescoços.
Quando Teresa Belo entra na livraria, sorrindo muito, é Ruy Belo que entra também. Changuito mostra o espaço outra vez, amplia o território da conversa, os olhos brilham a falar da Clepsidra, onde fomos dar já nem sei porquê, ou da experiência de estar em Nova Iorque no dia em que Obama venceu, «uma coisa fabulosa». A tarde inclina-se na rua. Fala-se de alfarrabistas e do cuidado que é preciso ter na hora de escrever, a lápis, um preço no canto superior direito da folha de rosto. Por exemplo, o Cobra, do Herberto, é o livro mais caro à venda (500 euros) e há uma razão válida para a exorbitância. Qualquer coisa na esfera do não querer ser comido por parvo. Outros livros, mesmo entre os difíceis de encontrar, são mais acessíveis: «Tenho aí alguns a dois euros e meio.» Há ainda os que não são para vender, porque pertencem à biblioteca de Changuito: «Trouxe-os só para meter raiva aos clientes», diz. E ri-se, o sacana.
Na rua, de tão inclinada, a tarde é já só sombras. Pouco depois de entrar porta dentro um rapaz do Norte que declama poemas «por aí», despeço-me. E o até breve quer mesmo dizer até breve.

Poesia Incompleta (Livros de poesia, novos e esgotados)
R. Cecílio de Sousa, 11.
Aberta de segunda a sábado, das 10h00 às 19h45.

Idlewild Books

É uma livraria onde predominam os globos (dos candeeiros às réplicas geográficas do planeta Terra), lugar perfeito para quem gosta de literatura de viagens. Abriu há poucos dias. Único defeito: fica um bocadinho longe (19th Street, perto da 5th Avenue, Nova Iorque).

Ali só entram os mais diversos versos

Apresenta-se como «a primeira livraria portuguesa de poesia», com oferta de livros novos, esgotados e raros, em mais de 20 línguas. Terá ainda edições importadas de Espanha e do Brasil, revistas e spoken word. A Poesia Incompleta, belíssimo nome, abre amanhã.

Bymblos

Depois do desenho escatológico, o Pedro Vieira decidiu-se finalmente a escrever o post que lhe estava atravessado na garganta, sobre a experiência de trabalhar na Byblos. Eis um excerto:

«demorei muitos meses a escrever um post que tem estado latente, acerca da bymblos, nome mais apropriado à gestão de certa e determinada livraria que hoje cerrou portas, num quadro de insolvência, linguagem que ouso usar depois da esfrega de direito que tenho levado, contas de outro rosário, aliás, por agora fala-se do assunto do dia, do sonho que se transformou em pesadelo nas palavras do homem ao leme do titanic. como muitos sabem integrei a equipa inicial da bymblos, aliciado por um projecto de peso e uma boa mão cheia de euros a mais na carteira, que vieram a revelar-se hipotéticos, primeiro, fantasiosos, depois, grande quota parte da minha saída teve a ver precisamente com esse enfiar de barrete, coisa natural, costumo dizer até que a minha gestão de carreira é digna de um mário jardel mas com menos golos marcados. a estocada do dinheiro foi o corolário de um processo paranóico-crítico de quase quatro meses em que se foi ouvindo de tudo, fanfarronices acerca do projecto triunfante, da estante robotizada que foi funcionando aos coices, do sistema de localização rfid que fazia dos livreiros uma espécie de cobradores da carris obcecados pela leitura de códigos de barras, do processo de formação, coaching e acompanhamento on job (expressão vagamente ordinareca para espiolhice), evitem utilizar a palavra não, a palavra problema, cuidado onde põem as mãos, quando o empregado aparece com elas atrás das costas o cliente desconfia, afinal o coach sabia do que falava, havia muito para desconfiar dentro daquelas senão quatro, duzentas paredes, perpendiculares a espectaculares alcatifas e sofás, candeeiros curvos e bazófia. (…) os sinais estavam todos lá, desde o processo de catalogação dos livros até à caução de 150 euros relativa ao uso da farda (um bonito pendant de azuis a lembrar a carreira 749, cortesia de katty xiomara), passando pelo atraso nos fornecimentos iniciais e posteriores por parte das distribuidoras, pelo mito dos 150.000 títulos, pela gestão balcânica dos pedidos de cliente, pela revista aos sacos dos trabalhadores da livraria por parte da empresa de segurança, ordens da administração, diziam eles. (…) o encerramento da byblos não é para mim motivo de brinde, há muita gente por quem tenho estima que tem neste momento o horizonte cinzento pelo facto de não ter abandonado o barco mais cedo. eu bati com a porta no dia 29 de fevereiro deste ano e talvez por ser um dia raro no calendário acertei na decisão. uma vez na vida, caralho.»

Lei das compensações

No preciso dia em que a Byblos fechava as portas (ontem), recebi por e-mail esta boa notícia:

«A Livraria Buchholz da Rua Duque de Palmela tem o grande prazer de anunciar que, com o apoio da Fundação Agostinho Fernandes, vai abrir nas próximas semanas um espaço Buchholz Chiado no Largo Bordalo Pinheiro em Lisboa.
Anunciamos também que tanto na Buchholz Chiado como na casa mãe, Buchholz Duque de Palmela, passará de novo a haver livros importados, nomeadamente as últimas novidades publicadas na Alemanha, Reino Unido, Espanha, França e Estados Unidos da América.»

Equívocos

A história da Byblos é uma história de equívocos, a começar pelos mal medidos sonhos de grandeza do seu proprietário (Américo Augusto Areal, aqui fotografado a 9 de Dezembro de 2007, cinco dias antes da inauguração da loja) e a acabar em pequenos pormenores que foram mostrando um desfasamento (maior ou menor) com essa coisa tramada que se chama realidade.
Olhando agora para a curta vida deste projecto, há qualquer coisa de cruel na constatação de um erro básico que perdurou, em letras de bronze, numa das paredes da Byblos. Refiro-me a esta citação de Jorge Luis Borges:

Uma bela frase, cheia de efeito. Acontece que Borges escreveu outra coisa. O que Borges escreveu foi: «Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca.» Suponho que alguém terá traduzido a citação a partir do inglês, sucumbindo a um famoso falso amigo (library). O certo é que uma biblioteca não é uma livraria, como os bolsos de qualquer leitor bem sabem. Borges nunca imaginaria o paraíso como um sítio onde temos que pagar por livros que talvez nem estejam disponíveis. Biblioteca, sim, de preferência infinita como a de Babel. Já Américo Augusto Areal acredito que imaginasse o paraíso sob a forma de uma livraria, de preferência a sua livraria gigante e high tech. Em vez disso, porém, saiu-lhe um inferno.

Quando os fornecedores é que ficam a arder

Jorge Reis-Sá, editor das Quasi, olha para o fecho da Byblos de um ângulo particular. O de quem fornecia a matéria-prima do negócio (os livros) aparentemente a fundo perdido, já que nunca viu um cêntimo sequer:

«Vou contar. Não resisto. Vou contar. A Byblos pagava (ou dizia que pagava) a 120 dias. 120, meus queridos, 120. A Byblos pedia um desconto de 40% sobre o preço de capa. 40%, meus queridos, 40%. A Byblos nunca, desde que em Fevereiro vendi o primeiro livro e coloquei uma consignação, me pagou um tostão. Um tostão que fosse. Mas a culpa não é deles. Fevereiro com quatro meses (120 dias) dá Junho. Metem-se as férias. Depois em Setembro é o escolar. Outubro e Novembro o grande veículo de espantosa gestão estaria a pensar no Natal, pagar não dava. Em Janeiro devolvia-se tudo e vinha o acerto (“sem a nota de crédito não podemos efectuar o pagamento”, parece que estou a ouvir, mesmo que a nota de crédito fosse de 20,34 euros e o pagamento devido – desde Junho – de 3409,89 euros). Depois era a Feira do Livro e a Byblos iria ter um grande e maravilhoso stand. Depois vinham as férias, e desta maneira podemos ir vivendo à custa dos fornecedores.
Mas, meus amigos, acham a Byblos a única? Eu consegui ir buscar os livros há quinze dias, depois de dizer que ia facturar tudo e meter tudo em tribunal. Ah, o tribunal. Agora o Estado quer o seu – que está em atraso (aposto como a segurança social também quer o seu) – e depois há os bancos. Os fornecedores? Que carreguem no botão. Mas dizia: a única? Deixem-me rir, dizia o Jorge Palma. O pão nosso de cada dia é este. Os editores que carreguem no botão

O texto completo pode ser lido aqui.

Razões de um encerramento

Ver uma livraria fechar – e 30 livreiros com o seu trabalho em risco – é triste, muito triste, mas só não adivinhou o desfecho da aventura megalómana de Américo Areal quem não quis. Há menos de um ano, quando a Byblos foi inaugurada com pompa e circunstância, apontei aqui como um potencial calcanhar de Aquiles a localização da loja, completamente fora de mão e sem metro nas redondezas. Deixava também, mesmo concedendo o benefício da dúvida, a seguinte pergunta: haverá viabilidade económica para uma mega-livraria que também vende CD’s e DVD’s (estes sem desconto), mas não oferece a parafernália de electrodomésticos e gadgets electrónicos que contribui, em larga medida, para o enorme volume de negócios da Fnac?
A resposta está dada. E o facto das promessas de inovação tecnológica e disponibilidade de fundos de catálogo terem ficado muito aquém do prometido também não ajudou.
Segundo a rádio TSF, a reunião desta manhã com os trabalhadores confirmou o pior cenário:

«Esta manhã, ocorreu uma reunião com os trabalhadores nas instalações da livraria, que não abriu portas ao público. Para já, sabe-se que os funcionários foram informados de que não iriam ser despedidos, mas antes dispensados no âmbito de um processo de insolvência, segundo revelou António Ramos, do gabinete de Comunicação da Byblos. Na prática, significa que os cerca de 30 funcionários ficam dependentes de uma decisão de um juiz, que terá agora de analisar o processo. Segundo apurou a TSF, em cima da mesa estará a possibilidade da venda da Byblos a outro grupo para que a livraria abra com novo nome e proprietário. Para esta tarde, está previsto um comunicado da empresa com mais detalhes da reunião.»

Mais opiniões sobre este fecho anunciado: Eduardo Pitta, Jaime Bulhosa, Carla Maia de Almeida, Jorge Reis-Sá, Luís Filipe Cristóvão [em actualização].

Livraria Byblos fechou as portas

Que a Byblos estava em grandes dificuldades, já se sabia. Uma notícia na edição de hoje do Diário Económico (com ecos nesta da edição online do Público) veio confirmar as suspeitas:

«A Byblos estava à procura de um parceiro que garantisse a viabilidade económica do projecto. No entanto, tal não foi conseguido e, neste momento, já existem dívidas a fornecedores e editoras que se recusam a distribuir livros. Além disso, o Diário Económico sabe ainda que a empresa que faz a segurança do edifício cumpriu ontem o seu último dia de trabalho na Byblos, enquanto que os funcionários de restauração já saíram na terça-feira, dia 18. Já os colaboradores da Byblos, até ao fecho desta edição, não tinham sido informados pela administração sobre qual será o futuro da empresa. Mas o Diário Económico sabe que o cenário mais provável é a venda a outro grupo, podendo a Byblos voltar a abrir portas mas com um novo nome e proprietário. Para hoje está marcada uma reunião com os funcionários, na loja das Amoreiras, que aí deverão ficar a conhecer o seu futuro.»

Há poucos minutos, passei em frente da loja e o cenário era este:


Portas fechadas.

Um papel a dizer «ENCERRADO» (não consegui fotografar mais de perto porque um segurança não mo permitiu).

Bertrand inaugura quatro novas livrarias em Novembro

A maior cadeia de livrarias de Portugal continua a ampliar a sua rede. Durante este mês, a Bertrand abrirá mais quatro lojas. Hoje, dia 5, é inaugurado um espaço com 163 metros quadrados no novo centro comercial Vivaci Guarda. Amanhã, será a vez do Fórum Barreiro (183 metros quadrados). Dia 20, no Spacio Shopping (ex-Olivaishopping), a área da loja Bertrand é ampliada para 166 metros quadrados, com design renovado. E por fim, a 26, nas Caldas da Rainha, o alvo é mais um centro comercial novinho em folha: o Vivaci Caldas.
A Bertrand passará assim a contar com um total de 57 livrarias.

Confirmação

Ao ver o espaço pela primeira vez, suspeitei logo da viabilidade dos lançamentos de livros na nova FNAC do Centro Comercial Vasco da Gama. A Carla Maia de Almeida esteve lá na apresentação do último romance do João Tordo e confirmou o desastre.

Música na livraria

Tralha Mestiça, às 21h30, no primeiro andar da Trama (3 euros). A essa hora estarei a defender la belle France, sem acordes nem cantorias. Escolham vocês.

De repente já passou um ano

E parece que foi ontem.

Livros usados na Poetria

A Livraria Poetria (Rua das Oliveiras, 70 r/c – loja 12, Porto) acaba de nos enviar o seu catálogo de livros usados. Entre as muitas dezenas de títulos disponíveis, encontram-se estas dez pérolas mais ou menos raras:

  • Luminoso Afogado, de Al Berto (Edições Salamandra e Casa Fernando Pessoa, 1995) – 15€
  • O Ritmo do Presságio, de Sebastião Alba (Edições 70, 1981) – 10€
  • Canções, de António Botto (Olisipo, 1922; exemplar pouco estimado, capas com pontos de acidez) – 60€
  • Nas Trevas: sonetos sentimentaes e humorísticos, de Camilo Castelo Branco (Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1890; 1.ª edição, capa rasgada na lombada) – 50€
  • Resistência das Palavras, de E. M. de Melo e Castro (Plátano Editora, 1975; exemplar estimado) – 10€
  • Memória Descritiva, de Ruy Cinatti (Portugália Editora, 1971; 1.ª edição; exemplar muito estimado) – 25€
  • Os Nomes desses Corpos, de Gastão Cruz (Editorial Inova, 1979; exemplar pouco estimado) – 7,50€
  • O Passageiro do Expresso, teatro de José Rodrigues Miguéis (Estúdios Cor, 1960; exemplar estimado) – 11€
  • Obras Completas, de António José da Silva (Livraria Sá da Costa, 1957, 1958; quatro volumes em estado de novos) – 150€
  • A Voz Recuperada, poesia de Alexandre Pinheiro Torres (Os cadernos das nove musas, 1953; 1.ª edição, com dedicatória e assinatura do autor, capa um pouco rasgada) – 30€

Os pedidos podem ser feitos para o telefone 22.202.30.71 ou por e-mail (livraria.poetria@gmail.com).

Música entre livros

Fundbureau

«Os Fundbureau são um trio jovem e dinâmico que se conheceu em Amesterdão e, desde então, tem vindo a trabalhar em conjunto. Procuraram nos perdidos e achados da música e juntaram sonoridades que se movem nas fronteiras do rock, jazz e da pop experimental, com uma atenção redobrada aos ritmos inovadores e harmonias. Lançaram em Fevereiro de 2007 o primeiro álbum, Lost Property, que já foi apresentado em Portugal e na Noruega.»
Trocado por miúdos, eles são o Hugo Antunes (baixo), o Stephan Meidell (guitarra) e o Luís Candeias (bateria). E tocam esta noite, a partir das 21h30, na Trama, também conhecida como “a melhor livraria da Rua São Filipe Nery“.

A liga hanseática

Partindo de algumas discussões em torno deste post, que também teve os seus ecos aqui no Bibliotecário, Rui Bebiano defende a criação de uma liga hanseática que permita a sobrevivência das livrarias “decentes”, isto é, as que se recusam a ser devoradas por uma lógica meramente comercial:

“Atendendo às dificuldades reais que todos reconhecemos, a sobrevivência das livrarias que não cedem ao processo fácil de se deixarem reduzir à condição de entrepostos para títulos empurrados para os tops de vendas deverá passar por uma colaboração entre elas. Não será possível então criar-se uma espécie de liga hanseática de livrarias decentes, em condições de se dirigir a quem gosta mesmo de livros, de gerir stocks comuns, e, um pouco como acontece já com as redes de bibliotecas, de efectuar permutas em função dos interesses dos clientes, reduzindo dessa forma os condicionamentos financeiros impostos por um armazenamento disperso? Admito que chegar a tal disposição requeira imaginação, bastante iniciativa, algum tempo e muito trabalho. Mas todos nós, aqueles que amamos a leitura, que continuamos a encher as nossas casas com livros e mais livros, e que não pertencemos ainda a uma espécie em vias de extinção, agradeceríamos o esforço. E até pagaríamos por isso.”

Eu assino por baixo, claro, mas parece-me que é já isso que se pretende com o projecto das Livrarias Independentes (LI).

A Livrododia vista por um adulto de 36 anos

É menos vertiginosa e pixelizada do que esta, captada por uma criança de seis anos:

Em vez da correria com câmara à mão (ou máquina fotográfica digital à mão?), eu optaria por uma sequência de planos fixos da escola Manoel de Oliveira, longos de cinco minutos para se perceber como é a atmosfera de uma das melhores livrarias que tive o prazer de visitar nos últimos tempos, durante umas férias que apontaram, não por acaso, à zona Oeste.

O Luís Januário veio a Lisboa e foi à Byblos

Não sei se comprou algum livrinho, o LJ, mas pelo menos trouxe de lá um poema:

Esta livraria é grande demais para mim
A estante de FILOSOFIA, hèlas,
é difícil de distinguir da AUTOAJUDA
Enganaram-se trocaram os carros das reposições
ou trocaram a sinalética
ou os olhos
E a estante da LUSOFONIA tem o mesmo
ar desamparado
subsidiado mal lido
mal fodido dos lusófonos
E nos GUIAS de VIAGENS
falta Berlim o meu destino
A Escócia Islândia o deserto
de Atacama
E nos visores de procure você mesmo
os meus autores Roth, o Joseph,
Blanchot, Bolaño, Ángel Vásquez
estão indisponíveis peça ajuda
Felizmente que existe a Alícia Galloti
Aqueço-me à 14ª edição revista e
melhorada como a uma lareira
e como na Blackwell de Leicester em tempos
de emigrante quando olhos parados
no divino triângulo a tesão doía
e a mesma humidade embaraçava

O lugar onde os best-sellers não o são

Eis as dez obras mais vendidas ultimamente na Pó dos Livros:

  • As Benevolentes, Jonathan Littell (Dom Quixote)
  • Dicionário do Diabo, Ambrose Bierce (Tinta-da-China)
  • A Palavra, A.A.V.V. (Cinemateca)
  • A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson, Selma Lagerlöf(B.E.I.)
  • Cândido ou o Optimismo, Voltaire (Tinta-da-China)
  • Um Homem Célebre, Machado de Assis (Cotovia)
  • D. Afonso Henriques, José Mattoso (Temas e Debates)
  • Cidade Proibida, Eduardo Pitta (QuidNovi)
  • Na Patagónia, Bruce Chatwin (Quetzal)
  • As Velas Ardem até ao Fim, Sándor Márai (Dom Quixote)

  • Não deve ser por acaso que lhe chamam um “anti-top”.

    Leilão de biblioteca particular

    A Livraria Manuel Ferreira (R. Dr. Alves da Veiga, n.º 89, Porto) organiza no próximo dia 16 de Fevereiro, no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim, a partir das 15h00, o leilão de uma preciosa biblioteca particular com mais de 500 espécies bibliográficas raras. Do acervo fazem parte, entre muitas outras peças, 888 cartas enviadas por José Régio ao seu amigo e poeta Alberto Serpa (algumas com desenhos); sete cartas autógrafas de Abel Salazar; e primeiras edições de livros de Almeida Garrett, Camilo Castelo-Branco, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Wenceslau de Morais, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro ou Almeida Negreiros (muitos deles com dedicatórias dos autores).
    Os lotes estarão expostos no dia 15, das 15h00 às 18h00, e no dia 16, das 10h00 às 12h00. Já o catálogo para consulta pode ser descarregado no blogue da livraria.

    Pó do blogue

    logótipo Pó dos Livros

    Agora, a livraria Pó dos Livros não existe apenas na sua morada física (Avenida Marquês de Tomar, 89 A, Lisboa). Também existe na blogosfera.

    Fabula Urbis

    Reportagem da RTP sobre uma livraria/galeria/editora de temática lisboeta, junto à Sé.

    [Sugestão do comentador videonauta]

    Deslocalização

    A Bichinho de Conto, livraria/editora especializada em literatura infantil, mudou-se com armas e bagagens da Grande Lisboa (Fábrica da Pólvora, Barcarena) para a vila de Óbidos (onde agora ocupa uma antiga escola primária). Vale a pena perceber porquê e como.

    [via 1979]

    Top-10

    Lembram-se daquela extraordinária livraria de Maastricht que foi instalada numa igreja dominicana? O jornalista Sean Dodson, do The Guardian, colocou-a em primeiro lugar no seu top-10 das mais belas livrarias do mundo. Já agora, anote-se que em terceiro lugar ficou esta:

    escada da Lello

    Sim, a belíssima Lello do Porto.

    Livraria Trama

    trama_fachada.jpg

    A mais ou menos 500 metros contados em linha recta, fica a Byblos, com os seus milhares de volumes com RFID (sensores de radiofrequência), mais os ecrãs tácteis, os plasmas, as pilhas de bestsellers, as escadas rolantes, a estante robotizada made in Italy e dezenas de funcionários. A única coisa que a Trama, junto ao Rato, e a Byblos, nas Amoreiras, têm em comum é o facto de venderem livros e ocuparem dois pisos. Tudo o resto as separa, a começar no conceito e a terminar nas respectivas áreas: 140 metros quadrados versus 3300.

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    Sentada numa das cadeiras do andar de cima, junto ao janelão que enche de luz a parte nobre da Trama (o rés-do-chão fica para as novidades, os jornais e a caixa), Catarina Barros, 23 anos, encolhe os ombros e diz que a sombra do gigante não a incomoda: “Eles são um monstro, nós somos uma livraria de bairro.” A seu lado, Ricardo Ribeiro, 28 anos, sócio de Catarina nesta aventura, faz que sim com a cabeça: “Trabalhamos para públicos diferentes, o sucesso deles não nos afecta.”
    Os dois amigos conheceram-se atrás do balcão da livraria Clepsidra, em Massamá, onde começaram a alimentar o sonho de qualquer livreiro: ter o seu próprio espaço e a liberdade de “seleccionar o que sugerimos aos clientes”.
    Após um frustrante estágio numa empresa farmacêutica, Catarina, que deixou o curso de Literatura Portuguesa a meio e andava à procura de um rumo, foi beber um café com o antigo colega. “Gostava de abrir uma livraria”, disse-lhe em tom de desafio. E Ricardo aceitou o repto, ou não tivesse há uns tempos a mesma ideia na cabeça.
    Aconteceu isto há seis meses e o objectivo da dupla era abrir a Trama — “um nome com muitos significados diferentes e que soa bem” — lá para Outubro de 2008. Só que certas coisas, quando se põem em marcha, ninguém as pára. Depois de umas semanas “a comprar o Ocasião às quintas”, descobriram o sítio ideal e criaram “tudo de raiz”, da organização do espaço ao desenho, construção e montagem dos móveis (o pai de Ricardo tem uma marcenaria). Resultado: a 30 de Novembro de 2007, quase um ano antes do previsto, a Trama abriu as portas.

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    “Isto é para clientes parecidos connosco”, diz Catarina. Leitores amantes de raridades e edições esgotadas, que discutem os livros “e puxam por nós”. Bibliófilos que choram ao encontrar uma primeira edição de O Homem Sem Qualidades, de Robert Musil (Livros do Brasil), ou que obrigam os livreiros a um verdadeiro trabalho de book hunting. “Por exemplo, houve um cliente que apareceu aqui à procura de um livro sobre a arqueologia dos bunkers, porque não o encontrava em lado nenhum, e eu vou tentar descobrir-lhe um exemplar”, diz Ricardo.
    Apesar de inaugurada há pouco mais de um mês, a Trama já tem os seus fiéis. “Há caras que se repetem nos concertos de quinta à noite”, garante Catarina. E o mesmo deverá acontecer nos futuros leilões mensais de livros, com primeiras edições de Herberto Helder, Ramos Rosa e outros, prevê Ricardo.

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    O alfarrábio e os fundos de catálogo prometem ser, de resto, um dos principais atractivos desta livraria que tem um canto (foto acima) só com volumes de páginas amarelecidas e grafismo dos anos 70, muita coisa dos beatnicks e plaquetes de poetas hoje famosos, editadas no tempo em que eram apenas obscuros.
    Aos dois fundadores juntou-se um terceiro elemento, a Joana, depois de um processo épico de candidaturas e entrevistas de emprego (amplamente documentado no blogue), durante o qual Catarina desempenhou o mais ingrato dos papéis: o de recusar pessoas que demonstravam enorme vontade e excelentes currículos. “Uma delas, que ficou tristíssima por não ter sido escolhida, ofereceu-se ainda assim para nos ajudar a arrumar as coisas no dia da abertura.”
    Para Ricardo, a Trama é muito mais do que o lugar onde trabalha 10 a 12 horas por dia. “É a nossa casa, um sítio onde fazemos aquilo de que mais gostamos e recebemos os amigos.” Para Catarina, “mãe babada”, à livraria só falta uma coisa: a pátina que vem com o tempo. “Espero um dia ver as paredes cheias de cartazes e memórias do que se for fazendo aqui.”

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    Joana, Ricardo e Catarina

    Além dos concertos de quinta, haverá performances, dança e conversas com autores nas noites de sexta e actividades destinadas ao público infantil nas tardes de sábado. Tudo no piso de cima, junto a um pequeno bar que serve os vários tipos de café Nespresso, mas com outros nomes: “A cápsula amarela vai chamar-se Calvino, o lote mais forte será o Nietzsche, ao Roma vamos chamar-lhe Pascal Quignard e aos descafeinados…, bom, aos descafeinados é melhor não dizer o que lhes vamos chamar, para não ferir susceptibilidades.”

    A Trama fica na Rua de São Filipe Nery, 25 B (ao Rato). Está aberta segundas, terças, quartas e sábados, das 10h00 às 19h30; quintas e sextas, das 10h00 à meia-noite. Programação de Janeiro aqui.

    [Versão ampliada de um texto publicado no último número da revista Time Out]

    Livraria divina

    A dupla holandesa Merkx + Girod venceu o prémio Lensvelt para Arquitectura de Interiores com este projecto:

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    É mesmo o que parece: uma livraria dentro de uma igreja. Melhor dizendo, uma livraria dentro de uma antiga igreja dominicana, em Maastricht.
    Vista de outro ângulo:

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    Espantoso, não acham?
    Mais imagens e informações aqui (atentem no design e localização da cafetaria).

    Nem todas as livrarias têm 3300 metros quadrados

    Felizmente.

    Save our books. Buy them

    Os livros não se limitam a falar uns com os outros. Quando as livrarias fecham, também encenam as suas “mortes literárias” preferidas.

    [via O Melhor Anjo]

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    «Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges