Uma biblioteca sem livros

APphoto_Bookless Library

Acaba de ser inaugurada a primeira biblioteca norte-americana 100% digital. Terá os seus méritos, certamente. Mas, com o seu look de cybercafé muito limpinho, não me dá vontade nenhuma de lá entrar.

Uma boa frase

«I sometimes think of social media as being like the terrible apparatus at the center of Kafka’s ‘In the Penal Colony’: a mechanism of corrective torture, harrowing the letters of the transgression into the bodies of the condemned.» Encontrei-a num artigo sobre os riscos, pânicos e arrependimentos de quem escreve no Twitter (e com uns cortes cirúrgicos, talvez coubesse num tweet).

Kindle Paperwhite

O Kindle mais sofisticado, elegante e tecnologicamente evoluído, explicado por quem o concebeu.

The Shakesperience

Um mergulho interactivo nas peças do Bardo, ao alcance de quem tiver iPad.

E se um dia, em vez de os vender, a Amazon oferecesse Kindles?

É capaz de ser uma ideia menos estapafúrdia do que parece à primeira vista.

Porto Editora vai anunciar novidades para o mercado do livro electrónico em Portugal

Na próxima terça-feira, dia 10, a Wook (livraria virtual do grupo Porto Editora) apresentará em Lisboa, no Auditório do Edifício Grupo Bertrand Círculo (Benfica), pelas 11h30, a sua estratégia para a comercialização de eBooks, nomeadamente uma «solução inovadora que vai definir e impulsionar o mercado do eBook em Portugal». Segundo a informação já disponibilizada, esta nova solução facilitará «a entrada de todas as editoras portuguesas, pequenas, médias ou grandes, na realidade do eBook e, ao mesmo tempo, permitirá que os leitores usufruam dos seus livros digitais independentemente dos aparelhos e respectivos sistemas operativos».

O efeito Amazon

«(…) In 1995, the year Bezos, then 31, started Amazon, just 16 million people used the Internet. A year later, the number was 36 million, a figure that would multiply at a furious rate. Today, more than 1.7 billion people, or almost one out of every four humans on the planet, are online. Bezos understood two things. One was the way the Internet made it possible to banish geography, enabling anyone with an Internet connection and a computer to browse a seemingly limitless universe of goods with a precision never previously known and then buy them directly from the comfort of their homes. The second was how the Internet allowed merchants to gather vast amounts of personal information on individual customers. (…)»

Eis um excelente artigo de Steve Wasserman sobre o cada vez maior poder da Amazon e a forma como este gigante está a moldar o futuro da produção e comercialização do livro.

Jonathan Franzen, o paladino do livro em papel

«E-books are damaging society», diz ele.

E se a euforia à volta da auto-publicação digital não passar de uma bolha especulativa?

Eis uma dúvida a que Ewan Morrison procura dar resposta, no The Guardian. Um excerto:

«All of this ebook talk is becoming a business in itself. Money is being made out of thin air in this strange new speculative meta-practice: there are seminars, conferences and courses springing up everywhere, even at the Society of Authors (a writers’ union which, until recently, was largely against epublication). Television and radio programmes are being made about self-epublishing (I’ve personally been asked to speak about it on 12 occasions since August). Everyone can be a writer now: it only takes 10 minutes to upload your own ebook, and according to the New York Times “81% of people feel they have a book in them … And should write it”.
But all of this gives me an alarming sense of deja vu. There’s another name for what happens when people start to make money out of speculation and hype: it’s called a bubble. Like the dotcom bubble, the commercial real estate bubble, the subprime mortgage bubble, the credit bubble and the derivative trading bubble before it, the DIY epublishing bubble is inflating around us. Each of those other bubbles also saw, in their earliest stages, a great deal of fuss made over a “new” phenomenon, which was then over-hyped and over-leveraged. But speculation, as we’ve learned at our peril, is a very dangerous foundation for any business. And when the epub bubble bursts, as all previous bubbles have done, the fall-out for publishing and writing may be even harder to repair than it is proving to be in the fields of mortgages, derivatives and personal debt. Because this bubble is based on cultural, not purely economic, grounds.»

O texto completo pode ser lido aqui.

Almedina TV

A «primeira televisão digital portuguesa totalmente dedicada ao mundo do livro» iniciou hoje as suas emissões em directo. Para acompanhar aqui.

Adenda ao post anterior

How To Publish Your Own Book in 2012.

O que apresentará desta vez a Apple pós-Jobs?

«Apple will be holding a product event later this month in New York (…) that will not involve any hardware at all and instead will focus on publishing and eBooks (sold through Apple’s iBooks platform).»

Os leitores de e-books segundo a DECO

Aqui.

Livros ‘espertos’

«Atria is publishing its first book to be equipped with a smart chip, the publisher announced Friday. Tapping the RFID-enabled sticker with an NFC-enabled smartphone will bring up a website with additional materials for the book. The debut smart book is “The Impulse Economy: Understanding Mobile Shoppers and What Makes Them Buy” by Gary Schwartz. Appropriate.»

Quer comunicar directamente com o seu escritor preferido? Envie-lhe um tweet

«If the Amazon Kindle’s passage-sharing Twitter integration wasn’t social enough for you, the outfit just unleashed a new option: @author. The new feature uses Twitter as a springboard to connect writers to their fans, giving users a chance to nitpick their favorite authors line-by-line.»

A roda do Hamster

Útil, muito útil.

Steve Jobs já não é CEO da Apple

A notícia foi comunicada ao conselho de administração da empresa californiana e à «comunidade Apple»:

«I have always said if there ever came a day when I could no longer meet my duties and expectations as Apple’s CEO, I would be the first to let you know. Unfortunately, that day has come.»

Como previsto, o novo CEO será Tim Cook, o sucessor designado por Jobs.

Quando a auto-publicação compensa

John Locke foi o primeiro a atingir a fasquia do milhão de livros vendidos para o Kindle em edição de autor. Ele era sempre apresentado como o exemplo maior do sucesso conseguido fora dos circuitos habituais de produção e distribuição livreira. Sem grande surpresa, o «sistema» contra-atacou: Locke acaba de assinar contrato com a Simon & Schuster, nem mais nem menos do que uma das maiores editoras tradicionais do mundo. Seria irónico, sim, se não fosse tão previsível.

Alugar livros escolares no Kindle

De uma notícia na Bookseller:

«Amazon.com is giving students the ability to rent textbooks on Kindle e-readers. The company said students can save up to 80% off textbook prices with the new initiative (…). Dave Limp, vice-president at Amazon Kindle, said: “We’ve done a little something extra we think students will enjoy. Normally, when you sell your print textbook at the end of the semester you lose all the margin notes and highlights you made as you were studying. We’re extending our Whispersync technology so that you get to keep and access all of your notes and highlighted content in the Amazon Cloud, available anytime, anywhere, even after a rental expires.”»

Por enquanto, este serviço está apenas disponível para estudantes americanos, mas o conceito parece-me promissor.

Sondagem

No blogue literário do L.A. Times, Carolyn Kellogg pede aos seus e-leitores que sejam eleitores. Eu já votei (e logo em três candidatos ao mesmo tempo).

Margaret@Twitter

Segundo o The Guardian, a escritora canadiana Margaret Atwood, editada em Portugal pela Bertrand, é uma das dez melhores «Twitter personalities» do mundo anglo-saxónico. Querem averiguar se o epíteto é justo? Façam o favor.

‘On The Road’, agora em versão iPad

A «edição amplificada» para iPad do romance On The Road, de Jack Kerouac (Penguin), foi lançada no passado sábado. Já comprei a aplicação, já explorei as novidades, já embasbaquei. E concordo com o que se diz aqui, particularmente esta passagem:

«The decision to bring out “On the Road” as an app has a lot to do with this iconic status, explains Stephen Morrison, editor in chief of Penguin Books, reached this week by phone at his Manhattan office. “We were looking for a book with enough resonance,” Morrison says, “as well as enough supplemental material from which we could learn how to curate a literary app.”
The key word there is “learn,” which is what all of us, publishers and writers and readers, must do now as the publishing industry increasingly comes to terms with the digital age. We need to learn how to use the digital space as a vessel, as a container, how to produce and interact with apps and electronic texts that feel like books, yet also reflect the possibilities of technology.»

De facto, ainda estamos todos a aprender. Isto ainda está tudo no princípio. Mas uma coisa é certa: as possibilidades que se abrem são simplesmente extraordinárias.

Ler o ‘Ulisses’ no Twitter

Na passada quinta-feira, dia 16, celebrou-se um pouco por todo o mundo mais um Bloomsday. De entre todas as evocações da obra-prima de James Joyce, houve uma que teve qualquer coisa de Rossio enfiado à força na Rua da Betesga. Refiro-me ao projecto de condensar as quase 800 páginas do romance em 96 sequências de tweets (com um máximo de 140 caracteres cada um). O resultado desta micronarrativização de um clássico pode ser conferido aqui. E aqui encontramos um apanhado das reacções ao Bloomsday Burst.

O futuro do livro?

Lançada no final de Abril, a versão digital do livro Our Choice, de Al Gore, para iPad, iPhone e iPod Touch, trepou rapidamente até ao primeiro lugar no top dos livros da App Store da Apple. Embora o preço promocional seja atractivo (apenas cinco dólares; um quarto do que é preciso pagar pela edição em papel), as razões deste sucesso vão muito para além do interesse e qualidade da obra, originalmente publicada em 2009, três anos depois de Uma Verdade Inconveniente. Se nesse primeiro livro (e filme) Gore alertava para a tragédia do aquecimento global, em Our Choice sugere soluções para o problema, reunindo e partilhando o conhecimento científico que obteve junto de reconhecidos especialistas. «Temos de agir depressa» – eis o mote do antigo vice-presidente de Clinton, um optimista que acredita na força da vontade colectiva e na capacidade de as populações imporem escolhas decisivas aos políticos que as governam.
Por muito que Gore continue a ser eficaz e persuasivo no modo como transmite a sua mensagem, não é o conteúdo do livro (bastante actualizado, diga-se, ao ponto de incluir referências ao acidente na central nuclear de Fukushima, em Março) que está a criar um bruaá mediático. Esse deve-se à forma como a informação emerge literalmente do ecrã e o leitor a vai descobrindo. Amy Lee, uma articulista do site Huffington Post, escreveu que estamos a assistir «ao acto de ler a transformar-se em algo completamente novo». E David Chartier, na revista PCWorld, garante que esta nova abordagem «expande a definição da palavra livro».
Exageros à parte, entremos então em Our Choice. Os 18 capítulos do livro não se limitam a reproduzir o texto integral, mais as suas 250 belíssimas imagens, antes se organizam naquilo a que podemos chamar uma intensa experiência multimédia. Ao tocar em qualquer das fotografias, estas são ampliadas de forma a ocupar todo o campo visual e podemos depois localizar, num mapa do mundo, o sítio exacto onde foram captadas. À distância de um simples toque, fica igualmente uma hora de material vídeo, incluindo imagens de arquivo do smog mortal que se abateu sobre Londres, em 1952; das tempestades de poeira (Dust Bowl) que varreram os EUA nos anos 30; ou do discurso do presidente Jimmy Carter, em 1979, no dia em que colocou painéis fotovoltaicos nos telhados da Casa Branca – um gesto «amigo do ambiente» que foi desfeito, sete anos depois, pelo inquilino seguinte: Ronald Reagan. Mais impressionantes ainda são as muitas animações (sobre o funcionamento de uma turbina, por exemplo, ou de uma central solar) e os infográficos interactivos que vão revelando factos adicionais, à medida que os exploramos com a pressão dos dedos. Num destes infográficos, se soprarmos no microfone do aparelho «produzimos» o vento que faz girar as pás de uma torre eólica. Quanto às imagens, podemos rodá-las, dobrá-las ou até puxá-las. Navegar entre capítulos é fácil (a leitura avança ou recua em dois eixos horizontais) e os vários blocos com informação mais detalhada estão elegantemente articulados com o texto principal.

Ao transformarem Our Choice numa aplicação, Mike Matas e Kimon Tsinteris (da Push Pop Press) desenvolveram uma plataforma tecnológica que permitirá criar, de forma cada vez mais rápida e fácil, livros com um potencial interactivo ilimitado. Mas estaremos realmente a assistir aos primeiros passos do livro do futuro, essa quimera que fascina e assusta tanta gente? Manuel Alberto Valente, editor da Porto Editora e proprietário de um iPad2, comprado no próprio dia em que foi posto à venda em Portugal, não exclui essa hipótese. «O livro do Al Gore é fabuloso, sem dúvida. Abre possibilidades completamente novas no mundo da edição. Acho que este tipo de interactividade vai ser perfeita tanto para livros de divulgação científica como para a literatura infantil.» Não crê, porém, que seja aplicável às obras de ficção: «A verdadeira literatura exige um recolhimento que não se compadece com distracções acessórias.»

[Texto publicado no suplemento Actual, do semanário Expresso]

Aumento das vendas de e-books cria mudanças nos padrões de consumo dos leitores

«Without a new way to learn what books are available, buyers of e-books concentrate on a narrower variety of fare.»

Os e-books explicados a quem não percebe nada de e-books

Eis o cenário actual, resumido num fluxograma muito bem arrumadinho.

Um filão inesgotável

Com os mais de cinco milhões de livros digitalizados pela Google (a que correspondem cerca de meio bilião de palavras) e sofisticados motores de busca, os investigadores da cultura humana têm um filão inesgotável para explorar. E não só os especialistas em ciências sociais. Os internautas também podem fazer as suas experiências. Com esta aplicação, por exemplo, qualquer pessoa pode escolher uma sequência de palavras (até cinco) e ver um gráfico que regista a evolução do uso dessas palavras durante décadas ou séculos. O The New York Times avisa que esta é uma «diversion that can quickly become as addictive as the habit-forming game Angry Birds». Um alerta pertinente, sobretudo para quem, como eu, já chegou ao nível 110 do dito Angry Birds. Mas um alerta que vou, sorry NYT, ignorar olimpicamente.

A guerra dos tablets

Primeiro, apareceu o iPad. Agora, surge a resposta dos rivais da Apple: a BlackBerry acaba de lançar o PlayBook e a Samsung vai apostar no Galaxy Tab. Uma luta que promete.

Era uma questão de tempo

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Acabam de surgir novas versões do Sony Reader que começam a empurrar o meu Sony Reader da categoria em que estava (novidade tecnológica catita) para a categoria em que há-de ficar em breve (artefacto tendencialmente obsoleto). Do mal o menos: enquanto isso não acontece, vou-lhe dando uso.

35 milhões

Segundo Steve Jobs, foi este o número de livros descarregados pelos utilizadores da loja virtual iTunes até agora.

Quantos livros diferentes há no mundo?

Ninguém sabe ao certo, claro. Mas a Google, no seu esforço para digitalizar «all the books in the world», anda a desenvolver «metadata» e algoritmos que permitam chegar a um número muito próximo da realidade (trata-se mais de um trabalho de exclusão do que de inclusão). Os principais métodos estão explicados neste post de Leonid Taycher, engenheiro de software da Google. E embora o número esteja sempre a aumentar, como os megabytes disponíveis do GMail, a estimativa até ao início deste mês apontava para um valor quase redondo: 129,864,880. Ou seja, quase 130 milhões. Uma brutalidade capaz de desanimar o mais voraz e omnívoro dos leitores.

Bubok na Wattpad

A Bubok, um serviço português de auto-publicação online (através do print on demand ou da criação de livros em formato digital), passou esta semana a integrar a Wattpad, uma rede social que permite a partilha de e-books em inúmeros suportes, dos smartphones ao novíssimo iPad. Segundo os responsáveis da Bubok, «a partir de agora os nossos autores têm a possibilidade de promover os seus e-books no Wattpad (caso os leitores desta queiram comprar a versão em papel, terão um link para isso na ficha de cada obra), mas a escolha de integrar ou não o Wattpad recai sempre sobre o autor». Este poderá escolher a partilha do seu livro com todos os utilizadores do Wattpad ou apenas com os seus seguidores.

Kindle (um balanço)

A opinião de Hubert Guillaud, no Le Monde.

[via BlogTailors]

Entre os leitores e os editores, uma ponte chamada Twitter

«Publishers have praised the merits of using Twitter to canvass readers opinions quickly, after the social networking site saw a flurry of consumers addressing publishers.
Last week readers used the hashtag (a phrase inserted into a tweet and used to link tweets on one subject) #dearpublisher to speak directly to publishers. The conversations began in America but were picked up by readers, authors, bloggers and publishers in the UK. It was among Twitter’s most popular trends at the time.»

Ler o resto do artigo de Victoria Gallagher, da revista The Bookseller, aqui.

A guerra dos e-readers

Vai ser uma longa guerra, com muitas batalhas entre gadgets cada vez mais sofisticados e baratos. Lutas corpo-a-corpo, preço-a-preço. Para já, como forma de combater o poderio comercial e mediático do iPad, a Barnes & Noble e a Amazon decidiram baixar drasticamente o custo dos seus e-readers: Nook e Kindle, respectivamente.

Apple vendeu mais de um milhão de iPads em menos de um mês

«One million iPads in 28 days — that’s less than half of the 74 days it took to achieve this milestone with iPhone. Demand continues to exceed supply and we’re working hard to get this magical product into the hands of even more customers», anunciou Steve Jobs, radiante com os resultados iniciais da nova menina dos seus olhos. Neste primeiro mês, os clientes que compraram iPads fizeram download de um milhão e meio de livros e de 12 milhões de aplicações. A procura nos EUA tem sido tão forte que o aparelho só começará a ser comercializado noutros países no final de Maio.

A era da confusão

«Print is dying. Digital is surging. Everyone is confused.»

Pelo menos é o que diz Craig Mod, num ensaio intitulado Books in the Age of the iPad.

O ‘backup’ do Twitter

A Biblioteca do Congresso dos EUA está a armazenar todo o conteúdo do Twitter (50 milhões de mensagens por dia). Um tesouro para futuros sociólogos estudarem como é que se interagia online no princípio do século XXI. Espero apenas que a Biblioteca do Congresso esteja a fazer a mesma coisa com a blogosfera.

‘O iPad e a pirataria de ebooks’

«Depois da pirataria de software, música e filmes sangrar há anos a indústria informática e de entretenimento, a disseminação ilegal de ebooks vai agora começar a atormentar a indústria livreira a nível mundial mas poupando… jornais e revistas.» A opinião de Ricardo Nuno Silva, no blogue eBook Portugal.

Kindle, Sony Reader & Companhia, cuidem-se

Quase todos os comentários que tenho lido sobre o iPad sublinham um aspecto: o ponto forte do aparelho da Apple é o dispositivo para ler e-books. Veja-se o que escreve Laura Miller na Salon:

«I confess that when I decided to buy an iPad, I mostly thought of it as an ultra-portable TV that I could also use to surf the Web and occasionally check e-mail. I expected the cornucopia of Netflix Watch Instantly to keep me occupied for quite a while, now that I can finally watch video in bed. (Not only does my laptop get too hot to make this comfortable, but I worry that I’ll fall asleep and accidentally kick my hard drive into oblivion.)
One weekend into owning the thing and I’ve only managed to watch half an episode of Black Adder. I have yet to play a single game. What I’ve mostly been doing on the iPad is reading, because this much-ballyhooed harbinger of the future turns out to be the ideal device for that most old-fashioned of leisure activities.»

O artigo completo está aqui.

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges