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O convidado da próxima semana, no Biblioteca de Bolso, é um dos mais respeitados editores portugueses. Aos 14 anos, apaixonou-se por uma personagem de Thomas Mann e essa paixão não se desvaneceu com os anos, mesmo depois de ter visitado uma praia do Mar Báltico, em busca da sua sombra, só para descobrir que há sempre um abismo entre a realidade dos livros e a realidade «real».

(Como marcador da sua edição francesa de Os Buddenbrook, o nosso convidado usa um postal com o retrato de uma mulher de Lübeck, fotografado em data incerta. Não é Tonia, a rapariga que sacrificou a sua vida no altar de uma família em declínio, mas podia ser.)



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges