As mãos de Miller

Em 1966, Henry Miller enviou impressões das suas mãos a uma grafologista (Dorothy Sara). O relatório desta não podia ser mais laudatório, como se pode depreender do seguinte excerto:
«…A man of good taste, intellectual quality of mind, and the ability to translate his ideas into words and action… he has a broad-minded attitude toward people and situations… He has a quick wit, he likes being with people who have alert minds so there can be a stimulating exchange of ideas…»
Concordo em absoluto com o comentário de Stephen J. Gertz: «I strongly suspect that if sent to Ms. Sara under the name Joe Miller might have yielded another analysis altogether (what was she supposed to tell the famous novelist, that these are the hands of a guy with nothing better to do with his time?)».
As mãos impressas de Miller vão ser leiloadas no dia 18, junto com alguns dos seus cadernos de apontamentos, num dos quais classificava as amantes com estrelas, de uma a três. Para os mais curiosos, assinalo que Anaïs Nin mereceu três.
Comentários
2 Responses to “As mãos de Miller”
- Por uma Esquerda que não permaneça, de braços caídos, passiva e mole, a assistir ao colapso de todas as suas conquistas em 16 de Maio de 2012
- Carlos Fuentes (1928-2012) em 16 de Maio de 2012
- Noites do ‘Mauritânia’ em 15 de Maio de 2012
- As praias do Arizona em 15 de Maio de 2012
- Balanço da Feira do Livro em 14 de Maio de 2012
- O que aí vem (Cavalo de Ferro) em 14 de Maio de 2012
- A ‘Leitura Furiosa’ em voz alta em 13 de Maio de 2012
- Primeiros parágrafos em 13 de Maio de 2012
- Queres que te faça um desenho? em 13 de Maio de 2012
- A última noite do mundo em 12 de Maio de 2012


Receba por e-mail
Facebook
Twitter
Delicious
DoMelhor
feed RSS
email diário






Uma vida fascinante, a de Henry Miller. Um homem desassossegado, que soube tirar partido de tudo o que o rodeava. E teve a sorte de encontrar Anaïs Nin, que mereceu bem as três estrelas, pois emprestou à existência de Miller uma luminosidade etérea.
Ótimo, sempre bom lembrar de Miller e Anaïs Nin (três estrelas)!