As mãos de Miller

Em 1966, Henry Miller enviou impressões das suas mãos a uma grafologista (Dorothy Sara). O relatório desta não podia ser mais laudatório, como se pode depreender do seguinte excerto:
«…A man of good taste, intellectual quality of mind, and the ability to translate his ideas into words and action… he has a broad-minded attitude toward people and situations… He has a quick wit, he likes being with people who have alert minds so there can be a stimulating exchange of ideas…»
Concordo em absoluto com o comentário de Stephen J. Gertz: «I strongly suspect that if sent to Ms. Sara under the name Joe Miller might have yielded another analysis altogether (what was she supposed to tell the famous novelist, that these are the hands of a guy with nothing better to do with his time?)».
As mãos impressas de Miller vão ser leiloadas no dia 18, junto com alguns dos seus cadernos de apontamentos, num dos quais classificava as amantes com estrelas, de uma a três. Para os mais curiosos, assinalo que Anaïs Nin mereceu três.
Comentários
2 Responses to “As mãos de Miller”
- Out of the world em 25 de Julho de 2010
- As minhas coordenadas GPS (durante os próximos 15 dias) em 24 de Julho de 2010
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 23 de Julho de 2010
- Adivinha em 22 de Julho de 2010
- O destino dos livros em 22 de Julho de 2010
- Maria do Rosário Pedreira sobre ‘Curso Intensivo de Jardinagem’, de Margarida Ferra em 21 de Julho de 2010
- Guerra & Paz edita livro vencedor do World Fantasy Award 2009 em 21 de Julho de 2010
- Entre os leitores e os editores, uma ponte chamada Twitter em 21 de Julho de 2010
- Na terra dos khazares em 20 de Julho de 2010
- O que aí vem (Quetzal) em 20 de Julho de 2010


Receba por e-mail
Facebook
Twitter
Delicious
DoMelhor
feed RSS
email diário






Uma vida fascinante, a de Henry Miller. Um homem desassossegado, que soube tirar partido de tudo o que o rodeava. E teve a sorte de encontrar Anaïs Nin, que mereceu bem as três estrelas, pois emprestou à existência de Miller uma luminosidade etérea.
Ótimo, sempre bom lembrar de Miller e Anaïs Nin (três estrelas)!