As mãos de Miller

Em 1966, Henry Miller enviou impressões das suas mãos a uma grafologista (Dorothy Sara). O relatório desta não podia ser mais laudatório, como se pode depreender do seguinte excerto:
«…A man of good taste, intellectual quality of mind, and the ability to translate his ideas into words and action… he has a broad-minded attitude toward people and situations… He has a quick wit, he likes being with people who have alert minds so there can be a stimulating exchange of ideas…»
Concordo em absoluto com o comentário de Stephen J. Gertz: «I strongly suspect that if sent to Ms. Sara under the name Joe Miller might have yielded another analysis altogether (what was she supposed to tell the famous novelist, that these are the hands of a guy with nothing better to do with his time?)».
As mãos impressas de Miller vão ser leiloadas no dia 18, junto com alguns dos seus cadernos de apontamentos, num dos quais classificava as amantes com estrelas, de uma a três. Para os mais curiosos, assinalo que Anaïs Nin mereceu três.
Comentários
2 Responses to “As mãos de Miller”
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Uma vida fascinante, a de Henry Miller. Um homem desassossegado, que soube tirar partido de tudo o que o rodeava. E teve a sorte de encontrar Anaïs Nin, que mereceu bem as três estrelas, pois emprestou à existência de Miller uma luminosidade etérea.
Ótimo, sempre bom lembrar de Miller e Anaïs Nin (três estrelas)!