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Causa fracturante

O projecto do Sr. Palomar, cujo fim último é banir o sinal de pontuação «que nos faz passar por histéricos», já tem uma imagem, um símbolo, uma bandeira (made by Pedro Vieira). Reiterando o que afirmei aqui, só posso associar-me, militantemente, a esta luta.



Comentários

2 Responses to “Causa fracturante”

  1. C on Julho 29th, 2009 19:55

    O Pedro Mexia pediu ao B d B para lhe ceder espaço para um post. BdB muito gostosamente cedeu o espaço por o Pedro ser quem é. Eu, não sendo quem sou, peço agora ao BdB a cedência de um espaço na caixa de comentários para expôr uma situação que poderá tornar-se angustiosa para mim. Vejo que os autores de blogues que muito considero e aos quais reconheço qualidade e visibilidade (e nomeio-os- O Palomar, O Das Espécies, O De Babel, o artista Pastorinho de Fátima, O Estado Civil extingui-se mas o autor já manifestara tal intenção em artigo referido), estão a agrupar-se para a decapitação do ponto exclamativo, sugerindo que a intencionalidade exclamativa seja uma autodescoberta do leitor centrado que estará nos devidos contextos. Nada tenho a favor do dito ponto, nem contra. Admirei sempre a sua verticalidade. Nunca me maçou nem atraiu. A minha preocupação é outra, refere o BdB num post sobre o último livro de Miguel S Tavares,que não li, ‘ser meloso’ e melodramático ao geito de “As Pontes de Madison County’. Aí é que a coisa me chocou. Meloso Clint Eastwood a lavar-se debaixo dos braços no exterior da quinta e a limpar-se à t shirt usada? Melodramática Meryl Streep? Nada. Por favor não arregimente blogues para acabar com o meloso e o melodrama nos livros e filmes. Eu é do que vivo, uma vez que não frequento telenovelas. Os senhores já viram bem o Clint Eastwood? Faltou-lhe alguma vez seja o que for? Alto, bonito, magro em todas as idades, cabeludo, bom actor, bom argumentista, bom realizador e vivo principalmente, que a maioria morrem cedo. Sem os melodramas e o meloso dos livros e dos filmes as pessoas falecem. Os senhores querem que eu faleça?
    Quanto à questão Mexia, Bonifácio, Director do Público, Estádio do Bel.
    Toda a gente esteve bem.
    A cada um o seu papel.
    J B foi em trabalho, viu, ouviu e não gostou. De nada. Disse-o.
    Os outros, ofendidos, replicaram. Pois.
    O director do jornal ou pedia desculpa ou não pedia. Pediu. E aí?
    Os criticados gostaram. Claro.
    O Mexia, sem papas na lingua, falou de sua justiça e com clareza. Assim.
    O BdB cedeu o seu espaço para a difusão do acontecido. Certo.
    Preocupada estou é se se unem e me acabam com os melodramas. Vejam lá por favor. Se não for pedir muito continuem entretidos com a pontuação.
    Maria do Carmo

    • Rui on Agosto 3rd, 2009 18:51

      A aniquilação do ponto de exclamação até faz algum sentido, mas divertido divertido seria abolir os pontos finais:

      “Porque é que existem pontos finais, se as certezas que se podem ter são nenhumas? Eu, como amante da língua, da reflexão e do pensamento, insurjo-me contra a utilização dos pontos finais, porque certezas não há nenhumas (provavelmente se tivesse escrito esta frase num computador com corrector ortográfico, seria assinalado um erro de concordância, o que até prova que a certeza mais científica de todas pode estar errada, mas será a frase agramatical?)… Todas as frases deviam acabar com um qualquer sinal de pontuação que não o ponto final, porque não existem pontos finais na vida, até a morte é um grande ponto de interrogação ou de exclamação (e agora qual é que coloco, o “?” ou o “!”… até podiam ser os dois)!? E pior que o ponto final é o ponto final parágrafo, como se um assunto pudesse morrer e ser chutado para canto, quando todas as questões estão em aberto e tudo é recursivo, mesmo a linguagem… será assim?

      Até os dois pontos têm mais ética e são menos cobardes que o ponto final porque: permitem dizer mais qualquer coisa a seguir (é sempre bom ter qualquer coisa mais a dizer) e, deixa ver, hum, não me lembro de mais nada, mas é para isso mesmo que servem as reticências, para deixar a outros a continuidade de uma ideia ou raciocínio, como faziam os artistas na Idade Média…”

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