Desabafo de uma livreira

«Fechei a Loja 107 no final de Setembro deste ano, porque a concorrência não me permitia a realização de um volume de vendas que me permitisse fazer frente ao volume de despesas.
(…) Vejo agora, dois meses depois de ter encerrado a livraria, a realização de uma feira do livro com o apoio da Associação Comercial, da Câmara das Caldas e da Câmara de Óbidos.
E isto depois de assistir a movimentos de pesar pelo fecho da minha Livraria. Que veracidade existirá nessas atitudes?
(…) Que não sirva de desculpa a finalidade da Feira; a realização de fundos para o tratamento do cancro. Ninguém contesta a necessidade de auxílio aos doentes de cancro.
O que contesto é a realização de uma feira de livros em concorrência directa a quem exerce este comércio e logo no período de Natal, com o apoio da Associação Comercial e das Câmaras.
A principal responsabilidade cabe às Editoras/Distribuidoras que participam nestas acções, em concorrência directa com quem exerce o comércio livreiro no seu dia a dia.»

A indignação de Isabel Castanheira pode ser lida na íntegra aqui.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges