Eu não gostei e ele pelos vistos também não

Refiro-me à abertura da nova livraria do grupo Babel. O ele do título do post é o Pedro Vieira, que escreveu (mesmo se com certo delay) um texto sobre o assunto, do qual retiro este sumarento naco de prosa:

«um dia ainda me alcunham de perdigueiro, tal é a minha propensão para farejar as vidas dos outros, sobretudo se forem públicas e acompanhadas de cocktails e acepipes do vitor sobral, pela minha rica saúde, aquele senhor encavalita muito bem enchidos sobre pão arraçado de broa e só cobra duas mãos-cheias de euros por um prego e uma imperial no seu barraco em campo de ourique, uma pechincha mesmo em tempos de baixa cotação junto das agências de rating que terão estado afastadas da nova babel, coitadinhas, caso contrário teriam de dar nota Standard à beautiful people possível e Poor’s à escolha de livros encavalitados em andaimes; gravatas e tábuas rudes em partes iguais, os primeiros dão gabarito a qualquer festa, as segundas poderão ser o pesadelo dos livreiros lá do sítio se algum dia tiverem de movimentar os canhenhos de um lado para o outro, mas talvez não tenham de fazê-lo se a rotação for baixa e a escolha continuar limitada aos editados pelo grupo, agustina e noddy (por enquanto), aristóteles e detective maravilhas, pessoa e buffy, por aí fora.»



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges