Seguir o elefante

Poucos meses após o lançamento de A Viagem do Elefante, o mais recente romance do nosso Nobel, a Fundação José Saramago decidiu responder, in loco, às seguintes perguntas:

«Que Portugal viu o elefante Salomão? Que caminhos percorreu, que rios teve que cruzar, em que águas se banhou, que aldeias o acolheram, que pedras, desde então, nos esperam?»

As respostas começam a ser dadas a partir de hoje, dia 17, numa viagem em grupo, com Saramago como cicerone, pela «rota portuguesa de Salomão»: da cerca de Belém, em Lisboa, até à fronteira com Espanha, em Figueira de Castelo Rodrigo, passando por Constância, Castelo Novo, Fundão, Sortelha, Sabugal e Cidadelhe.
«Será uma viagem por uma paisagem que a mão do homem foi modificando, ainda que as serras e os rios, os campos e o sol sejam os mesmos, e por vilas e aldeias que conservam monumentos que nem o tempo nem tão pouco a mão do homem podem fazer desaparecer. Desses monumentos, naturais ou arquitectónicos, vamos aproximar-nos, para ver se certos recantos de rios, ou campos abertos, ou certas igrejas, ou castelos, ou restos de fortificações conservam memórias dos passos do elefante, esse bicho insólito de que se chegou a discutir se era Deus, embora os reis de Portugal tivessem claro que era apenas uma oferta para fortalecer laços entre monarquias europeias.»
O trajecto desta excursão pode ser acompanhado a par e passo, com textos e fotografias, no blogue A Viagem do Elefante – Rota Portuguesa.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges