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Pedro (que se chama Rui) continua a procurar Inês

Há uns anos, o Rui Faustino, quando ainda era estudante na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova, criou um verdadeiro hype analógico em Lisboa, sem qualquer recurso à parafernália tecnológica que hoje permite fazer coisas giras em três tempos, desde que se tenha, para além da boa ideia, o telemóvel, a máquina fotográfica, a câmara de vídeo e acesso à Internet (YouTube, redes sociais, etc.). Naquele tempo não havia nada disto; ou, se havia, esses meios ainda eram algo de muito incipiente, algo que acontecia lá bem longe, onde os fenómenos globais começam.
A ideia do Rui Faustino, como já devem ter percebido, passava por conquistar uma miúda chamada Inês e ele não se poupou a esforços. Quer em telas de vários metros de altura, montadas junto à estátua de Camões, no Chiado, quer junto ao portão da Avenida de Berna, Faustino foi colocando, sob a capa do anonimato, exaltadíssimas mensagens de amor. A dita Inês, porém, não se comoveu. Desmentindo cruelmente os happy ends de milhares de comédias românticas, «enrolou-se com o guitarrista da sua banda rock», para usar as palavras do poeta desiludido, e aniquilou a performance. Curiosamente, a sedução pelas palavras e pelo gesto, que falhou o alvo a que se destinava, acabaria por arrebatar a sensibilidade de Eduardo Prado Coelho, que dedicou à história uma das suas crónicas no Público (escasso consolo para o amante, podemos dizer, mas consolo ainda assim).
Agora, uns aninhos depois, a Inês é outra mas o Rui (isto é, o Pedro, que entretanto aprendeu o poder da mitologia amorosa nacional) é o mesmo. A demanda vai sendo narrada, com cópia de detalhes e mensagens de apoio, aqui. E nas últimas semanas, vi de facto umas dezenas de cartazes feitos à mão, com cartolina e papel A3, ali para os lados da Graça. Eis alguns exemplos, não fotografados por mim:



Infelizmente, a maior parte já foi rasgada, revelando alguns óbvias marcas de uma destruição feita com ímpeto, com violência, talvez com raiva. E eu pergunto-me: quem andará a apagar os rastos deixados pelo Pedro/Rui? Será o namorado da Inês? Será alguém que não tolera uma fé tão inquebrantável (e provavelmente ingénua) nas forças da paixão? Será a própria Inês?



Comentários

3 Responses to “Pedro (que se chama Rui) continua a procurar Inês”

  1. O Pedro que procura Inês on Março 10th, 2009 14:01

    Muito agradeço as palavras amáveis que me são dirigidas. Apenas faço duas correcções: nem todas as instalações poéticas tiveram um objectivo lírico preciso; não só para “ineses” escrevi…

    • José Mário Silva on Março 10th, 2009 14:38

      OK, ok. Fica feito o esclarecimento.
      Boa sorte na demanda.
      Abraço,
      ZM

      • maria - sintra on Março 30th, 2009 20:57

        A força do amor que sentes por ela fará-te vencer!

        Acabei de ver na TVI a reportagem. Foi o bastante para ficar com mais curiosidade sobre o teu caso!

        De certeza que a Ines virá a saber que a procuras, pela comunicação social ou por pessoas conhecidas.
        Parabens pela persistência e pela iniciativa!
        Muitos homens criticarão mas tomara a muitas mulheres terem uma prova de amor tão grande do homem da sua vida!

        FORÇA E TEM FÉ !!

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        «Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges