Festival Silêncio!

A segunda edição deste festival transdisciplinar que decorrerá em Lisboa, entre 16 e 26 de Junho, «pretende dar a conhecer novas criações artísticas e novas tendências urbanas em torno da palavra dita: dos concertos às leituras encenadas, das conferências aos lançamentos de livros e de audiolivros, do poetry slam ao spoken word e aos espectáculos transversais que cruzam música, vídeo e poesia».
Entre os convidados contam-se vários escritores, como Alberto Manguel e os franceses Mathias Énard, François Vallejo, Philippe Besson e Stéphane Audeguy (saúde-se vivamente a francofilia dos organizadores), além de duas das mais influentes figuras do mundo da spoken word: Saul Williams e Ursula Rucker.
O vasto e interessantíssimo programa pode ser consultado aqui. Pela minha parte, estarei à conversa com François Vallejo, autor do romance O Incêndio do Chiado (a editar em breve pela Quetzal), na sexta-feira, dia 25, a partir das 21h00, no Instituto Franco-Português.



Comentários

3 Responses to “Festival Silêncio!”

  1. Pedro on Junho 3rd, 2010 23:46

    Este festival tem organização/sede própria ou há alguma instituição como base?

  2. José Mário Silva on Junho 4th, 2010 11:17

    Pedro,

    O Festival tem uma organização própria, mas os principais promotores são a editora 101 Noites e o Musicbox, em parceria com instituições como o Instituto Franco-Português, o Goethe Institut ou o Teatro Maria Matos.

  3. Pedro on Junho 4th, 2010 14:07

    Grato, José Mário Silva.

    Já estou a preparar a minha agenda para comparecer ao máximo de eventos possíveis.

    No entanto, ressalvo uma ideia: ainda que a maior resistência seja relativa à leitura de romances, uma iniciativa como o FS constitui uma óptima forma de aproximar os estudantes à literatura, mais ainda, à poesia.

    A cultura urbana, a mistura de música com poesia, do hip-hop/mc (como no caso do ghostpoet) à poesia cria uma identificação que é impossível criar com a imposição de leituras e método leitura-resposta da sala de aulas.

    Por isso, professores desta vida, unam-se e venham assistir ao FS.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges