A arte das primeiras frases

«Na bela e nunca por demais celebrada cidade de Lisboa, urbe das urbes, afamado remanso de brandura, nimbado de zimbórios e palmeiras, a moda das tartarugas exóticas começou um dia a fatigar.»

Frase inicial do novo romance de Mário de Carvalho, A Arte de Morrer Longe (Caminho), que chega às livrarias exactamente daqui a uma semana.



Comentários

5 Responses to “A arte das primeiras frases”

  1. não interessa on Abril 14th, 2010 8:28

    meu deus: arte em vão.

  2. Venâncio on Abril 15th, 2010 1:12

    Mário de Carvalho é simplesmente o maior artista vivo do nosso português. Talvez por isso seja tão avaro na escrita, sobretudo desde que deixou as soberbas crónicas no Público, há bem dez anos.

  3. José Catarino on Abril 15th, 2010 13:49

    Abertura de aprendiz, que destoa num Mestre como o é Mário de Carvalho. Espero que o romance desminta este juízo prévio. (O grande Homero…)

  4. José Mário Silva on Abril 15th, 2010 14:21

    José Catarino,

    A abertura é escrita em tom irónico. Como todo o romance, aliás.

  5. José Catarino on Abril 15th, 2010 15:13

    Eu percebi que era irónica. Mesmo assim… aguardo a publicação do romance, esperançoso de que me não desiluda. Seria a primeira vez que Mário de Carvalho o faria.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges