10 anos de Fnac
Faz hoje dez anos que a Fnac abriu portas em Portugal. A história de sucesso, já a conhecia bem. É um case study que prova como os estudos de mercado podem ser falíveis (em 1998 não havia, dizia-se, massa crítica para garantir a viabilidade destas lojas; depois, foi o que se viu). O que mais me impressiona, porém, é um número: 27 milhões. Segundo os números fornecidos pelo DN, foram mais de 27 milhões os livros vendidos no nosso país pela Fnac, numa década. Eu, ciente de que contribui amiúde para a estatística (sobretudo no eixo Chiado-Colombo), não deixo de me espantar com a magnitude das vendas. Vinte e sete milhões?! Não haverá por aí um zero a mais?
Comentários
8 Responses to “10 anos de Fnac”
- Lançamento da revista ‘Ítaca’ em 20 de Março de 2010
- Delibes, à distância em 20 de Março de 2010
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 19 de Março de 2010
- Dois poemas de Tatiana Faia em 19 de Março de 2010
- Uma amendoeira desfocada em 19 de Março de 2010
- Lançamento de ‘Três Vidas ao Espelho’ em 19 de Março de 2010
- Ouro fosco, cereja amarga em 18 de Março de 2010
- Um milhão de page views em 18 de Março de 2010
- Gilles Lipovetsky em Lisboa em 18 de Março de 2010
- O que aí vem (ASA) em 18 de Março de 2010


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Fnac ou Offnac? É que é rara a vez que não me dirijo a esse hipermercado de lombadas (entre outras adas…) e não me respondem, muito simpaticamente, que “não temos, mas podemos mandar vir”… Off… Offnac, e nunca um deleitado, Oh, fnac
Não me surpreende Zé Mário. Basta pensar quais os “livros” que mais se vendem para lá do MST e do Rodrigues dos Santos: Sudokus e Segredos. Basta que vão vendendo uns sudokus a meia dúzia de patacos e lá tens os milhões de livros. Além disso sempre se vai vendendo muito livro que vai para a estante e de lá nunca mais sai…
PS – um dia destes envio-te mais umas fotos da livraria de Maastricht. Só tenho que as passar para o computador e isso leva o seu tempo.
Aqui no Brasil a Fnac também é um sucesso, mas não se compara com a maravilhosa Selexyz Dominicanen, localizada na cidade medieval de Maastricht na Holanda.
O português médio comprou na Fnac 3 livros nestes 10 anos? De 3 em 3 anos foi à Fnac comprar um livro, mesmo contando com os Sudokus? Sinceramente não me parece muito.
Não sou literata, mas … os livros técnicos não estarão incluídos nessa contabilidade?
Eu sou, sobretudo, consumidora de livros técnicos….e julgo que a “grande literatura” passará por aí…
Bem! …agora descobri esta janela, com sol à discrição…onde vou desfrutando de algum saber, e dizer, literato….
….Espreguiço-me nesta leitura……ronron
«… pensei, larga a técnica de uma vez por todas. Torna-te escritor, engraxador, criado, qualquer dessas coisas americanas, e afirma-te literariamente», anotara Robert Musil logo em 1905, num dos seus cadernos dos «Diários». Não lhe peço tanto Gata Farrusca, mas uma janela ao sol pedirá, às vezes, um pouco mais de literatura. O que até ajudará a melhorar a técnica.
Vê João, porque ando por aqui… ?!
Aquece-me esse sol que de si irradia.
Técnica.. é uma palavra. Apenas isso. Cheia de literatura, de poesia, de vida.
E Sim! Vou melhorar a técnica, como sugere.
Gata Farrusca, eu também não sou literata, nem crítica, livreira, nem viajeira (com as viagens também se vai lá) ou qualquer outra ‘eira’. Andamos por aqui, entre os que o são. Ainda bem que existe. Julguei-me só.