19,30

Desta vez foram os 200 metros. Usain Bolt não bateu no peito, não reduziu a passada nem gozou com os adversários (para humilhação, basta os mais de cinco metros/meio segundo de avanço). Olimpicamente, o jamaicano foi sempre em rotação máxima até à meta. E no fim voltou a conseguir o impossível: bater o record de Michael Johnson (19,32 s), obtido em Atlanta há 12 anos e por muita gente considerado definitivo.
A proeza é tão extraordinária que isto já não vai lá com um poema. No mínimo, para lhe fazer justiça, impõe-se um romance russo de 1500 páginas, escrito a meias pelo Dostoievski e pelo Turguenev.
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