A aposta brasileira da LeYa

Após algumas tentativas de aquisição de editoras brasileiras, que falharam todas (mesmo quando estiveram pertinho de se concretizarem, como no caso da Nova Fronteira), a LeYa decidiu lançar-se com a sua própria chancela no gigantesco mercado editorial do Brasil. A aposta é forte e aponta para a publicação de uma centena de títulos por ano.
Eis, na íntegra, o comunicado que anuncia a nova estratégia:

«A LeYa vai iniciar uma nova fase estratégica na construção do grupo editorial de referência em língua portuguesa. A partir de Setembro, a LeYa passará a editar directamente no mercado brasileiro.
Para isso, constituiu uma equipa de vinte prestigiados profissionais no meio editorial com o objectivo de desenvolver um plano editorial com mais de 100 livros por ano. A nova editora publicará sobre a chancela LeYa e iniciará a sua actividade com o livro O Rastro do Jaguar, de Murilo Carvalho, vencedor da primeira edição do Prémio LeYa. A direcção editorial será assegurada por Pascoal Soto, que desempenhava as mesmas funções na operação do Grupo Planeta no Brasil.
Com esta iniciativa, a LeYa espera estar a dar o primeiro e decisivo passo em direcção à realização de mais um dos seus objectivos estratégicos. A LeYa pretende ser um player relevante no mercado brasileiro e, por isso, continua a analisar o mercado latino-americano no sentido de reforçar a sua presença através da aquisição de editoras locais.
A partir de agora, a LeYa está em condições de cumprir mais um dos seus compromissos iniciais, que era o de assegurar a publicação dos seus autores em todo o mercado de língua portuguesa, um objectivo importante não apenas para a empresa e autores, mas também para o reforço da cultura portuguesa no mundo.»



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges