A arte de só começar coisas que se podem terminar

Como qualquer octogenário, Noah Gordon (n. 1926) tem medo da morte. Ou melhor, tem medo de ser surpreendido, de um momento para o outro, pela senhora da gadanha. Por isso, em declarações à Vanity Fair alemã (reproduzidas pelo El Mundo), anunciou que nunca mais escreverá ficções longas. “À medida que os anos passam, tenho cada vez mais ideias, mas os meus romances têm sempre entre 500 e 700 páginas e seria uma maçada se eu morresse por volta da página 250.”
A partir de agora, Gordon dedicar-se-á apenas à escrita de contos e poemas, o que é certamente mais sensato mas não o livra, ainda assim, de ir desta para melhor como os restantes mortais.

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges