A biblioteca de Siza em Viana do Castelo

Sobre o edifício diz Ana Vaz Milheiro, no Público:

«A biblioteca recorre a um “esquema” clássico: um edifício perfurado por um pátio que aqui se eleva criando um vazio no plano da rua. As salas de leitura “suspensas” posicionam-se assim sobre a paisagem urbana e ribeirinha. Os serviços de apoio e áreas administrativas mantêm-se junto ao solo num volume de sentido longitudinal. Siza dá sequência a obras de forte significação urbana que têm assinalado os seus últimos dez anos de actividade, e que podem ser seguidas a partir do Pavilhão de Portugal. São edifícios de escala mais monumental que a sua obra anterior e que, situando-se à margem da cidade histórica, contribuem para “refundar” urbanamente os seus lugares de implantação.»

Foi inaugurada ontem à tarde por José Sócrates, depois de o primeiro-ministro ter corrido uma minimaratona que assinalou os 160 anos da elevação a cidade de Viana do Castelo.

Adenda – Eis a reportagem da RTP sobre o acontecimento:

Numa peça com 1’44” de duração, a jornalista dedicou um minuto à prova de atletismo e apenas 15 segundos à Biblioteca (de que só se vê um plano, de fugida), gastando o resto com o discurso redondo de Sócrates (sobre a importância das cidades serem “bonitas”…) e a recusa do PM em falar sobre outros assuntos (ameaça terrorista e fecho das urgências hospitalares). É o jornalismo televisivo no seu pior.



Comentários

One Response to “A biblioteca de Siza em Viana do Castelo”

  1. Bruno Duarte Eiras on Janeiro 22nd, 2008 0:33

    Afinal qual é a importância de uma nova biblioteca construída de raiz numa cidade comparado com ver o Primeiro Ministro a correr…
    A jornalista falou sobre o projecto de arquitectura mas esqueceu-se de o mostrar convenientemente. Enfim, já estamos habituados a estas opções jornalísticas.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges