A Feira, versão bunker

Nos comentários ao post anterior, o Rui Almeida chamou a atenção para uma proposta ainda mais ousada do que a do Jaime Bulhosa. A coisa é assim a modos que um tratado de Tordesilhas arraçado de Auschwitz, mas talvez seja a única forma de resolver definitivamente o problema da Feira do Livro de Lisboa.
Falta dizer que a casca deste ovo de Colombo foi partida (na extremidade do dito, como convém) pelo inimitável e mui irónico Luís Graça, numa das caixas de comentários do blogue da Ler. Ora apreciem:

Eu acho que o Parque podia ter sido dividido em dois (para já, nas edições seguintes podia mesmo ser dividido em mais parcelas).
Punha-se arame farpado a meio, para evitar que os leitores pudessem comprar livros às editoras da APEL e da UEP.
Criava-se um posto veterinário para tratar dos cães que ficassem presos no arame farpado.
Montava-se um ninho de metralhadoras na zona do restaurante “Eleven”, para abater os vendedores de farturas que as tentassem vender através do arame farpado.
As sessões de autógrafos de editoras mais “underground” decorreriam no parque de estacionamento.
Há tanta coisa que se pode fazer. Para quê tentar conciliar as partes? Mais vale assumir abertamente o conflito. Se o livro não servir para animar a vida das pessoas, afinal para que serve? Para ler?

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges