A internacionalização de JLP
Já publicado em 12 línguas, José Luís Peixoto continua a ver os seus livros editados lá fora a um ritmo vertiginoso. Agora, é a vez de Israel, Grécia, Polónia e Japão. Mas o passo determinante de 2008 acontecerá em Agosto, quando o romance Nenhum Olhar aparecer no mercado americano, com chancela da Nan A. Talese/Doubleday (do grupo Random House) e o título The Implacable Order of Things. A capa será assim:

Entretanto, a edição inglesa do romance, com outro título (Blank Gaze, Bloomsbury), tem recebido boas críticas na imprensa britânica e foi incluída na lista dos melhores livros de ficção de 2007 publicada pelo jornal Financial Times.
Comentários
4 Responses to “A internacionalização de JLP”
Got something to say?
- Cinco bilhetes-postais de Fernando Bonassi em 8 de Setembro de 2008
- Lost books resurrected em 7 de Setembro de 2008
- Teorema vai editar romance inédito de Nabokov em 6 de Setembro de 2008
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 5 de Setembro de 2008
- ‘Ler’ n.º 72 (Setembro) em 5 de Setembro de 2008
- Contra a avalanche de glamour em 4 de Setembro de 2008
- Uma ida a Huelva (caramelos) em 4 de Setembro de 2008
- O regresso da dupla Fernandes/Henriques em 4 de Setembro de 2008
- Anunciados os dez finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura em 3 de Setembro de 2008
- Ostras e amêijoas em 3 de Setembro de 2008


Receba por e-mail
del.icio.us
DoMelhor
EuCurti
feed RSS
email diário



Para quem conhece a obra, em termos de fotografia da capa, a opção é bastante correcta: O alentejo seco e dolente; o mundo virado do avesso, opção reforçada pelo novo baptismo da obra (”Nenhum olhar” para “A ordem implacável das coisas”); o céu por cima que afinal, se calhar, está em baixo.
Contudo, a verdade é que 99% dos leitores não conhecem a obra e por isso, o que resulta é um capa bastante confusa. A capa não tem quaisquer hierarquias de leitura: não se define bem o nome do autor, o nome do livro. A fonte é confusa e obriga a 2 e 3 tentativas para captarmos o nome do livro e do autor. Mais, o que é uma e outra coisa.
A referência ao Prémio Saramago: ninguém sabe de que prémio se trata. “OK, mas sabem quem é o Saramago”. Sem dúvida. Mas isso era se conseguissemos ler com facilidade o nome de Saramago…
Espero que a obra do JLP no EUA venha a gozar da mesma “sorte” das Benevolentes em Portugal. Com uma capa que deixa muito a desejar, sem grandes motivações, foi um sucesso de vendas.
O livro, e o José Luis Peixoto, mereciam mais. Muito mais.
Ia comentar para dizer precisamente o mesmo a respeito da capa. A tipografia é extremamente infeliz.
concordo com os dois de cima. e acrescento que ainda n encontrei uma capa do jlp que gostasse. o conteúdo é excelente, mas as capas deixam muito a desejar. merecida internacionalização. gosto deste blog, linkei:D
bom fim de semana*
Coincidência estética a que faz com que esta capa do JLP me lembre da da “Clave do Mundo”, do Hugo Milhanas Machado:
http://bp1.blogger.com/_aD5PLhlKFXE/RzL7FWrg89I/AAAAAAAAAQ8/nX-6KgWgR7E/s1600-h/capa+clave.jpg
Bom fim-de-semana!
P.S.: Obrigada pelo texto acerca da Trama, gostei muito.