A longlist do Man Booker Prize 2010

Foram anunciados, ontem, os treze livros escolhidos para a longlist do Man Booker Prize deste ano:

Parrot and Olivier in America, de Peter Carey (Faber and Faber)
Room, de Emma Donoghue (Pan MacMillan – Picador)
The Betrayal, de Helen Dunmore (Penguin – Fig Tree)
In a Strange Room, de Damon Galgut (Grove Atlantic – Atlantic Books)
The Finkler Question, de Howard Jacobson (Bloomsbury)
The Long Song, de Andrea Levy (Headline Publishing Group – Headline Review)
C, de Tom McCarthy (Random House – Jonathan Cape)
The Thousand Autumns of Jacob de Zoet, de David Mitchell (Hodder & Stoughton – Sceptre)
February, de Lisa Moore (Random House – Chatto & Windus)
Skippy Dies, de Paul Murray (Penguin – Hamish Hamilton)
Trespass, de Rose Tremain (Random House – Chatto & Windus)
The Slap, de Christos Tsiolkas (Grove Atlantic – Tuskar Rock)
The Stars in the Bright Sky, de Alan Warner (Random House – Jonathan Cape)

Nas palavras de Andrew Motion, presidente do júri:

«Here are thirteen exceptional novels – books we have chosen for their intrinsic quality, without reference to the past work of their authors. Wide-ranging in their geography and their concern, they tell powerful stories which make the familiar strange and cover an enormous range of history and feeling. We feel confident that they will provoke and entertain.»

O único destes livros ja traduzido para português é o romance de Carey, Parrot e Olivier na América (Gradiva), lançado esta semana e que estou neste momento a ler, no remanso das férias, com um gozo que se vai dilatando à medida que a narrativa avança.



Comentários

One Response to “A longlist do Man Booker Prize 2010”

  1. MiC on Agosto 1st, 2010 12:12

    Por acaso o do Carey é dos que mais dispensava a tradução… é tão sem sal… e a Europa podia arranjar um prémio de literatura que unificasse os grandes escritores, ou obras do momento. Este booker têm sempre aquele gosto mentiroso de universalidade, mas que, no fundo, só é aberto a escritores da Commonwealth. Está-se, por isso, a continuar a promoção de um novo mundo cultural segmentario, cujas mensagens culturais predominantes são quase estritamente por eles ditadas, “esquecendo-se”, e por isso, enfraquecendo ou usurpando o valor dos grandes escritores do países de leste, nórdicos, franceses, espanhóis e portugueses, que muitos deles têm bastante mais substância que estes… e que nos anos 60 70 ainda saboreavam alguma importância. E hoje lá percorremos as livrarias, e ou recuamos quatro décadas, e encontramos livros europeus em quantidade e qualidade, ou então, resignamo-nos à pontualidade destes na actualidade, e permanecemos cercados de livros da commonwealth…

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges