Maldições da caligrafia (aviso para os poetas que gostam de garatujar ideias em moleskines)
Nos seus cadernos de apontamentos, Robert Frost escrevia de uma forma tão enredada e difícil de decifrar que as transcrições feitas por Robert Faggen (reunidas em The Notebooks of Robert Frost, um volume com mais de 800 páginas, editado pela Harvard University Press) estão sob ataque cerrado por parte de dois críticos que apontam centenas, se não milhares, de palavras deturpadas.
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creio que já não haverá muitos a escrever em moleskines, agora escreve-se mais, talvez, naqueles cadernos de capa preta que custam 50 cêntimos, ou em folhas soltas que se apanham por aí. Isto, principalmente para os poetas. Os moleskines são, creio, para burgueses que gastem 10 euros num bloco de apontamentos (vazio).
Quanto à caligrafia: é uma questão de trabalho,ponha-se os farmaceuticos a decifrar a rabiscada dos poetas, normalmente, não se enganam nas receitas dos médicos…
Pedro Afonso