A raça da corrida

Há uns dias, a Maria do Rosário Pedreira referia-se no seu blogue às traições dos tradutores, dando exemplos de erros básicos, cometidos tanto por maus como por bons profissionais. Nem de propósito, saltou-me aos olhos precisamente um desses erros no livro que estava a ler naquele momento. Aparece a páginas 57 do romance Beatriz e Virgílio, de Yann Martel (Presença, tradução de Fátima Andrade):

«Fornecemos lebres mecânicas para raças de galgos»

Evidentemente, onde está «raças de galgos» devia estar «corridas de galgos» («greyhound races»).



Comentários

2 Responses to “A raça da corrida”

  1. Maninha on Julho 16th, 2010 20:46

    Distracção tramada :)

  2. isabel ribeiro on Julho 17th, 2010 16:47

    Que galgada essa! Isto não é só desconhecimento da língua, mas da cultura de um povo. Já pus livros de lado por não aguentar as más traduções. O último foi “Diários de Bicicleta”, de David Byrne. Emprestei-o a um amigo, que o conseguiu ler e aproveitando o balanço do incentivo dado, vou tentar retomá-lo. Só um aviso. Prevejo que num futuro muito breve, a qualidade das traduções traga outras surpresas.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges