A recessão irlandesa
Economicamente as coisas estão negras na ilha verde de Joyce e Yeats, como explica, neste texto escrito na primeira pessoa, a romancista Anne Enright, vencedora do Booker Prize em 2007, com The Gathering (Corpo Presente, Gradiva).
Um excerto:
«One of the strangest feelings, living through a housing boom, is that you are rich or poor not because of the money you earn, but the year you started earning it. It is not a question of effort, but of luck. This was part of the impotence and panic that drove Irish people to buy overvalued houses towards the end of the boom; it was the feeling that we were running up a down escalator and had to grab hold of whatever we could, to stop being swept away. There is very little pleasure in buying a house. Perhaps this fact is not mentioned often enough. For a while, house auctions were a kind of blood sport in South Dublin. There were women who spent their lives going to them, to get high on the smell of money and other people’s pain. It was like living in a casino: the insanity of the sums involved; that blank, ecstatic misery on the faces of the people who won.
Telling the truth was, in the circumstances, not just boring, it was also unlucky, hexed, taboo. It might even be unclean. Careless talk costs jobs. If the bubble burst it would be your fault for calling it a bubble, because, at the end of the day, it’s not an economy, it’s a mood.»
Comentários
7 Responses to “A recessão irlandesa”
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Seve disse…
Oh amigos basta ir ao Google e traduzir…..mas é mais fino pôr na língua original, faz-me lembrar o António Pedro Vasconcelos que não lê traduções (diz ele…….)
Caro A Seve,
Já alguma vez leu uma tradução do Google? São quase sempre de fugir. Mas se as acha boas, tenho duas palavras para si: copy/paste.
Caro Mário Silva
Mas para quem não domina o Inglês é melhor que nada, não concorda? E o seu bloggue é lido não só por intelectuais de primeira como pelos de segunda, que será, neste caso, o meu……
Caro José Mário Silva
Estarei perante o autor de “Conversas com José Saramago”/ “Conversas com António lobo Antunes”?
Caro A Seve,
Para mim não há intelectuais de primeira e de segunda. Abomino esse tipo de classificações.
Quanto ao inglês e francês que vai aparecendo no blogue, percebo o seu ponto de vista, mas seria impraticável traduzir todos esses excertos. Quem os não conseguir ler, pode sempre recorrer à tradução do Google, como sugeriu.
Finalmente, não sou o autor das conversas com Saramago e Lobo Antunes. Está a confundir-me com o João Céu e Silva, meu antigo companheiro de redacção no ‘Diário de Notícias’.
Caro José Mário Silva
Claro que o meu amigo percebeu que intelectuais de primeira/segunda foi apenas uma ironia; até o termo intelectuais, do modo que o coloquei eu abomino!
A propósito já leu OS INTELECTUAIS de Paul Johnson? vale a pena.
Seve disse…
Efectivamente confundi-o com o João Céu e Silva (belos livros os que nomeei, os das conversas com….)