A revolta dos pequenos
Que o aparecimento de grandes grupos, como a LeYa, veio reduzir o peso negocial dos pequenos editores, sobretudo na definição da percentagem (cada vez maior) do preço de cada livro que fica para os livreiros e para os distribuidores, já se sabia. Nalguns casos, sobra para os editores apenas 15 ou 20% do preço de capa. Para contrariar esta tendência, há agora movimentações no sentido de criar uma «frente editorial», que permita a várias editoras negociar em bloco. A iniciativa partiu da Nova Vega, da Afrontamento e da Campo das Letras. Veremos quem mais se junta à iniciativa e que resultados efectivos é que ela conseguirá.
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Pois. Primeiro deixa-se concentrar e depois quer-se desconcentrar. Vai ser difícil, mas a luta há-de valer a pena. Assírio Bacelar e outros vão conseguir, no mínimo, sobreviver.