“A tristeza é o meu território”

Diz Mia Couto a Isabel Lucas, no DN de hoje. E depois explica melhor:

«Só produzo em estado de tristeza, mesmo que esteja a produzir ironia. Os da minha casa entendem bem isso e protegem-me nessa tristeza como se fosse um estado de graça. “Deixa-o lá estar triste mais um bocadinho.” É como se fosse um sono; como se ali houvesse uma porta para sonhar e chegar a uma espécie de intimidade com coisas a que não se chega de outra maneira.»



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges