A voz de Virginia Woolf

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Segundo o Carlos Vaz Marques, este é o único registo sonoro da voz de Virginia Woolf que sobreviveu até aos nossos dias. E sim, é um tesouro.



Comentários

22 Responses to “A voz de Virginia Woolf”

  1. ente lectual on Outubro 24th, 2008 21:24

    fantástico. um dos maiores méritos da internet, este de permitir colocar todos arquivos das rádios e televisões online; no youtube é já possível encontrar vários vídeos preciosos (bernard shaw a discursar, pound a ler um dos seus cantos, huxley a ser entrevistado, nabokov a discutir o seu lolita num programa televisivo, etc), e para um ente lectual não há muitos prazeres maiores do que este. Obrigado 😉

  2. L.C. on Outubro 25th, 2008 12:55

    Bibliotecário de Babel, isso já é alguma coisa!

    Ouvir ou não ouvir a voz de Virginia Wolf, eis é a questã!.
    Mas será assim tão importante ouvir a voz de uma morta,
    não será preferível ler-se os seus livros, que esses sim,
    estão vivos?

    A verdade que os homens gostam muito de museus.

    Evoé

  3. lili on Outubro 25th, 2008 15:43

    Mas, Lc, the words don’t live in the dictionary they live in the mind.

  4. L.C. on Outubro 25th, 2008 17:37

    No entanto há que distinguir entre dicionários e literatura.

    L.C.

  5. lili on Outubro 25th, 2008 20:48

    Sim, embora aqui dicionários possa ter uma interpretação abrangente.
    E distinguir literatura oral da literatura escrita. Como também disse Virginia Woolf, ”A palavra escrita não reconhece a voz humana”. É muito bom que tenham ficado estes registos orais.

  6. Notas sobre livros e outras coisas legais de 20.10.2008 a 25.10.2008 | Livros e afins on Outubro 25th, 2008 21:01

    […] A voz de Virginia Woolf – O único registro sonoro da autora […]

  7. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 21:32

    Sem dúvida, as palavras vivem na boca e não nos dicionários.
    Anda por aí muita gente enganada. Pouca coisa são os humanos quando os miramos… afinal estão carregados de palavras vivas …

  8. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 21:33

    Sem dúvida, as palavras vivem na boca e não nos dicionários.
    Anda por aí muita gente enganada. Pouca coisa são os humanos quando os miramos… afinal estão carregados de palavras vivas …

  9. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 21:34

    esqueci-me das aspas em ” as palavras vivem na boca e não nos dicionários”.
    Masquem ouviu compreende o lapso e da pressa.

  10. lili on Outubro 25th, 2008 21:41

    Pareceu-me ter ouvido as palavras vivem na boca […] e na mente.

  11. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 21:47

    A propósito: aqui vai um poema de um poeta muito desleixado pela crítica portuguesa de poesia:
    “Não sei porquê mas desejaria que o homem, em vez desses enormes monumentos que apenas testemunham a desproporção grotesca da sua imaginação e do seu corpo ( ou então dos seus ignóbeis costumes sociais, corporativos), em vez mesmo de essas estátuas à escala ou ligeiramente maiores ( penso no David de Miguel Ângelo) que não são senão simples representações de si, esculpisse umas espécies de nichos, de conchas do seu tamanho, de coisas muito diferentes da sua forma de molusco mas contudo a ela proporcionadas ( … )que o homem pusesse o seu cuidado em criar para as gerações uma morada não muito mais corpulenta que o seu corpo, que todas as suas imaginações e razões aí estivessem compreendidas, que ele usasse o seu génio para o ajustamento e não para a desproporção, – ou, pelo menos que o génio reconhecesse em si os limites do corpo que o suporta.
    (…)
    admiro sobretudo certos escritores ou músicos contidos (…) os escritores acima de todos os outros porque o seu monumento é feito da verdadeira secreção comum do molusco homem, da coisa mais proporcionada ao seu corpo, e entretanto a mais proporcionada e condicionada ao seu corpo, e entretanto a mais diferente que se possa conceber da sua forma: quero dizer a Palavra.
    PONGE, Francis, Alguns Poemas, O Partido Tomado Pelas Coisas, “Notas Para uma Concha”, Edições Cotovia, trad. Manuel Gusmão – Lisboa, 1996,pp.45-47.

  12. lili on Outubro 25th, 2008 21:50

    Ah, esse poeta havia de gostar da arquitectura portuguesa, tão construída à dimensão humana.

  13. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 21:52

    Não somos os piores …
    os inglêses ( e por aí…) ficaram nas casinhas de madeira da história dos 3 porquinhos 😉

  14. lili on Outubro 25th, 2008 21:56

    Não estou a dizer que esta arquitectura é má, como poderia alguma vez não gostar do Gótico Manuelino?! Má é, por exemplo a do ”Eng”. Sócrates. Aquelas casa elaboradas por ele, nem um matacão da construção civil fazia pior!

    Os ingleses também têm os seus monumentos imponentes. lembremo-nos do Big Ben. Bolas, tinha escrito big bang:|

  15. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 22:00

    Eu estava a pensa só no vivermos dentro de uma coisa que nos abriga …
    Estocolmo p. ex. parece arquitectura de conto de fadas … mas depois as casas, (para um tuga), têm aquele ar: se o vento soprar mais forte vão pelos ares …

  16. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 22:03

    ora, o socras só assinou por baixo … como é clássico …
    Estava a lembrar-me das casas Açoreanas .. lindas … mesmo as pequeninas

  17. lili on Outubro 25th, 2008 22:16

    Os tugas a pouco e pouco foram tornando Portugal quase uma Brandoa da Europa.

  18. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 22:20

    Vivo no campo num tera muito bonita … não sinto a asfixia do betão.
    Mas o UK com as casinhas de papel é seguramente mais deprimente …
    amadoras e brandoas tb deprimem … mas temos palavras portuguesas à volta … 😉

  19. lili on Outubro 25th, 2008 22:25

    Não vivo no campo mas quase, Vivo num sítio que embora tenha nome de cidade é uma vila muito pacífica.

  20. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 22:28

    Não consigo adivinhar o nome da tua Vila-cidade …

  21. lili on Outubro 25th, 2008 22:30

    Ah, nem eu quero que o adivinhes. lol

  22. Mapas De Espelho on Outubro 25th, 2008 22:31

    Vale. 😉

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges