A voz de Virginia Woolf
|
Segundo o Carlos Vaz Marques, este é o único registo sonoro da voz de Virginia Woolf que sobreviveu até aos nossos dias. E sim, é um tesouro.
Comentários
22 Responses to “A voz de Virginia Woolf”
Got something to say?
Leia os últimos textos publicados
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 3 de Julho de 2009
- ‘O Rancor’, de Hélia Correia, em Sesimbra em 3 de Julho de 2009
- Holden Caulfield a salvo da velhice em 3 de Julho de 2009
- Prémio Strega 2009 para Tiziano Scarpa em 3 de Julho de 2009
- Três poemas de Nuno Rocha Morais em 3 de Julho de 2009
- Revista ‘Ler’, n.º 82 em 3 de Julho de 2009
- Entre Bambi e zombi em 3 de Julho de 2009
- Fazer mais com menos em 2 de Julho de 2009
- Esboço biográfico (em menos de dez palavras) em 2 de Julho de 2009
- Um miradouro para Sophia em 2 de Julho de 2009


Receba por e-mail
Facebook
Twitter
Delicious
DoMelhor
feed RSS
email diário





fantástico. um dos maiores méritos da internet, este de permitir colocar todos arquivos das rádios e televisões online; no youtube é já possível encontrar vários vídeos preciosos (bernard shaw a discursar, pound a ler um dos seus cantos, huxley a ser entrevistado, nabokov a discutir o seu lolita num programa televisivo, etc), e para um ente lectual não há muitos prazeres maiores do que este. Obrigado
Bibliotecário de Babel, isso já é alguma coisa!
Ouvir ou não ouvir a voz de Virginia Wolf, eis é a questã!.
Mas será assim tão importante ouvir a voz de uma morta,
não será preferível ler-se os seus livros, que esses sim,
estão vivos?
A verdade que os homens gostam muito de museus.
Evoé
Mas, Lc, the words don’t live in the dictionary they live in the mind.
No entanto há que distinguir entre dicionários e literatura.
L.C.
Sim, embora aqui dicionários possa ter uma interpretação abrangente.
E distinguir literatura oral da literatura escrita. Como também disse Virginia Woolf, ”A palavra escrita não reconhece a voz humana”. É muito bom que tenham ficado estes registos orais.
[...] A voz de Virginia Woolf - O único registro sonoro da autora [...]
Sem dúvida, as palavras vivem na boca e não nos dicionários.
Anda por aí muita gente enganada. Pouca coisa são os humanos quando os miramos… afinal estão carregados de palavras vivas …
Sem dúvida, as palavras vivem na boca e não nos dicionários.
Anda por aí muita gente enganada. Pouca coisa são os humanos quando os miramos… afinal estão carregados de palavras vivas …
esqueci-me das aspas em ” as palavras vivem na boca e não nos dicionários”.
Masquem ouviu compreende o lapso e da pressa.
Pareceu-me ter ouvido as palavras vivem na boca [...] e na mente.
A propósito: aqui vai um poema de um poeta muito desleixado pela crítica portuguesa de poesia:
“Não sei porquê mas desejaria que o homem, em vez desses enormes monumentos que apenas testemunham a desproporção grotesca da sua imaginação e do seu corpo ( ou então dos seus ignóbeis costumes sociais, corporativos), em vez mesmo de essas estátuas à escala ou ligeiramente maiores ( penso no David de Miguel Ângelo) que não são senão simples representações de si, esculpisse umas espécies de nichos, de conchas do seu tamanho, de coisas muito diferentes da sua forma de molusco mas contudo a ela proporcionadas ( … )que o homem pusesse o seu cuidado em criar para as gerações uma morada não muito mais corpulenta que o seu corpo, que todas as suas imaginações e razões aí estivessem compreendidas, que ele usasse o seu génio para o ajustamento e não para a desproporção, - ou, pelo menos que o génio reconhecesse em si os limites do corpo que o suporta.
(…)
admiro sobretudo certos escritores ou músicos contidos (…) os escritores acima de todos os outros porque o seu monumento é feito da verdadeira secreção comum do molusco homem, da coisa mais proporcionada ao seu corpo, e entretanto a mais proporcionada e condicionada ao seu corpo, e entretanto a mais diferente que se possa conceber da sua forma: quero dizer a Palavra.
PONGE, Francis, Alguns Poemas, O Partido Tomado Pelas Coisas, “Notas Para uma Concha”, Edições Cotovia, trad. Manuel Gusmão - Lisboa, 1996,pp.45-47.
Ah, esse poeta havia de gostar da arquitectura portuguesa, tão construída à dimensão humana.
Não somos os piores …
os inglêses ( e por aí…) ficaram nas casinhas de madeira da história dos 3 porquinhos
Não estou a dizer que esta arquitectura é má, como poderia alguma vez não gostar do Gótico Manuelino?! Má é, por exemplo a do ”Eng”. Sócrates. Aquelas casa elaboradas por ele, nem um matacão da construção civil fazia pior!
Os ingleses também têm os seus monumentos imponentes. lembremo-nos do Big Ben. Bolas, tinha escrito big bang:|
Eu estava a pensa só no vivermos dentro de uma coisa que nos abriga …
Estocolmo p. ex. parece arquitectura de conto de fadas … mas depois as casas, (para um tuga), têm aquele ar: se o vento soprar mais forte vão pelos ares …
ora, o socras só assinou por baixo … como é clássico …
Estava a lembrar-me das casas Açoreanas .. lindas … mesmo as pequeninas
Os tugas a pouco e pouco foram tornando Portugal quase uma Brandoa da Europa.
Vivo no campo num tera muito bonita … não sinto a asfixia do betão.
Mas o UK com as casinhas de papel é seguramente mais deprimente …
amadoras e brandoas tb deprimem … mas temos palavras portuguesas à volta …
Não vivo no campo mas quase, Vivo num sítio que embora tenha nome de cidade é uma vila muito pacífica.
Não consigo adivinhar o nome da tua Vila-cidade …
Ah, nem eu quero que o adivinhes. lol
Vale.