Acácio Barradas (1936-2008)

Conheci o Acácio no Diário de Notícias, no final dos anos 90, quando em fim de carreira assegurava, com um zelo e um rigor que já não se usam, o sempre ingrato trabalho de Agenda/Planeamento. Era um jornalista da velha guarda, no melhor sentido da expressão. Alguém que era capaz de ficar à conversa com os novatos, partilhando experiências e memórias, épicas descrições de fechos que eram só o início de noitadas boémias, queixas contra a mediocridade reinante e o abismo à beira do qual andávamos (e ainda andamos).
Como escreveu Ana Marques Gastão no obituário publicado hoje pelo DN (sem link na edição online), o Acácio era um «exímio organizador, obsessivo, perfeccionista», capaz de «gritos de fúria perante a incompetência e a negligência». Era, sobretudo, um homem íntegro. Um homem raro. Um homem desses que nos fazem cada vez mais falta.
Adeus, camarada.
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2 Responses to “Acácio Barradas (1936-2008)”
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- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 2 de Dezembro de 2016
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A descrição é mesmo essa: Velha Guarda, com tudo o que de bom tem.
Privámos um bocadinho mais (e foi pouco) nas sessões de homenagem ao Al Berto. Principalmente na Casa Fernando Pessoa.
Trabalhei com ele no Popular, e encontrava-o sempre nos festivais de cartoon. Guardarei memória.