Alice e a «livraria dos poemas»

Ela insistiu muito. «Pai, tens que me levar à livraria dos poemas.» «Pai, quero muito dizer ao Changuito para fazer mais discos com poemas.» «Pai, leva lá, leva lá, leva lá.» Estava a chover muito, hoje à tarde. Cordas de água a fustigar a cidade, o asfalto brilhante dos reflexos de faróis e candeeiros. Um pai, uma filha, um guarda-chuva. E a Alice, maravilhada, entrou pela primeira vez na Poesia Incompleta. Fez as perguntas que tinha a fazer, olhou para as fotografias do Cesariny, leu com a Alexandra Lucas Coelho (as duas sentadas no chão) um livro do Robinson Crusue, só com imagens. À saída, chovia menos. E enquanto voltávamos para o carro, ou pouco depois, o Changuito escreveu isto (quem agradece somos nós).



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges