Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’

Círculo Vicioso, reportagem sobre as dificuldades por que passam os pequenos e médios editores, por António Guerreiro
Os Malaquias, de Andréa Del Fuego (Círculo de Leitores), por José Mário Silva
Como Estamos Famintos, de Dave Eggers (Quetzal), por Ana Cristina Leonardo
O Lago, de Ana Teresa Pereira (Relógio d’Água), por Manuel de Freitas
Amor Livre e outras histórias, de Ali Smith (Quetzal), por Pedro Mexia
O Epigrama de Estaline, de Robert Littell (Civilização), por Hugo Pinto Santos



Comentários

2 Responses to “Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’”

  1. Ricardo Assis on Janeiro 29th, 2012 19:25

    Seria bom que a publicação de livros de autores brasileiros não fosse apenas motivada por premiações, estatuto, sei lá o quê… há uma série de coisas boas que uma pessoa é obrigada a encomendar pela internet e que têm qualidade suficiente para aparecer nas livrarias portuguesas. Li dois livros de autores mais recentes. Li alguns livros recentemente que achei muito bons: o Diário de Uma Queda do Michel Laub, muito bom, e O Habitante Surreal do gaúcho Paul Scott, livro fantástico. Ainda do Rio Grande do Sul li Sinuca embaixo d’àgua da Carol Bensimon, um livro com um protagonista ausente, lembrou-me logo o Bolaño, muito bom também. Talvez O Habitante Surreal tenha-me admirado mais que todos, mas seria bom que houvesse maior atenção das editoras portuguesas aos muitos escritores interessantes que vão surgindo no Brasil.

    Também vi-me obrigado a encomendar autores americanos de lá. Do David Foster Wallace encomendei o Breves Entrevistas a Homens Hediondos, cheguei a pensar em encomendar o Infinite Jest em inglês mesmo, mas como li que a Companhia das Letras lá do Brasil vai publicar o livro, prefiro ler em português mesmo.
    Já li vários elogios ao Foster Wallace, aqui, do Rogério Casanova, dos escritores David Machado, do Daniel Galera. Masd em Portugal são tantos os leitores e tão grandiosos os elogios que não percebo como nenhuma editora não tomou a inciativa.
    O meu O Arco-Íris da Gravidade do Pynchon também é da Companhia das Letras – aliás, podia haver uma editora do mesmo estilo em Portugal, publica muita coisa boa e preenche muitas lacunas por lá – , mas talvez tivesse valido a pena esperar, a Bertrand já publicou o V. e o Vício Intrínsico, o que se espera é que continue.

  2. Ricardo Assis on Janeiro 29th, 2012 19:50

    Não gosto de muita coisa que escreve o António Guerreiro, confesso, desconfiava do que ele tinha escrito sobre O Filho de Mil Homens do Mãe, mas. de facto, achei o livro um pouco para o fraquinho. Não o arrasaria como o A. Guerreiro, mas é decepcionante. Espero que esta fase Mr. Happy, Sr. Sensível e sucesso de feiras literárias no exterior (nada contra, mas…) passe e que volte à maldade e à desgraceira. Rendeu coisas bem melhores.

    Por falar em críticos morreu um dos que mais gostava de ler, o Daniel Piza. Depois da pausa que ele fez no blog nunca mais lá fui e se não fosse passar pelo Ciberescritas só saberia quando me lembrasse novamente em lá ir.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges