Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’

Renascer – Apontamentos e Diários 1947-1963, de Susan Sontag (Quetzal), por António Guerreiro
A Inquisição – O Reino do Medo, de Toby Green (Presença), por Luís M. Faria
O Hipnotista, de Lars Kepler (Porto Editora), por Paulo Nogueira
Incêndio no Chiado, de François Vallejo (Quetzal), por José Guardado Moreira
Poema Sujo, de Ferreira Gullar (Ulisseia), por José Mário Silva
Breve História da Humanidade, de Cyril Aydon (Gradiva), por Vergílio Azevedo
Obras de Bernardim Ribeiro, com organização, introdução e notas de Helder Macedo e Maurício Matos (Presença), por Álvaro Manuel Machado



Comentários

3 Responses to “Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’”

  1. inês on Agosto 28th, 2010 16:04

    O que aconteceu ao Sr. Palomar, Bibliotecário de Babel?
    Acompanho-vos sempre.
    Um beijinho

  2. isabel ribeiro on Agosto 29th, 2010 2:03

    As minhas preferências vão para:
    – Poema Sujo, de Ferreira Gullar (Ulisseia), gostei imensoi da sua crítica. Ainda não conheço nada de FG, santa ignorância (não dá para tudo), mas sempre atempo de iniciar.
    e
    – Obras de Bernardim Ribeiro, com organização, introdução e notas de Helder Macedo e Maurício Matos (Presença), por Álvaro Manuel Machado. Encanta-me o carácter bucólico da poesia de B. R.

    Quem não se recorda de :
    “Menina e moça me levaram de casa de minha mãe para muito longe. Que causa fosse então a daquela minha levada, era ainda pequena, não a soube. Agora não lhe ponho outra, senão que parece que já então havia de ser o que depois foi. Vivi ali tanto tempo quanto foi necessário para não poder viver em outra parte. Muito contente fui em aquela terra, mas, coitada de mim, que em breve espaço se mudou tudo aquilo que em longo tempo se buscou e para longo tempo se buscava. Grande desaventura foi a que me fez ser triste ou, per aventura, a que me fez ser leda. Depois que eu vi tantas cousas trocadas por outras, e o prazer feito mágoa maior, a tanta tristeza cheguei que mais me pesava do bem que tive, que do mal que tinha.”

    Menina e Moça, início

  3. André on Agosto 29th, 2010 9:29

    Ainda não folheei a nova edição do Bernardim Ribeiro, mas a presença de Hélder Macedo dá garantias. Infelizmente o normal é em obras antigas fazerem-se não edições, mas verdadeiras traduções de português antigo para moderno, que as deturpam e violam. Há por aí crimes inadmissíveis desse género, às vezes até assinados por nomes grandes, nomeadamente em edições (?) da Peregrinação, que desfiguram e destroem o original, sob o pretexto de fazerem obras de leitura fácil para o público em geral. De facto tornam-se acessíveis, mas deixam de ser a Peregrinação (ou a Menina e Moça) para se tornarem em sucedâneos que os autores não assinariam nem adoptariam como seus,

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges