Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’

Teoria das Nuvens, de Stéphane Audeguy (Teorema), por José Mário Silva
Jardins de Kensington, de Rodrigo Fresán (Cavalo de Ferro), por Rogério Casanova
A Cara da Gente, de Baptista-Bastos (Oficina do Livro), por Ana Cristina Leonardo
Vida Extenuada, de Fátima Maldonado (& Etc), por Manuel de Freitas
A Mãe de Todas as Histórias, de José António Almeida (Averno), por António Guerreiro
O Espaço Vazio, de Peter Brook (Orfeu Negro), por Francisco Frazão
– entre outros



Comentários

One Response to “Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’”

  1. J.Urbano on Junho 22nd, 2008 23:05

    Parece-me sintomático da permanência de um certo estado de coisas, para evitar falar de cobardia intelectual, que uma revista como a NADA, que vai no seu décimo primeiro número e tem realizado um trabalho peculiar no panorama cultural português, não tenha merecido até hoje, do suplemento Actual do jornal Expresso, sequer uma linha. E menos se percebe quando nas vossas fileiras existe um António Guerreiro, sempre tão atento a estas coisas. No fundo paga-se caro o jogar-se de outra maneira e uma certa intragigência intelectual e ética diante de certos poderes, no fundo poderes de caca, mas que nem por isso deixam de marcar funestamente a paisagem portuguesa. Pior, replicam esse ancestral portugal doentio e fechado. Mas tudo bem. Sei que a Nada é uma espécie de erva daninha que à partida seria desadequada aos nossos solos, mas o certo é que cresce sem precisar da vossa mediação ou do vosso cuidado, aliás se estivesse ao vosso cuidado sabemos bem qual seria o seu destino.
    Só posso gradecer o apoio e entusiasmo que os suplementos culturais e os intelectuais de serviço têm dado à Nada.
    E só é pena que o traque de um Bebuino no Mali não tenha provocado estragos no sistema literário e cultural português. A teoria do Caos parece que perde o efeito mal chega à fronteira. Mudam as gerações mas no fundo o esquema mantém-se.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges