Andréa del Fuego

Nasceu em S. Paulo, Brasil, em 1975. Publicou Minto enquanto posso (2004), Nego Tudo (2005), Engano seu (2007), Nego Fogo (2009) e Os Malaquias (2010). Fez publicidade e cinema. Escreveu vários blogues, mantendo actualmente um que leva o seu nome.

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À esquerda, com Nelida Piñon e Pilar del Río (juradas)



Comentários

3 Responses to “Andréa del Fuego”

  1. A on Outubro 25th, 2011 19:08

    Não se vê os brasileiros concederem tantos prémios aos Portugueses, como os Portugueses aos Brasileiros. É tudo vassalagem do milagre do Acordo Ortográfico?

    Pelo simbolismo (e não só), até porque sempre assim aconteceu, seria bom que fosse um Português a ganhar o primeiro prémio pós Saramago. Um jovem português. Estava confiante no Pedro Rosa Mendes, ou no David Machado. Ou uma surpresa nacional, seria ainda melhor. Sendo assim o desfecho, e contaminados como estamos de brasileiros no dia-à-dia, o interesse é quase nulo.

  2. Ricardo on Outubro 26th, 2011 1:10

    O David Machado não se candidatou, o Deixem Falar as Pedras foi lançado depois do prazo, segundo próprio autor afirmou.
    O Pedro Rosa Mendes tem 43 anos e não se pode candidatar já há algum tempo já que o prémio José Saramago é para escritores até 35 anos.

    Se os brasileiros não dão prémios aos portugueses não devíamos então premiar brasileiros? Uma vinganzinha mediocrezinha bem estupidinha…

    Não há vassalagem, não há Acordo nenhum, a Adriana Lisboa venceu em 2003 por um belo livro chamado Sinfonia em Branco e é brasileira. Há qualidade, há uma análise das obras sem olhares mesquinhos e preconceituosos.

    Estão cinco portugueses para 2 brasileiras entre os premiados até agora. Acho até que o saldo é muitíssimo positivo para os autores portugueses, não acho que a diferença entre a qualidade da nova literatura brasileira e portuguesa seja assim tão grande. Talvez o que nos põe um pouco mais à frente chame-se Gonçalo M. Tavares, mas essa é sempre uma comparação muito difícil de se sustentar com factos. Eu acho admirável a variedade, a liberdade de fazer de tudo e a quantidade de coisas interessantes que se faz do lado de lá.

    Mas nem sei como perco o meu tempo para escrever isto a alguém que acha que brasileiros (ou gente de qualquer outro país) contamina seja lá o quer for. É de uma mesquinhez, de uma arrogância sem nadinha por trás, de uma ignorância que dá dó.

  3. José Mário Silva on Outubro 26th, 2011 16:41

    Concordo a 100% com o RIcardo. E acrescento que o Gonçalo M. Tavares já ganhou, com “Jerusalém”, um dos mais cobiçados prémios literários atribuídos no Brasil (o PT).

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges