Apresentação de ‘Rayuela’
Daqui a pouco (18h30), na Fnac do Chiado, será lançada a edição portuguesa da obra-prima de Julio Cortázar: Rayuela (O Jogo do Mundo). Só agora, 45 anos depois, é que alguém decidiu colmatar a escandalosa lacuna (e por isso tiro o meu chapéu à Cavalo de Ferro). Como se costuma dizer, antes tarde do que nunca.
Depois da leitura a mata-cavalos, numa espécie de transe, das 631 páginas e 155 capítulos deste romance desvairado, vou tentar dizer alguma coisa que seja digna de tão transcendente experiência, assim como quem lança uma pedra para a figura desenhada a giz no chão e sobe ao pé coxinho da Terra ao Céu.
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Também eu por estes dias vou lendo a «Rayuela», errando entre «el lado de allá» e «el lado de acá». Bifurcações cortazarianas iniciadas numa manhã declinante de um declinante Verão portenho. E não é que depois de ter completado o meu post me chega a informação de que daqui a uns dias terei de ir a Paris! Encontrarei Magda parada sobre a Pont des Arts? Ignoro. Sei, contudo, que irei pela rua de Seine, cruzarei o arco que dá para o Quai de Conti e esperarei um encontro casual.