Armando & Anthero
A Assírio & Alvim divulgou há pouco, através da sua conta no Facebook, a capa do próximo livro de Armando Silva Carvalho:

Em jeito de bónus, ofereceu-nos ainda um dos poemas inéditos de Anthero Areia e Água, precisamente sobre o suicídio do poeta açoriano:
Como todos acabamos, acabaste.
Mas não acabaste como quase todos acabamos.
Sentaste-te num banco de jardim,
Separado pelo mar,
Separado de ti, separado de separações
Que te obrigassem a unir
Os ossos redimidos, os músculos mentais
Desse palácio de ideias, no dizer de Sérgio,
Que durante tanto tempo construíste
E disparaste dois tiros.
Comentários
2 Responses to “Armando & Anthero”
- Melancólicas criaturas em 20 de Maio de 2012
- Primeiros parágrafos em 20 de Maio de 2012
- Um rato através da anaconda em 20 de Maio de 2012
- Os reflexos do mal em 19 de Maio de 2012
- O que aí vem (Esfera do Caos) em 19 de Maio de 2012
- Camané no ‘Avenida de Poemas’ em 18 de Maio de 2012
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 18 de Maio de 2012
- Juan Marsé: “Ao romancista não basta a realidade, ele tem de ir sempre um pouco mais além” em 18 de Maio de 2012
- Cinco poemas de Liberto Cruz em 17 de Maio de 2012
- A pirâmide alimentar dos escritores em 17 de Maio de 2012


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Mais um a não perder. Arrepiante o momento em que deparei com o banco onde Antero encontrou o ponto de fuga para os seus problemas.
Há um outro poema deste livro q saiu, já há mais de um mês, na revista Saudade e q começa com o verso «A faca não lhe cortou o fogo»