Balanço final

Seja qual for o ângulo de análise (público, qualidade das mesas, organização), a 13.ª edição das Correntes d’Escritas foi um êxito. As dificuldades económicas fizeram-se sentir na duração do encontro (menos um dia), mas não no empenho dos participantes nem na adesão dos espectadores. A Manuela Ribeiro e o Francisco Guedes, à frente de uma grande equipa (e com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim), estão mais uma vez de parabéns. E se a crise para o ano apertar ainda mais os cordões à bolsa, talvez seja de ponderar o pagamento simbólico das entradas (dois euros, por exemplo). Era uma forma de controlar o crescimento desmesurado do público, que já não cabe no Auditório, ao mesmo tempo que se financiaria um projecto que é demasiado importante para correr o risco de extinção.
Enfim, com maiores ou menores dificuldades, estou certo que para o ano há mais. E cá estaremos para dias intensos de debates em série, pouco sono e muito convívio.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges