Branco no Branco
No último sábado, 19 de Janeiro, dia em que Eugénio de Andrade chegaria aos 84 anos, foi inaugurado no cemitério do Prado do Repouso, Porto, o jazigo que o arquitecto Álvaro Siza desenhou para o poeta. É um monumento funerário de uma discrição absoluta, um quadrilátero de mármore rente à terra, com poemas gravados “branco no branco”, quase invisíveis a um primeiro olhar.
Rui Lage, que me enviou estas imagens, chama-lhe um “poema de pedra, de Siza para Eugénio”.
[Fotografias: Alexandre Bahia]
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dois poetas para a vida
A beleza inscrita na pedra. O branco da memória assim tornada perene.