Branco no Branco

No último sábado, 19 de Janeiro, dia em que Eugénio de Andrade chegaria aos 84 anos, foi inaugurado no cemitério do Prado do Repouso, Porto, o jazigo que o arquitecto Álvaro Siza desenhou para o poeta. É um monumento funerário de uma discrição absoluta, um quadrilátero de mármore rente à terra, com poemas gravados “branco no branco”, quase invisíveis a um primeiro olhar.
Rui Lage, que me enviou estas imagens, chama-lhe um “poema de pedra, de Siza para Eugénio”.

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[Fotografias: Alexandre Bahia]



Comentários

2 Responses to “Branco no Branco”

  1. MAR ARAVEL on Janeiro 25th, 2008 18:37

    dois poetas para a vida

  2. CristinaGS on Janeiro 26th, 2008 22:38

    A beleza inscrita na pedra. O branco da memória assim tornada perene.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges