Byblos à moda do Porto

Segundo notícia do DN, a segunda livraria Byblos vai ficar instalada na Praça de Lisboa, junto à Torre dos Clérigos, no centro do Porto. Inserida num projecto de reabilitação urbana liderado pela Bragaparques (olha quem), a nova loja vai ser ainda maior do que a das Amoreiras e supõe-se que igualmente sofisticada. Contudo, tendo em conta as muitas falhas que o projecto lisboeta revelou — tanto ao nível tecnológico como de oferta livreira (o famoso fundo editorial continua incompleto) — talvez fosse melhor afinar a máquina antes de entrar outra vez em delírios de grandeza e promessas megalómanas que enchem o olho da imprensa mas depois ficam por cumprir.
De resto, todos os males fossem esses. Por zunzuns que me chegaram aos ouvidos, o ambiente nas Amoreiras anda de cortar à faca, devido a questões salariais que já motivaram a saída de pelo menos quatro funcionários e estão a causar enorme mal-estar nos que ficaram.

Comentários

3 Responses to “Byblos à moda do Porto”

  1. Luísa Salema on Fevereiro 10th, 2008 10:34

    Agora este é um blogue de zunzuns?

    Não gostar da livraria ou do livreiro e dizê-lo, é legítimo, mas … zunzuns ….? Não sei se o verdadeiro Bibliotecário de Babel acharia isto digno.

    • José Mário Silva on Fevereiro 11th, 2008 0:02

      Cara Luísa,
      Este blogue é sobre “o que está dentro dos livros, à volta dos livros, antes e depois dos livros”. Isto inclui tudo, parece-me, inclusive os casos de abuso empresarial, ainda mais graves quando simultâneos com exibições mediáticas de uma grandeza com pés de barro. Quanto ao facto de serem zunzuns, creio que é compreensível que as pessoas afectadas não queiram dar a cara. Mas que a verdade já circula por aí, ai isso circula.

      • Jorge Palinhos on Fevereiro 11th, 2008 15:46

        Caro Zé Mário,

        Talvez a minha visão seja tendenciosa, mas permite-me discordar de ti.
        Parece-me que um blog literário que se quer profissional (ou pelo menos semiprofissional) deveria ter a preocupação de não difundir meros “zunzuns” mas ouvir o outro lado para ter uma visão equilibrada da situação.

        A justificação de as pessoas afectadas não quererem dar a cara também me intriga: se elas já se despediram, o que é que lhes poderá acontecer?

        Finalmente, pôr em causa todo um projecto por haver problemas laborais também me parece algo abusivo. Será que nas lojas FNAC e Bertrand não haverá também problemas laborais, funcionários descontentes, profissionais mal-pagos e ambientes “de cortar à faca”?

        Abraços,
        Jorge

        Got something to say?





        Leia os últimos textos publicados
        «Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges