Byblos à moda do Porto
Segundo notícia do DN, a segunda livraria Byblos vai ficar instalada na Praça de Lisboa, junto à Torre dos Clérigos, no centro do Porto. Inserida num projecto de reabilitação urbana liderado pela Bragaparques (olha quem), a nova loja vai ser ainda maior do que a das Amoreiras e supõe-se que igualmente sofisticada. Contudo, tendo em conta as muitas falhas que o projecto lisboeta revelou — tanto ao nível tecnológico como de oferta livreira (o famoso fundo editorial continua incompleto) — talvez fosse melhor afinar a máquina antes de entrar outra vez em delírios de grandeza e promessas megalómanas que enchem o olho da imprensa mas depois ficam por cumprir.
De resto, todos os males fossem esses. Por zunzuns que me chegaram aos ouvidos, o ambiente nas Amoreiras anda de cortar à faca, devido a questões salariais que já motivaram a saída de pelo menos quatro funcionários e estão a causar enorme mal-estar nos que ficaram.
Comentários
3 Responses to “Byblos à moda do Porto”
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 29 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 22 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 16 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 9 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 2 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 25 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 18 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 11 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 4 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 28 de Outubro de 2016


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Agora este é um blogue de zunzuns?
Não gostar da livraria ou do livreiro e dizê-lo, é legítimo, mas … zunzuns ….? Não sei se o verdadeiro Bibliotecário de Babel acharia isto digno.
Cara Luísa,
Este blogue é sobre “o que está dentro dos livros, à volta dos livros, antes e depois dos livros”. Isto inclui tudo, parece-me, inclusive os casos de abuso empresarial, ainda mais graves quando simultâneos com exibições mediáticas de uma grandeza com pés de barro. Quanto ao facto de serem zunzuns, creio que é compreensível que as pessoas afectadas não queiram dar a cara. Mas que a verdade já circula por aí, ai isso circula.
Caro Zé Mário,
Talvez a minha visão seja tendenciosa, mas permite-me discordar de ti.
Parece-me que um blog literário que se quer profissional (ou pelo menos semiprofissional) deveria ter a preocupação de não difundir meros “zunzuns” mas ouvir o outro lado para ter uma visão equilibrada da situação.
A justificação de as pessoas afectadas não quererem dar a cara também me intriga: se elas já se despediram, o que é que lhes poderá acontecer?
Finalmente, pôr em causa todo um projecto por haver problemas laborais também me parece algo abusivo. Será que nas lojas FNAC e Bertrand não haverá também problemas laborais, funcionários descontentes, profissionais mal-pagos e ambientes “de cortar à faca”?
Abraços,
Jorge