Capa portuguesa de ‘O Filho Eterno’

O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, é o mais premiado romance brasileiro dos últimos tempos (ganhou, entre outros, o Jabuti para Melhor Romance e o Prémio PT de Literatura). A Gradiva vai editar o livro em Portugal e os primeiros exemplares estarão nas livrarias já no próximo dia 20. A capa é esta:



Comentários

7 Responses to “Capa portuguesa de ‘O Filho Eterno’”

  1. Notas sobre livros e outras coisas legais de 30.10.2008 a 5.11.2008 | Livros e afins on Novembro 5th, 2008 20:00

    […] Capa portuguesa de ‘O Filho Eterno’ – Veja como os nossos irmãos lusos verão o celebrado livro de Tezza nas livrarias de além mar […]

  2. miguel loureiro on Novembro 6th, 2008 1:23

    Para não variar, mais uma capa miserável dentro daquilo que nos é habitual.
    Mas também basta ver o que se consideram boas capas, no post sobre os prémios Blogtailors, para nos resignarmos com esta total sensaboria e piroseira que é a apresentação gráfica de um livro em Portugal.
    Off with their heads!

  3. Roberto on Novembro 6th, 2008 3:32

    Trata-se de uma capa bastante adequada para este livro… Livro extremamentre sobrevalorizado por júris que se deixam chantagear com facilidade e sem discernimento.

  4. Rui Pedro on Novembro 6th, 2008 9:55

    Esta capa ficaria melhor num livro de algum psicólogo a falar de “afectos” ou de pais e filhos. É uma capa demagógica, parece-me. E muito feia.

  5. Paulo Araújo on Novembro 6th, 2008 15:21

    A capa é terrível, mas julgo que a editora está a jogar em dois campos: os que acompanham a cena literária e conhecem a importância desses prémios não fugirão à compra por causa da capa; e pode ser que ela atraia outros compradores que de outro modo nunca espreitariam tal livro (chamemos-lhes leitores “Xis” em homenagem à defunta revista que congregava todas as pieguices “new age”).

    Dito isto, li o livro de Tezza na edição brasileira (capa vermelha, sem bonecos, só o título e o nome do autor), e já antes lera, sempre com muito gosto, outros livros dele, como “O fotógrafo” e “Uma noite em Curitba”. Tezza tem a capacidade, nada comum nas letras lusófonas, de combinar descrições límpidas, sem arroubos de retórica, com uma narrativa realista e fluida da vida mental das personagens. São romances mais do pensamento do que da acção. Não é natural que um tal estilo granjeie grande popularidade, pois exige leitores com alguma sofisticação. A menos que Tezza se transforme num daqueles autores de culto que muitos compram mas poucos lêem, como o Lobo Antunes (coisa pouco provável no Brasil, que há muito perdeu o hábito de canonizar os seus escritores).

    O tema de “O filho eterno” é propício a maus entendidos que esta capa da Gradiva só agrava, mas o livro não podia estar mais longe do «tear-jerker» hollywoodesco sobre a redenção do coitadinho. Espero que, ao contrário do Roberto que acima comenta, os leitores portugueses saibam lê-lo sem preconceitos.

  6. + O filho eterno (amém?) « Sorriso de Medusa on Novembro 15th, 2008 0:58

    […] + O filho eterno (amém?) Hoje fiquei chocada, dei uma olhada num blogue chamado Bibliotecário Babel e vi a capa portuguesa do livro. Provavelmete quem a fez não leu a obra nem teve acesso a uma descrição mínima dela (cadê o editor?). Coisa que também acontece no Brasil. Mas gente, esse caso é além da imaginação, é feio demais, nem as editoras religiosas fariam uma coisa dessas hoje. Perceberiam  que o filho de Tezza não tem nenhuma semelhança como filho de Deus. Para ver é só clicar aqui. […]

  7. Cecília on Dezembro 13th, 2008 11:44

    Nossa! Horrível. Parece capa de livro espírita.
    Colocar foto em capa de livro, além de pura falta de criatividade gráfica é de muito mau gosto.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges