Correntes d’Escritas por quem as faz (participantes – 1)

Ruy Duarte de Carvalho, vencedor do Prémio Casino da Póvoa (com o livro Desmedida, publicado pela Cotovia)

Manuel Rui, veterano entre os escritores veteranos (participa no encontro desde a primeira edição, em 2000)

Pepetela (Prémio Camões 1997)



Comentários

3 Responses to “Correntes d’Escritas por quem as faz (participantes – 1)”

  1. Jorge M. on Fevereiro 21st, 2008 18:24

    Os dois últimos conhecidos torcinários, envolvidos, em Angola, durante a segunda metade da década de 70 (pelo menos), em comprovadas sessões de tortura de oposicionistas de diversos matizes, alguns dos quais seriam posteriormente executados. Luandino Vieira fez igualmente parte desse grupo, embora com uma intervenção menos activa (Manuel Rui foi ainda, note-se, responsável governamental pela Informação). Este tipo de atitudes não pode ser calado nem tem perdão, por muito que tais pessoas se passeiem agora com um ar de candura que, pelos vistos, “pega” junto de algumas pessoas.

  2. frederico antónio on Fevereiro 26th, 2008 16:56

    É estranha a bonomia e a complacência com que se tratam “torcionários” apenas porque são bons escritores (falo de pepetela, o manuel rui é fraquíssimo) e de esquerda. No entanto, leia-se o que escreveu Osvaldo Manuel Silvestre sobre o “prémio Camões” dado a Pepetela, chamando os bois pelos seus nomes: “há algo de inaceitável na associação do nome de Camões – ou seja: o nome da poesia – a quem pactuou com a infâmia.” Ainda há crítica literária a sério.

  3. José Mário Silva on Fevereiro 27th, 2008 11:11

    Caro Frederico,

    A questão não me parece assim tão simples. E a frase “há algo de inaceitável na associação do nome de Camões – ou seja: o nome da poesia – a quem pactuou com a infâmia” também se aplicaria a Ezra Pound, por exemplo, que escreveu um ensaio sobre o nosso vate.
    Parece-me desnecessário lembrar que Pepetela e Manuel Rui estavam no encontro enquanto escritores e não enquanto ex-guerrilheiros.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges