De que falam, entre eles, os ‘dezedores’ de poesia?

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Esta noite, no Auditório do Ramo Grande (Praia da Vitória), estiveram onze dezedores em palco. Entre outras coisas, disseram-se frases como estas:

«A função do dezedor é revelar o poema» (José Fanha)

«A poesia é o cristal da literatura, o seu momento mais apurado» (Maria do Céu Guerra)

«Se há poemas que sei de cor, é porque os aprendi com o coração» (Rui Spranger)

«Quando era miúdo, tive dois amigos imaginários: um panda de peluche e o Alberto Caeiro» (Pedro Lamares)

«Não devemos escancarar o poema, temos que respeitar as suas zonas de sombra» (Maria do Céu Guerra)

«Quando alguém diz um poema, está a dizer-se a si próprio» (José Fanha)

«Há poetas que dizem muito bem os seus poemas, como o David Mourão-Ferreira. E há os que dizem muito mal, como o Torga ou o Sebastião da Gama. Eu costumava dizer-lhe: “Ó Sebastião, não digas os teus poemas, que os estragas!”» (Maria Barroso)

«Nós é que precisamos da poesia, não é a poesia que precisa de nós» (Maria do Céu Guerra)

«A poesia é um xarope contra a tosse do dia-a-dia» (Álamo Oliveira)

«Gosto de me infiltrar no poema, como a sardanisca do O’Neill» (Maria do Céu Guerra)

«A mim, parece-me que só dizemos bem um poema se conseguirmos namorar o texto» (José Fanha)

«A poesia pode mudar a vida das pessoas, mas não se pode impingir. Não é uma missa, é um encontro.» (Maria do Céu Guerra)



Comentários

7 Responses to “De que falam, entre eles, os ‘dezedores’ de poesia?”

  1. Ana Reis on Setembro 6th, 2009 9:25

    Querido(a) novo(a) amigo(a),estou precisanda muito de novos amigos pra me auxiliarem no meu projeto. Estou criando uma minibiblioteca comunitária e outras atividades pra crianças e adolescentes na minha comunidade carente aqui na minha comunidade carente no Rio de Janeiro,eu sózinha não conseguirei,mas com a ajuda dos amigos sim. Já comprei 120 livros e também ganhei livros até de portugal dos meus amigos dos meus blogs no google: Eulucinha.blogspot.com ,se quiser pode visitar meus blogs do google,ficarei muito contente. A campanha de doações que estou fazendo pode doar qualquer quantia no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 ou pode doar livros ou pode doar máquina de costura ou pode doar retalhos,ou pode doar computador usados. Qualquer tipo de doação será bemvinda é só mandar-me um email para: asilvareis10@gmail.com , eu darei o endereço de remessa. As doações em dinheiro serão destinadas a compra de livros,material de construção,estantes,mesas,cadeiras,alimentos,etc. Se voce puder arrecadar doações para doar ao meu projeto serei eternamente grata. Muito obrigado pela sua atenção.

  2. Anónimo on Setembro 6th, 2009 14:27

    Devo “dezer” que, esta lista de clichés amarelados pelo tempo me leva a suplicar:
    ” Ó dezedores não digais poemas, que os estragais!”

  3. Anónimo (2) on Setembro 6th, 2009 18:12

    E eu digo:

    «Ó Anónimo, vê se aprendes a colocar as vírgulas na frase, que a estragas com a tua inépcia para a pontuação!»

  4. Gonçalo Oliveira on Setembro 7th, 2009 12:32

    1.º – Não gosto de cobardes, ou covardes, se preferirdes, que se ocultam sobre o anonimato.
    2.º- Não gosto de anónimos que nem sequer sabem colocar as vírgulas no sítio.
    3.º – Não gosto de “clichés amarelados pelo tempo”. É piroso demais. Mas como é de um anónimo cobarde, desculpa-se. E assim continua Portugal estupidificado. É a nossa sina, ou se preferirem o nosso fado.

  5. Caesar on Setembro 8th, 2009 9:27

    Gonçalo, permita-me (sem se ofender) que lhe demonstre a natureza vítrea dos seus telhados:

    – a identidade (assumida ou reservada) não atesta qualidades nem defeitos, por si só; creio que essa acusação de covardia carece de grandes explicações, sob o risco de se tornar reflexiva;
    – acumular o seu preconceito contra o anonimato à incompetência de pontuação de um anónimo não reforça o seu argumento, pode até torná-lo mais débil;
    – espanta-me que se arrogue da capacidade de detectar as vírgulas mal estacionadas, mas que não repara na incongruência do “amarelados” (quando o correcto é “amarelecidos”);
    – nem sei identificar que rara figura de estilo se possa aqui invocar, para exprimir a sua discordância estética pela expressão, o seu “é piroso demais” é inacreditavelmente mais inestético e de um mau-gosto olímpico;
    – as suas conclusões são perfeitamente vulgares e fortuitas, porquê?

    Ansioso pela sua réplica,

    Caesar

  6. Gonçalo Oliveira on Setembro 9th, 2009 20:29

    Finalmente!
    A Caesar o que é de Caesar. Entre o anonimato e o pseudónimo venha o diabo escolha.
    Quanto aos “amarelecidos” e aos “amarelados” vamos aqui(?) discutir as teorias das cores ou seus significados? Não me parece merecedor. Mas porque escreve ansiando uma réplica, então talvez seja melhor dirigir-se a polemistas de valor académico acrescentado.
    Quanto às minhas conclusões serem perfeitamente vulgares e fortuitas, não devia ficar admirado, pois eu não passo de uma pessoa vulgar. Mas quanto a fortuitas, porquê? Por não serem consentâneas com o seu pensamento que rege o reino de todas as majestades?
    Francamente! Vamo-nos deixar de coisas pequenas e vamo-nos dedicar, pelo menos, a não menosprezar o trabalho e o esforço daqueles que se empenham em não deixar “morrer” a poesia nos livros expostos nas prateleiras lá de casa.

  7. Caesar on Setembro 10th, 2009 11:56

    Gonçalo, com o necessário respeito: entre anónimo, Caesar e Gonçalo Oliveira, venha o diabo e escolha. Acredito que diante do espelho lhe seja impossível admitir isso, mas o Gonçalo é tão anónimo quanto os anónimos anteriores, até quanto a Ana Reis lá no topo dos comentários. Até quanto o Caesar.

    Não compreendo o resto do seu texto. Mesmo suspeitando que me confunde com o anónimo da vírgula, vou alimentar-lhe essa confusão ao afirmar achei graciosa a adaptação do dito da Maria Barroso por ele. Embora não haja qualquer relação directa entre a vulgaridade das impressões recolhidas e a qualidade dos “dezedores” de poesia, podem fazê-lo brilhantemente e continuar repetindo aquele discurso gasto e deslocado.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges