Dedicatórias

As dedicatórias nunca são inócuas, mesmo as que parecem inócuas. Às vezes, são actos de despojamento ou noção da realidade (como a do Rui Pires Cabral). Às vezes, são apenas gestos que repõem uma certa forma de justiça. Como a dedicatória de Pedro Sena-Lino, em 333, um romance de bibliófilo, sobre o impacto que os livros podem ter na vida das pessoas:

«Para o Olímpio, que tanto viveu de livros,
e tantos livros fez viver»



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges